quarta-feira, 17 de março de 2010

COPA DO MUNDO É PAIXÃO NACIONAL

Desde pequeno ouço falar sobre Copa do Mundo e estas histórias me fizeram a cabeça. A primeira que ouvi alguém contar foi a de 1950, meu pai estava por lá, entre os duzentos e poucos mil brasileiros frustrados com a derrota para o Uruguai, e a que me fez sentir como aqueles patrícios foi a de 1982, quando sentado à beira da calçada eu chorei, ao lado de meu filho Ralph, a derrota para a Itália.

Tenho muitas histórias de Copa do Mundo, sem jamais ter ido a uma sequer, e, desde 1958 vivo intensamente este período e guardo comigo uma série de recordações, algumas escritas, outras com material de divulgação, me ofertados por amigos como João Moreno, Geneci Pestana ou José Maria de Aquino, habituais participantes, ao vivo e em cores, dos jogos de mundiais.

Guardo com carinho uma lembrança, aqui é só lembrança, da Copa de 1970, no México, a primeira vista por nós via televisão, e também a primeira que vi o povo nas ruas cantando, decorando calçadas, paralelepípedos e muros da minha cidade. Vi uma alegria incontida, não sei se era uma fuga de tudo aquilo que acontecia neste país, a ditadura nos tirava o direito de ir e vir e nos tolia quando o assunto era política ou sociedade.

Votando no tempo, Copa da Inglaterra, já na era radinho de pilha, o meu era emprestado pelo Tio Clery Picanço, representante comercial que passava por Miracema de trinta em trinta dias para ver minha mãe -sua irmã Lili - e naquele Mitsubishi bonito e funcional eu ouvi toda sina brasileira e a derrocada de nossa seleção de velhos camaradas.

Deixo bem claro que depois, no Cine XV, ou seria no Cine 7, vi na telona, através do Canal 100, toda trajetória do time brasileiro. Achei uma vergonha e não fiquei triste com o que assisti, afinal já esperava por aquilo, nossa seleção era um bando desorganizado e sem comando.

Minhas amigas detestavam futebol, mas quando se aproximava a Copa do Mundo as gurias se assanhavam e se esbaldavam em frente a tevê e nas ruas, após as vitórias brasileiras. Lá na terrinha houve um rebuliço danado durante a Copa de 1974, a primeira na Alemanha, a turma já tinha feito um aquecimento em 1970, quando vencemos no México, e mesmo sem Pelé no time acreditamos na estrela de Zagallo e no seu ótimo time, comandado por Roberto Rivelino.

Aí entra um papo que me incomoda. Falam que Zagallo tem estrela, que Zagallo é um cara de sorte e que é o maior vencedor de Copas do Planeta: Foi campeão, como jogador, dois anos consecutivos e um como treinador, com um time montado por João Saldanha, um comentarista esportivo apaixonado por táticas e disciplina.

Vamos continuar em 1974 e ver o que deu: Brasil favorito absoluto, mesmo sem o Rei Pelé, mas o treinador não conhecia a Holanda, o fenômeno do momento na Europa, e não se preocupou em ter informações sobre a Polônia, de Lato, que fazia chover no velho continente. E o resultado todos vocês sabem, perdemos a copa para a tristeza de minhas amigas lá de Miracema, que não foram as ruas, com seus namorados e paqueras, para uma volta nos carros decorados pela turma do David.

Pulamos outras copas e vamos até 1998, na França, quando ele, Zagallo, também era nosso comandantes. Ele não se interessou em conhecer o esquema tático do adversário e pouco se importou com um jovem chamado Zinedini Zidani, que brilhava no time francês e já se tornara um astro internacional. Zagallo perdeu mais uma.

Pula mais duas e vamos a 2006, ele estava naquele amontoado de estrelas decadentes e seus conselhos a Carlos Alberto Parreira foram insuficientes para apagar o fracasso retumbante da troupe circense que invadiu a Suíça, nos jogos preparatórios, e a Alemanha, durante a competição.

Somou ai? Duas copas como jogador e duas conquistas. Três copas como treinador e uma conquista, com um time montado por outro. Duas copas como integrante da comissão técnica com uma conquista e uma derrota. Será que Zagallo tem mesmo sorte ou uma estrela guia?

