Chegou dezembro, com ele chegam as mensagens de Natal, que por sinal já começaram a pipocar na minha caixa postal, todos querendo ser o primeiro a me desejar Feliz Natal e, claro, repetem os mesmos chavões de anos anteriores e fazem as mesmas promessas para o ano que se aproxima. Não há criatividade alguma, nada de novo, tudo repetido como os sinos e as canções que embalam os dias de dezembro.
De amanhã em diante todos tentarão ser simpáticos e o trânsito fluirá melhor, pelo menos é o que espera deste povo deseducado e maluco que circula pelas ruas brasileiras. O espírito de Natal vai baixar nesta gente e as calçadas estarão livres para os pedestres, as ruas não serão fechadas por veículos estacionados em mão dupla, os bares não espalharão cadeiras pelas calçadas, etc e tal. O Natal poderá nos proporcionar um mês de tranqüilidade nas ruas e nas calçadas da vida.
Ah! Mas vamos ouvir, de novo outra vez, as mesmas canções e os mesmos intérpretes. John Lennon será revivido na voz marcante de Simone com o famoso “então é natal”, os bonequinhos, vestidos de papai Noel, estarão cantando, agora com pilhas alcalinas, mais difíceis de acabarem, nos nossos ouvidos aquele mesmo Jingle Bells de sempre, e as lâmpadas coloridas serão instaladas em todas as janelas de condomínios ou residências particulares. É o espírito de Natal entrando no ar.
No ano passado eu expliquei como o meu chefe queria a coluna de final de ano, e muitos disseram que fui grosso demais ao dizer que tudo não passava de uma mentira, das grandes, e que o povo só repetia o que aprendeu, quando criança, quando seus antepassados pregavam uma união entre os povos. Balela. O perdão de dezembro já está ficando sem graça e não há credibilidade alguma quando dizemos: Feliz Natal, eu adoro você. Falsidade completa, por trás o camarada quer mesmo é que você seja demitido e ele, seu companheiro de trabalho, assuma o seu posto de chefia.
No ano que passou não retribui a metade dos votos de Feliz Natal que recebi, apenas meia dúzias de amigos, sinceros e fieis, receberam o troco das felicitações enviadas. Nada contra estas pessoas, mas estas mensagens nada representam, para mim é como se recebesse matérias das assessorias de imprensa dos clubes de futebol ou dos jogadores, que sempre nos pedem uma forcinha extra. Não dá para sair por aí retribuindo as centenas de e-mails recebidos diariamente.
A partir do dia primeiro de dezembro fica difícil de ir um restaurante ou a um barzinho da moda. As reuniões festivas, as trocas de presentes, as declarações de amor e amizade tomam conta das mesas e os locais ficam envolvidos com aquele clima de falsidade que rola nestes lugares. E os escritórios, nos finais de semana? Todo mundo quer um abraço apertado, mostrar o sorriso largo e oferecer um lugar para que o chefe passe os feriados de final de ano, se ele aceitar o possível anfitrião vai ficar em maus lençóis, afinal ele não tem certeza se a “patroa” vai aceitar dividir a mesa natalina com um estranho, não é mesmo?
Eu vou sair por ai dizendo que não se faz mais natal como antigamente. Não se faz uma festa de final de ano como nos anos 50 ou 60, quando eu era criança pequena lá em Miracema. Mentira. Hoje a festa é sua, a festa é nossa, é de todos nós, como diz o jingle da Globo, mas que festa é esta? Minha? Não a festa não é minha, a festa não é nossa, nem de todos nós, a festa é DELE e ELE é o mais esquecido neste momento, como já disse no ano passado, no ano anterior e em outros anos atrás. Ninguém se lembra do ANIVERSARIANTE e responsável por tudo isto acontecer.
Então é Natal. Cante comigo aquela canção que você aprendeu desde pequenino, mas não se iluda ou tente iludir seu amigo ou seu parente com aqueles chavões de sempre, seja sincero e fale o que está pensando no momento e queira sempre o bem daqueles que lhe são caros.
Peça a ELE para te dar força e que no próximo ano você não repita as mesmas tolices cometidas neste que está terminando. Seja feliz, mas não atrapalhe a felicidade dos outros, ah!, aqueles e-mails de políticos aproveitadores, que sempre aparecem em ano eleitoral, não abra e delete antes que espalhe o vírus maligno do voto inútil. Boas Festas.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
40 ANOS DO ANO QUE NÃO COMEÇOU
Se 1968, segundo Zuenir Ventura, foi o ano que não terminou, o que dizer de 1969? O ano que não começou? Nada disto, 1969 foi um ano maravilhoso, em que pese os conflitos militares, o AI5 e outras barbáries da Ditadura Militar e do governo Médici.
1969 foi quando tudo começou e tudo floresceu. Foi o ano em que o homem desceu na lua, Pelé marcou o milésimo gol de sua gloriosa carreira, a música tomou conta dos jovens e o grito de paz e amor foi ouvido em todo o planeta terra.
Mas enquanto a comunicação por computador começava, o conjunto inglês, hoje chamam de banda, Beatles terminava, adeus Paul, adeus John, a última apresentação pública ocorreu no telhado da Apple Records, mas a polícia interrompeu a performance do conjunto inglês, McCartney se casou com Linda enquanto o Led Zeppelin lançava o melhor álbum da história do rock, coincidentemente no mesmo ano em que se realizou o maior festival de rock de todos os tempos, o Woodstock, que arrastou nada menos que 500 mil pessoas durante três dias de muita música realizado em uma fazenda gigantesca em uma cidade próxima a Nova York.
Isso com certeza não foi notícia no Jornal Nacional, pois o programa surgiu justamente há 40 anos atrás, em 1º de setembro de 1969, há tempo de poder fazer uma grande reportagem sobre um dos maiores feitos do melhor jogador de futebol de todos os tempo, Pelé marcava o seu gol número 1000 no dia 19 de novembro em uma partida no estádio do Maracanã, um dia histórico para o esporte que no mesmo ano via nascer pessoas que se tornariam célebres atletas, como Gabriel Batistuta, Steffi Graf, Paul Tergat e até Michael Schumacher, mas dava adeus a outros tão célebres quantos estes, casos de Rock Marciano e Arthur Friendenreich.
No dia 20 de julho de 1969, o apresentador Hilton Gomes narrou, direto do estúdio da TV Globo no Jardim Botânico, a chegada na lua da nave espacial americana Apolo II . Eram 23h56, horário de Brasília, quando o astronauta Neil Armstrong, comandante da missão, anunciou o pouso. A nitidez das imagens geradas do espaço via satélite era tanta que muitos telespectadores duvidaram da chegada do homem à lua.
Voltando a área musical, 1969 foi marcado pela volta de Elvis, ao vivo, após oito anos longe dos palcos. Os Mutantes, de Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, eram febre no Brasil e o Rei Roberto Carlos enlouquecia as fãs nas curvas da estrada de Santos.
Nos Esportes, o então imbatível Santos, sagra-se tri-campeão paulista. O Fluminense é o campeão carioca e o Palmeiras, o vencedor do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competição que substituiu a Taça Brasil e antecedeu o atual Campeonato Brasileiro.
Jackie Stewart, da equipe Matra, mostra a sua superioridade nas pistas e deixa seus nome gravado no hall dos grandes campeões da Fórmula 1 e Emerson Fittipaldi já ensaiava as primeiras aceleradas em busca do primeiro título mundial para um piloto brasileiro.
Este escriba não pensa como Zuenir Ventura, que acredita que 1969 não tenha começado e sequer 1968 tenha terminado. Foi neste 1969 que vivi grandes momentos no futebol, nossa ida para o Vasco ao lado de Cacá e Geneci, a fase exuberante do GEAO (Grêmio Esportivo Alberto Oliveira), onde os jovens se encontravam no embalo da boa música internacional sem drogas, mas com muito rock and roll.
Foi a arrancada dos festivais de música em toda região e onde houvesse um palco disponível, lá estavam os compositores de ocasião e os cantores da minha geração. Um ano realmente incrível e que marcou bastante para uma geração que aprendeu a viver intensamente e sem medo de ser feliz, apesar do chumbo da ditadura e dos golpes na liberdade de ir e vir dos brasileiros.
1969 foi quando tudo começou e tudo floresceu. Foi o ano em que o homem desceu na lua, Pelé marcou o milésimo gol de sua gloriosa carreira, a música tomou conta dos jovens e o grito de paz e amor foi ouvido em todo o planeta terra.
Mas enquanto a comunicação por computador começava, o conjunto inglês, hoje chamam de banda, Beatles terminava, adeus Paul, adeus John, a última apresentação pública ocorreu no telhado da Apple Records, mas a polícia interrompeu a performance do conjunto inglês, McCartney se casou com Linda enquanto o Led Zeppelin lançava o melhor álbum da história do rock, coincidentemente no mesmo ano em que se realizou o maior festival de rock de todos os tempos, o Woodstock, que arrastou nada menos que 500 mil pessoas durante três dias de muita música realizado em uma fazenda gigantesca em uma cidade próxima a Nova York.
Isso com certeza não foi notícia no Jornal Nacional, pois o programa surgiu justamente há 40 anos atrás, em 1º de setembro de 1969, há tempo de poder fazer uma grande reportagem sobre um dos maiores feitos do melhor jogador de futebol de todos os tempo, Pelé marcava o seu gol número 1000 no dia 19 de novembro em uma partida no estádio do Maracanã, um dia histórico para o esporte que no mesmo ano via nascer pessoas que se tornariam célebres atletas, como Gabriel Batistuta, Steffi Graf, Paul Tergat e até Michael Schumacher, mas dava adeus a outros tão célebres quantos estes, casos de Rock Marciano e Arthur Friendenreich.
No dia 20 de julho de 1969, o apresentador Hilton Gomes narrou, direto do estúdio da TV Globo no Jardim Botânico, a chegada na lua da nave espacial americana Apolo II . Eram 23h56, horário de Brasília, quando o astronauta Neil Armstrong, comandante da missão, anunciou o pouso. A nitidez das imagens geradas do espaço via satélite era tanta que muitos telespectadores duvidaram da chegada do homem à lua.
Voltando a área musical, 1969 foi marcado pela volta de Elvis, ao vivo, após oito anos longe dos palcos. Os Mutantes, de Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, eram febre no Brasil e o Rei Roberto Carlos enlouquecia as fãs nas curvas da estrada de Santos.
Nos Esportes, o então imbatível Santos, sagra-se tri-campeão paulista. O Fluminense é o campeão carioca e o Palmeiras, o vencedor do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competição que substituiu a Taça Brasil e antecedeu o atual Campeonato Brasileiro.
Jackie Stewart, da equipe Matra, mostra a sua superioridade nas pistas e deixa seus nome gravado no hall dos grandes campeões da Fórmula 1 e Emerson Fittipaldi já ensaiava as primeiras aceleradas em busca do primeiro título mundial para um piloto brasileiro.
Este escriba não pensa como Zuenir Ventura, que acredita que 1969 não tenha começado e sequer 1968 tenha terminado. Foi neste 1969 que vivi grandes momentos no futebol, nossa ida para o Vasco ao lado de Cacá e Geneci, a fase exuberante do GEAO (Grêmio Esportivo Alberto Oliveira), onde os jovens se encontravam no embalo da boa música internacional sem drogas, mas com muito rock and roll.
Foi a arrancada dos festivais de música em toda região e onde houvesse um palco disponível, lá estavam os compositores de ocasião e os cantores da minha geração. Um ano realmente incrível e que marcou bastante para uma geração que aprendeu a viver intensamente e sem medo de ser feliz, apesar do chumbo da ditadura e dos golpes na liberdade de ir e vir dos brasileiros.
A HORA E A VEZ DAS MENINAS
Algumas amigas me ligam, me enviam e-mails ou reclamam, ao vivo, de uma possível citação das amigas, no mesmo estilo que fiz “amigos de A a Z”, publicada recentemente no Papo de Botequim, o livro nosso de cada dia na Internet. Algumas tiveram respostas, mas outras não foi preciso, parecia que estas meninas já sabiam que seria difícil nominar aqui como fiz com os rapazes.
“O grande problema é o ciúme dos maridos“, me diz uma destas amigas, e isto me traz a lembrança um fato desagradável, ocorrido na década de 90, em um desfile de 3 de maio aí na terrinha. Veja que saia justa me colocaram.
Olho para os lados e vejo alguém me chamando:
- Dity olha prá cá!
Olhei e não vi ninguém conhecido, já faziam dez anos que estava fora e parecia estar no meio de estranhos naquele desfile cívico-escolar. Porém, tem sempre um porém, visualizei, na outra calçada, uma velha amiga não mais residente na cidade, e, que não via há cerca de quinze anos. Atravessei e de braços abertos gritei:
- Fulana (perdão, não vou citar nome) que saudade, venha cá me dá um abraço.
- O senhor deve estar enganado, não o conheço, desculpe.
Saí dali um pouco chateado, juro que até cheguei as lágrimas, e fui ao bar do Nego tomar uma gelada para descontrair. E sabe por quem cruzo nas proximidades do antigo Banerj? A própria, agora longe do maridão, me agarrou, me abraçou com saudade e me tascou um beijo, no rosto é claro, dizendo que estava morrendo de vergonha e de saudade.
- Dity, me perdoe, fui eu quem te gritou, mas o danado do marido chegou na hora e ele tem horror de vir a Miracema e tem ciúme de vocês todos.
Claro que perdoei a velha amiga, mas que doeu um punhado doeu, mas ficou prá traz e não guardei mágoas, muito pelo contrário, fiquei feliz por ela ter me esperado para justificar-se.
Assim as meninas que poderiam se chamar Aparecida, Beatriz, Carolina, Diva, Eliane, Fátima, Gecilene, Helena, Iara, Jussara, Kátia, Lúcia, Marina, Nádia, Orlanda, Paula, Regina, Silvia, Teresa, Úrsula, Vitória, Zenaide, terão que esperar um pouco mais para que minhas memórias possam ser reveladas e assim poder contar um pouco de minha amizade, nada mais do que isto, e nossas histórias.
Talvez eu possa contar o abraço trocado com a Cida, a filha do amigo Tetinho, na Barraca do Bode, quando nos reencontramos após longos e longos anos. Não nos vinham palavras para revelar o quanto estávamos felizes, mas nossos olhares, molhados com lágrimas, mostravam a todos ao lado, inclusive a sua filha mais velha e a nossa amiga Samira, o quanto ainda é grande a amizade conquistada durante longos anos nas ruas, nas escolas e nos salões dos grêmios estudantis.
Sei que posso contar aqui a saudade que tenho de todas elas, amigas de verdade, amigas como a Fafá, a Giovanina e a Giotania, todas Mercante e com grandes recordações para serem contadas em um livro a parte. Posso dizer que a Diva foi uma das grandes companheiras do futebol e do tempo em que nosso conjunto abrilhantava os bailes do Esportivo. Diva era a primeira da fila tanto nas arquibancadas quanto à beira do palco.
Falar sobre a Lúcia, hoje também Mercante, da Kátia ou da Carolina é bem mais complicado, elas ouviam minhas confidências e sabem muito mais do que qualquer um de vocês sabem sobre mim, não é mesmo Gecilene? Estas meninas valem ouro e gostaria de poder falar, de contar “causos’ e casos sem maldade ou envolvimento, afinal todas aqui citadas foram e continuam sendo amigas saudosas de quem guardo neste peito, hoje cortado, um sentimento mais profundo deste planeta: AMIZADE.
Prá encerrar em alto estilo: Estas meninas do tópico final têm um lugar cativo aqui na memória e no coração deste escriba, um carinho especial para a Zezé Parreira, Gracinha Braga e Catarina Ramos, que saudade da Jane, que viveram um capítulo muito especial nestes sessenta anos, afinal as três eram como verdadeiras irmãs e este capítulo só poderia encerrar como as grandes novelas, com um grande beijo e com muitas lágrimas.
“O grande problema é o ciúme dos maridos“, me diz uma destas amigas, e isto me traz a lembrança um fato desagradável, ocorrido na década de 90, em um desfile de 3 de maio aí na terrinha. Veja que saia justa me colocaram.
Olho para os lados e vejo alguém me chamando:
- Dity olha prá cá!
Olhei e não vi ninguém conhecido, já faziam dez anos que estava fora e parecia estar no meio de estranhos naquele desfile cívico-escolar. Porém, tem sempre um porém, visualizei, na outra calçada, uma velha amiga não mais residente na cidade, e, que não via há cerca de quinze anos. Atravessei e de braços abertos gritei:
- Fulana (perdão, não vou citar nome) que saudade, venha cá me dá um abraço.
- O senhor deve estar enganado, não o conheço, desculpe.
Saí dali um pouco chateado, juro que até cheguei as lágrimas, e fui ao bar do Nego tomar uma gelada para descontrair. E sabe por quem cruzo nas proximidades do antigo Banerj? A própria, agora longe do maridão, me agarrou, me abraçou com saudade e me tascou um beijo, no rosto é claro, dizendo que estava morrendo de vergonha e de saudade.
- Dity, me perdoe, fui eu quem te gritou, mas o danado do marido chegou na hora e ele tem horror de vir a Miracema e tem ciúme de vocês todos.
Claro que perdoei a velha amiga, mas que doeu um punhado doeu, mas ficou prá traz e não guardei mágoas, muito pelo contrário, fiquei feliz por ela ter me esperado para justificar-se.
Assim as meninas que poderiam se chamar Aparecida, Beatriz, Carolina, Diva, Eliane, Fátima, Gecilene, Helena, Iara, Jussara, Kátia, Lúcia, Marina, Nádia, Orlanda, Paula, Regina, Silvia, Teresa, Úrsula, Vitória, Zenaide, terão que esperar um pouco mais para que minhas memórias possam ser reveladas e assim poder contar um pouco de minha amizade, nada mais do que isto, e nossas histórias.
Talvez eu possa contar o abraço trocado com a Cida, a filha do amigo Tetinho, na Barraca do Bode, quando nos reencontramos após longos e longos anos. Não nos vinham palavras para revelar o quanto estávamos felizes, mas nossos olhares, molhados com lágrimas, mostravam a todos ao lado, inclusive a sua filha mais velha e a nossa amiga Samira, o quanto ainda é grande a amizade conquistada durante longos anos nas ruas, nas escolas e nos salões dos grêmios estudantis.
Sei que posso contar aqui a saudade que tenho de todas elas, amigas de verdade, amigas como a Fafá, a Giovanina e a Giotania, todas Mercante e com grandes recordações para serem contadas em um livro a parte. Posso dizer que a Diva foi uma das grandes companheiras do futebol e do tempo em que nosso conjunto abrilhantava os bailes do Esportivo. Diva era a primeira da fila tanto nas arquibancadas quanto à beira do palco.
Falar sobre a Lúcia, hoje também Mercante, da Kátia ou da Carolina é bem mais complicado, elas ouviam minhas confidências e sabem muito mais do que qualquer um de vocês sabem sobre mim, não é mesmo Gecilene? Estas meninas valem ouro e gostaria de poder falar, de contar “causos’ e casos sem maldade ou envolvimento, afinal todas aqui citadas foram e continuam sendo amigas saudosas de quem guardo neste peito, hoje cortado, um sentimento mais profundo deste planeta: AMIZADE.
Prá encerrar em alto estilo: Estas meninas do tópico final têm um lugar cativo aqui na memória e no coração deste escriba, um carinho especial para a Zezé Parreira, Gracinha Braga e Catarina Ramos, que saudade da Jane, que viveram um capítulo muito especial nestes sessenta anos, afinal as três eram como verdadeiras irmãs e este capítulo só poderia encerrar como as grandes novelas, com um grande beijo e com muitas lágrimas.
MINHAS ANDANÇAS POR AÍ
Quando criança viajava muito para Laje do Muriaé, terra de minha mãe e onde moram primos maravilhosos. A fazenda do Paranhos, administrada pelo tio Tiãzinho, era o destino certo em todas as férias, o passeio à cavalo, os banhos nos açudes, as fugidas à noite para um cinema ou para assistir uma retreta da banda de música, eram feitas em charretes ou no lombo de um animal. De quando em vez este destino era mudado, dava uma chegada a Itaperuna, de carona com o Ernesto Meneguete, para ver os tios Climério e Kebinho, e os primos de lá, é claro.
O tempo passou e a vida seguiu em frente, mas o gosto por passeios em férias, ou mesmo fora destas, continuou, nem mesmo um período de reclusão em um colégio interno, em Pirapetinga, me fez perder a paixão por viagens, quando por ali visitei Recreio, com o amigo Mário, que dizem ser tio de Tiago Lacerda, o astro global, ir a Volta Grande com o Rogério, figura maravilhosa, que com o Gereba faziam a alegria do internato do Seu João Dominguez e dona Wanda.
Cantagalo fez parte da minha rotina do futebol, foram poucos meses, mas o suficiente para gostar e ficar apaixonado por aquela Região do Calcário, onde a Exposição de Cordeiro, a melhor do interior, bombava sempre e a presença por lá era quase que uma obrigação, mesmo com pouco dinheiro no bolso era possível descolar um lugar decente para dormir e uma carona para voltar para a terrinha, tinha sempre um conhecido e, naquele tempo, as amizades eram mais sinceras e não havia o medo que existe hoje em alojar um companheiro em sua casa.
Miracema é privilegiada em sua localização, eu sinto falta dos finais de semana em que dizia assim:
- Arrume as coisas e vamos almoçar em Leopoldina. E lá íamos nós pela estrada em busca de mais um lugar agradável para nosso cardápio de visitas. Dali um pulo até Muriaé, passando por Laranjal e retornando por Raposo, onde podíamos parar, comer e até dormir sossegado o sono dos justos.
Em outra semana, não necessariamente na seguinte, afinal a grana não era tão intensa assim, o destino era a Região Serrana, também naquele de vamos lá e voltamos. Almoço na Rosa Amarela, em Friburgo, passeio pelo Véu de Noiva, no retorno, ou um prolongamento até Teresópolis, onde pernoitávamos e no dia seguinte, logo pela manhã, descíamos a serra parando em Além Paraíba, já em Minas, para um churrasco em um dos restaurantes da cidade.
Viajar sempre foi uma diversão, claro que as estradas eram menos violentas e os carros menos agressivos do que os de hoje, o medo de agora me faz mudar o meio de transporte, optando por ônibus de turismo, como fizemos, eu e Marina, no início da década de 90, viajando pelo Sul do Brasil em passeio fantástico. Passamos dias maravilhosos em Porto Alegre, Gramado,Canela, Bento Gonçalves Garibaldi, Caxias do Sul, Coritiba, cidades desenvolvidas para receber o turista e que oferecem conforto e tranqüilidade, além da beleza naturais e comidas fantásticas.
Um final de semana em Cabo Frio, alguns dias de férias em Guarapari, um passeio a Marataízes, Rio das Ostras, Arraial do Cabo ou até mesmo ao litoral paulista, Caraguatatuba ou Santos, estavam em nossa programação de praias. O verão é prato cheio para quem gosta de sol e mergulho ou uma cerveja a beira mar. Praias do nordeste fizeram parte do nosso roteiro, Fortaleza e Natal foram as primeiras, ai já com a opção de ir em excursão pelo ar, que além de mais rápido é uma forma mais segura de viajar por este continente chamado Brasil.
São Paulo sempre foi uma opção agradável, principalmente quando convidados pelos amigos Kátia e José Maria de Aquino, sempre anfitriões do casal Dutra, com direito a noites incríveis ao lado de gente conhecida, deles é claro, ou de figurões da televisão ou do jornalismo esportivo. Célio Silva e Lidia são outros dois anfitriões espetaculares e me fizeram conhecer outra parte de São Paulo e as maravilhas de Porto Alegre, seus churrascos e suas tradições.
Voar para o continente europeu era o sonho de criança. Conhecer a Itália parecia que jamais seria concretizado. Um belo dia a surpresa: Um texto para a ESPN e uma passagem para o casal Dutra e lá fomos nós para Madrid, Espanha, para uma semana espetacular, com direito a conhecer a noite madrilenha, as belezas de Toledo e ver, de perto e ao vivo, o Santiago Bernabeu, templo do futebol e do Real Madrid, em um jogo clássico contra o rival Atético, claro que no dia seguinte o passeio pelo estádio era obrigatório.
Esta viagem foi o incentivo maior para a realização daquele sonho citado acima, ver o Coliseu, ir ao Santuário de Fátima, conhecer Paris e andar pela Europa como um turista qualquer. A idéia floresceu e quando a gente menos esperava lá estávamos nós, voando TAP até Lisboa, passando por Fátima, Madrid e Toledo, novamente, descendo a Cotè d’Azul entrando em Nice, passeando na pista de Fórmula Um em Monte Carlo, vendo de perto os castelos de Mônaco e, enfim, iniciando um passeio memorável, que se seguiu durante vinte e dois dias de setembro do ano passado.
A torre de Pisa, as estradas maravilhosas que ligam o interior a capital dos italianos, Roma bela e eterna, o encontro com o primo Miguel, em Latina, o Vaticano, a pizza, o vinho, as canções ouvidas nos longínquos anos 60, tudo estava ali, na minha frente. A visita a Florença, terra de grandes artistas, o passeio sonhado por Marina, na gôndola, em Veneza, faziam parte de nosso imaginário, porém, juro, não tínhamos a certeza de que um dia seria realizado, assim como jamais imaginei subir pelos Alpes Suíços, onde a neve e o frio já começavam a dar sinais de suas presenças. Zurique, Lugano, Lucerna e Berna me fizeram tremer e conhecer o tão badalado Hilton Hotel deixou muita gente boa de queixo caído.
Prá fechar nada melhor do que Paris, a Cidade Luz, o Louvre, os jardins de Versalhes, a torre Eiffel, o Park de Princes, o Arco do Triunfo e a certeza de que tudo isto não foi um sonho e sim mais uma destas andanças por aí, que não irão parar tão cedo. Enquanto houver um tempo de folga haverá uma viagem para conhecer um lugar interessante.
O tempo passou e a vida seguiu em frente, mas o gosto por passeios em férias, ou mesmo fora destas, continuou, nem mesmo um período de reclusão em um colégio interno, em Pirapetinga, me fez perder a paixão por viagens, quando por ali visitei Recreio, com o amigo Mário, que dizem ser tio de Tiago Lacerda, o astro global, ir a Volta Grande com o Rogério, figura maravilhosa, que com o Gereba faziam a alegria do internato do Seu João Dominguez e dona Wanda.
Cantagalo fez parte da minha rotina do futebol, foram poucos meses, mas o suficiente para gostar e ficar apaixonado por aquela Região do Calcário, onde a Exposição de Cordeiro, a melhor do interior, bombava sempre e a presença por lá era quase que uma obrigação, mesmo com pouco dinheiro no bolso era possível descolar um lugar decente para dormir e uma carona para voltar para a terrinha, tinha sempre um conhecido e, naquele tempo, as amizades eram mais sinceras e não havia o medo que existe hoje em alojar um companheiro em sua casa.
Miracema é privilegiada em sua localização, eu sinto falta dos finais de semana em que dizia assim:
- Arrume as coisas e vamos almoçar em Leopoldina. E lá íamos nós pela estrada em busca de mais um lugar agradável para nosso cardápio de visitas. Dali um pulo até Muriaé, passando por Laranjal e retornando por Raposo, onde podíamos parar, comer e até dormir sossegado o sono dos justos.
Em outra semana, não necessariamente na seguinte, afinal a grana não era tão intensa assim, o destino era a Região Serrana, também naquele de vamos lá e voltamos. Almoço na Rosa Amarela, em Friburgo, passeio pelo Véu de Noiva, no retorno, ou um prolongamento até Teresópolis, onde pernoitávamos e no dia seguinte, logo pela manhã, descíamos a serra parando em Além Paraíba, já em Minas, para um churrasco em um dos restaurantes da cidade.
Viajar sempre foi uma diversão, claro que as estradas eram menos violentas e os carros menos agressivos do que os de hoje, o medo de agora me faz mudar o meio de transporte, optando por ônibus de turismo, como fizemos, eu e Marina, no início da década de 90, viajando pelo Sul do Brasil em passeio fantástico. Passamos dias maravilhosos em Porto Alegre, Gramado,Canela, Bento Gonçalves Garibaldi, Caxias do Sul, Coritiba, cidades desenvolvidas para receber o turista e que oferecem conforto e tranqüilidade, além da beleza naturais e comidas fantásticas.
Um final de semana em Cabo Frio, alguns dias de férias em Guarapari, um passeio a Marataízes, Rio das Ostras, Arraial do Cabo ou até mesmo ao litoral paulista, Caraguatatuba ou Santos, estavam em nossa programação de praias. O verão é prato cheio para quem gosta de sol e mergulho ou uma cerveja a beira mar. Praias do nordeste fizeram parte do nosso roteiro, Fortaleza e Natal foram as primeiras, ai já com a opção de ir em excursão pelo ar, que além de mais rápido é uma forma mais segura de viajar por este continente chamado Brasil.
São Paulo sempre foi uma opção agradável, principalmente quando convidados pelos amigos Kátia e José Maria de Aquino, sempre anfitriões do casal Dutra, com direito a noites incríveis ao lado de gente conhecida, deles é claro, ou de figurões da televisão ou do jornalismo esportivo. Célio Silva e Lidia são outros dois anfitriões espetaculares e me fizeram conhecer outra parte de São Paulo e as maravilhas de Porto Alegre, seus churrascos e suas tradições.
Voar para o continente europeu era o sonho de criança. Conhecer a Itália parecia que jamais seria concretizado. Um belo dia a surpresa: Um texto para a ESPN e uma passagem para o casal Dutra e lá fomos nós para Madrid, Espanha, para uma semana espetacular, com direito a conhecer a noite madrilenha, as belezas de Toledo e ver, de perto e ao vivo, o Santiago Bernabeu, templo do futebol e do Real Madrid, em um jogo clássico contra o rival Atético, claro que no dia seguinte o passeio pelo estádio era obrigatório.
Esta viagem foi o incentivo maior para a realização daquele sonho citado acima, ver o Coliseu, ir ao Santuário de Fátima, conhecer Paris e andar pela Europa como um turista qualquer. A idéia floresceu e quando a gente menos esperava lá estávamos nós, voando TAP até Lisboa, passando por Fátima, Madrid e Toledo, novamente, descendo a Cotè d’Azul entrando em Nice, passeando na pista de Fórmula Um em Monte Carlo, vendo de perto os castelos de Mônaco e, enfim, iniciando um passeio memorável, que se seguiu durante vinte e dois dias de setembro do ano passado.
A torre de Pisa, as estradas maravilhosas que ligam o interior a capital dos italianos, Roma bela e eterna, o encontro com o primo Miguel, em Latina, o Vaticano, a pizza, o vinho, as canções ouvidas nos longínquos anos 60, tudo estava ali, na minha frente. A visita a Florença, terra de grandes artistas, o passeio sonhado por Marina, na gôndola, em Veneza, faziam parte de nosso imaginário, porém, juro, não tínhamos a certeza de que um dia seria realizado, assim como jamais imaginei subir pelos Alpes Suíços, onde a neve e o frio já começavam a dar sinais de suas presenças. Zurique, Lugano, Lucerna e Berna me fizeram tremer e conhecer o tão badalado Hilton Hotel deixou muita gente boa de queixo caído.
Prá fechar nada melhor do que Paris, a Cidade Luz, o Louvre, os jardins de Versalhes, a torre Eiffel, o Park de Princes, o Arco do Triunfo e a certeza de que tudo isto não foi um sonho e sim mais uma destas andanças por aí, que não irão parar tão cedo. Enquanto houver um tempo de folga haverá uma viagem para conhecer um lugar interessante.
domingo, 22 de novembro de 2009
UM SONHO INTERESSANTE
Esta noite eu tive um sonho interessante, acredito que tenha sido as notícias que vieram de Omã, lá no Golfo Pérsico, onde meu amigo Capistrano Arenari andou trabalhando ao lado do Paulo Henrique e que o Brasil, de Ricardo Teixeira e Dunga, também andou por lá. Só que, ao contrário de Capistrano e Paulo Henrique, a CBF encheu a “burra” com os petrodólares do Sultão maior, que pagou uma fortuna para ver Kaká, Luiz Fabiano, Robinho, Júlio César e todos os astros da seleção brasileira em seu quintal de luxo.
Esta noite eu tive um sonho interessante. Sonhei que recebia, no campinho do ginásio, onde joguei a maioria das peladas de minha vida de futebolistas, estes mesmos jogadores, isto mesmo, Júlio César, Kaká, Robinho, Luiz Fabiano e, somados aos meus ídolos do passado, como Braizinho, Genuíno, Alvinho e claro, o Galinho Zico, estavam na festa do meu aniversário de sessenta anos. Só que, aí é que está o interessante da história, não houve jogo, o dono do time cobrou antecipado e, claro, eu não tinha grana para pagar aos grandes artistas e a bola rolou somente entre os já manjados jogadores de minha velha e conhecida vida futebolística.
Conto isto de uma forma triste e com lágrimas nos olhos vejo esta esculhambação, que fizeram com nossa seleção brasileira. O torcedor, além de ter que aturar convocações tipo Elano, Júlio Baptista, Hulk, Afonso Alves, Josué e outros menos ou mais votados nas categorias “cabeça de bagre’ e “brucutu” tem que ver o seu time, outrora protegido pelas conquistas maravilhosas e por uma história fantástica, tem que correr o mundo atrás de euros, dólares ou reais que possam cobrir os gastos fabulosos da entidade máxima do nosso futebol.
O povo brasileiro é fiel a sua seleção, eu nem tanto, vejo e gostaria até que ganhasse os jogos e os títulos em disputa, mas não tenho o menor tesão em assistir a estes caça dólares com valores exorbitantes, que só mesmo um Sultão do Petróleo poderia pagar para ver, juntos, os maiores jogadores do mundo.
Será que ainda tem gente que se importa com a Seleção fora dos trinta dias de Copa do Mundo? Pobre Seleção Brasileira, que aceita participar de eventos privados! É isso mesmo! Se você tem muito dinheiro, pode contar com a Seleção Brasileira na pelada do seu aniversário ou na festa de fim de ano da sua empresa contrate este time, eu, nem em sonho, tive grana para pagar a conta da partida programada.
PALAVRA DE CRAQUE - O ex-craque, hoje colunista da Folha de São Paulo, Tostão, sabe muito bem o que é um estilo clássico e separar o joio do trigo. Em sua coluna desta quarta-feira, no jornalão paulista, Tostão coloca em xeque a seleção brasileira, aquela que citei aqui ontem, considerada reserva pelo treinador Dunga. Não sei, mas minha simpatia por Tostão comentarista é grande, será porque a gente pensa igual? Claro, muitos pensam assim, mas falta coragem na hora de colocar no papel ou no computador.
"Existe consenso de que a seleção inglesa possui uns nove excelentes titulares, mas que os reservas são fracos. Isso ficou evidente contra o Brasil. Mesmo se jogassem os titulares, o Brasil teria um pouco mais de chance de vencer", palavra de Tostão em sua coluna de hoje.
O meu pitaco, logo após o jogo contra Omã foi este: O time que terminou o jogo desta tarde, em Omã, (noite lá) se jogasse o campeonato brasileiro, com outra camisa, estaria brigando para não cair ou para ir a Copa Sul Americana. Um amontoado de gente sem expressão e jogadores sem a menor chance, em outras épocas, de vestir uma camisa que já foi envergada por Didi, Gérson, Rivelino, Carlos Alberto ou qualquer um destes monstros sagrados do futebol brasileiro, inclusive o bom Tostão.
Tostão ainda faz comparações, esta aqui sobre Espanha x Brasil: "A Espanha, com vários baixinhos, joga no estilo brasileiro de outros tempos, de muita troca de passes, enquanto o Brasil, com muitos jogadores altos e fortes, joga no antigo estilo europeu, de muita marcação, jogadas aéreas e de velocidade nos contra-ataques. Desde as categorias de base, o Brasil é o país que proporciona melhores condições físicas aos atletas de grandes equipes. Já nas questões sociais, continua mal. Os jogadores da seleção são, hoje, mais altos e mais fortes até mesmo que os das seleções européias."
Esta noite eu tive um sonho interessante. Sonhei que recebia, no campinho do ginásio, onde joguei a maioria das peladas de minha vida de futebolistas, estes mesmos jogadores, isto mesmo, Júlio César, Kaká, Robinho, Luiz Fabiano e, somados aos meus ídolos do passado, como Braizinho, Genuíno, Alvinho e claro, o Galinho Zico, estavam na festa do meu aniversário de sessenta anos. Só que, aí é que está o interessante da história, não houve jogo, o dono do time cobrou antecipado e, claro, eu não tinha grana para pagar aos grandes artistas e a bola rolou somente entre os já manjados jogadores de minha velha e conhecida vida futebolística.
Conto isto de uma forma triste e com lágrimas nos olhos vejo esta esculhambação, que fizeram com nossa seleção brasileira. O torcedor, além de ter que aturar convocações tipo Elano, Júlio Baptista, Hulk, Afonso Alves, Josué e outros menos ou mais votados nas categorias “cabeça de bagre’ e “brucutu” tem que ver o seu time, outrora protegido pelas conquistas maravilhosas e por uma história fantástica, tem que correr o mundo atrás de euros, dólares ou reais que possam cobrir os gastos fabulosos da entidade máxima do nosso futebol.
O povo brasileiro é fiel a sua seleção, eu nem tanto, vejo e gostaria até que ganhasse os jogos e os títulos em disputa, mas não tenho o menor tesão em assistir a estes caça dólares com valores exorbitantes, que só mesmo um Sultão do Petróleo poderia pagar para ver, juntos, os maiores jogadores do mundo.
Será que ainda tem gente que se importa com a Seleção fora dos trinta dias de Copa do Mundo? Pobre Seleção Brasileira, que aceita participar de eventos privados! É isso mesmo! Se você tem muito dinheiro, pode contar com a Seleção Brasileira na pelada do seu aniversário ou na festa de fim de ano da sua empresa contrate este time, eu, nem em sonho, tive grana para pagar a conta da partida programada.
PALAVRA DE CRAQUE - O ex-craque, hoje colunista da Folha de São Paulo, Tostão, sabe muito bem o que é um estilo clássico e separar o joio do trigo. Em sua coluna desta quarta-feira, no jornalão paulista, Tostão coloca em xeque a seleção brasileira, aquela que citei aqui ontem, considerada reserva pelo treinador Dunga. Não sei, mas minha simpatia por Tostão comentarista é grande, será porque a gente pensa igual? Claro, muitos pensam assim, mas falta coragem na hora de colocar no papel ou no computador.
"Existe consenso de que a seleção inglesa possui uns nove excelentes titulares, mas que os reservas são fracos. Isso ficou evidente contra o Brasil. Mesmo se jogassem os titulares, o Brasil teria um pouco mais de chance de vencer", palavra de Tostão em sua coluna de hoje.
O meu pitaco, logo após o jogo contra Omã foi este: O time que terminou o jogo desta tarde, em Omã, (noite lá) se jogasse o campeonato brasileiro, com outra camisa, estaria brigando para não cair ou para ir a Copa Sul Americana. Um amontoado de gente sem expressão e jogadores sem a menor chance, em outras épocas, de vestir uma camisa que já foi envergada por Didi, Gérson, Rivelino, Carlos Alberto ou qualquer um destes monstros sagrados do futebol brasileiro, inclusive o bom Tostão.
Tostão ainda faz comparações, esta aqui sobre Espanha x Brasil: "A Espanha, com vários baixinhos, joga no estilo brasileiro de outros tempos, de muita troca de passes, enquanto o Brasil, com muitos jogadores altos e fortes, joga no antigo estilo europeu, de muita marcação, jogadas aéreas e de velocidade nos contra-ataques. Desde as categorias de base, o Brasil é o país que proporciona melhores condições físicas aos atletas de grandes equipes. Já nas questões sociais, continua mal. Os jogadores da seleção são, hoje, mais altos e mais fortes até mesmo que os das seleções européias."
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
AMIGOS DE TODAS AS LETRAS
Estou prestes a completar sessenta anos, janeiro está chegando e com ele chego as seis décadas ao lado dos amigos e daqueles que me querem bem. São amigos de todos os jeitos, tem amigo distante, tem amigo sumido, alguns que não vejo há mais de quarenta anos, outros que estão ligados a mim apenas pela internet, mas cuja presença física me faz falta.
São amigos espalhados por todo este mundo, isto mesmo, tenho amigos em várias partes deste planeta terra e, não como Roberto Carlos, que tem um milhão de amigos. Na lista provisória de convidados, para uma possível festa de arromba, quando cheguei a casa dos mil amigos parei... Pensei... Relutei em continuar. Quem teria cacife para patrocinar uma festa deste porte, com quase dois mil convidados especiais? Olha que na pauta não estavam aqueles amigos distantes, os afastados que citei acima
Para homenagear alguns destes, fiz uma pequena lista, com um representante de cada letra do alfabeto, que gostaria, como presente de aniversário ou de final de ano, pelo menos apertar a mão de alguns destes ou levar um dedo de prosa para matar a saudade que existe dentro deste peito cortado.
Na letra A o Arani Machado, amigo da bola, da prosa e que o Otto ainda não conseguiu encontrar para trazer notícias. O B estaria representado pelo Batista Leite, ainda em Miracema mas que não dá as caras e não aparece para uma prosa. Quem seria o representante da letra C? Poderia ser o Carlinhos do Saliba, hoje o advogado Antonio Carlos Felix, que sempre aparece na cidade, mas em época diferente daquela que estou por aí.
Vamos em frente lembrando que estou buscando apenas um nome para cada uma das letras do alfabeto e por isto muita gente amiga está fora desta lista, que tem na letra D a presença do Dodote,ou Jorge Neiva, que vejo de quando em vez, mas é preciso sentar à mesa para um papo maior. O E aqui está representado pelo Eraldo Quintanilha, jornalista respeitado pelos seus leitores e por este que vos fala.
É fácil falar de todo mundo, difícil é colocar aqui no papel sem pensar que estou sendo injusto com um punhado de gente boa, aqueles companheiros que vejo sempre, mas estes também estão no quesito "saudades", tenho certeza. Do Faustino Barbi, que não sei por ande anda e desde que saiu da terrinha não tenho noticias suas. Alô José Barbi, me de noticias do primo Faustino.
G, de Gilson Alexandre de Alvim Coimbra, amigo dos velhos e bons tempos do GEAO, do TG 217, do Vasquinho, da Associação e dos Festivais. Gilsão, a saudade é grande, mas vou aí te ver. Espere.
São várias gerações de amigos formados na bola, nas letras ou nos bancos escolares. Este representante da letra H, Helton Moura, por exemplo, é um destes que vi jogar, gostei e acreditei que iria longe, mas mudou o rumo de sua vida e, felizmente, deu tudo certo neste novo caminho.
No finados eu soube que o nome escolhido para a letra I, Ivan Soeiro, está bem e mora em Nova Friburgo, quem me passou a novidade foi seu primo Marcos, que está em Carmo e levou prá ele meu recado para um possível encontro após cinqüenta anos de ausência.
A letra J tem representantes demais e aqui a injustiça será maior. Como escolhi citar apenas um nome por letra está difícil mandar para o papel este amigo J. Que tal um que seja jornalista e bom de papo? João Batista Freitas, que há alguns meses atrás me deu o prazer de uma conversa rápida, na porta da Kiskina, mas um chopinho no final do ano cairia bem. Né mesmo?
O K eu pularia, não tenho na minha lista um nome real, mas que tal colocar aqui o Katito? Boa. Tocamos juntos na Banda Sete e no conjunto do Bebeto, seu saxofone era bem tocado, como o meu piston, será que ele ainda tem aquele sopro bonito? E o Luiz Matos? Sei por ande anda, sei o que faz, mas não tenho tido a sua companhia nestas suas andanças pela cidade. E falando em Luiz Carlos Vieira de Mattos eu me lembro do Maioli,que poderia ser também o J ou o Z, pois é José e também Zé Maria. Maioli, que entra aqui neste pedaço para que possamos relembrar os bailes do Grêmio, as conversas no jardim e as serenatas pelas ruas ao som do violão do Luisão. Bela lembrança.
Nandinho Padilha representa a letra N e todos os seus irmãos, Hércules, Lacerda, Gracinha e Nilzinha, filhos do bom Milton Padilha e amigos desde os tempos da Praça Ary Parreiras. Citei o homenageado desta letra O lá no princípio do texto, até parece que o vejo sempre, mas que nada, falo com ele apenas na grande rede e sempre promete encontrar comigo aí na terrinha. Otto Guilherme dos Santos Moura, amigão do peito e velho companheiro de grandes jornadas.
O Paulo César de Oliveira Leitão poucos conhecem, mas o Paulinho da Dona Tóia é conhecido pelo seu talento na bola, vide as peladas do ginásio, e pelo seu jeitão simples e amigo. Os encontros estão ficando escassos e a saudade bate quando recebo um e-mail inteligente do Tio Paul.
Querinha Ramos está na cidade também, como o Batista Leite citado na letra B, mas o trabalho lá no Supermercado deve ser estafante e por isto não o vejo com freqüência pelas ruas ou pelos bares. Ronaldo Bereta, o “Piau”, é daqueles caras que tem histórias para contar por suas passagens nos bailes da vida, quando me fazia companhia no fusquinha amarelo, da Eliane, nas andanças por todo este Noroeste Fluminense. Piau é outro que tem presença garantida neste banquete de final de ano.
Como o Faustino, lá na letra F, o S, de saudade, só poderia vir com um amigo distante e de quem não tenho sequer uma linha de notícia desde o final do primário, concluído no Prudente de Moraes. Sérgio Furlani foi para Minas Gerais, não me lembro a cidade, e nunca mais o vi ou tive notícias dele. Fica a lembrança de um ótimo amigo de infância.
Tequinha, cadê você? Eu sei que está na cidade, mas não te vejo cara. O Ubaldo Moll Júnior não dá as caras e ao lado do Valzenir Seixas forma uma dupla de amigos distantes que gostaria de ver reunida no palco do final de ano, assim como o Zé Cristóvão, que foi embora para Volta Redonda e não dá nem noticia para o velho amigo aqui.
Amigos de A a Z fiquem sabendo que escolhi aleatoriamente os nomes para esta homenagem, o que veio a cabeça e ao coração foi para o papel. Muitos estão no coração, na lembrança, mas nesta madrugada em que escrevo este texto os nomes que me vieram a cabeça foram colocados no papel. Aqueles que por aqui se ausentam fazem parte desta imensa lista de grandes amigos aqui representados por estes vinte e quatro saudosos e distantes companheiros. Abraço a todos vocês.
São amigos espalhados por todo este mundo, isto mesmo, tenho amigos em várias partes deste planeta terra e, não como Roberto Carlos, que tem um milhão de amigos. Na lista provisória de convidados, para uma possível festa de arromba, quando cheguei a casa dos mil amigos parei... Pensei... Relutei em continuar. Quem teria cacife para patrocinar uma festa deste porte, com quase dois mil convidados especiais? Olha que na pauta não estavam aqueles amigos distantes, os afastados que citei acima
Para homenagear alguns destes, fiz uma pequena lista, com um representante de cada letra do alfabeto, que gostaria, como presente de aniversário ou de final de ano, pelo menos apertar a mão de alguns destes ou levar um dedo de prosa para matar a saudade que existe dentro deste peito cortado.
Na letra A o Arani Machado, amigo da bola, da prosa e que o Otto ainda não conseguiu encontrar para trazer notícias. O B estaria representado pelo Batista Leite, ainda em Miracema mas que não dá as caras e não aparece para uma prosa. Quem seria o representante da letra C? Poderia ser o Carlinhos do Saliba, hoje o advogado Antonio Carlos Felix, que sempre aparece na cidade, mas em época diferente daquela que estou por aí.
Vamos em frente lembrando que estou buscando apenas um nome para cada uma das letras do alfabeto e por isto muita gente amiga está fora desta lista, que tem na letra D a presença do Dodote,ou Jorge Neiva, que vejo de quando em vez, mas é preciso sentar à mesa para um papo maior. O E aqui está representado pelo Eraldo Quintanilha, jornalista respeitado pelos seus leitores e por este que vos fala.
É fácil falar de todo mundo, difícil é colocar aqui no papel sem pensar que estou sendo injusto com um punhado de gente boa, aqueles companheiros que vejo sempre, mas estes também estão no quesito "saudades", tenho certeza. Do Faustino Barbi, que não sei por ande anda e desde que saiu da terrinha não tenho noticias suas. Alô José Barbi, me de noticias do primo Faustino.
G, de Gilson Alexandre de Alvim Coimbra, amigo dos velhos e bons tempos do GEAO, do TG 217, do Vasquinho, da Associação e dos Festivais. Gilsão, a saudade é grande, mas vou aí te ver. Espere.
São várias gerações de amigos formados na bola, nas letras ou nos bancos escolares. Este representante da letra H, Helton Moura, por exemplo, é um destes que vi jogar, gostei e acreditei que iria longe, mas mudou o rumo de sua vida e, felizmente, deu tudo certo neste novo caminho.
No finados eu soube que o nome escolhido para a letra I, Ivan Soeiro, está bem e mora em Nova Friburgo, quem me passou a novidade foi seu primo Marcos, que está em Carmo e levou prá ele meu recado para um possível encontro após cinqüenta anos de ausência.
A letra J tem representantes demais e aqui a injustiça será maior. Como escolhi citar apenas um nome por letra está difícil mandar para o papel este amigo J. Que tal um que seja jornalista e bom de papo? João Batista Freitas, que há alguns meses atrás me deu o prazer de uma conversa rápida, na porta da Kiskina, mas um chopinho no final do ano cairia bem. Né mesmo?
O K eu pularia, não tenho na minha lista um nome real, mas que tal colocar aqui o Katito? Boa. Tocamos juntos na Banda Sete e no conjunto do Bebeto, seu saxofone era bem tocado, como o meu piston, será que ele ainda tem aquele sopro bonito? E o Luiz Matos? Sei por ande anda, sei o que faz, mas não tenho tido a sua companhia nestas suas andanças pela cidade. E falando em Luiz Carlos Vieira de Mattos eu me lembro do Maioli,que poderia ser também o J ou o Z, pois é José e também Zé Maria. Maioli, que entra aqui neste pedaço para que possamos relembrar os bailes do Grêmio, as conversas no jardim e as serenatas pelas ruas ao som do violão do Luisão. Bela lembrança.
Nandinho Padilha representa a letra N e todos os seus irmãos, Hércules, Lacerda, Gracinha e Nilzinha, filhos do bom Milton Padilha e amigos desde os tempos da Praça Ary Parreiras. Citei o homenageado desta letra O lá no princípio do texto, até parece que o vejo sempre, mas que nada, falo com ele apenas na grande rede e sempre promete encontrar comigo aí na terrinha. Otto Guilherme dos Santos Moura, amigão do peito e velho companheiro de grandes jornadas.
O Paulo César de Oliveira Leitão poucos conhecem, mas o Paulinho da Dona Tóia é conhecido pelo seu talento na bola, vide as peladas do ginásio, e pelo seu jeitão simples e amigo. Os encontros estão ficando escassos e a saudade bate quando recebo um e-mail inteligente do Tio Paul.
Querinha Ramos está na cidade também, como o Batista Leite citado na letra B, mas o trabalho lá no Supermercado deve ser estafante e por isto não o vejo com freqüência pelas ruas ou pelos bares. Ronaldo Bereta, o “Piau”, é daqueles caras que tem histórias para contar por suas passagens nos bailes da vida, quando me fazia companhia no fusquinha amarelo, da Eliane, nas andanças por todo este Noroeste Fluminense. Piau é outro que tem presença garantida neste banquete de final de ano.
Como o Faustino, lá na letra F, o S, de saudade, só poderia vir com um amigo distante e de quem não tenho sequer uma linha de notícia desde o final do primário, concluído no Prudente de Moraes. Sérgio Furlani foi para Minas Gerais, não me lembro a cidade, e nunca mais o vi ou tive notícias dele. Fica a lembrança de um ótimo amigo de infância.
Tequinha, cadê você? Eu sei que está na cidade, mas não te vejo cara. O Ubaldo Moll Júnior não dá as caras e ao lado do Valzenir Seixas forma uma dupla de amigos distantes que gostaria de ver reunida no palco do final de ano, assim como o Zé Cristóvão, que foi embora para Volta Redonda e não dá nem noticia para o velho amigo aqui.
Amigos de A a Z fiquem sabendo que escolhi aleatoriamente os nomes para esta homenagem, o que veio a cabeça e ao coração foi para o papel. Muitos estão no coração, na lembrança, mas nesta madrugada em que escrevo este texto os nomes que me vieram a cabeça foram colocados no papel. Aqueles que por aqui se ausentam fazem parte desta imensa lista de grandes amigos aqui representados por estes vinte e quatro saudosos e distantes companheiros. Abraço a todos vocês.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
SOLDADO 42 - MAGALHÃES
O pior de chegar a terceira idade é o medo de perder o que há de melhor nesta vida, os amigos. Este 2009 me deu susto, me trouxe tristezas com os falecimentos de Luis Delco e Gustavo Rabelo, tio e sobrinho, duas gerações distintas, mas cada um com um lugarzinho guardado neste peito rasgado por uma cirurgia salvadora realizada em março.
Outros se foram, como a Gelsa, irmã de meu amigo Gilson, ausente há alguns anos do nosso convívio, mas sempre presente em nossa lembrança, aliás lembrança que hoje está detonada com a notícia da morte do Olegário Siqueira Magalhães, o nosso Olegarinho, o soldado Magalhães, número 42, do nosso TG 217. O Olegarinho bom de dança, bom de papo e um grande companheiro dos longínquos anos 50 ou 60, quando ainda crianças fazíamos nossa festa na Praça Dona Ermelinda ou nos gramados da prefeitura.
Éramos um grupo unido e fraterno. Júlio, Thiara, David, Olegarinho, Gilson, Gilberto, Chuta, Rogério, Valadão, Cagiano e tantos outros que vão chegando a minha mente e o pensamento é cortado quando me lembro de nosso comandante, o Sargento Couto, que está lá em cima recebendo seu Soldado Magalhães, um baixinho ruim de tiro mas ótimo de cabeça e coração.
Quando o Ralph me passou a notícia eu fiquei tranqüilo, talvez já esperando pelo pior, a última sobre ele não tinha sido nada agradável, mas em poucos minutos a dor tomou conta deste peito aberto e as lágrimas não demoraram a chegar neste rosto que durante muitos anos sorriu com as piadas e as tiradas interessantes do nosso Olegário.
Diziam que eu dançava bem, sei disto e não tenho a modéstia de dizer o contrário, mas Olegarinho era um bom pé-de-valsa, aliás puxou o João Rosquinha, seu irmão, que era um excelente dançarino, mas o mano não fazia feio e, nos bailes no Clube Social de Pádua, era um dos primeiros a puxar a dama para o meio do salão e iniciar as contra danças.
Muitos plantões lado a lado, não se assustem, não foram plantões médicos, eram jornadas noturnas na sede do TG 217 e eu, como cabo de guarda, o tinha sempre no comando e os plantões com ele ao lado era a certeza de que o sono não chegaria. Sempre alerta e sempre amigo ele despertava quem pensasse em tirar uma soneca em serviço ou a espera de suas duas horas do plantão à porta da velha sede do nosso Tiro de Guerra.
Nossa turma era boa de bola, Thiara, Júlio e David eram os craques, nós outros éramos os esforçados e até nos destacávamos, porém o Olegarinho era ruim demais e nisto não puxou um dos manos, Genuíno, um dos melhores jogadores que vi jogar em toda minha vida esportiva. Ele ia com a gente para as peladas, mas nem mesmo no TG, onde todos jogavam tudo, o cara não tinha lugar entre os reservas, pelo menos. Era sofrível com a bola nos pés ou nas mãos.
O que me deixa assustado, meu amigo Olegarinho, é que o tempo passou prá você e nós, seus amigos, não tivemos nem tempo de nos despedimos , você estava longe e distância nos impediu o último abraço, mas com certeza, não terei uma última lembrança de ti e guardarei com carinho todos os momentos felizes em que estava ao meu lado, dançando, rindo, contando piadas ou cantando, com esta voz desafinada, o Virundum ou Mula Preta, seus hits favoritos.
Outros se foram, como a Gelsa, irmã de meu amigo Gilson, ausente há alguns anos do nosso convívio, mas sempre presente em nossa lembrança, aliás lembrança que hoje está detonada com a notícia da morte do Olegário Siqueira Magalhães, o nosso Olegarinho, o soldado Magalhães, número 42, do nosso TG 217. O Olegarinho bom de dança, bom de papo e um grande companheiro dos longínquos anos 50 ou 60, quando ainda crianças fazíamos nossa festa na Praça Dona Ermelinda ou nos gramados da prefeitura.
Éramos um grupo unido e fraterno. Júlio, Thiara, David, Olegarinho, Gilson, Gilberto, Chuta, Rogério, Valadão, Cagiano e tantos outros que vão chegando a minha mente e o pensamento é cortado quando me lembro de nosso comandante, o Sargento Couto, que está lá em cima recebendo seu Soldado Magalhães, um baixinho ruim de tiro mas ótimo de cabeça e coração.
Quando o Ralph me passou a notícia eu fiquei tranqüilo, talvez já esperando pelo pior, a última sobre ele não tinha sido nada agradável, mas em poucos minutos a dor tomou conta deste peito aberto e as lágrimas não demoraram a chegar neste rosto que durante muitos anos sorriu com as piadas e as tiradas interessantes do nosso Olegário.
Diziam que eu dançava bem, sei disto e não tenho a modéstia de dizer o contrário, mas Olegarinho era um bom pé-de-valsa, aliás puxou o João Rosquinha, seu irmão, que era um excelente dançarino, mas o mano não fazia feio e, nos bailes no Clube Social de Pádua, era um dos primeiros a puxar a dama para o meio do salão e iniciar as contra danças.
Muitos plantões lado a lado, não se assustem, não foram plantões médicos, eram jornadas noturnas na sede do TG 217 e eu, como cabo de guarda, o tinha sempre no comando e os plantões com ele ao lado era a certeza de que o sono não chegaria. Sempre alerta e sempre amigo ele despertava quem pensasse em tirar uma soneca em serviço ou a espera de suas duas horas do plantão à porta da velha sede do nosso Tiro de Guerra.
Nossa turma era boa de bola, Thiara, Júlio e David eram os craques, nós outros éramos os esforçados e até nos destacávamos, porém o Olegarinho era ruim demais e nisto não puxou um dos manos, Genuíno, um dos melhores jogadores que vi jogar em toda minha vida esportiva. Ele ia com a gente para as peladas, mas nem mesmo no TG, onde todos jogavam tudo, o cara não tinha lugar entre os reservas, pelo menos. Era sofrível com a bola nos pés ou nas mãos.
O que me deixa assustado, meu amigo Olegarinho, é que o tempo passou prá você e nós, seus amigos, não tivemos nem tempo de nos despedimos , você estava longe e distância nos impediu o último abraço, mas com certeza, não terei uma última lembrança de ti e guardarei com carinho todos os momentos felizes em que estava ao meu lado, dançando, rindo, contando piadas ou cantando, com esta voz desafinada, o Virundum ou Mula Preta, seus hits favoritos.
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