segunda-feira, 24 de abril de 2017

Memórias e lembranças

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sobre Paulo, Lula e Bizuca, os filhos do seu Daniel

Este tal de grupo Em Miracema e no Cinema, perdão pelo "tal", é no bom sentido, está me fazendo um bem danado e me colocando a prova. Explico: Vivo grandes emoções, grandes saudades e chorar é comigo mesmo, é só rever, em foto,  um velho amigo que se foi que me transbordo em lágrimas e me dá uma inspiração danada em escrever homenageando estes velhos camaradas. 

Hoje (sexta-feira da Paixão) o feriado deu chances a muitos amigos entrarem na página e escrever sobre seus parentes, seus amigos e também velhos camaradas, a turma da Rua do Café estava com o estoque de fotografias afiado e desandou a me provocar choro e emoção, mal sabem eles que o coração, apesar das quatro safenas, ainda está forte e suportando estas fortes emoções. 

Segurei as pontas, no linguajar mais sincero que encontrei, e o choro quando vi a foto do Sabino, criador do Vasquinho e descobridor do Célio Silva, chorei um pouco quando postaram fotos dos irmãos Gerson e Eli Coimbra, não segurei o choro quando vi foto do Júlio Oliveira, nosso poeta e cronista, o filho do Seu Bráz. 

Mas lá pelas seis da tarde a emoção não foi contida, uma foto e um punhado de postagem relembrando o Paulo Pimenta, o filho do Seu Daniel, o irmão do Lula, músicos que comigo participaram da Banda Sete de Setembro e, com o outro mano, Bizuca, participaram intensamente no meu tempo de futebol, Paulo apitando, Lula tentando correr atrás de mim, e Bizuca no gol do Tupã ou como meu primeiro treinador no Vasquinho, este o do Edson Barros. 

Família Pimenta... recordações de montão e histórias bacanas, quantas retretas né mesmo Seu Daniel, Paulo e Lula, sei que de onde estiverem estarão lembrando destes momentos. Paulo, tá lembrado lá de Baltazar? Maestro Garcia queria que eu fizesse um solo, em um dobrado, e você me perguntou: "Vai dar pra você? Está com o dobrado estudado? ", lembra? 

E o que aconteceu? Me levantei e toquei sem ler a partitura, ganhei aplauso do público e uma bronca do maestro, que me disse que não gostava que eu tocasse de ouvido e que tinha que ler a partitura, e você, meu amigo PP, no ônibus que nos trouxe de volta, deu uma sonora gargalhada quando relembramos o acontecido e o Zeca Garcia queria saber o que estava acontecendo. Silêncio total no fundo do ônibus. 

E é assim que estou levando a vida nestes dias que antecedem a Exposição, com saudade dos amigos, dizem que saudade em excesso nos leva a depressão e alegria demais oferece ansiedade, mas juro para vocês, que meu lado saudosista é apenas por ter uma imensa amizade, que chega a ser paixão, pelos meus grandes amigos, principalmente destes, citados aqui, que já nos deixaram e deixaram marcas em minha história de vida. 

Joca e Napoleão valem ser lembrados por nós

Esta semana o Telecine, canal de cinemas da GloboSat, mostra a refilmagem do famoso faroeste dos anos 60, "Sete Homens e Um Destino", não estou aqui para comentar as atuações dos novos artistas nem fazer comparações destes com os veteranos, sequer me lembro dos nomes dos velhos personagens e interpretes, mas o que me traz aqui é a lembrança dos bons faroestes, nos Cines XV e Sete, nas matinês de sábado e domingo. 

E revendo estas fitas, assim a gente chamava os filmes naquele tempo, me recordo de um personagem maravilhoso, lá da terrinha, o Joca, que torcia desesperadamente para o bandido, era raro o filme em que o Joca não "brigava" com o filme e discutia veementemente com os atores em cena. Era espetacular, um capítulo  a parte em todas as fitas de bang bang. 

Lembrando do Joca, dos filmes de ação, me lembro das grandes mentiras que transformam os personagens em verdadeiros heróis, nos tempos de hoje a refilmagem de "Missão Impossível" é o marco da mentira legal, e aí me vem a mente um outro personagem miracemense folclórico, que ficou famoso pela fama de mentiroso, o que, segundo meu avô, era uma tremenda mentira e invencionice do povo. 

Será que Napoleão não era mesmo o "Rei da Mentira"? Será que meu avô, Vicente Dutra, tinha razão em dizer que foi o povo que inventou esta lenda? Sei lá. O Oziel, meu antigo barbeiro da loja em frente a Igreja Matriz, debaixo de seu silêncio, pouco falava e quando emitia voz saia um sursuro, jeito simples de um homem educado e fino, mas o Oziel contava um belo causo do Napoleão, que deve ser de conhecimento de muitos de minha geração. 