AS FOTOS DOS MEUS ARQUIVOS

Hoje eu acordei cedo, por volta das quatro da manhã, para levar o Leandro até a rodoviária, suas férias acabaram e a volta ao batente está prevista para esta segunda-feira. Voltei, meia hora depois, e o sono ficou no meio do caminho e a solução era contar carneirinhos na tentativa de vê-lo voltar o mais rápido possível, afinal não havia programado nada para esta manhã de segunda com cara de domingo.

Fiquei rolando na cama em busca de algo que pudesse me fazer retomar o sono dos justos, mas nada. Então a solução foi pensar em algo para escrever por aqui, como sempre faço nas madrugadas perdidas, e os assuntos pensados estavam esgotados ou já não interessavam nem um pouco ao escriba e muito menos a quem o acompanha.

Desisti e fui para o laptop buscar opções e olhar fotos antigas, recentemente escaneadas e colocadas em pastas de arquivos. Achei bem legal ver fotos de viagens, um dos meus hobbies favoritos e fotos da família em festas de aniversário ou natalinas. Fiquei ali por longos minutos a pesquisar sobre minha vida e sobre o que já passei neste mundo de meu Deus.

Vi fotos com amigos de infância, no jardim, nos campos de futebol, nos colégios e até na banda de música, mas não encontrei nenhuma que me levasse de volta ao conjunto do Zé Viana ou no grupo formado pelo Hélio, que abrilhantavam os bailes do Polaca e do Esportivo. Parece que não vivi este momento e os registros estão apenas na memória de quem viveu intensamente aqueles bailes das noites de sábado lá na terrinha.

Foram bons tempos, mas não há registro fotográfico ou visualização em filme ou coisa parecida. Há testemunhas? Perguntaria o amigo que me lê. Sim, muitas testemunhas dançantes e ouvintes dos nossos ritmos e nossas músicas, que eram escolhidas a dedo pelo Zé Viana e sua turma. Fica aí o pedido para que, caso apareça uma foto, me seja enviada para arquivos de minha memória no computador.

As fotos do futebol também já não são tantas, um gatuno invadiu minha casa, no final dos anos 80, e levou parte do meu acervo em jornais, revistas e fotos, entre estas as faixas de campeão, as fotos de gols e times formados, e as reportagens dos velhos tempos da bola. Não havia computadores naquela época disponíveis para resgatar e proteger a história nossa de cada dia.

Ainda bem que estão salvas as fotos e os causos de viagens, que não foram poucas, por este Brasil afora e até as mais recentes, no giro pela Europa, e foram todas revistas nesta manhã de sono perdido. Olhei as fotos clicadas em Gramado, sem neve e com pouco frio, os dias passados em Porto Alegre com a família do Célio Silva, o giro pelo sul do país com Marina, onde pude conhecer o vinho mais famoso do país, o Santa Helena, em Curitiba, e visitar as vinícolas de Bento Gonçalves e Caxias do Sul.

Ainda estou procurando fotos das viagens ao interior paulista, com o José Maria de Aquino, para ver São Paulo ou Corinthians jogando em Ribeirão Preto e Franca. Ali, em Franca, encontrei Marcos Sabino, que naquele tempo começava sua carreira de sucesso e a Rádio Imperador, de Franca, tocava insistentemente “Ave Esperança”, a música vencedora de um dos festivais da canção de Miracema. Emoções fortes foram vividas no saguão do Hotel do Imperador.

E por falar em festivais da canção, que bom recordar isto por aqui, vi as minhas fotos com Elke Maravilha, uma celebridades dos anos 80 que visitaram a cidade e foi jurada do nosso festival de música, reportagens e revistas sobre o evento e o caderno especial com as letras das canções inscritas para o Fecami. Belos dias, lindas noites de alegria e que hoje são saudades.

São centenas de fotografias, muitas enviadas pela mana Eliane, que curte mais estes momentos do que eu, e me oferece motivos para reviver as peladas do Rink, as andanças pelas calçadas em carrinhos puxados por bode - ou seria cabrito?- nas bicicletas do Zebinho, aliás, hoje eu sonhei com aquela sua bicicleta, minha querida irmã Eliane, e acho que foi por isto que perdi o sono.

