<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204</id><updated>2012-02-11T03:22:11.647-08:00</updated><title type='text'>Papo de Botequim</title><subtitle type='html'>Papo de Botequim: Aqui eu publico as minhas crônicas enquanto não encontro patrocínio para lançar o meu livro.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>187</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4571416964081226114</id><published>2012-02-11T03:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-11T03:20:30.777-08:00</updated><title type='text'>As celebridades na terrinha</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Esta semana, folheando, via internet, um livro sobre o Estádio Presidente Vargas, o PV, de Fortaleza/CE, botei a imaginação para funcionar e a memória para trabalhar na busca por grandes personagens que já pisaram no gramado do Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, lá na minha terrinha querida.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tentei usar o chip do cérebro e guardar os nomes das celebridades no arquivo do laptop. Porém, tem sempre um porém, gostaria de contar a história de cada uma destas visitas e falar um pouco mais, por exemplo, da partida em que Garrincha marcou presença no Plínio Bastos de Barros, mas juro que tudo aqui no meu chip está apagado e não vejo nada na minha frente.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Soube, através de José Maria de Aquino, nosso conterrâneo celebridade, que Zezé Moreira levou o time titular do Fluminense, na década de 50, para uma exibição por lá e a cidade parou para ver os craques tricolores, campeões cariocas e com fama em todo território brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Vi e participei, dos jogos em que Quarentinha, artilheiro do Botafogo, atuou ao lado de Brito, que chegava da Copa de 1970 consagrado e, como estava brigado com Yustrich, aceitou o convite deste escriba para visitar a terrinha ao lado de veteranos craques da Fugap, na época o órgão oficial dos jogadores profissionais.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Mais tarde um pouco, na década de 60, o terrível Rink, de Bizuca, Alvinho, Márcio Siqueira, Braizinho, Silvinho, Emanoel, Frederico e tantos jovens craques, recebia sempre um grande time do Rio no Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, eram juvenis, como o Flamengo de Gerson, Germano, Espanhol e Beirute, que dois anos depois se tornariam titulares do time de Flávio Costa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vi Nélson, tido como craque do Olaria, enfrentar o Rink e ser batido inapelavelmente pelo craque Braizinho, e Nélson foi para o Flamengo levando Murilo, lateral direito, que também esteve na terrinha, de contra peso.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sabe quem seguiu como titular no rubro-negro? Murilo, que vestiu até a camisa amarela da seleção do Brasil.Ainda garoto fui ao gramado para entrar de mãos dadas com Ademir Menezes, um dos maiores craques do pais da geração antes de Pelé. Ademir, amigo pessoal do Jofre Geraldo Salim, vascaíno de quatro costados, foi a Miracema para se exibir para uma torcida que só o conhecia das páginas de jornais ou pelas ondas do rádio.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foi sucesso total e absoluto. Que baita lembrança eu tenho daquele dia.Lembram do Zequinha, aquele ponta direita sensacional, que começou no Flamengo, brilhou no Botafogo e foi ídolo do Grêmio Portoalegrense? P&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pois é, Zequinha é mineiro, de Leopoldina, e jogou algumas vezes com o baita time do Ribeiro Junqueira, campeão eterno da Zona da Mata, ali no Plínio Bastos de Barros, tenho certeza de que o Lula ou o Athaíde irão lembrar direitinho do veloz e driblador ponteiro.José Maria de Aquino conta outras histórias, como meu avô, meu tio Ary e meu pai Zebinho me contavam, mas aí o tempo era outro, o estádio em outro lugar e minha memória não tem alcance nestes tempos de glória e de um futebol mais romântico.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dizem até que era comum ver o Botafogo jogando por lá graças a interferência legal de Zezé ou Aymoré, ambos Moreira.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Tenho certeza de que o Gelti Rodrigues, cuja memória é bem mais dotada do que a minha, pode continuar este papo e lembrar de outras celebridades que nos visitaram nestes anos de vida do Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros. Enquanto isto vou pesquisando, procurando mais nomes e pedindo ajuda aos “universitários’ para complementar este papo de bola com os amigos e conterrâneos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Abro espaço para os irmãos Souza, para o Alvaro Leal Júnior, o Alvinho do Banerj,  para o Frederico Siqueira, para o goleiraço Rubinho Camelo e outros amigos e companheiros que sabem contar histórias e guardam todos os episódios no chip do cérebro. Mandem e-mail para adilsondutra@globo.com  para me alertar e fazer minha memória funcionar. Quais as celebridades que você viu jogar em Miracema?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4571416964081226114?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4571416964081226114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4571416964081226114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4571416964081226114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4571416964081226114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2012/02/as-celebridades-na-terrinha.html' title='As celebridades na terrinha'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4281987722849065461</id><published>2012-02-11T02:59:00.001-08:00</published><updated>2012-02-11T03:22:11.656-08:00</updated><title type='text'>A história de Ermê Sollon</title><content type='html'>&lt;b&gt;Os amigos me param na rua para um dedo de prosa e, geralmente, querem saber mais sobre Emernegildo Sollon, meu guru de longa data, e de suas histórias. No final de janeiro, ainda em Guarapari, o velho jornalista abriu o coração e me contou detalhes que só quem o conheceu ainda garoto, na pequena e pacata cidade de Miracema, no Noroeste do Estado do Rio, pode identificar.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;- Fui um menino comum, andei pela cidade a procura do que fazer para ajudar a família. Enquanto os amigos, filhos de médicos, advogados, bancários ou fazendeiros andavam pelas ruas com suas bicicletas ou jogando pelada no jardim ou no Rink, eu trabalhava duro para ter meu divertimento predileto, os seriados dos Cines XV e 7 nos domingos.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;A medida que Sollon contava sua história de vida os olhos dele brilhavam intensamente e, para minha surpresa, o velho amigo pediu uma cerveja e me fez companhia com pelo menos dois copos, que segundo ele era para abrir a mente.- Minha trajetória nas letrinhas foi difícil, jamais pensei em ser jornalista ou coisa parecida.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tudo aconteceu no acaso. Certa vez, trabalhando nos corredores do hotel que me empregava, encontrei um grupo de paulistas, todos bem vestidos e falantes, que vieram ao Rio para cobrir um jogo Brasil e Argentina, isto lá pelas bandas de 1957, e um garoto chamava a atenção de todos, Pelé, um neguinho do Santos bem admirado pelos jornalistas e torcedores de São Paulo.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Uma pausa para conversas em off, onde Sollon falou das suas estripulias com os jornalistas bandeirantes e sobre a noitada, na Lapa, onde conheceu a sua saudosa esposa, e, por pura saudade quase que a conversa parou por ali, se não fosse Dona Bilu puxar o papo para o seu Botafogo, falar de Nilton Santos, Didi e Quarentinha, a conversa não fluiria. Passada a emoção Sollon continuou a prosa e foi se soltando.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Ali, naquele momento, nasceu a paixão pelo jornalismo e como não era preciso diploma ou uma formação específica, fui me intrometendo no meio e em dois anos já estava na Rádio Vera Cruz, uma nanica carioca, fazendo meus comentários sobre futebol e política e ganhando fama de turrão e contestador.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Em 1960, continua ele, resolvei escrever umas crônicas, olha que não sabia sequer datilografia, eu tinha dificuldades para escrever à máquina e pedia para um amigo copiar o que eu ditava para ele, minha letra era horrível e o moço não conseguia decifrar as palavras que pretendia colocar no papel.