terça-feira, 28 de abril de 2020

Papo da noite - O susto com Arthur, o neto de Dona Bilu

Ontem, já no final da noite, por volta das 23 horas, o celular toca e o susto logo se aflora. Quem será? Número desconhecido. Atendo ou não? Desligo. Cinco minutos depois toca novamente e resolvo atender. Do outro lado uma voz alegre, jovial, mas que não conhecia, diz "tio, não te conheço, mas de tanto minha avó falar do senhor resolvi ligar". 

E o susto passou para preocupação. - Quem é você? Pergunto. Não tenho sobrinho no Rio. Claro que tem, afinal o senhor e minha Vó Bilu eram tão amigos, ao ponto de até eu o admirar, por ser torcedor do Flamengo, tenho que o chamar de "tio", como é a moda da minha geração. Posso?

Então identifiquei. Arthur, o Neto, que eu tanto falei nas minhas crônicas, a velha senhorinha tijucana morria de ciúmes de mim, seu neto, este Arthur, se tornou um grande flamenguista e hoje, segundo ele, é mais fanático que o maior fanático. 

E o rapaz, que me faz lembrar o dono do primeiro bar que frequentei na Tijuca, seu Artur, sem H, português autentico, como dona Bilu, e viajei no tempo conversando com o rapaz e descobri algo especial entre nós, ele mora na Rua José Higino e seus pais conheciam o velho Arthur e seu filho Fernando, tem preço uma coincidência desta? 

E, no meio da conversa, Arthur quis saber porque posto tanto sobre viagens e fotografia. Como você sabe? Perguntei. - Herdei o Facebook de Vó Bilu e hoje estou ligando para dizer que te mandei um convite de amizade e que o Arthur Ribas sou eu, tá ligado?

Pois é, garoto, muitos também me perguntam sobre o motivo de tantas fotos, até prometi que hoje farei uma pausa, a contra gosto de muitos amigos que adoram, porque já estou recebendo críticas por tantas postagens, mas é meu jeito de passar o tempo, viajo nas fotos porque não posso viajar na realidade, o mundo parou e o turismo está "morto" e sem sabermos quando e como "ressuscitará" e assim, com as postagens e as crônicas de viagens maravilhosas, eu mato o desejo de estar em algum lugar deste mundo. 


sábado, 18 de abril de 2020

Quarenta dias de quarentena

Estes momentos de quarentena até que não estão tão ruins assim. Ah! Alguém dirá que estou delirando ou precisando de uma surra. Pode ser, mas se você souber o que ando fazendo, o que ando lendo, o que ando ouvindo e o que ando conversando com amigos, via celular ou aquele watzaap moderninho que os proporciona até uma prosa por vídeo, como faço quase que diariamente com meus filhos e netos distantes alumas centenas de quilômetros de mim. 

Já disse lá no Facebook que reli a trilogia de Maria Alice Barroso, "Um nome para Matar", "Quem matou Pacífico" e "Parada de Deus", que aconselho a todos os miracemenses, ou não, a lê-los com atenção e algum tempo depois, para entender melhor, faça uma releitura dos três sucessos da escritora miracemense. 

Já passei meu tempo escrevendo crônicas, revendo grandes filmes, como "Os canhões de Navarone", alguns sucessos de bilheterias, tipo "Romeu & Julieta", e, como citei acima a trilogia de Maria Alice Barroso, digo por aqui e agora, que assistir  os três da série "O Poderoso Chefão", e ainda me deliciei com filmes espetaculares que me ofereceram o Telecine Play e a HBO play. 

Discos? Juro que não ouvi nenhum. o serviço de streaming, para quem não sabe o que é eu explico, é uma forma digital de distribuir filmes, músicas e outros, e o tal de Spotify é destes streaming que me deixam de queixo caído e de água na boca, tenho dezenas de play lists que dispensam meus discos e fitas e tudo mais, e por lá ouço, diariamente, centenas de músicas que marcaram minha vida nestes setenta anos bem vividos e curtidos, vou do bolero a valsa, de Tito Madi e André Rieu em dois minutos e viajo no tempo e me delicio com o que ouço. 

E este You Tube, que todos conhecem e usam como ferramenta maravilhosa para ver de perto seus ídolos, como estou vendo agora, o nosso Rei Roberto Carlos, cantando com dezenas de convidados através dos seus programas durante estes anos a fio na Globo ou em especiais, como o que fez com Caetano Veloso e que estão sendo ofertados agora, neste momento em que escrevo, vendo na minha tevê e com um som bem bacana, a dupla Sérgio Reis e Almir Satter, cantando a abertura de Rei do Gado, novela global de grande sucesso. 

E o amigo perguntará: E o futebol? Viu os jogos das Copas? Viu as reprises dos jogos do Brasileirão? Nada disto me interessou, afinal estou em quarentena e, para este escriba, fazer algo diferente do dia a dia, principalmente para ficar ao lado de Marina, mais unidos do que nunca, é sempre melhor deixar o futebol de lado e curtir, a seu lado, aquilo que vivenciamos durante estes cinquenta anos que estamos juntos, 5 de namoro e 45 de casamento. Tem coisa melhor?

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Reflexões sobre "Gente Humilde" e a pandemia

Tem certos dias em que penso em minha gente, agora então penso demais, e sinto assim todo meu peito se apertar, a saudade dos filhos, dos netos, das manas e dos sobrinhos bate cada dia mais forte, porque parece que acontece de repente, e foi mesmo, o tal vírus chegou, se instalou e chegou como um desejo de eu viver sem me notar. 
Não dá para dizer igual a como quando eu passo no subúrbio, há algum tempo não ando por um lugar distante ou um subúrbio legal nem daqui, onde moro, nem das grandes cidades, e não dá nem para dizer, eu, muito bem, vindo de trem de algum lugar, e ai me dá inveja dessa gente, que vai em frente sem nem ter com quem contar. 
Verdade absoluta, senhores letristas desta melodia, não ter com quem contar é duro, eu, mesmo em quarentena, tenho com quem conversar, com quem contar para os afazeres externos, com os amigos que me consolam quando estou triste e me dão o prazer da companhia nas redes sociais.
As vezes volto meu olhar para minha Miracema, a minha Terrinha, e olho no entorno da minha rua, são casas simples, com cadeiras na calçada, era muito bom e nós sabíamos, sentados à beira da rua trocando prosas em família ou entre os vizinho, só não sei se na fachada estava escrito que é um lar, mas pela varanda, flores tristes e baldias, na minha casa, pelo contrário, flores alegres e vivas como minha avó Maria e minha mãe Lili, com alegria que não tem onde encostar, ou tinham?
E aí? Aí me dá uma tristeza no meu peito, dói o coração ver tanta gente neste momento de pandemia sofrendo injustamente e passando por momentos de incertezas, e aí bate, feito um despeito, de eu não ter como lutar, e eu que não creio (creio sim) peço a Deus por minha gente, gente bacana, gente amiga, e gente que não conheço, é gente humilde, que vontade de chorar. 

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Papo de Saudade - Bicudo resgata fatos do passado

O celular toca, do outro lado o velho parceiro Bicudo, sempre querendo uma "boca livre" aqui no meu apartamento, sim, Bicudo é o fiel companheiro do futebol, dos bons papos sobre a vida e, principalmente, quando o tema é Miracema e minha carreira é ele que incentiva a escrever e a falar de tudo um pouco. 

Não me sento com o amigo desde fevereiro, quando estivemos juntos nos dias de jogos, sem transmissão, do Flamengo, no Campeonato Carioca, e o cara nem sequer me telefonou neste período de quarentena, e, sabem porque ligou hoje pela manhã? Leu meu comentário sobre a possível volta do Carioca, com televisão aberta nas transmissões dos estádios com portões fechados. 

E então, já imaginou o que ele quer? Isto mesmo, quer vir para minha sala, beber da minha cerveja e beliscar os petiscos preparados por Marina. - Dutra, não tem este negócio de não poder receber visitas, somos dois, três no caso de Dona Marina, na faixa de risco, ficará tudo bem e eu posso me sentar na sua poltrona favorita para ver o Flamengo jogar. 

