Ouço Trini Lopez e me vejo nas varandas das residências da minha Miracema, como a dos senhores Nenem Braga, Noqueta Mercante, Juquinha Dono e na grande varanda da minha casa, em frente a Prefeitura, onde os bailinhos eram organizados pelas meninas e meninos de Miracema com um som saído de uma Sonata ou de uma Eletrola Stereo.
Busco, no aplicativo, Waldir Calmom e encontro o som de seu piano e de sua orquestra, assim como encontro a Tabajara, de Severino Araújo, ou o trompete de Booker Pitman. E o que me lembro? Dos bailes do Aéro Clube e do improvisado salão do Grupo Escolar Dr. Ferreira da Luz, onde a sociedade miracemense bailava ao som destas maravilhosas orquestras brasileiras.
Paro na calçada do centro, converso um pouco com alguns amigos, falo da minha descoberta e Amaro me diz: "Aí você acha de tudo até as músicas do tempo das discotecas". Bingo!! Lá vou eu movimentar o aplicativo e descobrir o som tocado na Cabana do Clube XV, nos anos 70, onde o som de Glória Gaynor, Abba, Bee Gees, Koll and Gang e tantos outros que marcaram aquele lugar de encontro da nossa juventude.
Ah! Não podem faltar as músicas dos tempos do Grêmio Estudantil Alberto de Oliveira, onde a garotada se reunia duas vezes por semana para bailes, prosas afiadas e, claro, para encontrar as (os) namoradas (os) e dançar os sucessos da época, e lá vem Simonal, Incríveis, Mamma And Pappas, Classic IV, James Taylor, Beatles e tantos outros que se ficasse aqui nomeando um a um o espaço acabaria. Tempo de relembrar grandes nomes da música e que fizeram uma geração gostar de coisas boas.
O Spotify também me faz lembrar das boas serestas, dos violões do Lula, do Fernando, do Luiz Matos e do Romildo, que um dia tentaram me acompanhar nas noites insones e de bebedeiras cantando aquilo que Nélson Gonçalves, Orlando Silva, Roberto Carlos, Agnaldo Rayol e o Timóteo, cantaram e transformaram em sucesso. É gostoso andar pelo calçadão, pelo Jardim São Benedito ouvindo as belas músicas que te levam a um lugar onde você foi feliz e sabia.
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