quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Histórias de trinta anos de rádio

Trinta anos do jornal Dois Estados e, coincidindo com o evento, trinta anos deste que vos fala em Campos, que naquele já longínquo 1985 ainda não era dos Goytacazes e era apenas intrépida e formosa como diziam os poetas e cronistas da cidade. 

Se aqui no jornal eu contei causos da cidade, falei dos amigos e das coisas de minha terra, por aqui vivi intensamente o jornalismo, minha paixão,  o radialismo, minha melhor forma de viver, e o futebol, que está no meu sangue desde garoto pequeno na Praça Dona Ermelinda na "Santa Terrinha". 

Por aqui falei com meus ídolos, narrei gols de título, na campanha da Terceira Divisão do C.E Rio Branco, clube que me viu nascer como setorista para a Campos Difusora, comentei grandes  jogos, inclusive o primeiro da final do Módulo Branco, como a Terceira Divisão foi rebatizada em 1987, entre Americano x Caxias/RS, entrevistei grandes craques, com exclusividade e não como hoje que os jogadores só falam em coletiva. 

Por aqui ganhei respeito dos torcedores dos três gigantes, até hoje me perguntam qual o time do meu coração e acreditam quando digo que não há preferência entre eles e sim um grande e profundo respeito pelas três torcidas que me aceitaram e me deram a alegria de ser setorista em cada um destes e levar diariamente as novidades do Calabouço, do Parque Tamandaré e da Rua do Gás, como nós contávamos nos microfones das emissoras para identificar Rio Branco, Americano e Goytacaz para os ouvintes. 

Aqui, na Rádio Cidade de Campos, ganhei um dos dois prêmios que enfeitam minha prateleira e estão em minha memória como reconhecimento de tudo que fiz pelo jornalismo, fui BOLA DE OURO em 1987, que pela primeira vez foi internacional e, ao lado do meu grande ídolo, Jorge Cury, apadrinhado pelo amigo Geneci Pestana Alvim, recebi de JJ o mais cobiçado prêmio do radialismo brasileiro, e aqui um parentese para agradecer o carinho de Dawvan Lima, sem o qual não teria inscrito meu trabalho e conquistado a tão desejada BOLA DE OURO. 

Foram 25 anos de trabalho em praticamente todos os veículos de mídia de Campos dos Goytacazes, Campos Difusora, Rádio Cidade de Campos, onde formamos a primeira equipe independente do Estado do Rio e conquistamos uma cidade de audiência, conquistamos porque éramos um time forte com Sérgio Tinoco, Pessanha Filho e Paulo Lacerda a meu lado e com o apoio de Luiz Augusto, Renato Borges, Luiz Paulo Ribeiro e José Augusto, tomamos de "assalto" o rádio do torcedor campista e marcamos presença em duas ou três temporadas consecutivas. Anos dourados e vitoriosos do rádio campista. 

 Conversei com os grandes craques e fui um dos craques do microfone da Difusora, falei com Zico, nos vestiários, no hotel e no gramado, chamei Romário no canto do hotel para uma exclusiva e o Baixinho me contou que nunca ouviu falar de Miracema e seu pai não nasceu na nossa terra, explico: Rolava um boato na cidade que Romário era filho do Seu Valeiro, funcionário da Casa Marcelino, e eu não poderia deixar passar em branco. Certo? 

Sentei com Emil Pinheiro e Paulinho Criciúma, de boas lembranças para o torcedor do Botafogo, e vi que o atacante, além de grande jogador, é um ser humano da melhor qualidade e protagonizou uma cena que jamais esquecerei. Momentos antes da preleção uma criança do Espírito Santo, botafoguense fanática, com problemas sérios de nascença, queria conhecer o craque e... bem a história eu conto depois, mas ele foi até o saguão e pegou o garoto e foi para a preleção com ele no colo. Choro geral na portaria do Hotel Pálace e aprovação total de Emil Pinheiro para o ato de seu craque. 

Andei por este país e por este estado acompanhando Americano, Goytacaz e Rio Branco, vi o basquete masculino fazer bonito em Nacionais e tive o prazer de conviver com um dos treinadores mais competentes do basquete brasileiro, Zé Boquinha, e me tornar amigo pessoal do hoje comentarista da Espn, de ser assessor de imprensa de Cláudio Mortari e participar ativamente da vida do melhor voleibol do Brasil, time formado e comandado por Luizomar de Moura que trouxe grandes estrelas para a cidade, e, para citar apenas uma, a líbero Fabi, hoje na Globo e Medalhista Olímpica. 

Nos microfones da Difusora, Cultura, Continental e Cidade pude conversar com Sócrates, Romerito, Roberto Dinamite e ver Célio Silva nascer para o futebol vestindo a camisa do Americano e fazendo um jogo impecável contra o Vasco da Gama, parando Roberto Dinamite e em seguida seguir para o Rio para integrar o elenco vascaíno várias vezes campeão. 

