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Pelos céus, mares, rios e terras brasileiras - Parte I

Nem comentarei por aqui as passagens as viagens com o futebol, ainda jovem lá na minha Miracema, quando andamos por quase todos os municípios do Norte e Noroeste Fluminense, não contarei por aqui as andanças com o rádio por este estado e por este país, narrarei apenas minhas viagens, como turista, ao lado de Marina, por este Brasil afora e, em outra postagem, contarei como foi conhecer o mundo também ao lado dela, que está fazendo par comigo há quase cinquenta anos. 

Nossas férias e passeios começaram logo após nos casarmos, em janeiro de 1976, ela grávida, do Ralph, nosso primogênito, fizemos uma quinzena de folga na bela Guarapari, e não foi nosso primeiro contato com o Espírito Santo, já conhecíamos Marataízes mas foi nossa primeira viagem a capital Vitória, onde passamos um dia agradável, na companhia do casal Márcia e Lauro Quintal, nossos padrinhos de casamento. 

Claro que Vitória não foi nossa primeira capital, já havíamos visitado o Rio de Janeiro, também na companhia do casal Quintal, em 1975, quando conhecemos o Canecão e assistimos a um grande espetáculo com Chico & Bethânia. Mas não incorporamos por aqui esta visita já que o Rio foi visitado outras vezes com fotos maravilhosas e mais abaixo conto para vocês. 

Onde tudo começou: Dezembro de 1979 aceitamos o convite da Tia Ione e partimos para vinte dias de férias no Mato Grosso, na capital Cuiabá e com visitas ao Pantanal, lado norte do belo destino turístico do Centro Oeste, e estes vinte dias foram pouco para eles, os Soares Campos, que nos receberam de braços abertos e prolongaram nosso passeio por mais doze dias e por isto pude comemorar meus trinta anos ao som de guarânia paraguaia ao lado de convidados mais do que especiais, como os governadores dos dois estados recém divididos, o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul. 

O tempo passou, voltamos ao Mato Grosso em 1982,para apadrinhar nossos primos no casamento de Fred e Adria, e dez anos depois fui a Porto Alegre, voo solo, para visitar o amigo Célio Silva, que no ano anterior fora contratado pelo Internacional, de Porto Alegre, ao Vasco da Gama, e, como ele custeou todo meu passeio, fui lá para ver de perto o sucesso que o amigo estava fazendo no Colorado Gaúcho. 

Foram apenas quatro dias, tempo suficiente para andar pela cidade, ciceroneado pela Lídia, esposa de Célio, e assistir de camarote a vitória do Inter sobre o Grêmio, que valeu o primeiro título do zagueiro com a camisa vermelha do Internacional.  Comemoramos depois, ao bom estilo gaúcho, em uma das churrascarias da capital do Rio Grande do Sul. 

Depois desta viagem ao sul, em 1992, resolvemos começar um novo tempo de férias, viajando por empresas de turismo e,pela Soletur, extinta empresa que foi a melhor do Brasil, compramos um pacote de quinze dias para conhecer a Serra Gaúcha, com direito a passagens de um dia e uma noite em Porto Alegre e Curitiba, no Paraná, e saímos em abril, para aproveitar o feriado prolongado da Semana Santa, de ônibus tradicional fizemos a viagem que durou quase vinte e quatro horas até Gramado, onde chegamos após cruzarmos algumas cidades de São Paulo e Santa Catarina. 

Gramado, Canela, Caxias do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves fizeram parte do programa e o que foi cansativo foi também proveitoso e com um gostinho de quero mais, que realmente acontecem em outras duas oportunidades, que conto mais abaixo. 

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