- Certo dia, conta o barbeiro Oziel, Napoleão vinha apressado, dizendo que não tinha tempo para nada, viu a barbearia cheia e resolveu apelar. 
- Que quer, Napoleão? Pergunta o Ailton Barbeirão, companheiro novato de Oziel.
- Queria fazer a barba e cortar o cabelo, responde Napoleão mas tem muita gente e vou esperar um pouco mais, vou ali na Rua Direita, tem um incêndio na fábrica de tecidos que está queimando tudo. Daqui a pouco eu volto, disse o nosso personagem de hoje. 

O pessoal saiu correndo, uma notícia desta não pode deixar de ser vista "in loco" e o salão ficou vazio, as cinco pessoas da fila saíram em disparada rumo a fábrica de tecidos para ajudar ou apenas xeretar o tal incêndio. 
- E você, Napoleão, não vai ver? 
- Que nada, vou aproveitar que todo mundo saiu e vou fazer a barba e o cabelo, pode ser? 

E o Oziel trabalhou e também não foi ver o tal incendio, que só existiu na cabeça de Napoleão, astuto inventor de causos para levar vantagem como esta, mas no fundo ele realmente não era um mentiroso. Ou era? 

Ah! Se o incêndio aconteceu? Claro que não, foi mais uma história do Napoleão, aquele que ganhou fama de mentiroso sem nunca ter sido. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Grupo de "malucos" por Miracema já está consolidado

E as lembranças estão a mil por hora,  as reminiscências vão aflorando enquanto o grupo "Em Miracema ou no Cinema" se expande e espalha as velhas fotos, os velhos personagens, queridos e amados por todos nós, e na mente chegam diversos momentos vividos nos áureos tempos da cidade e de minha geração. 

Chegam fotos de grandes empresários, de gente desconhecida da maioria, mas que foram tão importantes quanto os grandes conhecidos, sem essa gente Miracema não seria o que é ou o que foi, como dizem muitos, não acreditando no presente mas pensando que o futuro será melhor. 

Chegam fotos de times de futebol, de craques da bola, de políticos importantes e médicos geniais. Chegam fotos de proprietários de cantinas, botequins, bares, lojas e de funcionários de grandes, médias e pequenas empresas da terrinha, todas elas carregadas de nostalgia, de saudade e sempre curtidas ou respondidas com uma palavra de carinho. 

Assim é o grupo, assim são os quase sete mil miracemenses ou apaixonados por Miracema, que frequentam diariamente a página do Facebook criada para relembrar, contar história e homenagear a todos os que fizeram história ou viveram intensamente seus dias na saudosa terrinha do Norte Fluminense. 

A pergunta é sempre a mesma: “Você se lembra?” E em uma destas eu me emocionei, perguntaram “Você se lembra de Dona Nair, a parteira?” E como não lembrar? Como esquecer? Foi ela que me colocou no mundo, alías ela e o Dr Ney estão palmo a palmo da disputa de quem colocou mais bebês neste solo sagrado de Miracema. 

E aí, quem foi? Uma foto, que me foi enviada pelo Ademir de Sousa, o Ademir Chocalho, também me deixou com lágrimas nos olhos, na foto do ataque da Associação o centro avante era nada mais nada menos do que Edil, de Flores, o filho do Nenem Fachada, um dos melhores atacantes que me fez companhia nos times que joguei nos gramados da minha cidade. 

Uns lembram dos bailes do Aero Clube, outros se emocionam ao falar dos Cines Sete e Quinze, dos lanterninhas Buru e Carlinhos, dos gerentes Orlando Moura e Miguelzinho Martino, outros se sentem felizes ao lembrar dos grandes momentos do Bola Preta, famoso salão do Esportivo, e muitos comentam sobre o Carnaval e as Escolas de Samba do Polaca e do Chacrinha. 

O movimento está legal e para mim, principalmente, foi muito bom porque recuperei muitas fotos que tinha perdido, já contei aqui que um safado entrou em minha casa e levou meu baú de fotografias e recortes de jornais, mas sobraram algumas, principalmente dos Festivais da Canção, que também são motivos de comentários na página, onde cantei, apresentei e fui “galera” torcendo por amigos compositores da terrinha. E você, já foi admitido no grupo? Não? Ainda é tempo

Palco e arquibancada

  Eduardo Afonso escreveu hoje, em sua coluna em O Globo, sobre um concerto precisando de conserto. E este colunista, que vos fala, acrescen...