domingo, 26 de novembro de 2023

Andando por Miracema

 

Passei o último final de semana na nossa "Santa Terrinha", ao lado do criador desta frase, José Maria de Aquino, com sua filha Ciça e a neta Juliana, que por lá ficaram também os mesmos cinco dias que ficamos, eu e Marina, andando pela cidade para rever alguns lugares e conhecer outros, que até eu, que saí da cidade em 1985 não conhecia e imaginem Zé Maria, que partiu para São Paulo no início dos anos 1950, quando eu estava chegando ao mundo. 

Zé Maria mostrou a Terrinha para Juju, o vovô orgulhoso curtiu ser cicerone e por onde passava tinha uma história para contar, eu, quando me integrei ao grupo, ouvi muito e também contei minhas histórias que não são poucas e as travessuras do Jardim, o parque ainda é o mesmo e falta apenas seu Waldemar, o nosso "pai" e amigo que, sempre vigilante, impedia artes maiores que poderiam se tornar perigosas para crianças levadas que frequentavam o parque criado por Marcílio de Poly com ordem de Altivo Linhares, então prefeito da cidade. 

Visitamos o Estádio Municipal, apenas olhando de fora, nos informaram que estava em obras e não poderíamos entrar, então fiz apenas a passagem, de carro, pela Av Carvalho e ouvi as histórias os craques da geração 1940 que ainda estão na memória do ilustre visitante enquanto eu, que vive as grandes jornadas dos anos 1960, quando as arquibancadas do Municipal Plínio Bastos de Barros viviam lotadas aos domingos e quartas-feiras, à noite, apenas ouvi e não contei nada, afinal as maiores recordações era do meu "convidado" para o passeio pela Santa Terrinha. 

Não já mais o Farid, ali na Praça dos Boêmios, não temos mais o Bar Pracinha ou o Bar Central, na Rua Direita, e, sem a Kiskina, na esquina que ficou famosa desde os anos 1975, parecia que a vida noturna da Marechal Floriano, a nossa Rua Direita, chegava ao fim. Engano. Apareceu o novo espaço, o Prime, seguindo a trilha da Kiskina e fica a um quarteirão do velho e querido bar do Roney, e para fazer o trecho mais movimentado temos o Solos Beer um ótimo espaço com boa culinária, ótima cerveja e um atendimento grau dez bem pertinho do Jardim de Miracema. 

E em uma destas saídas pelos bares da cidade, tive o prazer de rever um grande miracemense e um dos meus espelhos na juventude, o brilhante advogado Ronaldo Sodré Linhares (foto ao lado) feliz e confiante com seu Glorioso Botafogo. 

E foi por ali, no Solos, que fizemos nosso ponto de encontro noturno, encontramos com amigos que não víamos há muitos anos, outros que frequentemente vejo, nas poucas idas a minha Miracema, e fizemos das quatro noites passadas por lá bons programas regados a grandes prosas com velhos e queridos amigos. 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

As minhas playlists em ação

 A Conversa de Botequim, de sexta-feira, foi de música e da qualidade musical da turma de hoje em comparação com a turma de ontem, e o motivo que nos leva, eu e minha tropa, a sentar à mesa com o som na "caixinha do demônio" e pedir ajuda ao Spotify e ao Youtube, além, claro, de deixar rolar as nossas playlists, minha e do Marco, baixadas nas plataformas de música via celular. 

É impossível comparar, eu até não curto estas imposições das operadoras de música do país, que nem sei mais quem são, os veículos está tentando fazer a diferença, vide o Caldeirão do Mion, aos sábados, na Globo, que fez um especial com o genial Djavan e com o ótimo Fábio Jr, e promete novos encontros para tentar renascer o gosto pelos artistas dos anos 80/90, as últimas décadas de boa música pelo mundo, e o Serginho Groisman, na mesma Globo, tentando dar força para a velha e bonita MPB. 

E eu aqui, nesta terça-feira, véspera do feriadão, com um calor de quase cinquenta graus, na sensação térmica, com dois ventiladores ligados, o ar resolveu fugir do trabalho e deu pane logo quando mais precisava dele, parece até um funcionário desleixado. Mas aqui estou, com o fone no ouvido, um Boss de alto nível, presente do genro, a ouvir uma playlist que fiz ainda na madrugada, quem consegue ficar na cama quando o sol bate no quarto? '

E o que tem minha playlist que está nos ouvidos?  Tem "Qui nem jiló", com roupagem nova de Gilberto Gil, tem "Conversa de Botequim", do espetacular Noel Rosa, com Tereza Cristina e um violão extraordinário, só os dois e mais nada, fazem eu andar pelo tempo, e como disse meu amigo Augusto Cardoso, um médico com jeito de violonista: "Este violão me fez lembrar do Farofinha", para quem não conheceu o citado violonista, Farofinha foi o acompanhante "mor" dos seresteiros de Miracema, seu violão falava, conversava e exalava o som do bom gosto. 

Ouvindo Claudete Soares, a pequena notável, com sua versão de "O Cravo Brigou com a Rosa", fantástica, Andança, com Elis Regina, mais uma do Djavan, Sina, com ele e Caetano Veloso, uma nova versão de Canto de Ossanha, com Seu Jorge, a até Mart'Nália, que não curtia muito e hoje sou fã, dando uma nova roupagem a "Menino do Rio", de Caetano, e por aí vai até o final que encerro com "Sonho Meu", com a voz suave de Dona Ivone Lara. 

E outras playlists estão na mira e na pauta, mas as serestas, modernas, tipo "Per Amore", co Zizi Possi, "Na Sombra de uma árvore", com o genial Hyldon, "Fim de Tarde", com Cláudia Teles, ou das antigas, tipo "Velha Guarda, com Altemar, Nelson Gonçalves, e outros seresteiros do nosso repertório musical, ficam para um outro papo e um outro encontro lá no Armazém do Lenílson, onde a música é feita de acordo com os presente, rola até Legião Urbana e outros grandes intérpretes dos anos 90.

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ...