Vestia eu uma bonita camisa do Americano FC, de Campos, (foto acima) e falávamos, eu e o companheiro de viagem, sobre o futeol italiano, era ano de Eurocopa e a Azurra estava se preparando para a competição, e, do nada, surgiu um italiano, metido a falar português, mas ele falava tão bem nosso idioma como eu falo o japonês, mas deu para entender o que pretendia dizer.
O cara queria dizer, aproveitando a dica sobre o tema futebol, que Amauri, os que acompanham futebol lembrarão que é um atacante brasileiro que fez sucesso na Itália, não poderia jogar na seleção deles e que deveria ir para a seleção brasileira. Discutimos, como se nós dois estivéssemos entendendo alguma coisa, mas pelo visto nos fizemos entender bem porque o moço, feliz da vida, foi andando e olhando para trás fazia o sinal com o polegar, aquele que a gente entende que está tudo OK.
Legal, seguimos em frente e nos detemos a Piazza de São Marcos, nos canais de Veneza e, quando aguardávamos a hora de entrar na gôndola, uma das maiores emoções de minha vida, veio novamente o italiano em nossa direção. Pensei comigo mesmo, agora vai ter briga, o cara deve ter queimado no golpe. Marina ficou tensa e o Denis, nosso amigo mineiro, veio até onde eu estava e falou: - O que este cara tá querendo, tem um embrulho na mão, vamos tomar cuidado.
Denis pensou como eu, achava que fosse uma arma e até o guia se aproximou de nós. E, traduzindo, foi nos informando o que ele falava para nós, gesticulando em em altura audível por todo o espaço.
- Ele quer sua camisa, disse o guia, ele falou que é igual a da Juventus(time italiano que tem as cores preta e branca), ele quer trocar com você, completou o guia.
O que é bacio? Em bom português é um beijo e este foi o beijo do alívio, para quem pesava que seria agredido ou baleado, ganhar uma camisa do Totti e um beijo do italiano foi até um lucro extraordinário nesta viagem que estava apenas na metade dos vinte e dois dias que passamos pelo Velho Continente.
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