Fotos mais recentes eram passadas em revista e eis que paro e penso: Onde estão as fotos do Banerj e da turma do trabalho no banco? Não as vejo mais e me faltam estes momentos no meu arquivo. Será que os tenho? Vou procurar por aí. Aquelas da turma da Rádio eu até encontrei, poucas, mas suficientes para abrir um arquivo e contar a história de minha passagem pela Difusora, Cultura, Cidade, Continental e Princesinha, onde tudo começou.

sábado, 6 de março de 2010

E O OSCAR VAI PARA....

Hoje é dia da maior premiação do cinema norte americano e bate uma saudade incrível dos bons tempos, em que ir ao cinema era o melhor programa. O Oscar, premiação em questão, é como uma Copa do Mundo de Futebol disputada anualmente e, entre os que concorrem, estão os craques da telona, que passam o ano inteiro nos proporcionando um entretenimento espetacular.

Hoje é dia de clássico no Maracanã e bate uma saudade incrível dos bons tempos, quando ir aos estádios era o melhor programa de domingo. O clássico, em questão, é um dos mais tradicionais do país e é disputado quatro vezes ao ano, se não chegarem as finais de algumas competições, como Taça Guanabara, Taça Rio ou Copa do Brasil. Nestes times estariam, em tempos idos, os mais consagrados artistas da bola, que passavam o ano inteiro nos proporcionando entretenimento espetacular.

Clark Gable, Rock Hudson, Fred Astaire, Zaza Gabor, Elizabeth Taylor, e tantas outras celebridades de Hollywood, faziam a festa no tapete vermelho do principal teatro da cidade do cinema. Garrincha, Telê, Quarentinha, Amarildo, Valdo e outros craques ou goleadores, faziam a festa no tapete verde do Maracanã. Hoje, com todo respeito, ainda circulam por lá alguns nomes consagrados, assim como por aqui correm atrás da bola alguns candidatos a craques, mas cá prá nós, dá prá comparar?

Aqueles que me taxam de saudosista que me perdoem, um filme como Casablanca, que até hoje é reprisado nos canais por assinatura, ou como o fabuloso A Ponte do Rio Kwai, ou até mesmo o água com açúcar Amor Sublime Amor, que tem início, meio e fim, diferentemente destas fitas de hoje, onde o personagem principal é a violência ou golpes fabulosos, como nas novelas globais. Estes vencedores de Oscar fizeram a minha cabeça e me transformaram em um cinemaníaco incrível.

Jogo como aquele que decidiu o Campeonato Carioca de 57, vencido pelo Botafogo, quando Paulinho Valentim mandou cinco bolas para as redes do Fluminense, na goleada por 6x2, me fizeram gostar do futebol bem jogado e não por este apresentado nos tempos modernos, onde o resultado é o que interessa.

Filmes épicos, como Ben Hur ou Lawrence da Arábia, que duravam uma eternidade, eram esperados por todos nós, namoradores de plantão, para que pudéssemos passar horas a fio sentados, em poltronas desconfortáveis, ao lado da amada. O que dizer do fabuloso Maior Espetáculo da Terra? Depois dele jamais fui a um circo ou coisa parecida, o Tony Curtis foi fantástico no papel de acrobata e ponto final. Circo passou a ser olhado com indiferença por este, então jovem, escriba.

O filme é antigo, ganhou o Oscar em 1936, mas ainda está vivo na minha memória: O Grande Motim, e só em 1971 um filme de guerra levou novamente a estatueta, Patton, herói ou rebelde? É tempo de saudade, tempo do Trianon e suas poltronas formidáveis e sua tela extraordinária, tempo de Cine Sete, com suas cadeiras de madeira, sem forro, e sua tela pequena e manchada de mofo, tempo de Cine Quinze, um dos primeiros do interior a serem modernizados e construídos como as grandes casas da capital.

Maracanã ou Cinema Metro? Era a dúvida das quartas-feiras. Descia nas Saens Peña, na Tijuca, e olhava os cartazes do Metro para ver o que entraria em cartaz. Uma certa quarta-feira o Flamengo pegaria o Atlético Mineiro, no maior do mundo, mas no Metro Tijuca entraria na programação o esperado Perdidos Na Noite, ganhador do Oscar em 1970 e trazia o prestígio de maior bilheteria dos últimos anos. O que preferi? Fui ao cinema e não me arrependi, e não me pergunte se o Flamengo venceu ou perdeu, mas se quiserem saber sobre o enredo e a atuação dos atores é só marcar hora.

Hoje eu vou rever alguns destes ganhadores de Oscar nos canais Telecine, e, por favor, não me convidem para ver Americano x Friburguense ou Botafogo x Fluminense, não vale a pena perder esta grande oportunidade de rever grandes fitas e grandes artistas. Amanhã eu leio sobre as partidas e conto prá vocês aqui da coluna.

O Oscar vai para... Você, amigo leitor, que me agüentou e me leu até o final deste parágrafo. Um abraço e bom domingo.

APELIDOS: ARME SEU TIME

No meu time, nos tempo de pelada ou do meu Esportivo, lá na terrinha, tinha Zil, no gol, Nera, Esquilino, Teco e Gilson, Pernoca, Geraldinho, Tininho e Júlio, Thiara, Cacá e Penacho. Hoje, lá na mesma Miracema, leio no Dois Estados que o Operário, tradicional do Bairro Centenário, tem uma escalação mais refinada e o treinador Sebastião Maciel tem Rodrigo Freitas, no gol, Rodrigo Tavares, Leandro Leite, Leandro Caviari e Leonardo Quirino, na zaga. O meio campo tem Igor Sobral, Rodrigo Tepedino, Leonardo Fagundes, e o ataque com Iago, Igor Valentino e Rodrigo Belchior.

Viu só a diferença? E se fosse buscar um time mais audacioso, com Cabana, Para Raio, Pulanágua, Brecó e Sete Pernas, Fogueteiro, Vadeco e Lé, Cabeludo, Careca e Pintinho? Você se espantaria com o que está lendo aqui neste momento, principalmente se voltar um pouco mais no tempo, ali pela década de setenta, e olhar a escalação do seu time favorito.

Lembra do Flamengo, de Yustrich como treinador, no início dos anos 70? Tinho e Sapatão formavam a zaga. Nas laterais Mineiro e Tinteiro, lembram dele? Depois vieram Onça, Merica, Liminha, Michila, Fio, o Maravilha, Caldeira, e nomes comuns como Guilherme, Brito, Paulo Henrique, Dionísio, Arilson e tantos outros nomes abrasileirados e simples como os próprios craques.

Correndo rapidamente para os dias de hoje encontramos Adriano, Vagner, Rodrigo, Leonardo, Ronaldo, Kléberson, Bruno, Fabrício e apenas um apelido, Toró, que já trouxe a alcunha dos tempos de Fluminense, onde se proliferam nomes mais sofisticados. Seria uma evolução ou uma modernidade no estilo argentino ou europeu?

Leão, Coelho, Onça, Formiga e Bezerra, Falcão, Pintinho, Gallo e Pato, Peixinho, Ratinho e Mosquito. Um time prá lá de interessante e, no banco, Aranha, para o gol, Canário, para o ataque, Cabrita, para as laterais e Pulga, para o meio campo. Que tal?

Não vou insistir com Pelé, Garrincha, Zico, Tostão, Zizinho e outros mega craques, cujos nomes foram acrescidos dos apelidos e se perpetuaram com eles. Deixa estes mitos de lado.

E os nomes ligados a nossa mesa do dia a dia, seja na cozinha ou nos bares. Confira: Manga, Cocada, Grapette, Pinga e Cafezinho; Lima, Rubens Feijão, Gilmar Fubá e Paulo César Caju; Roberto Batata e Bife. Para o banco, temos: Dendê, Paulo Banana, Camarão, Picolé, Pirulito, Melão e Cacau. Gostou?

Então veja a escalação a seguir. Pelos nomes dos atletas dá, até, medo de enfrentar o time. Certamente, o técnico ideal para esta equipe seria o Bin Laden. Veja como ficou: Ivo Guerra, Batalhão, Jorge Trombada, Márcio Paulada e Coronel; Valdemar Carabina, Capitão, Chumbinho e Jair Bala; Toninho Guerreiro e Dinamite. No banco, ficariam: Índio, Edu Bala, Foguete e Foguinho.

Após a pesquisa, deu, também, para formar um time que, certamente, seria patrocinado pelo Ministério do Turismo. Olha só: Caxambu, Salvador, Caxias, Vacaria e Paulinho Maringá; Caçapava, Passos e França; Sabará, Paulinho Criciúma e Paraná. Por falar nisso, o Ministério do Trabalho, certamente, também teria vontade de montar o seu time.