Nada disto, meu caro amigo. Você é do grupo de risco dobrado, além dos 75 anos, não sei se bem vividos, tem uma série de restrições e sequer a vacina da gripe você pode receber, então é melhor ficar em casa e conversar comigo só pelo celular, vou te ensinar a fazer chamadas de vídeos e aí a gente pode se ver enquanto falamos. Lembra que um dia, lá na Terrinha, a gente falou sobre isto no jardim? Isto mesmo, nos filmes e nos gibis de Flash Gordon, lembrou bem. 

E aproveitando a ligação, tive que retornar a discagem porque o cara não tem crédito e os que ele colocou acabaram. Então... a prosa começou a ficar naquele "varandão da saudade". Bicudo lembrou das postagens que tenho feito para os amigos, sobre as músicas e filmes que marcaram nossa década maravilhosa dos anos 1970, e chegou no Tema de Lara e Il Silenzio, que foram as que mais me marcaram no tempo de trompetista. 

- Pois é, Dutra, o tempo passou mas só foi cruel comigo, que não consegui chegar onde queria, você é um cara de sorte e fez uma bela limonada com os limões que a vida te ofereceu. Disse o amigo e conterrâneo, mas ele, meu velho companheiro de grandes jornadas, mais velho e mais experiente, curtiu a vida intensamente e não pensou no futuro, viveu o presente, muito bem vivido, e hoje está colhendo do que plantou. 

- Parece que foi ontem, Dutra, que seu pai Zebinho te deu a maior bronca quando você deixou a CEDAE e foi tentar a sorte no Vasco, meu amigo João Leitão, que te levou para a empresa estatal, também não gostou, mas era o Vasco, time do coração dele, e por isto não deu bronca também, torcia ´por você e para que desse certo. 

Certo, Bicudo, mas não deu certo e eu não lamento nada, tentei a sorte e consegui dar a volta por cima. E ele, entrando "de sola" no passado que já é separado por mais de cinquenta anos. - Penacho, posso chama-lo assim? Claro, respondi, afinal Penacho é praticamente um nome ou um sobre nome. 

- Penacho, Te vi triste apenas uma vez, e por sinal triste e p... da vida, posso contar? E sem esperar minha resposta engatou. - Bota no viva voz aí e chama Dona Marina para ouvir, continuou após Marina chegar para perto e ouvir atentamente. Lembram quando uma amiga da sua família disse para ela, quando vocês anunciaram o noivado? Pois é, você me contou depois, no meu trabalho, na Casa Marcelino. 

- Seguinte, continuou ele, a moça disse "Marina, cuidado com seu futuro, ainda é tempo de desistir, você não terá futuro se casando com o Adilson". E, o que não era para ser lembrado foi e eu digo que isto aqui também não era para ser escrito, porém, tem sempre um porém, nesta fase de quarentena as emoções estão afloradas e eu, sem medo de ser feliz, conto para vocês, pessimistas ou descrentes com o que está acontecendo, que o HOMEM lá de cima dá a mão e você tem que ajuda-lo a te carregar, eu segurei na mão DELE e consegui chegar até aonde nem mesmo eu e a moça que desdenhou do meu futuro, acreditávamos. 

E, para fechar o papo de hoje e a conversa afiada com meu amigo e parceiro de grandes jornadas, digo que não tenho rancor, não tenho bronca de ninguém que um dia não acreditou em mim, até eu duvido de toda esta aventura de vida que me foi reservada e que ainda tem muito para ser desvendada. Sigo a vida do jeito que minha mãe, Lili, um dia disse para mim. Vá para a vida e faça tudo aquilo que eu e seu pai não pudemos fazer, você tem uma menina maravilhosa a seu lado e seja feliz, sempre. 