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Interrompi para saber quem era o amigo e, para minha surpresa, o jovem citado trabalhou comigo por aqui e foi, logo depois, chefe de redação do Jornal dos Sports, para onde Sollon foi na metade dos anos 60 com a responsabilidade de cobrir o Flamengo e botar, semanalmente, sua coluna nas páginas do cor de rosa.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;- Que dificuldade, meu caro Dutra, ninguém podia saber que o Paulo escrevia para mim, claro que a ideia era minha, mas o complemento era sempre ele quem dava, aquele toque final para que a coluna fosse entendida pelos leitores, se mantivesse meu original eu estaria na rua antes mesmo da segunda edição.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Foi um sufoco, prossegue meu velho guru, a cada dia eu pensava comigo: E se o Paulo for embora, como é que vou escrever?  E aí, que sorte, surgiu um rapaz no escritório do hotel onde eu trabalhava, isto mesmo, mantive dois empregos para poder sobreviver, com boas ideias e com um texto muito legal, mas não queria aparecer, ser contador da empresa era o seu sonho.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Então, meu caro Sollon, você sempre foi um protegido? - Não, em pouco tempo estudei, me preparei e em dois anos lá estava eu, todo serelepe, fazendo meus textos e batucando na minha máquina de escrever, agradeço muito ao Paulo e ao Gonçalves a preciosa ajuda, porém, plagiando você, tem sempre um porém, tem dias em que me sentia completamente perdido sem a presença de um dos amigos redatores, mas deu para levar até o final de carreira e por onde passei sempre fui respeitado.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Prá fechar, meu caro Sollon, era normal, em seu tempo, estes autodidatas nos jornais? - Claro, não havia obrigatoriedade de diploma e sempre um mais ousado, como eu, pedia uma oportunidade e conseguia. Eu passei por muitos perrengues, mas com certeza posso dizer, poucos escreveram como eu, tendo ou não ajuda dos “universitários”. &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4281987722849065461?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4281987722849065461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4281987722849065461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4281987722849065461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4281987722849065461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2012/02/historia-de-erme-sollon.html' title='A história de Ermê Sollon'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5756623333754975954</id><published>2012-01-09T05:20:00.001-08:00</published><updated>2012-01-09T05:20:49.977-08:00</updated><title type='text'>Gonçalves Dias X Michel Teló</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu mais novo “amigo de infância”, Renato Caveare, me envia um torpedo, via Twitter, que julgo ser um dos mais interessantes deste novo ano que começa agora. “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, sorte sua poeta Gonçalves Dias, aqui, hoje em dia, é “Ai se eu te pego...Ai.. Ai”.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Diria Milton Leite: “Que beleza!” e eu digo, tudo o que penso em apenas uma frase inteligente, criativa e cheia de verdade. Que beleza! Caveare, sua inspiração pode até ter vindo da vizinha, conforme você me explicou em um novo torpedo, mas com certeza, usando a frase da moda, esta inspiração lhe foi passada pelo poeta, Gonçalves Dias, autor da bela “Canção do Exílio”, que um dia serviu de inspiração para este escriba falar de sua saudade da terrinha.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá, é o primeiro verso da poesia eterna do eterno poeta, já Michel Teló, o desconhecido que virou sucesso e, em breve, se esconderá de novo, diz a beleza: “Nossa, nossa, assim você me mata, ai se eu te pego, ai se eu te pego”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E o brasileiro, carente de inteligência e de memória, assume a mediocridade do autor moderno e a imprensa, ávida por uma grana extra no final de ano, faz alarde e expande esta “pérola rara” por toda mídia com apoio irrestrito dos novos ricos do país, os jogadores de futebol, cuja escolaridade é a mesma que os serviçais, da época de Gonçalves Dias, conseguiam ter, ou seja, a mínima possível.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Nosso céu tem mais estrelas, nossas várzeas tem mais flores, nossos bosques têm mais vida e nossas vidas mais amores”. Será que algum destes autores modernos, nem vou citar nomes para não ofender os amantes dos sertanejos e coisa e tal, teriam mente tão iluminada assim, como Gonçalves Dias?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pobre escriba, parece até que não conhece a segunda estrofe da música do momento. Veja só a graça, a beleza, a exaltação deste poeta maior de nossos tempos: “Delícia... Delícia... Assim você me mata... Ai se eu te pego... Ai se eu te pego”.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sentiram o clima de romantismo, de paixão, de clarividência? Nem dá para comparar com o poema eterno do poeta em questão, afinal “Não permita Deus que eu morra sem que eu volte para lá; sem que desfrute os primores que não encontro cá; sem qu’inda aviste as palmeiras onde canta o sabiá”, não será jamais compreendido por estas mentes abstratas e fechadas com as “belas canções” destes dias atuais.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Juventude que aprendeu a cantar com Xuxa, passou por Tiririca e hoje curte Teló e seus comparsas assassinando a nossa Música Popular Brasileira, que por pura falta de interesse das gravadoras, dispostas a lucrar com o “inteligente” novo público consumidor, empurra goela abaixo falsos sertanejos com o novo rótulo incluindo o adjetivo Universitário, para estes jovens sem qualquer interesse em nossa verdadeira literatur&lt;/b&gt;a.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5756623333754975954?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5756623333754975954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5756623333754975954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5756623333754975954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5756623333754975954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2012/01/goncalves-dias-x-michel-telo.html' title='Gonçalves Dias X Michel Teló'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6752822977604806809</id><published>2011-12-06T09:06:00.003-08:00</published><updated>2011-12-06T09:07:14.754-08:00</updated><title type='text'>Sócrates já é saudade</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um jovem talento teimava ficar em Ribeirão Preto, onde morava com a família e cursava medicina, curso custeado pelo Botafogo FC, tradicional tricolor da cidade. O assédio dos grandes da capital era intenso, mas o garoto teimava em ficar por ali, jogando futebol, estudando e freqüentando as mesas do Pinguim, a mais famosa casa de chope do país.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, um nome grande para um grande nome do futebol mundial. Como disse Ademir Tadeu, aqui abaixo, “morreu o homem, mas na história ficará registrada a sua genialidade dentro das quatro linhas”.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Morre Sócrates, o ídolo da Fiel Torcida do Corinthians, xodó de toda nação esportiva brasileira, aos 57 anos de uma vida totalmente atribulada e bem vivida, segundo seus amigos mais chegados.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como disse no meu texto abaixo, tive o prazer de conhecer o homem, apresentado que fui pelo José Maria de Aquino, e vê-lo jogar com sua elegância e categoria por diversas vezes, seja com a camisa do Corinthians, do Flamengo ou da Seleção Brasileira.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em Florença, quando por lá passei em 2008, em uma loja de material esportivo, perguntei ao rapaz, que falava um português ruim, mas que dava para entender bastante, o que foi a passagem do “Magrão” e do Edmundo pela cidade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- O Sócrates deixou saudades, era um moço simpático, introvertido e que gostava da cidade e da tradição de Firenze, mas o outro, referindo ao “Animal”, não fica nem mesmo lembrança, era prá nem ter vindo, arrematou o torcedor “viola”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fica a saudade e falar por aqui da carreira o dos motivos que o levaram ao óbito é bobagem, a grande mídia já trata do assunto com muita propriedade e a nós, cronistas interioranos e amadores, resta apenas dizer ADEUS e guarda a saudade no peito.