segunda-feira, 30 de março de 2015

Visitando o circuíto ibérico

Logo no primeiro dia, em Barcelona, visitamos o famoso Bairro Gótico, o mais antigo da cidade, assim chamado devido ao grande número de construções góticas nele existentes, como a belíssima Catedral, cuja construção foi iniciada no séc. XIII, mas apenas terminada no séc. XIX, altura em que foi completada a fachada.

As Ramblas, a movimentada avenida central da cidade, a Praça da Catalunha, com as suas belas fontes, Passeio de Gracia, avenida com comércio elegante que foi construída no seculo passado, as Casas Millá (La Pedrera) e Battló, obras-primas de Gaudi, a Igreja da Sagrada Famíliam (foto), belo exemplar da arquitetura modernista de Gaudi, que trabalhou na sua construção até à data da sua morte, o Parque de Montjuich e o Estádio Olímpico. Tudo isto fotografado e filmado por nós. 

Seguimos em diante e a viagem continua, saída para Valência, uma das mais antigas e terceira maior cidade espanhola, fundada pelos romanos no ano de 138 a.C. com o nome de Valentia Edetanorum. 


Valência é ainda hoje uma das cidades mais dinâmicas do país, com uma excelente gastronomia, onde os pescados e o famoso arroz ou paella valenciana, têm um lugar muito importante. 
As festas também têm grande destaque, como se pode comprovar com as Fallas (foto), que ocorrem no mês de março, e, por sorte, nos dois dias que por lá estivemos a festa deles, que é como o carnaval nosso, estava a todo vapor. 

Domingo chegou e lá estávamos nós em direção a capital da Espanha, Madri, conquistada dos mouros em 939, pelo rei Ramiro II, só em 1083, com D. Afonso VI, passaria definitivamente para a posse dos reis cristãos e seria elevada à categoria de capital espanhola apenas no reinado de Filipe II em 1561. Devido ao seu isolamento geográfico, só depois da chegada da linha férrea no séc. XIX, é que se tornou na maior cidade da Espanha.

Santiago Bernabeu, a casa do Real Madrid, em pauta para mais uma visita, e desta vez deu para dar uma rápida passada pelo Estádio Vicente Calderon, do rival Atletico, e mais tarde, na visita panorâmica da Abreu Tour, percorremos os seus principais bairros e monumentos: Praça de Espanha, com o monumento a Cervantes, Gran Via, a principal artéria comercial da cidade ladeada de belos edifícios.

Visitamos  dos mais belos monumentos,  a Praça Cibeles, com a sua harmoniosa fonte dedicada à deusa grega da agricultura e fertilidade, o Passeio do Prado, com o seu famoso museu, a antiga estação ferroviária de Atocha, hoje decorada com um belíssimo jardim tropical, o Parque do Retiro, a Praça de Toros de Las Ventas, a mais bela de Espanha, o Passeio da Castellana, a principal avenida da cidade com os seus bonitos jardins e fontes, a Praça da Porta do Sol e a Praça do Oriente (com o Palácio Real, o Teatro da Ópera e a estátua de Filipe IV). 


Gostoso é passear pe a principal avenida da cidade com os seus bonitos jardins e fontes, a Praça da Porta do Sol e a Praça do Oriente (com o Palácio Real, o Teatro da Ópera e a estátua de Filipe IV). 

No próximo encontro mais um capítulo do tour europeu 2015 da família, que desta vez teve a inclusão da mana Maria Celeste. Combinado? 

Astronauta ou mergulhador?

 Antes de chegar a Plaza Mayor, de Salamanca, um dos companheiros do grupo da Abreu me chamou a atenção:

- Já viu o astronauta esculpido na Catedral ali perto?

Já conhecia a história, mas confesso que não sabia que era em Salamanca e eu estava ali, na cara do gol, e não havia reparado no detalhe apesar de fotografar toda a fachada da igreja. Voltei correndo, uns estudantes franceses me seguiram porque alguém explicou a eles o que estava acontecendo, e fui obrigado a gastar meu espanhol explicando com detalhes o que iríamos ver naquele momento.

A figura talhada de um astronauta moderno pousado sobre a fachada da entrada norte da Catedral de Salamanca, na Espanha, destoa de todo o resto e impressiona a todos que passam por ali. A igreja, nos estilos barroco e gótico, foi construída entre 1513 e 1733. De forma inevitável, as teorias que envolvem os astronautas antigos, as viagens através do tempo e acontecimentos sobrenaturais surgem com explicações variadas.


A pergunta da Priscila, estudante italiana, em bom espanhol, me deixou a vontade para explicar, claro que já havia lido no Google e ficou mais fácil entender.


- Como é possível alguém ter esculpido uma imagem tão nítida de um astronauta moderno em uma catedral construída há centenas de anos e muito antes de tal personagem existir? Ao que tudo indica, isso teria acontecido, na verdade, há muito pouco tempo, quando, em 1992, a catedral foi restaurada.

Claro que essa é apenas uma hipótese, e muitos afirmam que a figura está lá desde a construção original da catedral, que teria sido restaurada por causa de alguns danos em sua estrutura. Sem fotos, testemunhas ou evidências que permitam saber a história real, as conclusões, sejam quais forem, ainda são mera teoria.

Resumo da ópera: Alguns acreditam que a figura não seja de um astronauta e sim de um mergulhador daquela época, que trajava tal qual um astronauta de hoje e seu escafandro pode ter confundido os pesquisadores mais afoitos que declararam ser uma visão dos artilhas e entalhadores daquele tempo.

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ...