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Na calçada do Armazém

 

Chegou  sexta-feira e sexta-feira é dia de visitar o Armazém do Lenílson para papear com os velhos amigos, que por lá aparecem para "sextar", degustar uma boa cerveja e um excelente papo de bola, de viagem, de vida.  A política é proibida pela turma desde sempre. 

E à noite foi reservada para um papo de viagem, Evaldo de Andrade, nosso velho companheiro e amigo do rádio campista, locutor de grande audiência na Planície Goitacá e região, queria saber um pouco das minhas andanças, e, como sou um contador de história inveterado, resolvi dividir o papo com o Marco Aurélio, que já rodou um pouco e hoje aposentou o volante e as poltronas dos aviões. 

Evaldo, como todos da mesa, incluído aqui o proprietário, Lenilson, queria saber onde foi mais complicado conversar ou me fazer entender. Expliquei que hoje não vejo mais dificuldades de comunicação, os aplicativos para tradução simultânea são instalados e bem utilizados. 

Mas, há algum tempo, na Hungria em 2013, foi bem complicado pedir um vinho para esquentar o frio de menos cinco graus em Budapeste, sorte nossa que um casal, português, dominava bem a língua deles, o húngaro ou o magiar, este pouco usado, e o vinho e os petiscos vieram da forma que queríamos. 

Na Turquia, quando chegamos havíamos um guia pronto para nos levar ao hotel da Abreutur, mas no retorno a Paris nos deixaram sozinhos naquele aeroporto gigante e fomos salvos pelo aplicativo de tradução, ufa!!! Foi realmente um momento difícil, o tempo passava e não conseguimos entender, eu, Marina e o operador do guichê da Turkey Air, mas o nosso tradutor on-line estava atento e saímos direto dali para  seguir viagem até Paris, em conexão para o Rio de Janeiro. 

E a conversa fluiu com perguntas tipo: Qual o lugar mais bonito? Mas isto é assunto para outro Papo de Sexta.

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