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Causos de viagem - Depois do susto a alegria

E, na bela Itália, onde estivemos, eu e Marina, por duas vezes, alguns fatos marcantes aconteceram em nossas passagens por Roma, Costa Almafitana, Toscana, Assis ou Nápoles, claro que sem esquecer Latina e Sermoneta, cidades que me foram apresentadas pelo primo Miguel Antinarele, vários causos interessantes aconteceram e, como não há espaço para muito papo vou apenas detalhar um, acontecido em Veneza, que está inserido no contexto futebol, para ilustrar nossa conversa de hoje. 

Vestia eu uma bonita camisa do Americano FC, de Campos, (foto acima) e falávamos, eu e o companheiro de viagem, sobre o futeol italiano, era ano de Eurocopa e a Azurra estava se preparando para a competição, e, do nada, surgiu um italiano, metido a falar português, mas ele falava tão bem nosso idioma como eu falo o japonês, mas deu para entender o que pretendia dizer. 

O cara queria dizer, aproveitando a dica sobre o tema futebol, que Amauri, os que acompanham futebol lembrarão que é um atacante brasileiro que fez sucesso na Itália, não poderia jogar na seleção deles e que deveria ir para a seleção brasileira. Discutimos, como se nós dois estivéssemos entendendo alguma coisa, mas pelo visto nos fizemos entender bem porque o moço, feliz da vida, foi andando e olhando para trás fazia o sinal com o polegar, aquele que a gente entende que está tudo OK. 

Legal, seguimos em frente e nos detemos a Piazza de São Marcos, nos canais de Veneza e, quando aguardávamos a hora de entrar na gôndola, uma das maiores emoções de minha vida, veio novamente o italiano em nossa direção. Pensei comigo mesmo, agora vai ter briga, o cara deve ter queimado no golpe. Marina ficou tensa e o Denis, nosso amigo mineiro, veio até onde eu estava e falou: - O que este cara tá querendo, tem um embrulho na mão, vamos tomar cuidado. 

Denis pensou como eu, achava que fosse uma arma e até o guia se aproximou de nós. E, traduzindo, foi nos informando o que ele falava para nós, gesticulando em em altura audível por todo o espaço. 
- Ele quer sua camisa, disse o guia, ele falou que é igual a da Juventus(time italiano que tem as cores preta e branca), ele quer trocar com você, completou o guia. 

Eu, surpreso e aliviado, disse que tudo bem e até trocaria, mas só se fosse por uma camisa do Francesco Totti, um dos maiores craques italianos de todos os tempos. O guia traduziu, na íntegra e o cara, fanático e lunático, tirou da sacola uma bela camisa da Azurra, com o número 10 às costas, com o nome do craque Totti e... sacramentamos o fato com um abraço e ainda ganhei um bacio como lembrança. 

O que é bacio? Em bom português é um beijo e este foi o beijo do alívio, para quem pesava que seria agredido ou baleado, ganhar uma camisa do Totti e um beijo do italiano foi até um lucro extraordinário nesta viagem que estava apenas na metade dos vinte e dois dias que passamos pelo Velho Continente. 

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