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6752822977604806809?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6752822977604806809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6752822977604806809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6752822977604806809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6752822977604806809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/12/socrates-ja-e-saudade.html' title='Sócrates já é saudade'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1774960642130736968</id><published>2011-12-06T09:06:00.001-08:00</published><updated>2011-12-19T12:40:10.396-08:00</updated><title type='text'>O dia em que conheci o Dr. Sócrates</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma das primeiras investidas nacionais, como repórter de rádio, fiz pela Rádio Princesinha, de Miracema, no já longínquo anos 80, mais precisamente em 85, eliminatórias para a Copa da Espanha/86, quando o Brasil, já classificado, enfrentaria a Bolívia, eliminada, no Morumbi.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não interessa o resultado, o Brasil desmotivado empatou em 1x1 com os bolivianos e uma imensa vaia se ouviu nas arquibancadas do Estádio Cícero Pompeu de Toledo. E é justamente nisto que gostaria de chegar, as vaias não atingiram ao grande ídolo corintiano, Sócrates, que saiu do gramado com aplausos particulares.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Este baita ídolo eu tive o prazer de conhecer na sexta-feira que antecedeu a partida, jogada em 30 de junho de 1985, nas dependências do Hotel Brasílton, em São Paulo, quando fui ciceroneado por ele enquanto aguardava José Maria de Aquino em seu trabalho para a Revista Placar.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sentamos ao banquinho de madeira, no balcão do bar do hotel, ao lado do assessor de imprensa da CBF, Robério “Gata Mansa” Vieira, para degustar uma gelada e papear sobre futebol, noitada de boleiros, Bar Pinguim, Ribeirão Preto e até Miracema e sua Rádio Princesinha.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foram pelo menos três horas de um ótima conversa e, no meio do papo, surgiu o zagueiro Mozer, ex-Flamengo, que ao ouvir falar da minha terrinha se levantou de onde estava, no saguão, para fazer parte de nossa prosa e lembrar de quando por aqui esteve a serviço da seleção carioca de juniores, em 1982.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O papo do Brasilton terminou quando Telê Santana chegou. Precisava gravar uma matéria especial com o treinador da seleção e não havia chances. Talvez agora, com o apoio irrestrito de Robério Gata Mansa, o assessor, eu pudesse realizar. O jornalista foi lá e voltou com um outro não de resposta, Telê não queria conversar com a imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Abrimos mais uma cerveja gelada e Sócrates sumiu da roda. “Onde foi o Magrão?” Perguntou Mozer. E o assessor de imprensa deixa a impressão que com a passagem do técnico ele deu uma escapada para fugir da bronca.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ledo engano. Sócrates foi até onde estava Telê Santana e o trouxe pelo braço. “Este moço aqui, seu Telê, andou mais de mil quilômetros para conversar com a gente, não tem poder de uma Globo ou de uma Bandeirantes, sua rádio é pequenina e ele veio na marra, já dei minha entrevista a ele e agora é sua vez”, disse Sócrates ao comandante da seleção do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ainda inexperiente, liguei o gravador apressadamente e fiz a primeira pergunta, fugindo do assunto eliminatórias, futebol e outros assuntos que já estariam, na minha opinião, estressando o treinador brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;erguntei : - Como um mineiro, de família simples e sem grana, se sente em um hotel como aquele e vivendo momentos de glórias como treinador?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foi a deixa para uma bela entrevista, que o pessoal da Rádio Princesinha me fez o “favor” de apagar, e uma prosa que continuou após o desligamento do gravador, no mesmo balcão onde eu, Sócrates, Mozer e Robério Vieira sorvíamos nossa cerveja sem medo de ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira reconheceu este repórter em seu primeiro jogo no Maracanã, onde estava com a Difusora , em 1986, com a camisa do Flamengo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Trocamos um dedo de conversa antes do jogo e prometemos uma gelada para à noite, mas infelizmente não foi possível e apenas um abraço marcou a despedida, no vestiário rubro-negro, deste que vos vala e o craque que encantou o mundo com seu futebol inteligente como ele.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1774960642130736968?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1774960642130736968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1774960642130736968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1774960642130736968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1774960642130736968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/12/o-dia-em-que-conheci-o-dr-socrates.html' title='O dia em que conheci o Dr. Sócrates'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7459579667609906122</id><published>2011-11-27T02:30:00.001-08:00</published><updated>2011-12-19T12:31:16.543-08:00</updated><title type='text'>As canções de Sabat'o</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na sua despedida de Campos, onde ficou por algum tempo comandando o basquete masculino do Automóvel Clube, Zé Boquinha me presenteou com um CD de Sérgio Augusto Sarapo, Sabad’o, onde o cantor/compositor conta, em detalhes seus momentos em Santa Bárbara do Oeste, que me fazem recordar da minha infância/juventude lá na terrinha.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ouvi, pela primeira vez, ao lado do amigo que se despedia. Fiquei encantado com que lia, nas letras impressas na capa do CD, e a cada verso, a cada música, as lembranças da minha terra aflorava, para espanto do Zé Boquinha, que ficou perplexo com minhas comparações.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Coloquei o CD novamente prá rodar, ladeado de amigos da velha guarda, e começamos a enumerar as coincidências que marcam vida de um cidadão de Santa Bárbara do Oeste, como José Roberto Lux &amp;nbsp;e este que vos fala, Adilson Dutra, nas canções de Sérgio Augusto.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Logo de cara, na música que abre o disco, que ao invés de “Minha Santa Bárbara” poderia ser “Minha Miracema”, as lembranças da farmácia, da igreja, do jardim e até um bar, que na letra original seria do Bachim, mas na minha versão poderia ser do &amp;nbsp;meu saudoso pai, Zebinho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando fui até &amp;nbsp;Americana, cidade bem próxima de Santa Bárbara do Oeste, visitei a Sorveteria Popeye, para saber se realmente tinha algo a ver com a sorveteria do Abdo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Popeye é bem maior, porém, tem sempre um porém, tem o mesmo clima de amizade no ar e um ponto de encontro de jovens e dos casais da cidade. Será que na saída do cinema ali também era o ponto de encontro da turma do Sérgio e do Zé Boquinha?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na faixa três parece que encontro meu amigo Edil, lá de Venda das Flores, que nos deixou cedo demais, com sua bela história e toda trajetória de boleiro, namorador e um baita camarada. Sérgio Augusto Sarapo conta, em sua letra, a história do Zé Maria, que namorava às quintas-feiras, mas infernizava na área e sua chuteira não tinha medo de cara feia, como as do Edil.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não sabia se chorava. Não sabia se ria. Não sabia se chamava meus amigos para ouvir “Causos e Coisas”, “Pharmácia” ou “Lingua do P”, mas tinha certeza de que eles, se ouvissem “Amigos” desceria de cada uma das faces lágrimas de saudades do Professor Nézio.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O poeta lembra do seu ginásio, do seu basquetebol, da Usina e do jogo de botão, o suficiente para voltar no tempo e ver o Seu Nézio nos ensinando as primeiras lições de basquete na quadra do ginásio ou nos banhos de ribeirão nas águas do Santo Antonio, lá na Usina Santa Rosa, onde amigos se reuniam para o nado vespertino.