E me parece que a minha história pode não ser um conto de fadas, mas que é maravilhosamente bela e ótima de ser vivida. 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Papo de Quarentena - Reflexões, flexões, leitura e muita conversa

Nestes dias de reclusão, entro hoje no 25o dia de quartelamento devido ao medo do Corona Vírus, isto mesmo, medo do Covid-19, afinal estou no grupo de alto risco e não quero ser mais um fora de combate, prefiro ser mais um na multidão, principalmente na multidão de viajadores deste planeta terra bonito e hospitaleiro. 

Vejo filmes. Vejo fotos. Faço reflexões e flexões. Faço retrospectiva da vida. Faço análise do que passei e estou passando. Com veem faço de tudo para passar o tempo e não sentir stress ou ficar entediado. Estou acostumado a estas "prisões" domésticas, faz tempo que mantenho uma rotina caseira, só que meu boteco, meu papo de rua e idas às compras estão suspensas e isto ocasiona momentos de muita tensão e medo. 

Mas dá para levar, tenho muitos amigos, que se transformaram em virtuais, e as conversas por vídeos, zap, Facebook e outras redes sociais me levam a um reencontro legal e que vale a pena ser repetido por várias vezes ao dia. 

Esta "prisão" me faz visitar as fotos de viagens e da família, algumas eu posto no Facebook ou no Instagran, me parece que estão agradando, 90% não são fotos pessoais e sim de lugares incríveis que visitei, como este desta foto ao lado,(Serra do Lagarto/ES) que alegram a alma de quem está na "solitária,"

Escrevi meu livro de viagens, estou terminando o segundo, minhas crônicas e causos, coloquei a prosa com familiares distantes em dia, hibernei e recoloquei a leitura de alguns livros, como o excelente "Um Nome Para Matar", de minha conterrânea Maria Alice Barroso, que aliás escreveu o que estou a procura para ler "Quem Matou Pacífico?".

Pois é, como disse meu amigo Zé Mario: "A quarentena fez com que o mundo ficasse mais humano, o homem mais comunicativo e, pelo menos em alguns momentos, esqueceram dos crimes, das barbáries e do noticiário desagradável" , mas, Bicudo, o incrível, diz que "ainda existe o câncer da corrupção e o momento está mostrando quem é quem no mundo político". 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Papo de Bola - O time de Telê

O futebol está parado e o noticiário parece até daquele tempo em que os jornais, lá em Miracema, chegavam no dia seguinte, via trem da Leopoldina, e era distribuído pelo José Amaral (pai), ou seja, as notícias são velhas, sem qualquer novidade e sem apelo popular já que o leitor, ou seguidor via Internet, não tem qualquer motivação para procurar por elas. 

Nós, aqui do blog, também estamos nesta não há o que comentar, temos assunto em pauta e, com os campeonatos parados e com os jogadores em férias, não se sabe até quando, o assunto por aqui fica restrito aos comentários sobre o futebol do passado, como fiz na postagem de ontem e como farei na postagem de hoje. 

E hoje o assunto é seleção brasileira, que por muitos anos foi tema preferido deste escriba e que hoje, devido a vários problemas, não faz parte do meu cotidiano e nem sequer me toco ou me ligo com o que acontece com a outrora querida Seleção Canarinho. 

Ontem, no Sportv, foi exibido o primeiro jogo da última seleção que teve a minha torcida, a da Copa de 1982, contra a Rússia, vencemos por 2x1 um jogo que poderia ter sido de goleada, mas com o auxilio luxuoso do "apito amigo", e, ao ver a partida, pude mais uma vez entender das dificuldades de se ganhar com um técnico teimoso, que insistiu com Serginho e Paulo Isidoro e com isto travou a inteligencia de Sócrates, Zico e Falcão quando desciam em grupo, era um tal de bater na canela do 9 e do 7 que não estava no gibi. 

Pois é, né mesmo? Esta é minha opinião e você, torcedor Verde Amarelo, tipo "Pacheco", pode até discordar e dar sua opinião que será bem-vinda, mas não me fará mudar de ideia, o time era espetacular mas, como o de 1970, tinha um goleiro fraco e um banco não a altura dos titulares tudo isto provocado por convocações ora política ora por interesses e, claro, ora por exigência do treinador, que sempre gosta de formar a sua "família" e com Telê não foi diferente e nem será com outros que virão. 

