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Mostrando postagens de março, 2020

Causos das Andanças - Eu, BH, Antonino, Lisboa.

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Há dois meses atrás meu amigo Antoninho me falou: - Dutra, quero ir a Portugal em outubro, vamos? Disse que não dava, mas queria combinar algo com ele. Expliquei o que pretendia. Alguns dias depois Antoninho chega na fila do pão e me diz que irá em 6 de outubro, desce em Lisboa e no dia 12 estará em Fátima para celebrar os 300 anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora, a nossa Padroeira Aparecida, nas águas do Paraíba. - Dutra, o que você queria combinar comigo? Pergunta Antoninho. Já tinha me esquecido, mas rapidamente voltei a fita e me lembrei. - Seguinte, amigo, eu quero sair para Belo Horizonte no mesmo momento, ou quase isto, que seu voo decolar do Galeão, quando sair me avise e quando chegar passe mensagem. Combinei com ele. - Saio dia 6/10, em voo das 8:45h, da TAP. Informou Antoninho. No ar, com a TAP rumo a Lisboa Ferrou, pensei eu, acreditei que fosse no voo noturno, 18;45h, mas tudo bem, dever ter um ônibus por perto saindo pela manhã...

Naquela mesa não estará mais Paulinho Máquinas

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Nesta mesa estará faltando ele, Paulinho (camisa preta)   O dia corria muito bem apesar da quarentena imposta pelo vírus da moda. O sábado era alegre, tinha a cara de um sábado normal e,embora difícil de lidar, o tal de recolhimento voluntário, imposto pela necessidade de fugir da infecção de um vírus que pode ser letal, até que veio a notícia que bombardeou meu velho coração, cortado e cicatrizado, me passada pelo amigo Marco Aurélio Mota.  - Morreu Paulinho Máquinas, nosso amigo e irmão, disse Marco com a voz embargada e já demonstrando que o "soco" foi realmente forte e que nos fez curvar de dor ao receber o impacto da péssima notícias.  Paulo César Barreto, um cara que aprendi a gostar desde os tempos do Banerj, agencia Miracema, onde o conheci fazendo trabalho de manutenção das máquinas e equipamentos eletrônicos, e, quando aqui aportei, na final da década 1970, foi o primeiro a me dar a mão, me patrocinar no rádio e me abrir as portas de seu grande ...

Sem assunto estamos entrando em férias

Pensei em continuar escrevendo sobre o mundo da bola, principalmente depois de receber a notícia que nosso campeonato não tem data nem planejamento para ser jogado, que a temporada europeia, segundo o presidente da Uefa, "está praticamente perdida". E  hoje,  depois que o Santo André, de São Paulo, anunciou que não terá time nem estádio após a paralisação, logo ele, que é o líder geral do Paulistão 2020, e que os pequenos do Rio não terão jogadores em condições legais para jogar o restante dos jogos, faltam dois para cada um deles caso nenhum passe para as semifinais da Taça Rio, realmente não dá para comentar mais nada sobre futebol.  Até pensei em manter o blog ligado no noticiário, mas lá no meu canto principal, bloqueado para divulgação pelo Facebook, segundo a empresa por divulgar ofensas, não sei onde arrumaram estas ofensas, talvez um torcedor irritado com a má fase de seu time tenha me denunciado por criticar o clube e o elenco, pode ser que seja isto, né...

Adeus, meu amigo Chico da Gráfica

Ontem perdi um grande amigo, um professor, um mestre na arte do ofício que aprendeu. Ontem perdi uma referência na minha Miracema, meu amigo Francisco Salles de Souza, ou Chiquinho da Gráfica, como sempre foi conhecido na cidade e mesmo entre seus amigos.  O nome que carregou com ele tem um significado, foi mestre de muitos tipógrafos, aprendizes como eu e dezenas de garotos, muitos se tornaram profissionais e seguiram seus passos, eu, incentivado por ele e meu Tio Ari, seu companheiro de profissão, me incentivaram a seguir a outra parte da gráfica, as letrinhas de uma máquina de escrever, que teclei durante anos até surgir o computador ou estes celulares e notebooks que hoje digito.  Tenho três históricas com o Chico da Gráfica, assim eu o chamava, que conto aqui para reverenciar este artista gráfico que tanto admirei e este artista declamador e poeta que poucos conheciam, só aqueles que com ele conviveram, como neste dia inesquecível para Miracema, que narro abaixo ...

Os amigos de meu avô

Tem certos dias em que você pensa nos amigos que se foram, nas pessoas que ate rodeavam e não mais estão ao seu lado, mas eu, em muitas oportunidades, fico pensando nos velhos amigos do meu avô Vicente Dutra, pessoas queridas pela família e eram verdadeiros amigos e até chamadas de primos ou parentes. Parece incrível, mas eu, mesmo criança, já nutria uma grande amizade por este trio de amigos do vovô e, tenho certeza, que se eles estivessem ainda entre nós, seriam meus amigos do peito e de convívio tal como eram com meus avós. Por exemplo, Benedito Lima, um fazendeiro de boas posses financeiras, homem simples e educado, que todos os dias, parecia obrigação, passava pelo bar e sentava à mesa da varanda para um café e uma prosa. Quantas vezes fui a sua casa, na Fazenda Bendengó, para buscar frutas e verduras e andar pelo terreiro esperando dona Laís, sua esposa, chamar para o almoço ou para o lanche da tarde. Sei lá, nós vivíamos um tempo diferente do vivido hoje, éramos felize...