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Quarenta dias de quarentena

Estes momentos de quarentena até que não estão tão ruins assim. Ah! Alguém dirá que estou delirando ou precisando de uma surra. Pode ser, mas se você souber o que ando fazendo, o que ando lendo, o que ando ouvindo e o que ando conversando com amigos, via celular ou aquele watzaap moderninho que os proporciona até uma prosa por vídeo, como faço quase que diariamente com meus filhos e netos distantes alumas centenas de quilômetros de mim. 

Já disse lá no Facebook que reli a trilogia de Maria Alice Barroso, "Um nome para Matar", "Quem matou Pacífico" e "Parada de Deus", que aconselho a todos os miracemenses, ou não, a lê-los com atenção e algum tempo depois, para entender melhor, faça uma releitura dos três sucessos da escritora miracemense. 

Já passei meu tempo escrevendo crônicas, revendo grandes filmes, como "Os canhões de Navarone", alguns sucessos de bilheterias, tipo "Romeu & Julieta", e, como citei acima a trilogia de Maria Alice Barroso, digo por aqui e agora, que assistir  os três da série "O Poderoso Chefão", e ainda me deliciei com filmes espetaculares que me ofereceram o Telecine Play e a HBO play. 

Discos? Juro que não ouvi nenhum. o serviço de streaming, para quem não sabe o que é eu explico, é uma forma digital de distribuir filmes, músicas e outros, e o tal de Spotify é destes streaming que me deixam de queixo caído e de água na boca, tenho dezenas de play lists que dispensam meus discos e fitas e tudo mais, e por lá ouço, diariamente, centenas de músicas que marcaram minha vida nestes setenta anos bem vividos e curtidos, vou do bolero a valsa, de Tito Madi e André Rieu em dois minutos e viajo no tempo e me delicio com o que ouço. 

E este You Tube, que todos conhecem e usam como ferramenta maravilhosa para ver de perto seus ídolos, como estou vendo agora, o nosso Rei Roberto Carlos, cantando com dezenas de convidados através dos seus programas durante estes anos a fio na Globo ou em especiais, como o que fez com Caetano Veloso e que estão sendo ofertados agora, neste momento em que escrevo, vendo na minha tevê e com um som bem bacana, a dupla Sérgio Reis e Almir Satter, cantando a abertura de Rei do Gado, novela global de grande sucesso. 

E o amigo perguntará: E o futebol? Viu os jogos das Copas? Viu as reprises dos jogos do Brasileirão? Nada disto me interessou, afinal estou em quarentena e, para este escriba, fazer algo diferente do dia a dia, principalmente para ficar ao lado de Marina, mais unidos do que nunca, é sempre melhor deixar o futebol de lado e curtir, a seu lado, aquilo que vivenciamos durante estes cinquenta anos que estamos juntos, 5 de namoro e 45 de casamento. Tem coisa melhor?

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