Vi o último título do Goytacaz, na Série B, subindo para a Elite e no mesmo ano cair e nunca mais subir, mas sou testemunha que a torcida alvianil não se apequena e mostra força durante todos estes 25 anos de tentativa de retornar a Primeira Divisão do Rio. Vi, infelizmente, o fim do Rio Branco, o fechamento do Campos Atlético e não fui participante ativo do seu retorno, mas estou feliz com a presença do Roxinho na Segunda Divisão do Rio novamente. 

Trabalhei com monstros do rádio brasileiro como Aloysio Parente, José Nunes da Fonseca, Josélio Rocha, conheci radialistas famosos e dividi com eles espaços à beira do gramado e sempre um tempinho para prosa com Eraldo Leite, Danilo Bahia (que saudade do amigo), Elso Venâncio, Cláudio Perrot, o incrível e extraordinário Denis Menezes, sempre atento e sempre carinhoso com os companheiros do interior.

Discuti e briguei, quase no tapa, com Gilson Ricardo, dividi cabine com Waldir Amaral e Jorge Cury, ouvi atentamente as prosas com Ruy Porto, João Saldanha e Doalcei Camargo, vi crescer Luiz Penido, que sempre acreditei que faria sucesso e tantos outros gênios que já nos deixaram ou que penduraram os microfones bem no alto. 

Só fiz amigos, exceto Gilson Ricardo, e que hoje ainda trocam mensagens comigo e me fazem sentir importante e quando chego na terrinha e alguém quer um dedo de prosa, são muitos que me alegram com este pedido, um pelo menos lembra que já me ouviu por aqui ou ficava com o rádio de pilha colado no ouvido tentando captar as ondas médias e curtas das emissoras de Campos. 

Encerrando vou me lembrar do meu tio Caio Picanço, taxista na cidade do Rio de Janeiro, que na hora do "Mundo da Bola", da Rádio Nacional, do qual fui correspondente em Campos por vários anos, aumentava o rádio do carro e dizia para o passageiro: "Este é meu sobrinho Adilson, lá de Miracema" e, em uma destas, quem estava no banco de tras era seu ídolo Luiz Mendes, que disse: "Este garoto é bom, vou trazer para a Nacional em definitivo". 

Foi meu maior prêmio e foi o grande dia, segundo meu tio Caio, para ele e todos nós. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Andando por aí com destino certo

Ontem, conversando com alguns amigos mais chegados, aqueles que trocam figurinhas de viagem comigo, como o Motta e o Júnior, "viajamos" por aí sem sair da mesa onde estávamos e navegamos pelos mares profundos e voamos pelos céus de brigadeiro ou turbulento. 

Tomamos uma cerveja em Berlim, um vinho em Florença, uma tequila no México, um espumante em Paris, participamos da Festa da Cerveja, em Munique, um bacalhau no Porto, regado ao vinho mais famoso do mundo, que leva o nome da cidade portuguesa, uma Paella em Valência, na Espanha, que é servida sem frutos do mar, Motta prefere a de Sevilla justamente por ter as iguarias retiradas do mar espanhol. 


Alguém lembro das valsas vienenses, ouvidas nos bosques de Viena ou a beira do Danúbio? Sim, é belo e magnificamente emocionante. Que tal uma tarantela em Nápoles, na Itália, ouvir as ciganas espanholas tilintar as castanholas, em Barcelona ou as mulheres guerreiras de Lisboa cantando um fado a beira do Rio Tejo? 

Viajar é conhecer o passado e preparar uma vida mais gostosa no futuro, dizem, lá na CVC, que viajar é ter assunto para o resto da vida, "mude de assunto faça outra viagem", diz o slogan da operadora de turismo. Vou nesta onda viajando e conversando pelas mesas de bares e pelas esquinas onde encontro um outro maluco por viagens como eu.

Cantar Al-di-la em Veneza, levado pelos gondoleiros venezianos, é tão inesquecível quanto ouvir um Tango em Buenos Aires, correr pela orla do Rio Sena, em Paris, procurando um táxi para nos levar a Montmatre para ouvir uma canção francesa ou nos deliciar com a comida e a arte que reina naquele bairro boêmio da capital francesa. 

Jogar uma moeda na Fontana de Trevi, andar pelo bairro romântico de Trastevere, em Roma, é tão gostoso e bonito quanto andar pela Boca, em Buenos Aires, como um jantar no  Água Para Chocolate, em Santiago do Chile, onde o romantismo chegou, parou e não pediu licença. 

Andar pelos Alpes é emoção pura, as cordilheiras estão esperando por aventureiros e viajantes dispostos a subir o Vale Nevado em busca de neve ou novidade. Subir os Andes, vindo de Veneza, passando por Milão e subir pelo lado norte da Suíça é tão belo quanto olhar os jardins de Versalles ou passear pela cidade de Praga ou andar pela parte alta de Budapeste, onde tudo começou.

