Amor... ódio... rivalidade
Cresci ouvindo que Pádua, uma cidade vizinha à Miracema, era inimiga e que tínhamos que odiar os paduanos. Cresci assistindo brigas histórias nos clubes de minha cidade entre meus conterrâneos e os nossos vizinhos. Tentaram me ensinar que tudo isto era correto, não gostar de Santo Antonio de Pádua e seus moradores era normal. Um dia assisti a um vandalismo incrível, que me deixou traumatizado e ferido no peito e na alma. Um bando de fanáticos miracemenses atirava pedras em direção aos veículos de Santo Antonio de Pádua, que acompanhavam uma procissão de Nossa Senhora de Fátima, nas imediações da Praça Dona Ermelinda, a principal da cidade. Vivi toda minha infância tentando entender porque das brigas nos estádios e nos campos de futebol. Brigavam só porque os times, nos gramados, eram de Miracema e de Santo Antonio de Pádua. Sofri agressões em meu tempo de boleiro porque vestia a camisa do Esportivo ou do Tupã em jogos contra o Americano, de Pádua, e/ou Paduano. Tudo ist...