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Pagando promessa: Homenagem a Juvenal Parente

Estou sempre prometendo contar alguns “causos” sobre meus jogos contra o Operário, o velho tricolor dos tempos do Garrinchinha, Zé Augusto e Sebastião, ambos Poeys, do Grilo, do Roberto Carlos, do Zil e fico sempre na promessa. Prometi também falar do bom e velho amigo Juvenal “Parente” Poeys, e nada. Fico sempre na promessa.

Este time marcou época na cidade e por lá surgiram alguns bons jogadores, como o Herança, batizado como Romário Tostes e que nos deixou já faz algum tempo. Sempre que busco na memória uma lista de nomes deste time o chip dá pane no momento de sentar, pensar e escrever algo bem legal sobre o time, seus dirigentes e os amigos que fiz por lá e carrego no peito até hoje.

Minha última promessa foi para o Luciano, neto do seu Juvenal. Porém, tem sempre um porém, a falha é do Vanewton Moreira, cujo dedo de prosa, por ele agendado, nunca foi cumprido.

Assim que o “Va” me ilustrar com seu vasto conhecimento sobre o Operário FC eu volto aqui, no computador, e dedico todo o espaço possível para o tricolor que incomodou meu Vasquinho, meu Esportivo e minha Associação durante toda nossa trajetória nos anos 60 e 70.

Antes de mudar de assunto, e falar da maratona que farei por Miracema neste mês de setembro, quero dedicar um capítulo especial ao já citado Juvenal “Parente” Poeys, pai do Jorge, que não citei acima, do Sebastião e do José Augusto, mas com diversos “filhos” espalhados por toda a cidade.

Não se assustem, família e amigos do Parente, não são filhos naturais ou bastardos, são “filhos “ da bola, garotos por ele lançados e que nutrem um carinho muito grande pelo velho Parente.

Recordo bem, ainda guri, lá no Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, o seu Parente, recém chegado de Laje do Muriaé (estou certo?) trazendo na bagagem, além dos filhos já citados, uma vontade louca de montar um time infantil e outro juvenil, para colocar seus garotos para correr atrás da bola.

Parente, ajudando nosso professor Alberto Cid de Carvalho, o genial Bitico, foi peça importante na formação de nossos times e foi um grande assessor para os dias de treinos do nosso treinador. Tenho boas lembranças daqueles bons momentos e por este motivo me cobro sempre pelo menos duas linhas em homenagem a este abnegado da bola.

E eu disse que mudaria de assunto, mas como? Começo a falar das pessoas importantes em meus bons momentos na terrinha e fico emocionado, e, quando a saudade bate, junto com a força do coração, meu refúgio é bater nas teclas do laptop a procura das letrinhas para contar para os amigos da “terrinha” como algo, ou alguém, foi importante para minha geração.

Aquele time do Bitico, que tinha o Juvenal Parente como grande colaborador, deu origem ao Vasquinho, do Edson Barros, Clarindo Chiapim e José Barros, e revelou para o nosso futebol craques autênticos como o Geraldinho, Júlio, Thiara, João Campeão, Ginado, Nenezinho, o goleirão Zé Navalha, e alguns bons jogadores como este locutor que vos fala.

Lá naquele Operário, citado no início da coluna, tinha um punhado de outros talentos, mas que vou esperar pelo Vanewton ou pela minha próxima visita a terrinha para então listar nomes e personagens para não fazer injustiça com ninguém, como estaria fazendo agora com o Ronaldo Linhares, advogado de renome na cidade e que um dia se meteu a diretor de futebol e foi um dos baluartes deste tricolor que hoje ilustra o nosso papo de bola aqui no Dois Estados.

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