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UM TIME QUE NÃO DEU CERTO

Não sei como anda o tempo por aqui neste domingão, estou escrevendo a coluna com antecipação de dois dias, tive compromissos no DETRAN-RJ no sábado, fui renovar minha carta de motorista e por isto não falo dos jogos de ontem e guardo a expectativa para Botafogo x Fluminense, logo mais, no Maracanã, quando o alvinegro de Joel Santana tentará provar que tudo que está acontecendo é real e não uma simples boa fase.

Na manhã de quinta-feira, no supermercado, encontrei um velho companheiro de BANERJ, meu bom amigo Vasconcelos, da agencia Petrópolis, flamenguista fanático e da velha guarda, que me chamou atenção para um detalhe interessante, me perdoe se fujo do assunto principal, o clássico de hoje, para recordar com os amigos blogueiros e leitores do Diário, os craques que fracassaram com a camisa do Flamengo.

Vasconcelos, que tem memória privilegiada, vai colando posição por posição aqueles que não vingaram com o que ele chama de “manto sagrado”. Eu, com a memória com dois chips a menos, tento ajudar e vou fazendo a seleção, no caderninho que carrego para estes momentos, e no final eu me espantei. Se este time estivesse junto, nos dias de hoje, seria imbatível em todos os campos por onde passasse e em todas as competições que disputasse.

No gol me veio a lembrança do ótimo goleiro argentino Fillol, mas este ainda emplacou um campeonato e o escolhido foi Sérgio, ex-Palmeiras, com brilhante carreira em times paulistas. Dá prá perceber que começamos com o pé direito.

O lateral direito escolhido foi Zé Maria, que ficou pouco tempo na Gávea e teve tempo suficiente para conquistar um título, mas não vingou. O zagueiro central é Luis Pereira, um dos melhores do mundo em sua posição e, para os mais rodados dispensa comentário. O quarto zagueiro é outro iluminado, em outras equipes, mas que no Flamengo passou como outro jogador qualquer, Gamarra, o paraguaio bom de bola. Completando a defesa o então lateral esquerdo Zé Roberto, que preferiu ir para Alemanha após seis meses apenas de Flamengo.

O meio campo é soberbo, teria Dario Pereyra, o uruguaio que brilhou no São Paulo e na seleção do Uruguai, e que no Flamengo não conseguiu mostrar nem dez por cento do que jogou em sua consagrada carreira. Outro volante seria Vampeta, campeão do mundo e com boas passagens no Corinthians e seleção brasileira. Alex, hoje na Turquia e que “fez chover” no Palmeiras e Cruzeiro, não conseguiu jogar no Flamengo, seria o camisa 10 desta turma.

O trio de atacantes está difícil de escolher: Amoroso, Luisão e Denílson? Pode ser. Os três também são daqueles que dispensam comentários, mas outros também fracassaram com o chamado “manto sagrado” e não deixaram saudades. Ah, tem Edmundo, que poderia entrar por ali, mas cá prá nós o Edmundo teve uma passagem tão frustrante no rubro-negro carioca que nem mesmo neste fictício time ele ganha titularidade.

O treinador escolhido foi Vanderlei Luxemburgo, que disputou com Paulo Auture a primazia de comandar este grupo de jogadores, espetaculares, que não conseguiram brilhar jogando pelo Clube de Regatas do Flamengo.
Então o time ficou assim: Sérgio, Zé Maria, Luis Pereira, Gamarra e Zé Roberto, Dario Pereyra, Vampeta e Alex, Amoroso, Edmundo (Luizão) e Denílson. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

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