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Braizinho e Juarez Beiçola craques da geração de ouro

E chega o ano de 2017 e o Brasil e o mundo esperam dias melhores, dias de paz, dias de prosperidade, aí só no resto do mundo, e que não falte nunca uma conversa nossa aqui na coluna, que entra em seu 25 ano no Dois Estados e no décimo ano no meu blog e sempre contando causos, revivendo momentos maravilhosos da bola e expondo o passado bonito dos amigos e dos personagens da nossa terra. 

Hoje, por exemplo, começando bem o ano, vou lembrar de um amigo que foi um dos meus primeiros ídolos, o Braizinho, que sem medo de errar eu digo que foi um dos maiores, apesar do seu tamanho, atacantes que vi jogar e incluo nesta lista nomes como o de Tostão e Romário, baixinhos como ele e cujo estilo se assemelhava ao do filho do Seu Braz. 

Um talento nato e só não foi longe demais porque naquele tempo, anos 60, a bola não era uma ambição como hoje, era simplesmente jogo e prazer porque ganhar dinheiro nem mesmos os grandes medalhões como Dida e Vavá, ídolos de Flamengo e Vasco da Gama naquele período fértil de craques no Brasil e em Miracema. 

Braizinho jogou no famoso Rink, um dos, senão o o melhor, times formados na cidade e que já contei sua trajetória por aqui e o craque nascido e criado na Rua do Biombo, brilhou intensamente com gols espetaculares, jogadas incríveis e com sua arte encantou plateias em todo Norte Fluminense fazendo corar de raiva os grandalhões zagueiros que tentavam para-lo. 

Outro cara que me encantava quando jogava, o Júlio Cascardi me lembrou na semana passada, através do Facebook .foi o Juarez Beiçola, cujo futebol se assemelhava ao do Ademir da Guia, só para lembrar aos mais antenados no mundo da bola, alegrava os torcedores do Glorioso Alvinegro do Jair Polaca e quem frequentava as arquibancadas do Estádio Municipal. 

Júlio, em sua postagem, fazia menção a semelhança do Juarez com o Sammy Davis Jr, ator negro americano dos tempos de Frank Sinatra e Dean Martin, mas que parecia eu concordo e que a bola que ele jogava e a elegância que mostrava em campo também me fazia lembrar do Mengálvio, meia gaúcho do grande Santos FC de Pelé e cia. 

Viram como o ano começa bem? Dois craques, dois ídolos de todos nós da geração 60 e que fizeram história no Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, que hoje só vê peladas de baixo nível ou nem isto e que deixaram saudades em todos nós pela elegância, inteligência e jeito gostoso de jogar futebol.

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