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas ao ler a letra de “Bailes”, cá prá nós, a coincidência aumentou e a certeza de que as cidades de Miracema e Santa Bárbara podem estar distantes, mas seus filhos viveram as mesmas emoções, as mesmas sensações nos aero clubes de nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;“Escuta, moço, que é que você tem no bolso? Como é que fica quando a música parar?” Você vivenciou ou não esta situação? Parece até o velho Edmundo tomando conta dos bailes do grêmio ameaçando os alunos com suspensão por estar em situação vergonhosa, segundo ele.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A resposta parecia estar pronta, mas Sérgio Augusto foi feliz no complemento: “Onde já se viu dançar com drops Dulcora no bolso?”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Amigo, alma de guri voltando ao tempo. Tempo em que batíamos um pinho, eu, Luiz, Guilherme e Zé Maria e outros, sentados nos bancos do jardim, após cabular uma das aulas de artes ou religião.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É, meu amigo José Roberto Lux, nada como ser da geração 50/60. Nada como viver intensamente nossa infância ou juventude. Nada como ser feliz quando criança para não ser um estúpido qualquer quando adulto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Só prá fechar nossa conversa desta semana aqui no Dois Estados, cante comigo “Auto falante 9 de julho”, que me remete ao Cine Sete e ao cineminha do Zé de Assis, além, claro, do Jorge Ripada e seu serviço de sonorização da Praça Dona Ermelinda. Ali, ao lado do Mocinho e do Nicanor, aprendi a locução e onde aprendi os boleros. Aquele galpão e aquele coreto são os mesmos da Praça 9 de Julho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Um abraço poeta e “conterrâneo” Sérgio Augusto Sarapo, você cantou para sua Santa Bárbara do Oeste, mas seu amigo desconhecido está cantando suas poesias para nossa inesquecível Miracema.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7459579667609906122?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7459579667609906122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7459579667609906122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7459579667609906122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7459579667609906122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/11/as-cancoes-de-sabato.html' title='As canções de Sabat&apos;o'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8275848123866911638</id><published>2011-11-17T12:35:00.001-08:00</published><updated>2011-11-17T12:36:03.474-08:00</updated><title type='text'>Holanda tradicional e Rio Reno Fantástico</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Chegamos ao país dos diques, do futebol e da família real Orange Nassal para dois dias de permanência. Segundo os entendidos, a parte mais bonita do roteiro traçado pela CVC. Entramos por Roterdam, cidade em que se encontra o maior porto da Europa e fizemos um pit-stop em Haia a sede do governo holandês e não a capital do país, que é Amsterdam.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A dificuldade da língua, lá se fala o flamenco, o holandês. O povo é bilíngüe e fala, fluentemente, o inglês e,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;podem acreditar, não gostam muito disto. A&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;presença constante dos brasileiros por lá faz com que eles tentem se comunicar em nossa língua, afinal não é sempre que a grana entra por lá da forma que está entrando com os turistas do lado de cá.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em Haia passamos pelo parlamento, onde um "educado" holandês fechou a porta na minha cara, fizemos umas fotos do centro da cidade e dos canais que cortam a cidade onde Ruy Barbosa um dia foi personagem principal da Corte de Justiça Internacional, cujo palácio foi registrado em fotos interessantes por todos da nossa caravana.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na zona rural as explicações de como os holandeses venceram a guerra contra o Mar do Norte. Para explicar aos leigos que a Holanda, denominada por lá por Países Baixos, fica em média sete metros abaixo do nível do mar e conviver com o perigo das inundações fez com que o povo se unisse e transformasse toda costa de rios e praias em barreiras espetaculares, as quais chamam de dam, ou seja, diques.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Marken e Volendam são cidades ricas e que vivem da pecuária leiteira e da fabricação de queijos e chocolates, considerados os melhores do mundo. Nesta altura alguns já mostravam um cansaço normal para quem viajava há quase dez dias com programas intensos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;A ânsia de comprar lembranças, souvenires ou ver de perto as tradições de Amsterdam, como seu tradicional Bairro Vermelho, onde a prostituição é liberada oficialmente pelo governo fazia com que a motivação voltasse e o caminho ficava bem mais bem ladrilhado para nossa passagem.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As jovens mulheres bonitas ou não, sensuais ou não, se expõem em minivitrines envidraçadas e apenas uma cortina, fechada quando estão a trabalhar, esconde o minúsculo quarto onde os homens buscam prazer e programas diferentes no Bairro Vermelho, um local onde a maconha é liberada e a luxúria se misturam com turistas de todo o mundo que ali buscam a foto proibida para exibir os seus amigos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O gaúcho Luciano se perdeu, mas rapidamente se localizou e foi para o ônibus esperar a turma, talvez tenha levado bronca de Fernanda por olhar com interesse maior para as gurias das vitrines. Uma mineira, talvez da Tradicional Família Mineira, envolvida com aquele clima de sexo e drogas, desapareceu e deixou sua família preocupada por longos minutos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um telefonema, meia hora após o sumiço da senhorinha, o celular de alguém tocou e deu a boa notícia: “Dona “Fulana” já está no hotel, pegou um taxi e está por aqui bem acomodada”. Será que fugiu do programa alternativo traçado pela nossa guia Beatriz?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vinho, queijo e um passeio pelos canais de Amsterdam fecharam com chave de ouro nossa passagem pela Holanda. Companhias agradáveis e conversas inteligentes e olhares presos na arquitetura holandesa no entorno do canal, que data dos anos 1300 foi algo que deixou uma boa foto na máquina ou na retina.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seguimos pela Alemanha e passamos por algumas cidades, eu disse passamos, como em Colônia, onde o tempo dado foi suficiente para entrar na Catedral de Colônia, dedicada a São Pedro e Maria, cuja construção foi iniciada em 1248, sofreu 14 ataques de bombas na Segunda Guerra Mundial, e foi completada em 1956.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E para fechar o papo sobre esta viagem de doze dias por cinco países e 14 cidades, não encontro palavras para descrever o passeio de barco pelo Rio Reno, entre Colônia e Frankfurt, que nos deixou intensamente extasiado e com o peito sangrando lágrimas de alegria e a cabeça feliz por ver, sorvendo uma boa cerveja alemã, todo esplendor de um dos rios mais tradicionais da Europa.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De Frankfurt a São Paulo, de São Paulo ao Rio e do Rio para Campos, aonde cheguei por volta das 15 horas da segunda-feira, 14 de novembro, ainda pensando no roteiro e nos amigos que fiz durante todo trajeto, pena meu caro Alcione, que quando cheguei ao Brasil fiquei sabendo da vitória do seu Coritiba sobre o meu Flamengo. Tem forra em 2012.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Abraço a todos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8275848123866911638?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8275848123866911638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8275848123866911638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8275848123866911638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8275848123866911638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/11/holanda-tradicional-e-rio-reno.html' title='Holanda tradicional e Rio Reno Fantástico'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-312756800127001538</id><published>2011-11-17T12:32:00.001-08:00</published><updated>2011-12-06T09:07:41.728-08:00</updated><title type='text'>O lado hilário da viagem</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A viagem, a partir de Londres, ficou mais corrida e as cidades seguintes seriam apenas de dormitório, exceto Amsterdam, na Holanda, para nossa chegada ao ponto de retorno. A partir daí meus parceiros Roberto/Andréia e Álvaro/Kelly, não estavam presentes, retornaram ao Brasil após a primeira semana de viagem.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi a chance de formar novas parcerias e conviver com gente disposta a se abrir e conhecer novidades, como o casal Cristina/Carlos Ivan, Fábio/Elaine, Abenildo e esposa e, que juntos com Fátima/Antonio, Fernanda/Luciano e outros que a nós se juntavam a cada descida do ônibus, faziam que o cansaço fosse esquecido e as gargalhadas chegassem a cada uma aventura de um dos nossos em tentar se comunicar na língua dos nossos anfitriões.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma das moças solteiras de nosso grupo se meteu a reclamar com o recepcionista do hotel, em Bruxelas, que sua cama era ruim e que teria dores na coluna no dia seguinte se dormisse naquele treco. Tudo bem, eu também reclamaria, porém, tem sempre um porém, imagine você se eu tivesse que fazer os largos gestos da guria para explicar como ela se sentia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Levava a mão ao rosto, para mostrar que queria dormir, levava a mão as costas para dizer que teria dores na coluna, levava a mão a cabeça em desespero por não ser atendida. Dureza total até chegar o Rodrigo, um gaúcho poliglota, que saltou a moça do sono intranqüilo.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Please, eu quero dormir, você me entende? Eu terei dores se não “to sleep” tá me entendendo? Foi patético, mas nada que não pudesse ser resolvido, assim o o gelo na Pepsi de Fátima, que gostaria de mais uma pedras de ice no seu copo e o garçom não entendia.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Por favor, eu quero mais uma pedra de ice? Repetia e como o cara não vinha o Luciano, outro gaúcho, foi lá e resolveu o problema pegando o gelo com as mãos e colocando no copo da paulista.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se eu dei mancada? Claro, perguntem a qualquer um do ônibus, mesmo aqueles fluentes na língua dos caras, se não passou por um momento de risos ou constrangedor? Tudo faz parte do programa e faz parte do roteiro dos bons viajantes.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas eu dizia que a partir de Londres a viagem seria corrida e com pouco tempo para descanso. Bingo! &amp;nbsp;Brugges, uma bela cidade belga, foi ponto de “parada ténica” como diria Beatriz no seu portunhol, nos mostrou belas paisagens e a primeira prova de como os europeus reagiram a Segunda Guerra e iniciaram a reconstrução de suas cidades.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bruxelas tem a mais bela praça do mundo, segundo o escritor Victor Hugo, autor de “Os Miseráveis”. Vi e comprovei que realmente é maravilhosa a tal praça e que deveria ser vista pela manha, sob o sol ou uma intensa claridade, e não à noite, com frio e neblina atrapalhando nossos flash das máquinas fotográficas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi em Bruxelas que vi os primeiros mendigos da Europa e os primeiros casos de “golpe” dos garçons sobre os incautos brasileiros.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fabio e Carlos Ivan, acompanhados de suas esposas, foram jantar na praça após o banho e um breve descanso no hotel e foram contemplados com uma bela conta triplicada e quando tentaram um diálogo os moços de lá usaram a língua flamenca e escapuliram sorrateiramente com a grana cobrada a maior no cartão de crédito.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Luciano não quis ficar para conhecer as cervejas belgas, cujo teor alcoólico chega a 9,5%, ciceroneado pelo recepcionista do bar, o brasileiro Gustavo, nascido em Varginha, Minas Gerais, e também foi premiado com um troco em moedas de pesos mexicanos, que, pensando bem, não valem definitivamente nada em relação ao troco pretendido por ele.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltar a Bélgica? Não. Foi um passeio corrido mas em tempo de apreciar o que se há de melhor no país. Valeu a pena.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-312756800127001538?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/312756800127001538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=312756800127001538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/312756800127001538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/312756800127001538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/11/o-lado-hilarico-da-viagem.html' title='O lado hilário da viagem'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8475670795361043454</id><published>2011-11-17T12:30:00.001-08:00</published><updated>2011-11-17T12:30:59.896-08:00</updated><title type='text'>Uma ilha chamada Londres</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sair de Paris foi difícil, a cidade respira cultura, tradição, moda e deixar a capital dos franceses logo em uma manhã de domingo não foi bem recebida por todos, mas assim estava no programa e lá formos nós rumo a Callais, norte da França, para atravessar o Canal da Mancha até o estreito de Dover, na Inglaterra, segunda etapa de nossa viagem pela Europa.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não contei, no primeiro texto, &amp;nbsp;o entrevero com a nossa guia, Beatriz, no Museu do Louvre, em Paris, para defender os que não seguiriam para Versalles e foram deixados no local e receberam a informação: “Vocês ficam por aqui e se virem para chegar ao hotel”. Não gostei, falei o que pensei e fui defendido por muitos dentro do ônibus, mas não valeu nada, os amigos ficaram no meio do caminho.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bem, aí veio o troco da nossa guia. Na fronteira, antes de pegar o navio que nos levaria até a Inglaterra, tem a Polícia Federal Inglesa com sua arrogância e exigência para nos dar o visto de entrada naquele país, aliás o único que faz tantas exigências.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tive problemas com a policial que me entrevistou, que queria saber até a cor de minha cueca, mas permaneci calmo, apesar de estar tenso demais, afinal não estava no meu programa ficar esperando o grupo no lado francês enquanto eles curtiam Londres.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bia, a nossa guia, se meteu no papo e sentiu que estava me perdendo com meu horrível inglês, e traduziu todas as minhas respostas, e de Marina, e lá fomos nós, com o passaporte carimbado, visitar a capital dos ingleses.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O frio, a altura já era maior, cinco graus e um vento diferente da França, que queimava o rosto e deixava minha orelha mais gelada do que picolé do Abdo. Qual era o melhor programa londrino?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na opinião de todos o passeio pela roda gigante mais famosa do mundo, a London Eye, mas este escriba queria mesmo era conhecer um pub inglês, sorver uma cerveja e comer um tira-gosto típico dos vermelhos cidadãos ingleses.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ainda bem que ambos os programas estavam no roteiro e pudemos conciliar os gostos das madames, que queriam ir as compras na Harrods, a mais badalada da cidade. No pub a cerveja foi aprovada e o ambiente foi comprovadamente o de um tradicional recinto cervejeiro internacional. Mulheres elegantes, homens feios, muita conversa, fumaça de cigarros e cheiro de carne no ar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E alguém aí pensa que eu subi a London Eye no dia seguinte, pela manhã? Acertou quem disse que não. Não tenho medo de avião ou de velocidade na estrada, mas ficar a 135 metros de altura, andando lentamente sob o Rio Tamisa e arredores de Londres, e esperar por 45 minutos &amp;nbsp;para voltar a terra firme só com muito Rivotril, e como pretendia experimentar outras cervejas dos ingleses fiquei no solo esperando Marina e o grupo voltarem da aventura.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como toda criança brasileira, que acredita que a monarquia é luxo e riqueza, sonhava em assistir a “Troca da Guarda” no Palácio de Buckinghan, onde mora a Rainha Elizabeth, seus filhos, neto e uma imensa corte que serve os donos do poder na Inglaterra. Vi a banda marcial da Rainha entrar imponente e tocando dobrados já conhecidos por mim.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vi os sisudos soldados da Rainha marcharem e, dizem alguns, que até o Príncipe Harris, filho de Charles e Diana, estava por lá. Não vi, mas creio no Antonio e na Fátima que disseram ter visto o novo solteiro mais cobiçado do reino.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foram mais três dias andando pelas ruas de Londres, como ricos fossemos e, sem surpresa alguma, esbarrávamos a cada momento com um brasileiro pelas calçadas lotadas da Trafalgar Square ou da Picadilly Circus em busca de compras e fotos que marcam suas presenças da sisuda, mas simpática, cidade de Londres.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8475670795361043454?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8475670795361043454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8475670795361043454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8475670795361043454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8475670795361043454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/11/uma-ilha-chamada-londres.html' title='Uma ilha chamada Londres'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3196453298524944827</id><published>2011-11-17T12:29:00.001-08:00</published><updated>2011-11-17T12:29:14.698-08:00</updated><title type='text'>Sob o céu de Paris</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que Paris chorou tanto no dia em que por lá cheguei? Seria a presença incomoda de alguns asiáticos, que enchem suas praças e monumentos com seus flash e objetivas de alta potencia? Não creio. Me parece que foi apenas uma chance de mostrar que a cidade também é bela sob forte temporal.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E foi assim que vi Paris pela segunda vez. Uma torrencial chuva caia sob a “Cidade Luz” mas não suficiente para deixar o grupo de brasileiros pensando em permanecer em hotel ou em um bar para fugir dos pingos que caiam fortemente sobre toda França.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Repeti o mesmo city tour de 2008, porém, tem sempre um porém, de tão lindo o visual que mesmo repetido parece nos apresentar diferente. E o foi, da primeira vez, em sol de início de outono, a luz natural brilhava e não ofuscava a beleza da Torre Eiffel, que desta vez foi vista, fotografada e filmada sob chuva e, como uma “deusa” lá estava ela imponente e bela.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A grande surpresa ficou para o final da noite, no Hotel Ibis Bastille, quando dois casais, sentados ao nosso lado no jantar, perguntou:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Conheço você de algum lugar. De onde vocês são?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Sou de Campos, interior do Rio. E vocês?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Por isto que disse que o conhecia, vejo sempre sua foto no Diário. Eu e minha esposa Andréia somos de lá e meu irmão Álvaro e esposa Kely são de Vitória, disse Roberto, proprietário da loja Taco, em Campos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi a senha para que daí surgisse a terceira dupla do grupo e alguns bons programas foram realizados nos três dias de permanência em Paris. Nova visita ao Louvre, passeios a pé pela cidade e, seguindo mapa e placas, na manhã bonita e ensolarada de sexta-feira chegamos até a Catedral Notre-Dame, construída a partir de 1163 em homenagem a Maria, Mãe de Jesus, daí o nome Notre-Dame (Nossa Senhora).&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aos poucos, durante os passeios guiados pela espanhola Beatriz, íamos conhecendo o grupo e nos enturmando com os “habitantes” do ônibus conduzido pelo também espanhol Paco.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As apresentações eram informais e sem títulos antes do nome, como por exemplo Carlos Ivan, que é médico ou Fabio, que é Juiz de Direito, nada de vaidade pessoal e sim muita confraternização durante todo trajeto, que ali se iniciava, e só terminaria dez dias depois na Alemanha.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Formamos um grupo homogêneo e pontual, o que ajudou bastante nas visitas programadas ou nos passeios extras, que o frio de sete graus em média não interrompeu ou dificultou, muito pelo contrário, era uma atração a mais para os brasileiros amantes de viagens e de novas aventuras que formavam o grupo da Condor, uma operadora européia, baseada em Madrid, contratada pela CVC para nos acompanhar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Repeti alguns passeios de 2008, mas criei coragem para subir a Torre Eiffel, ver Paris pelo alto e sentei-me em um dos cafés da cidade para curtir o que os intelectuais europeus mais apreciam, o Café de Paris sentado à mesa com um bom livro a ler ou um jornal para se informar sobre o que acontece no mundo atual.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você pensa que a chuva nos acompanhou? Foram três dias claros e houve até momentos em que me lembrei da música de Edith Piaff, “Sob o Céu de Paris”, que diz, em um de seus versos: “Sob o céu de Paris caminham os apaixonados”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3196453298524944827?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3196453298524944827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3196453298524944827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3196453298524944827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3196453298524944827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/11/sob-o-ceu-de-paris.html' title='Sob o céu de Paris'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1859956945281338915</id><published>2011-10-31T10:12:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T10:12:03.906-07:00</updated><title type='text'>Bebidas &amp; Comidinhas estão em falta?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sSoWCcQZmO4/Tq7W3HbuTeI/AAAAAAAAA0A/xqXwvkM9gNU/s1600/tiragosto" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-sSoWCcQZmO4/Tq7W3HbuTeI/AAAAAAAAA0A/xqXwvkM9gNU/s1600/tiragosto" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Já comentei por aqui que os botecos não nos oferecem mais aqueles quitutes do tempo de minha juventude. Não só por aí, na nossa “Santa Terrinha” que existe tal reclamação. Aqui, na tradicional Campos, que hoje é dos Goytacazes, os pasteis de dona Odete não são mais aqueles desde que ela se foi para o andar de cima, a empadinha do Bar Capital parece ter uma nova receita, o quibe do Cantão já não é tão libanês assim, etc e tal.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Onde comer, por aí na terrinha, um pastel como aquele da minha avó Maria, que a gente encontrava no Bar do Zebinho? Onde comer aquela coxinha do Bar do Zé Careca? E aquele pernil de dona Beleza, lá no bar do Toninho Richard, será que alguém faz igual nos tempos modernos? E o chapa do Bar Pracinha? Sei não, acho que será preciso voltar no tempo ou então imaginar comendo um bife do Angeludo ou do Farid, caso contrário será difícil encontrar igual por aí.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sabe o motivo desta baita saudade? Na última vez que estive por aí girei com os amigos Souto e Caveari pelos bares e, felizmente, encontramos um bife gostoso e no ponto ideal para acompanhar nossa cerveja da noite. Sentamos no Bunda de Fora, do amigo Sebastião, e senti que ainda existe carne decente na cidade. Boa, gostosa e no preço que um ser normal pode pagar.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ei, não pense que estou fazendo comercial ou tentando ganhar o prato do dia como pagamento do merchan aqui no espaço. Pode ter certeza que não e, para justificar a livre iniciativa, recomendo também a Kafka do Chaquib Mansur, no Mercado Municipal, que trouxe para Campos e foi bastante elogiada pelos amigos do Armazém do Lenílson, local sagrado da turma de cervejeiros das sextas e sábados.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segundo o Renato Caveari a turma que freqüenta o Bar do Melado sabe das coisas e bebem pensando na Kafta do Chaquib e nos pratos deliciosos feitos com linquiça, que podem ser encontrada no açougues do Norton e do Lenílson, que por sinal também fazem parte do cardápio de minha turma aqui da intrépida Campos dos Goytacazes.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas ainda falta algo, ainda faltam aqueles picadinhos deliciosos que a gente saciava a fome no Mocambo, do Nego, que eram complementados com o pão quentinho comprado na padaria do Leco, que herdou do seu pai, Olímpio, o jeito de fazer um pão pequeno e delicioso, que por sinal também não se acha mais na cidade. Ou sim?