De bar em bar a prosa continua
As vezes penso em não continuar com minhas retrospectivas futebolísticas neste nosso encontro aqui no Dois Estados. As vezes me sinto repetitivo, chato e até mesmo insistindo em um assunto que já foi tratado por aqui dezenas de vezes. Porém, tem sempre um porém, a cada viagem e a cada conversa de botequim na terrinha me trazem motivos para continuar contando nossos causos e lembrando de nossos craques. Fernando Nascimento, meu poeta favorito, desfilava seus novos versos e soltava a voz com suas canções enquanto a gente falava da bola, dos nossos rachas no ginásio ou no “buraco da égua”, que nos colocava em forma para enfrentar os jogos com a camisa do Alvorada. No que alguém, que passou pela mesa e falou sobre a minha coluna sobre a Família Souza, o Fernando me fez lembrar da família Nascimento, não seus parentes, mas a que reuniu craques da bola entre todos os irmãos. Eu comentei sobre a astúcia do artilheiro Careca (Sérgio Roberto), a velocidade do Bilu, a técnica do Ney e a ...