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Os craques que não escreveram suas histórias no CR do Flamengo

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No final de semana, quando a quarentena entrou no seu 20o dia, para mim e Marina, conversei como Sefinho Damian, meu amigo flamenguista, sobre os jogadores que não "emplacaram" no Flamengo, como Luiz Pereira ou Sócrates, e os nomes foram surgindo tranquilamente e fizemos uma seleção cada, se juntas daria um dos melhores de todos os tempos caso estes craques consagrados deixassem seus nomes escritos na vida do CR do Flamengo. 

Ontem, um domingão sem nada para fazer, o que salvou a tarde foi um vídeo tape da final da Copa do Mundo 1958, na Suécia, original e com Jorge Cury e Antonio Cordeiro narrando, naquele velho estilo da Rádio Nacional, cada lado do campo para um narrador, vejo no grupo do Armazém do Lenílson, uma colocação praticamente no mesmo temos da conversa citada com o Sefinho.

Dudu, respondendo ao Fernandinho, disse: - Zico jogou muito na seleção, claro que não foi campeão do mundo, mas teve muito cracão que "amarelou" com a amarelinha. E a pergunta fica  no ar: Quem foram os craques de clubes que não se deram bem na Seleção Brasileira?

E, voltando ao papo sobre quem não brilhou com o Manto Rubro-Negro, tentei escalar um time, só com gente de expressão, para chegar ao que eu e o amigo Sefinho acreditamos que seja fator emocional. Goleiro - Tenho dois para colocar, Sérgio, que foi bem no Palmeiras, e o grande Ubaldo Fillol, campeão do mundo e craque da Seleção Argentina, mas que no Flamengo sentiu o peso e o grito da torcida e o bafo quente do Maracanã. 

Tem um lateral direito, que chegou a seleção e foi ótimo na Portuguesa de Desportos, Zé Maria, que chegou quieto e saiu calado, passou rápido pela Gávea e não deixou saudade, Zé Maria, que foi para Itália. Na outra lateral o caso se repetiu com Zé Roberto, craque consagrado, mas que foi "relâmpago" no Flamengo e também não cravou o nome na história. Estes dois, deixamos claro para quem está lendo agora, não foram fracassos e sim não brilharam ou não tiveram tempo para brilhar. 

Quem não queria uma zaga formada por Luiz Pereira e Gamarra, na minha opinião dois dos melhores zagueiros do mundo, mas que no Flamengo não passaram por boa fase e saíram como vieram, ninguém notou e ninguém fala nada até hoje. Tem um outro zagueiro, André Cruz, que fez sucesso nas divisões de base da Seleção Brasileira e no Flamengo não produziu nada. 

No meio campo é que estão os grandes fracassos, estes sim, fracassaram totalmente e até um, Vampeta, na sua arte principal, que é brincar e fazer justificativas, disse; "Eles não pagavam e eu não jogava", foi um dos maiores fracassos do clube, comparado apenas ao do Edmundo, que até hoje ninguém entendeu porque não deu certo. E Alex, o craque da camisa 10? Como é que se explica tanta falta de empenho ou compromisso? Passou batido e ninguém lembra, como Edu Marangon, que voltou da Europa tentando reviver seus melhores momentos e não conseguiu. 

Outros badalados, como Luizão, que ganhou um título carioca, como Bobô, Beijoca, e, mais recente, Henrique Dourado, Ederson, Carlos Eduardo, e alguns outros repatriados que apenas receberam salários e não criaram vínculo afetivo com os torcedores. 

Lembre aí um nome que não "emplacou" no Flamengo e me force a fazer uma nova seleção de enganadores. Ah! E Fernandinho disse, no grupo do Armazém, que futebol é sorte e Dario foi campeão do mundo e Zico não, que Obina foi ídolo do Flamengo e Sócrates não. Pois é, o mundo da bola é redondo e por isto dá voltas incríveis.

Saudade em onda média

  Mais uma para o baú. Esta semana, uma notícia que todos esperavam — inclusive eu — confirmou que a evolução da tecnologia chegou ao rádio ...