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hoje, pelo menos aqui na nossa Campos, o Botequim do Seu Evaldo oferece um variado cardápio para tira-gosto e mata-fome dos biriteiros de fim de noite ou final de semana. Bolinho de carne-seca com abóbora é o mais pedido pela turma aqui de casa, o picadinho não é como aquele do Nego, que falei acima, nem a batata se parece com a do Bar Pracinha, mas dá para sentar, tomar dois ou três chopes e ficar com o “bucho” cheio e pronto para mais duas ou três rodadas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E por falar em bucho, que é que faz um bucho a milanesa como dona Lili fazia lá no Bar do Zebinho? Quem é que faz um choriço de porco como o Lúcio servia em seu bar, na Rua da Laje? Quem faz aquelas frissuras de porco como fazia o pessoal do Bar São Jorge?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Podem ficar com água na boca, meus amigos e leitores, eu ainda estou procurando um lugar para sentar, beber e, de vez em quando, beliscar algo saudável e de acordo com a recomendação de meu cardiologista. O que se encontra por aí são churrascos suculentos, carne fora do ponto e um punhado de bolinhos, coxinhas ou salgadinhos que não condizem com o &amp;nbsp;tradicional tira-gosto do cervejeiro que gosta de seu copo sem gordura e com a espuma sendo o principal elemento do liquido sagrado.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1859956945281338915?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1859956945281338915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1859956945281338915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1859956945281338915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1859956945281338915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/10/bebidas-comidinhas-estao-em-falta.html' title='Bebidas &amp; Comidinhas estão em falta?'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sSoWCcQZmO4/Tq7W3HbuTeI/AAAAAAAAA0A/xqXwvkM9gNU/s72-c/tiragosto' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-350522242506850919</id><published>2011-10-26T04:27:00.001-07:00</published><updated>2011-10-26T04:27:38.664-07:00</updated><title type='text'>Onde estão minhas fotos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É, minha gente, preciso contar mais detalhes de minha curta carreira de artilheiro aqui no nosso espaço. Na última coluna, quando contei que fui responsável pela virada sobre o Porto Alegre, marcando os dois gols da vitória por 3x1, teve gente que torceu o nariz e muitos nem sequer sabiam que fui um dos artilheiros preferidos dos treinadores da cidade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No final de semana seguinte a publicação da coluna, aqui no Dois Estados, estive na terrinha para visitar meu amigo Celestino Sales, meu dentista oficial, e na passagem pelo Tio Nilo’s, ali na Nilo Peçanha, o Fuka questionou a veracidade do comentário sobre o jogo citado. Felizmente o Zé Carlos Cabreira estava ao lado e deu o aval necessário para este escriba, que pode até inventar histórias, mas mentir, jamais.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Só escrevi na primeira pessoa porque o goleirão Rubinho Camelo, um dos maiores da cidade em todos os tempos, me cobrou: “Adilson, você deve contar suas passagens, você tem muita história legal prá contar e muitos gols para celebrar”. Viu só, meu caro Rubens Serrano, o que aconteceu? Eu contei minhas glórias e a turma, que não viu, não acredita.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Também pudera, eu não tenho nem fotos para mostrar. Já contei aqui que me roubaram minha residência e levaram todos os jornais, fotos ou documentos dos tempos em que brilhei no Esportivo, Vasco, Miracema, Tupã e outros times da região por onde passei. Lembra daquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo, que pergunta: “Tem comprovante?” Então, estou ferrado, não posso contar meus causos aqui no espaço.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Neste mesmo dia, lá no escritório de contabilidade do Lauro e do José Carlos, conversei bastante com meu amigo João Campeão, zagueiro citado naquela danada da coluna passada, e o cara me mostrou cinco ou seis fotos do nosso Esportivo velho de guerra. Sabe quem não está em nenhuma das fotos? Isto mesmo, este que vos fala neste momento.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vi fotos do ataque dos sonhos do Bizuca: Cacá, Júlio e Tiara, e no meu lugar estava Zé Paulo, saudoso atacante/zagueiro trombador e caneludo. Vi fotos com um ataque onde sempre pensei jogar, com Arani, Ginado e Pintinho, mas sabe quem estava lá no comando? Otavinho, já veterano e tomando o lugar deste camarada aqui, ainda em idade juvenil.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vi outras fotos com todo mundo da minha turma, Gilson, Ariel, Batista Leite, Zé Navalha, Davi, Piaza e outros garotos bons de bola daquele tempo de ouro do futebol de Miracema. Ao lado do Nenenzinho, que jogou comigo tanto no Miracema quanto &amp;nbsp;no Esportivo, tenho várias fotos, porém, tem sempre um porém, não as encontro e quando vejo o saudoso amigo em uma foto me pergunto: Onde é que estou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E aí, meu caro Fuka, ainda bem que você já me viu jogar lá pelas bandas do sítio do João Moreno, onde também fiz meus golzinhos, mas foto destes eventos, que é bom e eu preciso, não tenho mais nenhuma. Apelo, mais uma vez, para os amigos que as tenham para que me envie para devidas necessidade de “matar a cobra e mostrar o pau”.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Da próxima vez em que tiver de contar uma passagem ou um momento de glória, vou chamar o Alvinho Banerj para ser testemunha do causo, afinal, diziam os amigos lá do banco, que o Alvinho parece até que rascunhou a Bíblia, sabe tudo mais dez por cento do que acontece ou aconteceu nos eventos futebolísticos da cidade, ou então, trazer para a rua o amigo Rubinho Camelo para contar minhas peripécias de atacante veloz e impetuoso. Certo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-350522242506850919?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/350522242506850919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=350522242506850919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/350522242506850919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/350522242506850919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/10/onde-estao-minhas-fotos.html' title='Onde estão minhas fotos'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8272917125305687096</id><published>2011-10-25T03:21:00.001-07:00</published><updated>2011-10-25T03:22:00.423-07:00</updated><title type='text'>O perigo das lentes da TV</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na quarta-feira, quando via a abertura da jornada pelo Sportv HD, para Santos x Botafogo, assisti o desfile da câmara pela Vila Belmiro e um foco em um casal, que namorava nas arquibancadas. O moço, instantaneamente, deu um passo para trás e fugiu do foco das lentes neles direcionadas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dei um giro no tempo e voltei ao ano de 1986 e ao Rock In Rio, primeira edição, quando dois amigos meus, não me cobrem os nomes por favor, ambos já não estão entre nós, foram ao festival de rock escondidos, um da esposa e outro da então namorada.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Show de James Taylor bombando e a Globo mostrou parte do espetáculo ao vivo e deu ênfase ao público, que lotava a primeira “Cidade do Rock” montada por Roberto Medina. E, para a surpresa de ambos, as lentes se voltaram para a dupla e Campos inteira viu a festa de ambos, não com namoradas, mas vivendo o melhor momento do artista norte-americano.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não sei como é que os dois explicaram no trabalho ou em casa, mas alguns anos depois a cena se repetiu com um vizinho meu, no Maracanã e novamente as lentes das câmaras globais traíram um amigo meu.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O tricolor disse a esposa que iria a um congresso médico em São Paulo e que não voltaria no final de semana, aproveitaria para uma visita a um hospital paulista, no final de semana, para se especializar em alguma novidade médica que chegava ao Brasil.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tudo bem. Nada que um casal amigo não pudesse fazer para o jovem médico. Porém, tem sempre um porém, a esposa resolveu assistir Palmeiras x Fluminense e me ligou como é que comprava o jogo na Globosat. Expliquei que seu marido tinha o pacote completo e era só sintonizar no canal 122 para ver o jogo na íntegra.