Pular para o conteúdo principal

Grupo de "malucos" por Miracema já está consolidado

E as lembranças estão a mil por hora,  as reminiscências vão aflorando enquanto o grupo "Em Miracema ou no Cinema" se expande e espalha as velhas fotos, os velhos personagens, queridos e amados por todos nós, e na mente chegam diversos momentos vividos nos áureos tempos da cidade e de minha geração. 

Chegam fotos de grandes empresários, de gente desconhecida da maioria, mas que foram tão importantes quanto os grandes conhecidos, sem essa gente Miracema não seria o que é ou o que foi, como dizem muitos, não acreditando no presente mas pensando que o futuro será melhor. 

Chegam fotos de times de futebol, de craques da bola, de políticos importantes e médicos geniais. Chegam fotos de proprietários de cantinas, botequins, bares, lojas e de funcionários de grandes, médias e pequenas empresas da terrinha, todas elas carregadas de nostalgia, de saudade e sempre curtidas ou respondidas com uma palavra de carinho. 

Assim é o grupo, assim são os quase sete mil miracemenses ou apaixonados por Miracema, que frequentam diariamente a página do Facebook criada para relembrar, contar história e homenagear a todos os que fizeram história ou viveram intensamente seus dias na saudosa terrinha do Norte Fluminense. 

A pergunta é sempre a mesma: “Você se lembra?” E em uma destas eu me emocionei, perguntaram “Você se lembra de Dona Nair, a parteira?” E como não lembrar? Como esquecer? Foi ela que me colocou no mundo, alías ela e o Dr Ney estão palmo a palmo da disputa de quem colocou mais bebês neste solo sagrado de Miracema. 

E aí, quem foi? Uma foto, que me foi enviada pelo Ademir de Sousa, o Ademir Chocalho, também me deixou com lágrimas nos olhos, na foto do ataque da Associação o centro avante era nada mais nada menos do que Edil, de Flores, o filho do Nenem Fachada, um dos melhores atacantes que me fez companhia nos times que joguei nos gramados da minha cidade. 

Uns lembram dos bailes do Aero Clube, outros se emocionam ao falar dos Cines Sete e Quinze, dos lanterninhas Buru e Carlinhos, dos gerentes Orlando Moura e Miguelzinho Martino, outros se sentem felizes ao lembrar dos grandes momentos do Bola Preta, famoso salão do Esportivo, e muitos comentam sobre o Carnaval e as Escolas de Samba do Polaca e do Chacrinha. 

O movimento está legal e para mim, principalmente, foi muito bom porque recuperei muitas fotos que tinha perdido, já contei aqui que um safado entrou em minha casa e levou meu baú de fotografias e recortes de jornais, mas sobraram algumas, principalmente dos Festivais da Canção, que também são motivos de comentários na página, onde cantei, apresentei e fui “galera” torcendo por amigos compositores da terrinha. E você, já foi admitido no grupo? Não? Ainda é tempo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O CENTRO HISTÓRICO DE MIRACEMA

O que é um centro histórico de uma cidade? É tudo aquilo que um dia foi história e, certamente, onde tudo começou. Correto. Então o centro histórico de Miracema seria na Praça Dona Ermelinda e seu entorno? Certo? Não. Pelo menos no ponto de vista de algumas pessoas da cidade o Centro Histórico é tão somente a Rua Direita, que anos atrás era o pulmão do município e hoje, infelizmente, o que resta são os poucos casarões que embelezam a atual Rua Marechal Floriano. Em coluna especial, no meio deste ano, sugeri que este nome, Marechal Floriano, fosse retirado e que a Rua Direita se dividisse em quatro partes, cada uma levando o nome de um dos heróis da emancipação, ou seja, “Os Quatro Diabos”. Uns gostaram e outros me criticaram, mas é apenas uma opinião de um miracemense ausente e você pode ter a sua que não contestarei em hipótese alguma. O centro histórico não tem mais os bazares, como a casa Cacheado, os armazéns, como o do Seu Pinheiro, as sorveteiras, como a do Abdo, os bares, como ...

As badaladas da Ave Maria

São várias lembranças que me fazem buscar o computador e escrever, antes de que desapareça de meu pensamento, sobre o cair da noite, ou o cair da tarde na linguagem poética, principalmente de Augusto Calheiros em sua Ave Maria, datada de 1953, e que fez um punhado de senhorinhas, que sentavam à beira da calçada, suspirarem com a passagem do seu possível par romântico nos bailes da vida.  Pode ser também a angústia que me bate nestes períodos, lembrando dos dias solitários no Rio de Janeiro, quando pensava em Miracema e declamava os versos de Fernando Nascimento:  "Quando a lua desce aqui no Rio, eu sinto ânsia, sinto angústia, sinto frio. Quando a Lua nasce cor de prata eu relembro Miracema em serenata." E seria a lembrança de minha mãe, que nesta segunda-feira, 29 de julho, completaria o seu centenário, que não será comemorado em vida, mas a lembrança das velas acesas, para esperar as badaladas, que na verdade eram as seis badaladas da manhã repetidas à noite, e que também s...

AO SOM DE CARTOLA, ELIS E OUTROS

Revendo textos - Esta é de outubro de 2005    Quatro horas da tarde. Lá fora o sol forte, aqui dentro o ar refrigerado ligado no limite e na vitrola o disco de João Gilberto, em volume médio, toca para motivar este velho escriba a falar sobre música e artistas. Ligo para meu amigo Motta, que está na internet –sua nova companheira- e me recuso, no momento, a entrar na grande rede. O telefone toca. Penso em não atender. Marina chama: É prá você. É o Solon. Bingo. Era o que precisava para traduzir certas canções de Cartola. Pensava até em ligar para o Nascimento, lá em Miracema, mas Solon chegou na hora.  Fala aí, amigo velho. – Amigo velho, não. Velho amigo. Fica mais poético e mais saudável. – O que manda? – Acho que preciso de alguém para conversar, estou só e os dedos estão cansados demais para dedilhar nas teclas do computador. – Eu até gostei de sua ligação. Tava pensando em fazer umas colocações sobre a música de Cartola e só mesmo quem viveu estes momentos pode divid...