quarta-feira, 24 de junho de 2015

Um documentário impossível?

 Um amigo meu pergunta, em uma destas nossas seções nostalgia: - Seria possível fazer um documentário sobre a nossa Rua Direita? Eu olhei para o lado, tentei desviar o assunto e passar a bola para outro amigo, que estava ao nosso lado, que também fechou os ouvidos como quem não havia escutado a pergunta e mudamos de assunto imediatamente 

- Ué, vocês não me responderam, existe chance de fazer um documentário sobre a Rua Direita?Voltou a perguntar. 

Então passamos a nos interessar pelo assunto e fomos ao roteiro pedido pelo moço, que estava voltando a Miracema após um longo período distante. - O que você quer no roteiro? Bar Pracinha? Bar do Vavate? Bar Central ou aqueles prédios bonitos, que hoje ainda existem, mas precisam de uma boa reforma?

- Gostaria de traçar um paralelo entre o ontem e o hoje e se alguém conseguir fotos dos lugares que você citou seria interessante. O Bar Pracinha, aqui na esquina, era um dos lugares mais bonitos que vi em toda minha andança por aí, me faz lembrar os bares da cidade do Porto, em Portugal, ou das ruas centrais de Madrid, e quem é que tem fotos do lugar? 

Realmente, o antigo Bar Pracinha, que ficava na esquina das ruas Marechal Floriano com a Francisco Procópio, no centro de Miracema, e por lá desfilaram políticos, médicos, advogados e, principalmente, fazendeiros ricos e prósperos comerciantes que por ali aportavam para um dedo de prosa  e um cafezinho vespertino. 

E que documentário seria este? Pergunto ao candidato a diretor de filmes. E a resposta veio rápida: - Queria fazer um passeio cinematográfico pela principal rua de minha cidade e mostrar como era nos anos em que aqui vivi e como se encontra no momento e como os políticos não tiveram o mínimo interesse de preservar prédios históricos ou lugares que marcaram os áureos tempos da Princesinha do Norte. 

- Há algum tempo atrás, lá em Niterói, me perguntaram se seria a favor de uma manifestação contra a Prefeitura de Miracema, que na época estava asfaltando as ruas e o grupo queria preservar o calçamento histórico da Rua Direita, diz nosso citado companheiro, que prefere não ser identificado por razões políticas, que eu respeito, e prossegue: - E hoje, ao retornar a minha cidade após longos anos sem aqui aparecer, deparo com este quadro e pergunto: Porque não asfaltar a Rua Direita? Os prédios já não existem, o comércio foi expulso do lugar e a tradição acabou com o fechamento dos lugares tradicionais, só ficou o Rei dos Barateiros, e aí, porque não asfaltam logo e façam com que meu carro não sofra mais nestes paralelepípedos sem conservação?

E ao despedir o companheiro quer saber por onde anda o meu trabalho sobre o futebol de Miracema, aquele livro que prometi escrever um dia e não acabei, e ao saber que está parado e não irá para a gráfica ficou irado e me deu esperança de realizar meu sonho. - Por aqui não querem que o passado seja mostrado mas pode ter certeza, eu vou conseguir a publicação de seu livro no dia que você me mandar os originais, promessa de amigo e não de político. 
Vamos aguardar e que assim seja. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Um papo sobre Inhotim e turismo

Voltando a falar de turismo aqui no nosso encontro semanal do Dois Estados, afinal não está dando tempo de recolher uma pauta decente para um papo de bola ou um dedo de prosa sobre nossa terrinha, ando viajando por aí a procura de novos conhecimentos e esta semana que passou, no início de junho, tive a oportunidade de conhecer um reduto maravilhoso, um lugar encantador e divino, um verdadeiro presente dos deuses para a humanidade.

Estou falando de Inhotim, um museu a céu aberto, localizado em Brumadinho, Grande BH, e que me encheu de prazer e minha alma de alegria e conhecimento. O Instituto Inhotim começou a ser idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980. A propriedade privada se transformou com o tempo, tornando-se um lugar singular, com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes. 

Os acervos são mobilizados para o desenvolvimento de atividades educativas e sociais para públicos de faixas etárias distintas. O Inhotim, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), tem construído ainda diversas áreas de interlocução com a comunidade de seu entorno. Com atuação multidisciplinar, o Inhotim se consolida, a cada dia, como um agente propulsor do desenvolvimento humano sustentável. 

Você pode se hospedar em Brumadinho, distante 54km de Belo Horizonte. E onde fica Brumadinho?
Localizada no Vale do Paraopeba, Brumadinho possui belezas naturais, riquezas históricas e culturais. Com uma população de 35 mil habitantes, a cidade tem uma área de 634,4 km² e está situado no final do Maciço do Espinhaço e início do Tabuleiro do Oeste. 

Começou a ser colonizado quando os "insubmissos" da Guerra dos Emboabas se dirigiram para lá, fugindo da repressão, a fim de garimpar ouro, livres dos elevados tributos da Coroa. Junto com a freguesia de Bonfim do Paraopeba, foram também criados pelo Regente Feijó, em 1832, os municípios de Matheus Leme e Piedade do Paraopeba. O distrito foi criado em 1923 e emancipou-se em 1938, desmembrando-se de Bonfim, integrando-se à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde sua criação, o Instituto Inhotim estabeleceu relações multidimensionais com a cidade, seja como local de trabalho para a população seja como agente propulsor de desenvolvimento social, educativo e cultural.


Palco e arquibancada

  Eduardo Afonso escreveu hoje, em sua coluna em O Globo, sobre um concerto precisando de conserto. E este colunista, que vos fala, acrescen...