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Eu e a música - Tempos de dobrado

 O dobrado é um dos mais populares nas partituras dos músicos de Banda deste mundo mágico da música, e, este jovem garoto de apenas 14 anos, que fazia seu próprio instrumento, um cano de borracha, com um bocal de em uma ponta e um funil em outra, com três furos para fazer o som, não tão perfeito mas audível, infernizava a vida dos moradores da Praça Ary Parreiras onde desfilava tocando sua música preferida, ou seja, a que saia naquele momento. 

E isto fez com que meu pai me levasse até a Sociedade Musical Sete de Setembro, tradicional Banda Sete de Miracema, e me apresentar ao Maestro José Garcia, e ali surgiu uma grande parceria e nós, eu e o maestro, tivemos uma boa convivência até que ele descobriu que meu ouvido era melhor que meus olhos, traduzindo, eu tocava melhor sem ler a partitura e apenas fingia que lia para agradar ao mestre. 

E o gosto pelos dobrados começou ali, tocando na Banda Sete e aprendendo com os grandes pistonistas José Viana e José Meireles, que muito me ensinaram e me protegiam da "ira" do maestro quando me via olhando para o lado e tocando exatamente como estava na partitura. Meus dobrados favoritos, na época, continuam os mesmos, Dois Corações, Washington Post, Semper Fidelis e todos os outros do genial John Philip Souza, o mais perfeito compositor do gênero de todos os tempos. 

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