domingo, 22 de janeiro de 2023

Papo de Futebol - No Armazém tem craque

 

Há muito tempo não escutava uma prosa tão pessoal, naquela base do "eu fui...", "eu sou..." " eu sou f...", e, como sempre, foi no nosso buteco, o Armazém que se transforma em bar ao cair da noite, que Ricardinho, muito sumido do pedaço, reapareceu em alto estilo e, como sempre, ninguém fala e ninguém o supera. 

- Por onde andou, meu amigo? Penguntou Fernandinho. 

- Estive trabalhando, sou olheiro do meu Vasco da Gama, e ando por aí em busca de novos talentos e a indicar jogadores para o clube. Hoje a despesa é por minha conta, recebi a comissão pela indicação de Pedro Raul, aquele centro avante do Goiás, para os diretores da SAF. 

Acho que o rapaz se esqueceu que à mesa estavam alguns bem entendidos do negócio chamado futebol e a Internet nos traz notícias diárias e não mais aquelas velhas histórias de Goytacaz e Americano, que o usavam para buscar jogadores pelo interior, coisa que os dirigentes jamais confirmaram mas a turma deixava passar por ser ele, Ricardinho, um cara do bem e apenas falador demais. 

Mas esta de indicar Pedro Raul foi demais, pior até daquela que ele contou depois de copo e meio de cerveja alternados por uma boa pinga. 

- Dutra, lembra quando fui para o Nacional, do Uruguai? Que fase boa que eu estava, só não fui para seleção por causa do meu joelho bichado. 

Todo mundo olhou esperando minha confirmação, ou não, e eu, quieto estava quieto fiquei, nem sequer balancei a cabeça. Fui ao banheiro e quando voltei ainda de tempo para ouvir o falastrão: - O Dutra tá meio gagá, nem lembra mais do que ele já falou no rádio dos meus tempos de craque do pedaço. 

Saí e fui para casa ver o jogo das dezoito horas na televisão. Forte demais este Ricardinho. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Na fila do pão o assunto é... Viajar

 

Voltamos as nossas conversas de botequim e da fila do pão aqui no nosso blog "Papo de Botequim", afinal são nestes lugares que aprendemos muito e podemos expandir nossas ideias e trocar um papo legal com velhos amigos e fazer novos companheiros de conversa fiada. Ontem, por exemplo, Marcinho, nosso gerente, me apresentou a um primo seu, Maurinho, que deve ser Mauro na vida real, rsss, e o cara ficou empolgado em saber que gostod e viajar por aí de vez em quando. 

- Temos o mesmo pensamento, senhor, eu também sou louco por viagens e quando posso, nas minhas férias, procuro sempre um novo destino e pegou a esposa e saio por aí, sempre buscando um novo lugar. Disse ele enquanto aguardávamos o pão moreno sair do forno.

- Tenha a certeza de que este é sempre meu desejo, lugares novos, muitos aqui (na fila do pão) só conhecem um destino de férias, as praias da região, do que já me desliguei há muitos anos, eu prefiro uma viagem de sete dias do que uma quinzena de férias na praia, mais barato e me dá a possibilidade de conhecer novos lugares e novas pessoas. 

E o papo rolou por quase meia hora, tive até que esperar a nova "fornada" porque o meu pão já estava frio, o que não me agrada muito. Falamos sobre alguns destinos e, claro, aquelas velhas perguntas: Qual o lugar mais bonito? Qual lugar que mais gostou? 

Não tem esta de lugar mais bonito ou o que mais gostou, com todo respeito as perguntas do Maurinho, mas o melhor lugar sempre é o próximo e o mais bonito é aquele que a gente se sente bem ou tem companhias agradáveis e um povo acolhedor, como Lisboa, por exemplo, onde sempre há um sorriso no rosto do português e os taxistas não te "roubam" nas corridas. Fui três vezes a Portugal e pretendo voar pelo menos mais duas para terras lusitanas. 



Palco e arquibancada

  Eduardo Afonso escreveu hoje, em sua coluna em O Globo, sobre um concerto precisando de conserto. E este colunista, que vos fala, acrescen...