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Um 7x1 dos anos 60

E nesta onda de aniversário do 7x1 da Alemanha, ano passado, em Belo Horizonte, os coleguinhas das tevês fechadas fizeram um apanhado de um punhado de goleadas, pelo mesmo placar, por este mundo imenso mundo da bola. Acharam 7x1 na na Champions League, no Campeonato Português, no Campeonato Alemão e até aqui, na Copa do Brasil.  E eu, não tenho nenhum "causo" com este imenso placar de 7x1? Fui buscar na memória, só na memória mesmo porque não tenho nada anotado ou fotografias que contem minha história na bola, por isto o leitor tem que acreditar no que digo ou perguntar a um dos meus parceiros dos anos 60/70 para saber da realidade dos fatos aqui citado.  A goleada que achei foi contra o juvenil do Tupan, eu ainda jogava pelo Vasquinho, do meu amigo Edson Barros, que era comandado pelo Bizuca, na época acumulava dupla função, era goleiro do primeiro time e treinador do juvenil e a história que me vem a cabeça é mais ou menos assim, não esperem relato fiel afinal são quase...

Um documentário impossível?

 Um amigo meu pergunta, em uma destas nossas seções nostalgia: - Seria possível fazer um documentário sobre a nossa Rua Direita? Eu olhei para o lado, tentei desviar o assunto e passar a bola para outro amigo, que estava ao nosso lado, que também fechou os ouvidos como quem não havia escutado a pergunta e mudamos de assunto imediatamente  - Ué, vocês não me responderam, existe chance de fazer um documentário sobre a Rua Direita?Voltou a perguntar.  Então passamos a nos interessar pelo assunto e fomos ao roteiro pedido pelo moço, que estava voltando a Miracema após um longo período distante. - O que você quer no roteiro? Bar Pracinha? Bar do Vavate? Bar Central ou aqueles prédios bonitos, que hoje ainda existem, mas precisam de uma boa reforma? - Gostaria de traçar um paralelo entre o ontem e o hoje e se alguém conseguir fotos dos lugares que você citou seria interessante. O Bar Pracinha, aqui na esquina, era um dos lugares mais bonitos que vi em toda minha andança p...

Um papo sobre Inhotim e turismo

Voltando a falar de turismo aqui no nosso encontro semanal do Dois Estados, afinal não está dando tempo de recolher uma pauta decente para um papo de bola ou um dedo de prosa sobre nossa terrinha, ando viajando por aí a procura de novos conhecimentos e esta semana que passou, no início de junho, tive a oportunidade de conhecer um reduto maravilhoso, um lugar encantador e divino, um verdadeiro presente dos deuses para a humanidade. Estou falando de Inhotim, um museu a céu aberto, localizado em Brumadinho, Grande BH, e que me encheu de prazer e minha alma de alegria e conhecimento. O Instituto Inhotim começou a ser idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980. A propriedade privada se transformou com o tempo, tornando-se um lugar singular, com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes.  Os acervos são mobilizados para o desenvolviment...

Frio, chuva e lembranças da terrinha

Aqui chove, faz frio e não tem como sair de casa e por isto vem logo na cabeça as lembranças de minha Miracema, das peladas do Ginásio, dos campeonatos de futebol de salão, no Rink, e nos treinos e jogos do Vasquinho e por onde joguei nos meus tempos de guri e rapaz lá na terrinha.  Existe alguma coisa melhor do que jogar uma pelada com a chuva caindo forte?  Se esta pelada foi no Ginásio não pode haver coisa mais gostosa, barro, grama solta, bola travando na poça, gritos histéricos dos zagueiros botinudos deitando e rolando sobre os miúdos, frangos incríveis dos goleiros improvisados e a torcida para que a chuva não acabe antes das seis da tarde, horário em que escurecia a ponto de não ter mais o que fazer no gramado castigado do Colégio Miracemense.  Por que lembrei dos campeonatos de futebol de salão do Rink? Quem viveu aquele tempo sabe que estes torneio eram realizados nas férias, julho ou janeiro, para que todos os estudentes pudessem comparecer aos jogos e, n...

Onde estão os campinhos de pelada?

Durante a exposição, aqui na terrinha, Nilton Nepomuceno me parou e perguntou: - Você já viu que não temos mais campinhos de pelada em Miracema? Olhei para o lado, estávamos diante de dois que acabaram faz um tempão, o do Colégio Estadual, onde joguei a última pelada como morador de Miracema, e o que havia onde hoje estão alguns prédios da nova Avenida Luiz Fernando Linhares, em frente ao Parque de Exposições.  O Nilton tem razão, se olhássemos para cima veríamos o "Carrapichão" lá no morro, onde a turma da Rua da Laje corria atrás de bola nos bons tempos em que ainda podíamos fazer esta "arte", e se seguíssemos em frente entraríamos no mais famoso de todos, o campo do Ginásio, onde surgiram talentos incríveis como Genuíno, Júlio, Thiara e onde a dupla de saudosos amigos, os irmãos César e Marquinhos Linhares, eram estrelas diariamente.  E no sábado seguinte, véspera do Dia das Mães, me encontro com o dileto e fraterno amigo, Antonio Carlos Monteir...

O obrigado de José Maria de Aquino

Discurso do José Maria de Aquino, lido por mim, na Reunião Solene da Câmara de Vereadores de Miracema na ocasião da entrega da Comenda Dirceu Cardoso ao jornalista miracemense radicado em São Paulo.  "Tantas vezes nesses 64 anos de exílio voluntário e necessário, deixei a dura cidade grande que tão bem me acolheu, para voltar, ainda que por um, dois, três dias, à minha pequena e eterna Miracema. Era só surgir uma oportunidade, para acomodar mulher e três filhos no carro e amanhecer na estrada. Sabendo que a alegria de rever parentes, meus tios, meus primos, de abraçar amigos, transformava os 650 quilômetros para ir e outros tantos para voltar, em poucos metros, alguns centímetros. A ansiedade para chegar o mais rápido possível, transformavam em tapetes os buracos que se revezavam, ora do lado mineiro, ora do nosso lado, e tomavam conta das estreitas e sinuosas estradas. Era preciso trazê-los para conhecer pelo menos alguns personagens e os palcos onde vivi minha infânci...

Era um tempo bom - presente de Gilberto Maluf

Este texto, enviado pelo paulista Gilberto Maluf, um dos notáveis do nosso blog,  retrata fielmente o tempo mais romântico do rádio e do futebol do Rio de Janeiro e me faz voltar ao tempo e entrar novamente no antigo Maior do Mundo, com um radinho colado no ouvido e me postar na geral ou nas arquibancadas com pose de quem estava assistindo ao maior espetáculo da terra.  Delicia de texto, leve, saudável e impregnado de saudade do princípio ao fim. Obrigado Gilberto Maluf por dividir conosco a sua arte literária.  Era um tempo bom  Crônica de Gilberto Maluf Indo ao estádio com um radinho de pilha Spica ou Telefunken. Saudades do Rio em que os jogos no Maracanã tinham, com freqüência, mais de 100 mil espectadores e não havia violência. Onde ainda era possível as crianças, orgulhosas, irem ao estádio carregando suas bandeiras, ao lado  pai. Era o tempo do radinho de pilha Spica ou Telefunken, carregado sem temor pelo pai, do Conga e do “short” do menino....