Não encontrei muita gente, até porque quem muito trabalha não tem tempo para jogar futebol e, por outro lado, quem muito joga não tem tempo de aprender uma profissão. Diante disso, para completarmos onze jogadores, até, o filho do Ministro entrou, o Ministrinho, um dos maiores craques da história do Palmeiras, quando o time se chamava Palestra Itália. Veja como ficou bonito: Engenheiro, Piloto, Mauro Pastor, Fazendeiro e Patrulheiro; Boiadeiro, Jorge Demolidor e Babá; Jorge Carvoeiro, Henrique Frade e Ministrinho.

UM TIME QUE NÃO DEU CERTO

Não sei como anda o tempo por aqui neste domingão, estou escrevendo a coluna com antecipação de dois dias, tive compromissos no DETRAN-RJ no sábado, fui renovar minha carta de motorista e por isto não falo dos jogos de ontem e guardo a expectativa para Botafogo x Fluminense, logo mais, no Maracanã, quando o alvinegro de Joel Santana tentará provar que tudo que está acontecendo é real e não uma simples boa fase.

Na manhã de quinta-feira, no supermercado, encontrei um velho companheiro de BANERJ, meu bom amigo Vasconcelos, da agencia Petrópolis, flamenguista fanático e da velha guarda, que me chamou atenção para um detalhe interessante, me perdoe se fujo do assunto principal, o clássico de hoje, para recordar com os amigos blogueiros e leitores do Diário, os craques que fracassaram com a camisa do Flamengo.

Vasconcelos, que tem memória privilegiada, vai colando posição por posição aqueles que não vingaram com o que ele chama de “manto sagrado”. Eu, com a memória com dois chips a menos, tento ajudar e vou fazendo a seleção, no caderninho que carrego para estes momentos, e no final eu me espantei. Se este time estivesse junto, nos dias de hoje, seria imbatível em todos os campos por onde passasse e em todas as competições que disputasse.

No gol me veio a lembrança do ótimo goleiro argentino Fillol, mas este ainda emplacou um campeonato e o escolhido foi Sérgio, ex-Palmeiras, com brilhante carreira em times paulistas. Dá prá perceber que começamos com o pé direito.

O lateral direito escolhido foi Zé Maria, que ficou pouco tempo na Gávea e teve tempo suficiente para conquistar um título, mas não vingou. O zagueiro central é Luis Pereira, um dos melhores do mundo em sua posição e, para os mais rodados dispensa comentário. O quarto zagueiro é outro iluminado, em outras equipes, mas que no Flamengo passou como outro jogador qualquer, Gamarra, o paraguaio bom de bola. Completando a defesa o então lateral esquerdo Zé Roberto, que preferiu ir para Alemanha após seis meses apenas de Flamengo.

O meio campo é soberbo, teria Dario Pereyra, o uruguaio que brilhou no São Paulo e na seleção do Uruguai, e que no Flamengo não conseguiu mostrar nem dez por cento do que jogou em sua consagrada carreira. Outro volante seria Vampeta, campeão do mundo e com boas passagens no Corinthians e seleção brasileira. Alex, hoje na Turquia e que “fez chover” no Palmeiras e Cruzeiro, não conseguiu jogar no Flamengo, seria o camisa 10 desta turma.

O trio de atacantes está difícil de escolher: Amoroso, Luisão e Denílson? Pode ser. Os três também são daqueles que dispensam comentários, mas outros também fracassaram com o chamado “manto sagrado” e não deixaram saudades. Ah, tem Edmundo, que poderia entrar por ali, mas cá prá nós o Edmundo teve uma passagem tão frustrante no rubro-negro carioca que nem mesmo neste fictício time ele ganha titularidade.

O treinador escolhido foi Vanderlei Luxemburgo, que disputou com Paulo Auture a primazia de comandar este grupo de jogadores, espetaculares, que não conseguiram brilhar jogando pelo Clube de Regatas do Flamengo.
Então o time ficou assim: Sérgio, Zé Maria, Luis Pereira, Gamarra e Zé Roberto, Dario Pereyra, Vampeta e Alex, Amoroso, Edmundo (Luizão) e Denílson. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ...