sexta-feira, 29 de julho de 2022

Sonhos de Lili

 

Minha mãe teve apenas o primário como formação escolar, no seu tempo o curso era completo e o aluno tinha uma gama de ensinamentos que hoje não vejo mais, por isto, e também pela vontade que Lili tinha de aprender, ela era leitora assídua de livros de história e geografia e, depois de casada, meu avô Vicente era assinante do O Jornal e do Diário de Notícias, era normal a ver sentada, após o trabalho no bar, lendo o jornal, que naquele tempo "era de ontem", Seu Nenê Amaral recebia os exemplares no trem noturno e só distribuía no dia seguinte. 

Mas voltamos a Dona Lili, minha inesquecível mãe, que hoje (29 de julho) completaria 97 anos e foi para o Oriente Eterno muito cedo, com apenas 67 anos de idade e por isto não teve a oportunidade de ser nossa companheira nas viagens que fizemos pelo Brasil e pelo mundo. Mamãe era apaixonada por viagens, gosto que herdei dela, e tinha alguns sonhos de conhecer um punhado de lugares, como a Torre de Pisa (foto acima) e que nós, eu e Marina, tivemos o prazer de realiza-los para ela. 

Mamãe falava de uma árvore, em uma praia de Fortaleza, tinha a foto em um livro de geografia que mostrava sempre para os filhos. "Aqui é o Gogó da Ema, uma árvore torta na praia de Ponta Verde na capital cearense". Pois é, sonhos são para serem realizados, se ela não foi nós fomos, três anos após seu falecimento, e embora não tenha mais a famosa árvore vimos o lugar e fotografamos para colocar em nosso álbum de viagem, veja a foto ao lado e confirme porque Gogó da Ema, foto tirada do foldem do Hotel Gogó da Ema, no Google. 

Quando nos preparávamos para uma viagem longa a Europa, em 2008,
pensamos no roteiro e como ficaríamos 22 dias andando pelo Velho Continente escolhemos alguns pontos para mais realizações dos sonhos de Lili. Portugal seria nossa primeira parada e pensamos e fizemos questão de colocar o Santuário de Fátima como destaque. Conseguimos o passeio e chegamos lá em setembro de 2008 e pedimos que Nossa Senhora nos abençoasse na viagem e cuidade bem de mamãe lá onde mora no momento. Fátima foi espetacular e por lá tive uma crise de choro incrível e só me contive quando adentramos a Capela da Virgem Maria e fiz uma oração para ela e para minha Lili. 
Voltamos depois de oito anos levando a mana Maria Celeste e foi novamente uma emoção sem tamanho. Celeste vibrou e contou as mesmas histórias que eu sempre ouvi de mamãe. 

Claro que os livros daquele tempo, anos 1940, contavam muito sobre a França, Paris e, principalmente o maior cartão postal da cidade, a Torre Eiffel, e Lili dizia sempre que gostaria de subir lá no alto da torre e apreciar a Cidade Luz. Era uma apaixonada pelos monumentos do mundo e nós realizamos um outro sonho dela: Subimos a Torre Eiffel e admiramos Paris lá do alto, e mais uma vez as lágrimas desceram na face deste chorão insistente. O Louvre, outro lugar cantado e prosa e verso por ela também foi visitado, a chegada ao Museu me remeteu as páginas dos livros e das revistas que ela colecionava para nos mostrar as belezas do mundo. Cultura e vontade de viajar estavam juntas a mamãe e nós, eu e Marina, estamos sempre procurando agendar nossos roteiros com os sonhos dela. 

Roma, a Cidade Eterna, o Vaticano a Torre de Pisa e outros pontos
turísticos da Itália estavam sempre no roteiro imaginário de mamãe e no momento em que traçamos o nosso roteiro, com o Rildo Júnior, hoje proprietário da Ville Turismo, comentei se era possível incluir estes lugares. Ele respondeu: - Vocês acertaram na escolha, já incluíram Fátima, Paris e estes três destinos estão incluídos no roteiro que farão a partir de 21 de setembro. Nem acreditei, mais cartões postais guardados por Lili seriam transformados em fotos clicadas pelo seu filho e andar pelo Vaticano, visitar o Coliseu, ver de perto a Torre de Pisa, com suas histórias incriveis, e passear pela capital, Roma, como ela sempre sonhou foi o máximo. Que viagem espetacular, um verdadeiro achado e, tenho certeza, que depois de dez anos de sua passagem para a morada eterna, nos iluminou na escolha e realizamos parte de seus sonhos apenas em uma viagem de vinte e dois dias. 

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Turistando - Por aí - Lugares incríveis - Capítulo um

  As capitais são sempre os destinos mais procurados por todos os turistas que se atrevem a andar pelo mundo e pelo Brasil, porém, tem sempre um porém, algumas cidades interioranas ou de menor porte, fazem a alegria do turista e se mostram muito mais interessante do que a capital e se tornam os focos principais de um passeio por aí. 

Começamos por Portugal, nosso primeiro destino em 2008 e que tinha como objetivo conhecer Fátima, o espetacular Santuário de Nossa Senhora, e, claro, a capital Lisboa, mas conhecer o Cassino de Estoril, na cidade do mesmo nome, foi também conhecer um pouco mais da história da cidade, que também tem um circuito de Fórmula Um onde Senna conquistou a sua primeira vitória na categoria. 

Visitamos Estoril em setembro de 2008 e não tivemos o prazer de adentrar ao recinto, além de estar em reformas nosso traje, como vocês podem ver na foto ao lado, não era condizente e bermudas e tênis eram, pelo menos naquela visita,


proibidos para visitantes. 

Seguimos em diante e entramos na Espanha, onde Madrid e Barcelona são consideradas as cidades mais apreciadas pelo turista do mundo, mas por lá encontramos outros destinos bem interessantes e que fazem parte de praticamente todos os roteiros das grandes operadoras do planeta, como Toledo, uma cidade medieval, que foi berço de Miguel de Cervantes, autor do icônico livro Dom Quixote de La Mancha, lançado em Madrid no ano de 1605 e que até hoje é um dos mais vendidos do mundo literário e um dos mais comentados de todos os tempos na literatura universal. 

Estivemos em Toledo em três oportunidades, e se houver uma próxima estaremos incluídos no pelo trem, que nos levou pela primeira vez, em 2005, e nas duas posteriores usamos o ônibus, em 2008 e 2015, e, quem sabe, na próxima já estaremos em um carro alugado para curtir ainda mais o passeio pela terra de Isabel de Castilla. 

A Torre Eiffel e o Museu do Louvre são os principais pontos turísticos de Paris, na França, Versalhes é o xodó de todos os apaixonados pelo passeio cultural, mas um destino francês é fora da curva, Nice, na Cotè D'Azur, onde estivemos em 2008 e o passeio pela orla, entre iates e barcos de milionários turistas europeus e asiáticos, deixa a cidade praiana com o toque muito especial. 

Nice é o que há de melhor no turismo francês, depois de Paris é o sonho de todos desfilar pela praia, sentar em um dos restaurantes finos e elegantes e vivenciar, pelo menos por algumas horas, como nós, de como é a vida de um rico euro e bom vivant europeu. 

Monte Carlo é única, por isto não há opções de turismo alternativo em Mônaco, um

principado encravado na França que hospeda o mais famoso cassino do mundo, o Cassino Monte Carlo. Nesta viagem de 2008 felizmente o roteiro foi bem traçado, cidades maravilhosas incluídas, como Monte Carlo, que nos proporcionou uma longa viagem de vinte e dois dias pelo continente europeu e nos deu a chance de conhecer este Principado e nos mostrar  que viajar ainda é a maior maravilha que o homem pode ter em sua vida. 

Foi um grande dia, apenas um na capital monegasta, mas tivemos o prazer de passear por toda a pista de Fórmula Um, uma das mais charmosas do circuito mundial de automobilismo, e, apesar da chuva torrencial, andar pelas montanhas no entorno do Cassino e visualizar este cenário incrível, como o da foto acima. 

Turistando - Por aí... Lugares incríveis - Capítulo dois

 Itália e seus encantos e Roma e sua historia milenar são dois capítulos importantes para qualquer viajante que pensa em conhecer o mundo, mas neste roteiro, que faço agora aqui no blog, os grandes destinos são deixados de lado para dar ênfase aos destinos alternativos, como Pompéia, na Costa Amalfitana, um dos mais procurados pelos turistas que visitam a Itália. 

No capítulo anterior mostramos várias opções em três países, exceto Mônaco, onde Monte Carlo reina absoluta e soberana, e por aqui, na abertura desta segunda etapa, poderia escolher Nápoles, Assis, Veneza ou até mesmo Florença, mas optei por incluir Pompéia, a cidade destruída pelo Vulcão Vesúvio, no ano 79 DC, e que não ressurgiu das cinzas.  O local, próximo ao Golfo de Nápoles, foi preservado e hoje é um dos principais destinos do país, vale uma visita para conhecer bem mais do que foi e o que é Pompéia, e aproveite para andar pelas colinas da Costa Amalfitana e apreciar as belas paisagens do lugar. 

Chegamos a Suíça, saindo de Veneza, em setembro de 2008, e após subir os AlpesSuíços nos encontramos ás margens do Lago de Lugano, na cidade do mesmo nome, e que está situado no Sudeste da Suíça e situado entre o Lago di Como e e o Lago Maggiore, no Norte da Itália. Cenário incrível, cidade acolhedora e um dos principais pontos turísticos da Suíça. Tempo curto, apenas um dia por ali, mas o suficiente para dizer nesta postagem que Lugano merece ser o destino opcional nesta postagem para o Blog Minhas Viagens, 

Turistando... Por aí - Lugares incríveis - Capítulo três

  América do Sul, primeiro passo foi dado no Chile, em setembro de 2010, ao lado das irmãs Teresa e Eliane, e tivemos a sensação de subir as Cordilheiras dos Andes, caminhar pelas areias do Pacífico, conhecer uma das sedes da Copa do Mundo de 1962, onde o Brasil jogou e conquistou o título daquele ano, e viver intensamente os quatro dias reservados para aquela excelente viagem pelo país andino. 

Santiago dispensa comentários e já contei muito sobre a capital chilena, mas hoje pretendo falar de um passeio alternativo, que nos leva a 3.350 metros acima do mar e, não pense que esquiamos por lá, impossível, eu estava ainda em recuperação de uma cirurgia no coração e era preciso muito cuidado. Agendamos a visita com um taxista, torcedor do Colo Colo, muito simpático, e nos guiou até o ponto mais alto com paradas estratégicas para adaptação a altitude. 

Não sentimos nenhum efeito justamente por termos nos preparado a conselho do Manolo, mas ficamos por um tempo menor do que o previsto para que eu e Eliane, também safenada, pudéssemos respirar um pouco melhor e para isto era necessário descer antes das seis horas previstas no roteiro. Super legal, um cenário cinematográfico, um frio suportável, estávamos bem agasalhados, e foi por ali que vimos a neve pela primeira vez. Uma excelente opção de passeio pelo Chile. 

No Chile subimos montanha e, depois da passagem por lá voamos até Buenos Aires,na Argentina, para outros quatro dias de passeio pelo país hermano, e por lá, além dos passeios programados e agendados com antecedência, ou seja, o city tour e as visitas as casas de tango e restaurantes de bom nível, reservamos um dia para atravessar o Rio da Prata em um catamarã e é justamente este passeio alternativo que conto nesta segunda parte deste terceiro capítulo dos passeios opcionais. 

San Isidro era o destino final deste passeio que durou praticamente o dia inteiro, passamos por Tigre, onde descemos e pegamos um trem até o destino final, passeamos por lugares incríveis e conhecemos um pouco mais da Grande Buenos Aires. Se lá no Vale Nevado estávamos a 3.350m acima do mar, e bem no pico mais elevado dos Andes, lá no Chile, na Argentina, em San Isidro, apenas 15 metros de altitude e bem a nível do Rio da Prata e uma cidade pequena, bem acolhedora, apenas 45 mil habitantes e fica na região metropolitana de Buenos Aires. 

Chile e Argentina, em 2010, e seis anos depois, 2016, voltamos a andar pela América do Sul e fomos conhecer o Uruguai. Claro que o roteiro foi o tradicional, indicado pela operadora que contratamos, fomos com duas amigas, Margarida Paes e Lúcia Vieira, e andamos por seis dias por terras uruguaias em um passeio que classifico como espetacular. Seis dias e sete lugares incríveis e por onde passamos a história do país era contado por guias bem conceituados em Montevidéu. 

Excepcionalmente citarei dois lugares, ou até mesmo três para poder incluir Punta Del Leste, mas em Punta Baleña, poucos quilômetros antes da mais badalada cidade da região, encontramos Casa Pueblo, inicialmente a casa de veraneio do artista plástico Carlos Paez Vilaró, que se transformou em um museu, uma galeria de arte e uma cafeteria, além de hotel, um visual incrivel do Oceano Atlântico e maravilhosamente belo o visual visto do alto. 


Turistando: Por aí... Lugares incríveis - Capítulo quatro

 Voltamos a Europa e aproveitando uma bela promoção da CVC seguimos para um tour por cinco países, percorridos em 13 dias, e começamos por Paris, em novembro de 2011, mas a França já foi comentada em capítulos anteriores e vamos falar da Inglaterra, onde chegamos após atravessar o Canal da Mancha.


No roteiro estava uma visita ao Estádio de Wembley, cancelado por estar em obras para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, mas passeamos, e muito, pela capital londrina, onde ficamos por três noites, mas o nosso passeio opcional foi no Distrito de Windsor, onde está o famoso Castelo com o mesmo nome, que abriga a Família Real. 

A construção do belo castelo começou em 1070 e já abrigou 39 monarcas e está situado no Condado de Berkshare, distante cerca de meia hora, de ônibus, da capital.  

De volta a estrada seguimos para a Bélgica, desta vez atravessando o Mar do Norte
pelo Euro Tunel, uma nova sensação e mais um desejo realizado. Como eu gosto de contar, chegamos a Inglaterra pelo Canal da Mancha e saímos pelo Euro Tunes, claro que também atravessando o canal, mas desta vez a dezenas de quilômetros abaixo da superfície. 

Chegamos a Brugges, uma das mais belas cidades daquele lado da Europa, chamada de "A Veneza do Norte, e, por oito horas, passeamos pelo centro histórico e conhecemos o que há de bonito na cidade mais medieval da Europa. Brugges e seus canais incríveis, suas construções milenares totalmente conservadas e restauradas  impressionam os visitantes e os passeios de barco, pelos canais, e pelas carruagens, nas principais ruas do centro histórico, te colocam nos anos mais românticos da antiguidade. 

E seguimos em frente, a Bélgica ainda teria Bruxelas no roteiro, mas três dias depois já estávamos em território holandês, e a primeira parada é justamente nosso destino escolhido para ilustrar a nossa passagem pela Holanda, com muito frio, vento cortante e a temperatura chegando a zero graus, mas nada que não pudesse ser amortizado pelos nossos agasalhos. 

Haia era a nossa parada antes de chegarmos a Amsterdã, e o que fazer em Haia? Caminha pela avenida principal, olhar atentamente os prédios antigos e conservados, os palácios, como o Palácio da Paz, elegante e cheio de histórias espetaculares. Não fomos a praia, o frio e o tempo curto não deu sequer para chegar próximo, mas visitamos o Palácio onde Ruy Barbosa, nosso baiano extraordinário, brilhou intensamente entre as mais brilhantes cabeças de juristas de todo o mundo. 
De Haia até Amsterdã, onde ficamos centralizados nestes três dias na Holanda, com passagem por Volendan e Marken, descemos a Floresta Negra, um dos mais belos cenários em todas as viagens que fizemos nestas sete viagens ao continente europeu.

E na Alemanha descemos em Colônia,  uma cidade com mais de dois mil anos e comum estilo medieval e a sua catedral, de São Pedro, é considerada uma das três mais bonitas do mundo católico. Andamos por Colônia sem compromisso com guia ou com o roteiro, teríamos três horas para passear pelo Centro Histórico e assim fizemos, sem qualquer compromisso com o grupo e apenas cumprir o horário previsto, já que iríamos navegar pelo Rio Reno, em um cruzeiro que para nós foi uma grande e grata surpresa, e chegamos a Frankfurt, no cair da noite, onde ficamos até o voo de volta, pela Latan, que nos proporcionou esta viagem espetacular com preço promocional, que marcou muito porque tivemos a chance de conhecer muito melhor o Norte da Europa e voltar a Paris, conhecer Londres e sentir de perto a elegância do inglês e a simplicidade do holandês, além de conhecer a cultura culinária alemã. 

Turtistando - Por ai ... lugares incríveis - Capítulo Cinco

 Novamente no ar e mais uma vez Europa, e, para nossa sorte, o Leste Europeu estava em clima frio, super frio, com neve e temperatura variando entre 3 graus positivos a três graus, negativos, e começamos o giro de quinze dias pela República Tcheca após uma conexão no Aeroporto Charles De Gaule, em Paris, descendo em Praga em abril de 2013. 

Um belo passeio pela capital, dois dias inteiros e maravilhosos, com visitas a Ponte Karlo, a Igreja de San Vito e outros pontos turísticos, que já relatei em outras postagens, e no terceiro dia seguimos para o outro lado da antiga Tchecoeslováquia, a Eslováquia, onde subiríamos as montanhas após passar por Batislava, mas antes tinha uma cidade medieval, uma das mais antigas de toda a Europa, Cesky Krunlov, cidade tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, e que se localiza na Boêmia do Sul. 

A cidade se ergueu após a construção do Castelo às margens do Rio Vitava e hoje recebe milhares de turistas para ver as grandes muralhas e passear pelas ruas estreitas e bem conservadas que são ladeadas por grandes castelos e prédios espetaculares. 

Bratislava era o próximo destino, breve parada, quatro horas apenas porque tínhamos

um compromisso com o Monte Tartás, no lado da Eslovênia, e a subida levaria pelo menos duas horas, no nosso ônibus, e se demorasse um pouco mais a neve tomaria a estrada e complicaria a visita programada desde o início do roteiro, em Praga. 

Estação de Ski de Donovaly, um lugar incrível, totalmente tomado pela neve, o restaurante que almoçamos, por exemplo, ao chegarmos estava com sua entrada liberada, e, uma hora depois, totalmente tomado pela neve em um espetáculo realmente digno de ser fotografado e filmado para a posteridade. Dizem, os especialistas, que foi a maior nevasca desde a Primavera de Praga, em 1968. 

Na sequência entramos na Áustria, descendo os Alpes e chegando a capital Viena, mais dois dias incríveis com muita música, visitas ao Castelo da Sissi e ao Teatro Nacional de Viena, isto em uma sexta-feira santa e já no domingo de páscoa chegamos


a Budapeste, na Hungria, para mais dois dias do roteiro, andamos pelo dois lados do Rio Danúbio, Buda e Peste, que emprestam os nomes para a cidade que é a capital do país. 

Entramos na Polônia através de Wadowice, a cidade natal do Santo Papa João Paulo II, e foi realmente uma emoção não controlada e nem a neve e a chuva fria impediu de descermos e visitar a Igreja que recebeu o Coroinha Karol Wojtyla, mais tarde o Papa João Paulo II. Wadowice é uma pequena cidade, na divisa com a Hungria, com pouco mais de 18 mil habitantes, mas que está totalmente voltada ao turismo católico. 

Sim... a emoção continuou aflorada dois dias depois, saímos do clima ameno, mas

muito frio, para um sinistro encontro com o terror de Auschwitz, ainda na Polônia, mas a caminho da Alemanha, onde terminaríamos o passeio pelo Leste Europeu na capital Berlim. 

Auschiwitz foi um campo de concentração alemão, durante a segunda guerra mundial, que recebeu milhões de judeus para serem exterminados pelos psicopatas seguidores de Adolf Hitler. Não dá para mensurar o que sentimos, um misto de ódio, emoção e as lágrimas chegaram em profusão, mas muito sinceramente, foi um grande passeio porque nosso guia português nos explicou tudo sobre o local e sobre o que aconteceu de fato naquele campo de sofrimento de uma nação judia. 

Turistando .... Por aí, por lugares incríveis - Capítulo Final

 Fechando o "livro" viaj amos até a Turquia, que foi nosso último passeio ao exterior, antes da pandemia, já estamos programados para conhecer Marrocos, voltar a Espanha e Portugal, no mês de novembro, sairemos em 16 daquele mês, via TAP, com escala em Lisboa e regressamos de Tânger, cruzando o Canal de Gibraltar, até Sevilha, na Espanha e de lá seguimos, em ônibus, até Lisboa e com uma visita ao Santuário de Nossa Senhora a gente se despede da décima viagem internacional. 

Mas antes disto aqui estão alguns pontos turísticos que gostamos de passar, fora das

grandes cidades e das grandes capitais do mundo: Deixo o final com a bela Konya, na Turquia, onde tivemos uma experiência incrível, a dança dos icônicos e uma cidade situada na Anatólia Central. 

E aí, perguntaria o amigo que me dá a audiência aqui no blog, qual o lugar mais bonito? São vários e se pudesse realmente escolher eu diria que Praga me encantou, que Paris é um deslumbre e que Roma é uma lembrança maravilhosa. Qual destas? Posso ficar no muro? Então, para não desagradar ficarei com um passeio por Istambul que me deu os mais belos cenários e com a Turquia que me fez conhecer lugares maravilhosos e atravessar o Mar Egeu além de conhecer a cidade que foi a última morada de Nossa Senhora, a nossa Rainha Mãe. 

Qual você gostaria de voltar? Nova pergunta que escuto sempre. Voltei por duas vezes, a Madrid, uma cidade incrível que nas três oportunidades que lá estivemos fizemos programas diferentes. E voltaria novamente, como voltarei a Lisboa, será nossa terceira passagem pela capital portuguesa, como voltei a Roma, a primeira em 2008 e a segunda em 2018, como amei Barcelona a ponto de retornar para conhecer o estádio do Barça, que não havia entrado na primeira oportunidade. Mas Londres é um desejo de retorno, foram  apenas três dias e ficou muita coisa para ser vista na capital inglesa e claro, a mais bela cidade do Leste Europeu, Praga, que gostaria de voltar ainda com minha lucidez em dia. 

domingo, 17 de julho de 2022

As músicas do Parque de Diversões.

Na noite passada recebi a visita do amigo, e vizinho, Marco Aurélio Motta e, optamos por ouvir boas músicas de nossos tempos de "pé de valsa" e das boas noitadas, aos sábados, eu no Grêmio do Nossa Senhora das Graças, ele nos salões do Automóvel Clube Fluminense. Éramos iguais no repertório, que incluía Beatles, Elvis, Bee Gees, Roberto Carlos, Incríveis e outros famosos dos anos 1970, porém, tem sempre um porém, há um sonho que "pousava" em Miracema nos anos 1960.

Tenho, no meu Spotify, uma playlist  que estou sempre colocando no ar, "Músicas de Parque de Diversões" e, sabem por quê?

Uma das minhas atividades para ganhar um dinheiro para o cinema e as noites nas Rua Direita pós filmes do Cine XV, era ficar nas cabines de músicas destes parques, que sempre armavam seus brinquedos e barracas na pracinha em frente ao Colégio Nossa Senhora das Graças, na Av Nilo Peçanha, na minha Miracema.

Era ali  que eu ganhava umas pratinhas,, não me lembro bem, mas, por exemplo, um Cruzeiro por música e eu ficava com a metade, e os bordões eram os mesmos que você conhece até hoje, como: "alguém oferece a menina de vestido verde, que está no Balanço Veneziano". Eu, de lá da cabine, mandava a música do Adilson Ramos: "Sonhar Contigo", e a menina de vestido verde ficava procurando alguém que a música a ofereceu.

Era bem legal, eu tinha bom gosto musical e conhecia bem o repertório e levava meus discos, como as melhores de Nelson Gonçalves, que era sucesso, principalmente uma, que me lembro muito bem, foi um reatamento de um casal, que depois se casaram e me disseram que fui responsável por isto. Nomes fictícios, Antônio oferece a Maria como prova de muito amor e carinho, e eu mandei "Negue", com Nelson Gonçalves, a moça foi a cabine e perguntou pelo rapaz e eu apontei. Um abraço, um beijo e nunca mais se separaram.

Era muito legal e bem interessante, tenho uma passagem espetacular. Estava na terceira série do ginásio, que ficava em frente, como disse acima, e estava faltando a prova de geografia, com a professora Nerilda Alves,  da cabine mandei uma canção para a professora, sabia que ouviria pois estava chegando ao colégio:  Eu disse: Um aluno, que não pode fazer a prova de geografia, por estar trabalhando, oferece a professora Nerilda como prova de respeito e admiração. E lá estava a música preferida da mestra querida, com Dolores Duran, A Noite de Meu Bem.

Se ela gostou eu não sei, mas que ela sabia que era este que vos escreve eu tinha certeza. Na semana seguinte fiz a prova e, sem mais comentários, tirei um dez bem legal e garanti nota para passar na matéria.  Por ali passaram vários amigos, que conhecia meu gosto musical e pedia opinião e por lá passaram Moacyr Franco, Paulo Sérgio, Antônio Marcos, Waldick Soriano, Lindomar Castilho, Nilson César e sua Namorada que sonhava ter, Agnaldo Timóteo e seus Verdes Campos do Lugar, a Andorinha, do Altemar Dutra, Mon Amour, meu bem ma famme, de Reginaldo Rossi e muito Roberto Carlos, o grande ídolo dos parques de diversões. 

domingo, 10 de julho de 2022

Na fila do pão: Um novo membro esquentou a manhã da padaria

 Não é um comentário sobre o futebol propriamente dito, mas é uma narrativa que sempre gostei de escrever neste espaço, nossa famosa conversa da fila do pão, um lugar incrível onde os papos sobre o mundo do torcedor flui agradavelmente e não há, pelo menos até hoje de manhã, uma discórdia que levasse a uma discussão séria e sem volta. 

Ali, na Estrela, tudo é paz e harmonia, somos cinco frequentadores assíduos, com horário marcado, e temos no cardápio o debate do que acontece no mundo da bola, principalmente quando envolve a velha rivalidade carioca, entre os quatro grandes, três deles bem representados na nossa "fila do pão", e hoje, por acaso, apareceu um tricolor e por isto voltei aqui para comentar o que aconteceu e a "briga" para saber quem é a maior e melhor torcida do Rio de Janeiro. 

Este tricolor, que somente após o final, na despedida, fiquei sabendo que é como eu, um campista importado, é carioca e está por aqui há pouco tempo e se mudou para nosso bairro no mês passado, mas segundo JR, nosso rubro-negro no pedaço "era melhor ele ter ficado nas Laranjeiras". Rimos todos mas o que houve para eu contar com entusiasmo na coluna deste domingo? 

Rubens, que pediu para chama-lo de Rubão (o cara tem quase dois metros) disse que não há no Brasil torcida igual a do Fluminense, é a melhor e mais vibrante do país. Edu, o Vascaíno, não concordou e, debaixo dos seu metro e sessenta, desafiou Rubão e colocou a sua opinião, claro que levando para o seu Vasco o título de mais vibrante e mais apaixonada torcida do Rio.

Bateram  boca por quase dez minutos, tempo que o nosso pão de cada dia saísse do forno e nosso querido gerente, Marcinho, o mais fanático flamenguista do bairro, mandou lá de dentro: - Vamos parar com esta prosa fake e deixar de lado o mi mi mi de torcedor de segunda linha, sem essa, completa o gerente, de Fluminense e Vasco serem maior do que o Flamengo, a paixão não pode cegar o torcedor que não ê o obvio ululante, como diria Nelson Rodrigues. 

- Seu Rubão, o senhor é bem vindo, mar por favor, não me venha com este papo de maior ou melhor porque aqui não cola. Entendeu? 

Eu, que no fundo dei razão ao Marcinho, saí de lado e deixei os espantados da fila se olharem e respeitarem a opinião do gerente, afinal ele não está errado, ou está? 

40 anos se passaram

  Guarânia, 40 anos e outras           armadilhas do tempo Cuiabá, virada dos anos 70 para 80. Calor, gente suando elegância e promessas de ...