A Polônia hoje é tão religiosa quanto a Itália, conhecer Wadovice, onde nasceu o Santo Papa João Paulo II, seguir para Cracóvia, onde estudou e se formou, passear pelos jardins de Varsóvia, ouvindo Chopin, é um programa que vale a pena ser integrado em seu roteiro e garanto que será assunto nas rodas de amigos viajantes assim como contar a todos a emoção que é olhar de perto o Campo de Concentração de Aushiswit, também na Polônia, a um passo da Alemanha, onde seus olhos ficam esbugalhados e seu coração apertado. 

Pegar um barco no Porto Madeiro e andar pelo Rio da Plata pode não ser tão romântico como andar pelo Rio Sena, jantar a bordo de um Bateaux Mouche, mas é tão marcante quando navegar pelo Rio Reno entre Colônia e Frankfurt ou passear ouvindo valsas pelo Rio Danúbio, em Budapeste. 

Inesquecíveis cruzeiros fluviais e que se forem registrados em pequenos filmes nos celulares ou máquinas fotográficas ficará para sempre na nossa memória e nos chips dos computadores. 

Motta me lembra que a Bélgica faz a melhor cerveja do mundo e eu me lembro do belo porre que tomei em Bruxelas por não acreditar no alto teor da cerveja belga, e na Holanda, terra da Haineken, na República Tcheca, terra nata da Budwaiser, ela nascem em Pilsen, pertinho de Cesk Kuslovsk, um lugar maravilhoso onde o tempo parou e a cidade respira tradição e beleza. 

Se nos Andes ou nos Alpes o passeio nas Cordilheiras foi tranquilo você não sabe o que é o Montes Tartas, na divisa da Esolováquia com a Polônia, lá nas alturas a neve nos oferece um espetáculo jamais visto por estes olhos famintos de cultura e história, e que me ofereceu momentos que nunca mais deixarei de pensar. 

Júnior, mais novo e mais audacioso, fala de Nice e Mônaco e logo me vem a cabeça a beleza do Mediterrâneo, a passagem por Latina, nas proximidades de Roma, que pode não ser como as belas cidades da Cotè D'azur, na França, onde os iates fazem fila para ancorar e os milionários se misturam com simples turistas, como nós, nas mesas de canapés e vinho brancos ou tinto. 

Falamos em Cesk Kuslovsk, na República Tcheca e me vem a cabeça a medieval Sermoneta, na Itália, onde monges e frades se misturam ao povo tradicional, típicos italianos mercantis que pararam o tempo e guardam toda a tradição dos centuriões romanos. 

Pompéia e o Vesúvio fazem parte da história italiana e a viagem até lá tem passagem obrigatória por Capri e ouvir Pepino e sua Roberta é obrigação e sentar à uma mesa, comer uma pizza, ouvir violinos, acordeons e dançar a tarantela faz parte do show nosso de cada viagem. 

E tradição mesmo a gente vê em Londres, o Big Ben, a Tower Bridge, que de longe são vistas e fotografadas, se misturam com a modernidade da  London Eye, a maior roda gigante do planeta na qual não tive coragem de subir para ver o Tâmisa imponente, mas tive o prazer de ver a troca de guardas do Castelo de Buckingham, que só perde, na minha opinião, em beleza para o Portão de Bradenburg, em 





Berlim ou em tradição mais recente para o Muro de Berlim. 
Viajar é preciso e contar histórias é necessidade, não há uma roda de viajeiros ou andarilhos que não seja repleta de homens felizes e orgulhosos de suas aventuras. 

Faça planos, faça projetos, faça suas malas e BOA VIAGEM!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dois Estados, trinta anos de história

Como diria aquele baita narrador, Fiori Gilioti: "O tempo passa, torcida brasileira" e esta frase bordão serve para abrir o comentário desta semana de nosso Papo de Bola, que poderia muito bem passar a se chamar Papo de Amigos, neste Dois Estados, que está completando neste novembro 30 anos de circulação initerupta e com mais altos do que baixos, com mais alegrias que tristezas e com um punhado de leitores conquistados com sua informação correta e solidária.

Destes trinta anos eu devo ter vinte e nove e meio de participação no jornal, já falei de tudo um pouco. Já contei histórias, já narrei aventuras e viagens, saudei amigos boleiros e amigos de infância e juventude, falei de meus ídolos e contei causos que deixaram meus leitores bastante interessados e por isto recebo, todas as vezes que visito Miracema, dezenas de sugestões para novas colunas e novas conversas com os amigos leitores do Dois Estados.

Já até conversei com o Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, me taxaram de louco na ocasião, contei causos do Rink, falei das peladas do Ginásio, reclamei da falta de espaços para as peladas nos dias de hoje, elogiei nosso carnaval, critiquei nosso carnaval, falei do futebol de ontem e não comento sobre o futebol de hoje, que não existe, briguei por ter visto o fechamento do Bar do Careca e de outros lugares tradicionais da nossa Miracema, enfim, fui porta voz de amigos que pretendiam e pretendem ver seus causos publicados ou suas histórias narradas por mim.

Chorei pelo Polaca, nosso grande ídolo do futebol e do carnaval, por Maninho, nosso grande baluarte do esporte na terrinha, por Lauro Carvalho, meu ídolo e amigo, e por tantos outros que nos deixaram nestes trinta anos, minha mulher até me disse que eu estava me tornando um biógrafo dos amigos que nos deixam, a crônica que fiz no falecimento do Olegarinho está na minha agenda de favoritos e até hoje choro, como choro quando lembro dos grandes amigos que se foram.

Neste espaço cobrei dos prefeitos melhorias na cidade, continuo brigando pela recuperação da nossa Fonte Luminosa, um dos cartões postais de Miracema, elogiei a recuperação e reforma do Estádio Municipal, e até briguei pela manutenção da Associação Atlética Miracema, que em breve não mais existirá, dizem que o leilão será em breve (será que já aconteceu?) e em pouco tempo também será uma saudade para nós.

Trinta anos, Nelson e Laélson? Realmente, amigos, só tenho que comemorar junto a todos os leitores do Dois Estados e abrir um bom vinho, safra 1985, para bebemorar com todos vocês, que me aturam durante todo este tempo. 

Time dos sonhos

Estava ao lado de alguns amigos, veteranos de bola como eu, e relembrávamos as peladas do Ginásio, os treinos do Vasquinho, os timaços do Rink, do Esportivo e de outros grandes esquadrões da cidade, alguns que vi ainda pequeno e nestes estavam dois dos maiores talentos futebolísticos que vi jogar, Milton Cabeludo e Lauro Carvalho.


A pegada foi em cima do time dos sonhos, que montei em uma das minhas crônicas para este espaço. Nascimento, ainda não engolindo o meu ataque com Edil e Milton Cabeludo, me dizia que naquele time também faltara o Vadeco. 


Na hora retruquei e perguntei: E o Cleci Brandão, onde jogaria? Foi o mesmo que mandar o Nascimento engolir a lista que me apresentaria mais a adiante. Oliveira, ainda calado, preparava o bote para mais uma colocação. Foi imediatamente cortado com a resposta forte, ou seja, cada um viveu um tempo e todos nós temos um conceito de craques. 


Físico, meu saudoso amigo, veterano torneiro mecânico da oficina do Washington, por exemplo, dizia que Garrincha foi o maior jogador do mundo. Poso discordar do amigo? Não, claro que não. 


Se naquele time dos sonhos faltou alguém, para os mais antigos foi um ultraje esquecer o Zé Augusto, da família carinhosamente chamada de Chocalho. Eu abro um parêntese e faço a colocação desejada por eles. Vi o José Augusto poucas vezes, só em treinos, e quando eu era garoto e levava as chuteiras do Nigel para o estádio. 


Um craque o Zé Augusto, realmente, mas Tachinha, um craque pós Zé Augusto, também ficou de fora daquele sonho, o que prova que a imensidade de jogadores formados na cidade vai além da nossa imaginação. O Alvinho, outro incluído na nossa seleção de todos os tempos, tem o seu time, o Bitico, meu velho mestre, me colocava um outro grupo, que seria contrariado pelo Maninho, saudoso treinador e dirigente da cidade e que nos deixou dois craques que poderiam ser incluídos neste resgate. 


O Almir, que jogou pouco tempo e fez o seu nome na Associação e o Silvinho, que apesar de baixinho foi um dos mais espertos atacantes da minha geração. O Oliveira me dá um toque e me pergunta sobre as peladas do Ginásio, que formava tantos bons jogadores e uns, como o Guti Lontra, até hoje é lembrado pela sua fantástica habilidade no basquete e, alguns nem sabem disto, foi brilhante nas peladas das tardes nos gramados do Miracemense. 


Outros, que brilhavam somente naquelas plagas, sequer são citados em qualquer seleção, mas eram os primeiros a serem escolhidos pelos tiradores de par ou impar. Aquele time dos sonhos foi montado depois de um sonho de verdade, os nomes vieram a tona em plena madrugada, e quando acordei, assustado com as lembranças, me vi escrevendo aqueles nomes no jornal caído ao lado da cama. 


Foi um sonho, sim. Foram momentos incríveis, mas hoje, bem acordado e, conversando com vários amigos, tentei fazer o time dos sonhos de cada um, e infelizmente não foi possível. A discussão sobre nomes foi grande e não se chegou a um acordo.


Bizuca ou Sebastião Molequinho? Zé Navalha ou Zil? Lolinha ou Geneci? Olhe só, no gol já começam as dúvidas. Quatro gerações em campo. Coloquei a dúvida e os parceiros da conversa de botequim vieram com outras tantas. 


Quem batia mais, Ataíde ou Valdir, dois irmãos da família Chocalho, que deu craques como Zé Augusto e Ademir. Quem foi o grande talento do meio campo: Lolita ou Geraldinho? Tininho ou Júlio? Ademir ou Dequinha? Mais um confronto de gerações. E no ataque, Genuíno era melhor do que Milton Cabeludo? Careca ou Otávinho? Edil ou Chiquinho? Lauro ou Antonio José? 


Viu só amigo, sonhe e monte o seu time durante a madrugada, pois aqui, no boteco e com um punhado de cerveja para fechar a sua imaginação e sua memória, vamos ficar discutindo, analisando e, como você que está lendo agora, irá colocar um outro punhado de dúvidas em nossas cabeças cansadas e preocupadas com o descaso e a decadência do futebol de nossos dias. 


Monte o seu time dos sonhos e envie para adilsondutra@globo.com que iremos montar o melhor time da cidade, de todos os tempos. Sonhar, dizia o poeta, não custa nada.

sábado, 14 de novembro de 2015

UM PAPO COM O VELHO ESTÁDIO MUNICIPAL

Cara, quando eu te conheci não sabia sequer falar corretamente, era trazido pelo Nijel ou pelo Alvinho, hoje estou aqui, já grandão, falando em você, sobre você e praticamente conversando com você, que durante alguns anos me deu um punhado de alegrias. Alguém falou em tristeza? Não, jamais fiquei triste ao lado deste velho moço, que está recebendo nova roupa e se porta como se tivesse novamente poucos meses de vida.

Quantas vezes cheguei aqui solitário, falando baixinho para você, que um dia seria famoso e jogaria em um grande time brasileiro? Quanta ilusão. Você não respondia. Ficava calado. Seu silencio parecia prever que nada disto aconteceria.

Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho, que cracaço, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo do futebol, viu nascer a geração Rink, lideradas pelo incrível, e gordo, Chiquinho Maracanã, viu nascer o Tupan, onde o meu velho pai, Zebinho, jogava ao lado de craques como Olavo Cueca, Noqueta e tantos outros da geração anos 20, não poderia pensar que este pequeno e teimoso artilheiro teria tanto brilho.

Acertou meu camarada. Futebol foi a sério até o início dos anos 70, depois disto só batalha para sobreviver e ser feliz em outras bandas.

É cara, você está velho, ninguém jamais revelou a sua idade, o José Maria de Aquino deve saber, mas parece que este longo tempo de vida te fez bem. Muitos destes craques já se foram e você aí, de pé, forte como um touro e com tanta gente querendo te melhorar, te dar um toque moderno, uma roupa nova.

Você é um privilegiado, viu alguns jogadores, que se atuassem nos dias de hoje seriam considerados craques fantásticos ou até mesmo fenômenos. Você se lembra do Silvinho, do Braizinho, do Frederico, do Edil, do Ademir, do Júlio, do Chiquinho?

Lembra-se do time do Vasquinho, criado pelos fanáticos vascaínos Edson e Clarindo? Claro que se lembra, foram estes que brilharam no período em que o futebol brasileiro tinha jogadores do nível de Garrincha, Pelé, Zico, Rivelino e tantos outros, por isto ficaram por aqui, brilhando no terreno doméstico.

Ali em cima, naquela laje que cobre os vestiários, começamos a conversar via rádio, a nossa Princesinha não foi a pioneira, o Clóvis Helsinque, com sua turma da Rádio Emissora de Miracema, já havia conversado com você há alguns anos atrás, mas falar para toda região eu acredito que nós, eu, Zé Luis da Silva, Chico David, Fernando Nascimento, Paulo Joel e Welington Ronzê fomos os primeiros, depois vieram os comandados do bom Gelti Rodrigues, mas levar você a um estrelato jamais imaginado, eu duvido que alguém tenha feito mais do que a nossa equipe de esportes, que até promoveu eventos, lotando as suas arquibancadas com jogos da Copa Noroeste. Saudades? Claro que sim, garanto que você também as tem.

É meu camarada, estamos ficando velho. Hoje eu me emociono só em lembrar que este seu belo gramado já foi destruído por uma Exposição Agropecuária, em 64, foi uma revolução. Naquele tempo o Campo do América não era lá grandes coisas e o Ferradurão ainda não havia nascido para te fazer companhia, e por isto a turminha do time do Bitico brigou pra caramba, mas tudo bem, o Seu Jamil Cardoso estava bem intencionado e a Exposição pegou e virou sucesso nacional.

O tempo é cruel, meu caro, quando saí daqui, em 85, eu acreditei ter plantado uma base para que o futebol voltasse a crescer, mas infelizmente o Maninho se foi e com ele foram as esperanças de ver novamente você entrar em ação e nos apresentar belos espetáculos como aquele dos anos 60, quando o Flamengo veio aqui com seu juvenil extraordinário, Gerson, Beirute e Germano eram garotos e craques, enfrentar uma seleção miracemense cuja principal estrela era nada mais do que o fantástico Ademir Menezes, artilheiro da Copa de 50, amigo de Jofre Salim, que o trouxe para nos brindar, pelo menos por alguns instantes, com a sua magia fenomenal.

Olha, meu caro, por aqui vi coisas incríveis e que se contadas podem soar como piadas. O Polaca tem um repertório maior e este homem deveria ter um busto no saguão de entrada desta casa. Imagine você que o Jair Polaca, o maior futeboleiro da cidade, jamais foi lembrado por isto, talvez esteja sendo homenageado agora nesta re-inauguração, mas na cabeça e na memória de todos nós o Polaca será sempre o maior de todos, não por sua bola, mas por seu amor ao futebol e a seu Miracema FC.

 Você me pergunta e eu respondo, vamos lá, quais são as suas dúvidas e quais foram os melhores que você já viu nestes anos de amor ao futebol? Vamos lá, não vacile. -Sei não, acho que não vou entrar nesta sua pilha. Parece que estou ouvindo uma voz saindo do coração do velho/novo Estádio Municipal. Quando fiz esta colocação senti que teria uma resposta assim: - Tem tanta gente boa que passou por aqui antes da sua geração, que prefiro não citar nomes. Eu vi um punhado de gente da melhor qualidade, que se não forem colocados nesta conversa seria injustiça, e como seria quando os encontrasse em um plano superior a este?

Tá certo, meu caro, os craques que por aqui jogaram teriam lugares assegurados na galeria de fotos a ser inaugurada, quem sabe na próxima festa, logo ali na sua entrada principal. Estou certo de que um dia veremos esta justa homenagem aos ídolos nativos. Vou indo, já é tarde e falamos bastante.

Está chegando gente e daqui a pouco irão pensar que estou louco, alguns até já pensam, mas se me virem conversando contigo irão dizer que pirei de vez. Um abraço meu velho e bom amigo Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros. Pensei que falava sozinho quando de repente ouvi um sursuro: Vá com Deus Penacho. Aí, meu caro. Eu chorei. 

UM PAPO COM O VELHO ESTÁDIO MUNICIPAL

Cara, quando eu te conheci não sabia sequer falar corretamente, era trazido pelo Nijel ou pelo Alvinho, hoje estou aqui, já grandão, falando em você, sobre você e praticamente conversando com você, que durante alguns anos me deu um punhado de alegrias. Alguém falou em tristeza? Não, jamais fiquei triste ao lado deste velho moço, que está recebendo nova roupa e se porta como se tivesse novamente poucos meses de vida.

Quantas vezes cheguei aqui solitário, falando baixinho para você, que um dia seria famoso e jogaria em um grande time brasileiro? Quanta ilusão. Você não respondia. Ficava calado. Seu silencio parecia prever que nada disto aconteceria.

Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho, que cracaço, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo do futebol, viu nascer a geração Rink, lideradas pelo incrível, e gordo, Chiquinho Maracanã, viu nascer o Tupan, onde o meu velho pai, Zebinho, jogava ao lado de craques como Olavo Cueca, Noqueta e tantos outros da geração anos 20, não poderia pensar que este pequeno e teimoso artilheiro teria tanto brilho.

Acertou meu camarada. Futebol foi a sério até o início dos anos 70, depois disto só batalha para sobreviver e ser feliz em outras bandas.

É cara, você está velho, ninguém jamais revelou a sua idade, o José Maria de Aquino deve saber, mas parece que este longo tempo de vida te fez bem. Muitos destes craques já se foram e você aí, de pé, forte como um touro e com tanta gente querendo te melhorar, te dar um toque moderno, uma roupa nova.

Você é um privilegiado, viu alguns jogadores, que se atuassem nos dias de hoje seriam considerados craques fantásticos ou até mesmo fenômenos. Você se lembra do Silvinho, do Braizinho, do Frederico, do Edil, do Ademir, do Júlio, do Chiquinho?

Lembra-se do time do Vasquinho, criado pelos fanáticos vascaínos Edson e Clarindo? Claro que se lembra, foram estes que brilharam no período em que o futebol brasileiro tinha jogadores do nível de Garrincha, Pelé, Zico, Rivelino e tantos outros, por isto ficaram por aqui, brilhando no terreno doméstico.

Ali em cima, naquela laje que cobre os vestiários, começamos a conversar via rádio, a nossa Princesinha não foi a pioneira, o Clóvis Helsinque, com sua turma da Rádio Emissora de Miracema, já havia conversado com você há alguns anos atrás, mas falar para toda região eu acredito que nós, eu, Zé Luis da Silva, Chico David, Fernando Nascimento, Paulo Joel e Welington Ronzê fomos os primeiros, depois vieram os comandados do bom Gelti Rodrigues, mas levar você a um estrelato jamais imaginado, eu duvido que alguém tenha feito mais do que a nossa equipe de esportes, que até promoveu eventos, lotando as suas arquibancadas com jogos da Copa Noroeste. Saudades? Claro que sim, garanto que você também as tem.

É meu camarada, estamos ficando velho. Hoje eu me emociono só em lembrar que este seu belo gramado já foi destruído por uma Exposição Agropecuária, em 64, foi uma revolução. Naquele tempo o Campo do América não era lá grandes coisas e o Ferradurão ainda não havia nascido para te fazer companhia, e por isto a turminha do time do Bitico brigou pra caramba, mas tudo bem, o Seu Jamil Cardoso estava bem intencionado e a Exposição pegou e virou sucesso nacional.

O tempo é cruel, meu caro, quando saí daqui, em 85, eu acreditei ter plantado uma base para que o futebol voltasse a crescer, mas infelizmente o Maninho se foi e com ele foram as esperanças de ver novamente você entrar em ação e nos apresentar belos espetáculos como aquele dos anos 60, quando o Flamengo veio aqui com seu juvenil extraordinário, Gerson, Beirute e Germano eram garotos e craques, enfrentar uma seleção miracemense cuja principal estrela era nada mais do que o fantástico Ademir Menezes, artilheiro da Copa de 50, amigo de Jofre Salim, que o trouxe para nos brindar, pelo menos por alguns instantes, com a sua magia fenomenal.

Olha, meu caro, por aqui vi coisas incríveis e que se contadas podem soar como piadas. O Polaca tem um repertório maior e este homem deveria ter um busto no saguão de entrada desta casa. Imagine você que o Jair Polaca, o maior futeboleiro da cidade, jamais foi lembrado por isto, talvez esteja sendo homenageado agora nesta re-inauguração, mas na cabeça e na memória de todos nós o Polaca será sempre o maior de todos, não por sua bola, mas por seu amor ao futebol e a seu Miracema FC.

 Você me pergunta e eu respondo, vamos lá, quais são as suas dúvidas e quais foram os melhores que você já viu nestes anos de amor ao futebol? Vamos lá, não vacile. -Sei não, acho que não vou entrar nesta sua pilha. Parece que estou ouvindo uma voz saindo do coração do velho/novo Estádio Municipal. Quando fiz esta colocação senti que teria uma resposta assim: - Tem tanta gente boa que passou por aqui antes da sua geração, que prefiro não citar nomes. Eu vi um punhado de gente da melhor qualidade, que se não forem colocados nesta conversa seria injustiça, e como seria quando os encontrasse em um plano superior a este?

Tá certo, meu caro, os craques que por aqui jogaram teriam lugares assegurados na galeria de fotos a ser inaugurada, quem sabe na próxima festa, logo ali na sua entrada principal. Estou certo de que um dia veremos esta justa homenagem aos ídolos nativos. Vou indo, já é tarde e falamos bastante.


Está chegando gente e daqui a pouco irão pensar que estou louco, alguns até já pensam, mas se me virem conversando contigo irão dizer que pirei de vez. Um abraço meu velho e bom amigo Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros. Pensei que falava sozinho quando de repente ouvi um sursuro: Vá com Deus Penacho. Aí, meu caro. Eu chorei. 

UM PAPO COM O VELHO ESTÁDIO MUNICIPAL

Cara, quando eu te conheci não sabia sequer falar corretamente, era trazido pelo Nijel ou pelo Alvinho, hoje estou aqui, já grandão, falando em você, sobre você e praticamente conversando com você, que durante alguns anos me deu um punhado de alegrias. Alguém falou em tristeza? Não, jamais fiquei triste ao lado deste velho moço, que está recebendo nova roupa e se porta como se tivesse novamente poucos meses de vida.

Quantas vezes cheguei aqui solitário, falando baixinho para você, que um dia seria famoso e jogaria em um grande time brasileiro? Quanta ilusão. Você não respondia. Ficava calado. Seu silencio parecia prever que nada disto aconteceria.

Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho, que cracaço, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo do futebol, viu nascer a geração Rink, lideradas pelo incrível, e gordo, Chiquinho Maracanã, viu nascer o Tupan, onde o meu velho pai, Zebinho, jogava ao lado de craques como Olavo Cueca, Noqueta e tantos outros da geração anos 20, não poderia pensar que este pequeno e teimoso artilheiro teria tanto brilho.

Acertou meu camarada. Futebol foi a sério até o início dos anos 70, depois disto só batalha para sobreviver e ser feliz em outras bandas.

É cara, você está velho, ninguém jamais revelou a sua idade, o José Maria de Aquino deve saber, mas parece que este longo tempo de vida te fez bem. Muitos destes craques já se foram e você aí, de pé, forte como um touro e com tanta gente querendo te melhorar, te dar um toque moderno, uma roupa nova.

Você é um privilegiado, viu alguns jogadores, que se atuassem nos dias de hoje seriam considerados craques fantásticos ou até mesmo fenômenos. Você se lembra do Silvinho, do Braizinho, do Frederico, do Edil, do Ademir, do Júlio, do Chiquinho?

Lembra-se do time do Vasquinho, criado pelos fanáticos vascaínos Edson e Clarindo? Claro que se lembra, foram estes que brilharam no período em que o futebol brasileiro tinha jogadores do nível de Garrincha, Pelé, Zico, Rivelino e tantos outros, por isto ficaram por aqui, brilhando no terreno doméstico.

Ali em cima, naquela laje que cobre os vestiários, começamos a conversar via rádio, a nossa Princesinha não foi a pioneira, o Clóvis Helsinque, com sua turma da Rádio Emissora de Miracema, já havia conversado com você há alguns anos atrás, mas falar para toda região eu acredito que nós, eu, Zé Luis da Silva, Chico David, Fernando Nascimento, Paulo Joel e Welington Ronzê fomos os primeiros, depois vieram os comandados do bom Gelti Rodrigues, mas levar você a um estrelato jamais imaginado, eu duvido que alguém tenha feito mais do que a nossa equipe de esportes, que até promoveu eventos, lotando as suas arquibancadas com jogos da Copa Noroeste. Saudades? Claro que sim, garanto que você também as tem.

É meu camarada, estamos ficando velho. Hoje eu me emociono só em lembrar que este seu belo gramado já foi destruído por uma Exposição Agropecuária, em 64, foi uma revolução. Naquele tempo o Campo do América não era lá grandes coisas e o Ferradurão ainda não havia nascido para te fazer companhia, e por isto a turminha do time do Bitico brigou pra caramba, mas tudo bem, o Seu Jamil Cardoso estava bem intencionado e a Exposição pegou e virou sucesso nacional.

O tempo é cruel, meu caro, quando saí daqui, em 85, eu acreditei ter plantado uma base para que o futebol voltasse a crescer, mas infelizmente o Maninho se foi e com ele foram as esperanças de ver novamente você entrar em ação e nos apresentar belos espetáculos como aquele dos anos 60, quando o Flamengo veio aqui com seu juvenil extraordinário, Gerson, Beirute e Germano eram garotos e craques, enfrentar uma seleção miracemense cuja principal estrela era nada mais do que o fantástico Ademir Menezes, artilheiro da Copa de 50, amigo de Jofre Salim, que o trouxe para nos brindar, pelo menos por alguns instantes, com a sua magia fenomenal.

Olha, meu caro, por aqui vi coisas incríveis e que se contadas podem soar como piadas. O Polaca tem um repertório maior e este homem deveria ter um busto no saguão de entrada desta casa. Imagine você que o Jair Polaca, o maior futeboleiro da cidade, jamais foi lembrado por isto, talvez esteja sendo homenageado agora nesta re-inauguração, mas na cabeça e na memória de todos nós o Polaca será sempre o maior de todos, não por sua bola, mas por seu amor ao futebol e a seu Miracema FC.

 Você me pergunta e eu respondo, vamos lá, quais são as suas dúvidas e quais foram os melhores que você já viu nestes anos de amor ao futebol? Vamos lá, não vacile. -Sei não, acho que não vou entrar nesta sua pilha. Parece que estou ouvindo uma voz saindo do coração do velho/novo Estádio Municipal. Quando fiz esta colocação senti que teria uma resposta assim: - Tem tanta gente boa que passou por aqui antes da sua geração, que prefiro não citar nomes. Eu vi um punhado de gente da melhor qualidade, que se não forem colocados nesta conversa seria injustiça, e como seria quando os encontrasse em um plano superior a este?

Tá certo, meu caro, os craques que por aqui jogaram teriam lugares assegurados na galeria de fotos a ser inaugurada, quem sabe na próxima festa, logo ali na sua entrada principal. Estou certo de que um dia veremos esta justa homenagem aos ídolos nativos. Vou indo, já é tarde e falamos bastante.


Está chegando gente e daqui a pouco irão pensar que estou louco, alguns até já pensam, mas se me virem conversando contigo irão dizer que pirei de vez. Um abraço meu velho e bom amigo Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros. Pensei que falava sozinho quando de repente ouvi um sursuro: Vá com Deus Penacho. Aí, meu caro. Eu chorei. 

Palco e arquibancada

  Eduardo Afonso escreveu hoje, em sua coluna em O Globo, sobre um concerto precisando de conserto. E este colunista, que vos fala, acrescen...