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dez minutos de jogo e o telefone toca:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Adilson, você está vendo o jogo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Sim. Estou vendo Palmeiras x Fluminense, respondi a esposa aflita.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Olha só aquele vigarista vestido com a camisa do Fluminense bem ali na arquibancada, é o meu marido. Filho...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Qual o problema, menina, ele deve ter arrumado uma folga e foi ao Parque Antártica.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Pode ser Antártica, Brahma ou Skol, eu não me importaria, mas o desgraçado está abraçado com uma piranha e eu conheço aquela p....&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Olhei mais atento e realmente o amigo pisou na bola e levou de goleada. Nem sei se o Fluminense venceu o jogo, mas ele, o jovem médico, ficou sem esposa naquele domingo à tarde e por sorte naquele tempo não havia celular para um esculacho ao vivo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hoje, com as lentes potentes das emissoras de televisão, é preciso ter cuidado para não ser flagrado, como foi o paranaense na Copa dos Estados Unidos, em 1994. O moço era fugitivo da Polícia Federal, aqui no Brasil, e resolveu dar as caras no estádio onde o Brasil jogava contra a União Soviética e, azar do dele, acompanhado de uma loura de “fechar o comércio”.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O devedor ficou a ver navios e foi preso logo ao sair do estádio e voltou ao Brasil sem a loura espetacular e ao invés de uma aliança para o casamento ganhou um par de algemas bem apertado.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8272917125305687096?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8272917125305687096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8272917125305687096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8272917125305687096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8272917125305687096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/10/o-perigo-das-lentes-da-tv.html' title='O perigo das lentes da TV'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3837403577160781014</id><published>2011-10-06T13:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T09:40:21.729-07:00</updated><title type='text'>Viajando com Ermê Sollon</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;b&gt;No final de semana que passou, levei meu amigo Ermê Sollon ao Braseirinho e conversamos longamente sobre futebol, viagens, negócios, jornalismo e aposentadoria entre outros assuntos possíveis em uma mesa de bar.&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Meu bom amigo Motta, que também visitava a cidade,  sentou-se à mesa e nos proporcionou momentos agradáveis com sua prosa inteligente e arrancou, do fundo do baú, histórias maravilhosas do nosso Ermenegildo velho de guerra.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;O garçom Jacaré de quando em vez provocava um debate quando o assunto era viagem, falando que por aqui as nossas cidades não ficam devendo nada as visitadas por Sollon no Velho Continente, sem falar nas provocações com o Flamengo do veterano jornalista, que naquele final de semana enfrentaria um São Paulo FC embalado.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;- O senhor deve conhecer Recife não, seu Ermenegildo?- Sim, garoto. Conheço Recife e, para seu governo conheço também Veneza. Não dizem que Recife é a Veneza brasileira? Então, fui lá prá conferir e gostei das duas. Cantei músicas napolitanas nos canais de Veneza e nos bares de Recife ouvi, cantei e dancei cocô, forró e baião.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;E foi só fazer a primeira comparação que o assunto ficou fixado nas viagens, Motta e este escriba, apesar de viajantes experientes, não temos dez por cento das histórias de Ermê Sollon, que com cinco Copas do Mundo, duas Olimpíadas e um punhado de viagens acompanhando seleções brasileiras, times cariocas e políticos famosos, nos deixa anos luz de seu currículo.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Contei que conheci o Vaticano, mas que visitei a Candelária, no Rio de Janeiro; falei da minha chegada a Fátima, em Portugal, onde me emocionei até as lágrimas, mas a passagem por Aparecida, em São Paulo, ao lado do amigo Carlos Barreto, também me deixou com olhos marejados.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;As igrejas de Barcelona, com majestosas obras do mestre Gaudi, me impressionaram tanto quantos as de Minas Gerais (Ouro Preto, Mariana e Tiradentes) com obras do mestre Aleijadinho.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Cacá Motta me lembrou que passamos pelo Louvre, na França, e imediatamente me lembrei dos museus da Quinta da Boa Vista e de Petrópolis, ambos imperiais e ricos em recordações de nosso Império, sem falar no Museu da Língua Brasileira e do Museu do Ypiranga, ambos em São Paulo. &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Meu primo Miguel Antinarelle mora em Latina, nas proximidades de Roma, e passeamos por lá e subimos as colinas para ver a Cidade Eterna do alto e conhecer uma cidade medieval, mas dizendo aos amigos que conheço também as colinas de Palma, Minas Gerais, terra natal de Miguel, que nos faz lembrar dos tempos de fartura do ouro no país.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;São viagens inesquecíveis, como sentar à beira do Tejo para um vinho acompanhado de um bacalhau à portuguesa, mas falando em vinho que tal nos lembrarmos das visitas as Serras Gaúchas onde o frio, em julho, lembra bem a gelada Suíça e os Alpes maravilhosos? Sim, ali no sul também se toma ótimo vinho e Gramado é daquelas cidades que todos um dia querem visitar ou retornar para um novo passeio.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;- Paris é festa, é eterno. Londres e seu clima instável também é aconchegante, me lembra muito as noites em Porto Alegre, diz Ermê Sollon. Sei que muitos me criticam quando faço estas comparações.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Lá no boteco, em Niterói, segue Sollon, muitos me perguntam se conheço os Estados Unidos e para deleite dos meus companheiros eu dou minha opinião, que eles não cansam de ouvir: Não gosto dos americanos e detesto políticos, por isto não fui aos Estados Unidos, nem na Copa, e jamais quero ir a Brasília.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;E, para ilustrar e botar um ponto final na conversa, o Abraão quer fechar o estabelecimento, eu completei: Se Paris é festa e Londres é aconchegante o mesmo eu digo de Salvador, uma festa em cada dia, e de Fortaleza, uma cidade acolhedora e bela que não podemos esquecer.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Torre de Pisa é legal, as pizzas das noites paulistanas também é turismo. Navegar pelo Rio Sena, em Paris, é delicioso, porém, olha outro porém aí, andar pelo Pantanal Mato-Grossense é muito mais emoção mais emoção.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;E na hora do fechamento o gaúcho Abraão, viajante voraz, deixou o recado: - Viajem pelo mundo, mas conheça este nosso Brasil velho de guerra, que também é gostoso, bonito e cheio de atrações.&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3837403577160781014?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3837403577160781014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3837403577160781014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3837403577160781014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3837403577160781014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/10/viajando-com-erme-sollon.html' title='Viajando com Ermê Sollon'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3761990174661698022</id><published>2011-10-06T11:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T09:41:31.892-07:00</updated><title type='text'>Os clássicos de cá e de lá</title><content type='html'>&lt;b&gt;Vendo agora, na telinha da ESPN, o clássico da terra dos Beatles, Everton x Liverpool, dou uma guinada no tempo e vejo o azul,do Paduano, e o vermelho, do Tupã, em campo. Sim, é saudosismo mesmo, sem dúvida.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que vejo, na bela imagem em HD na minha tevê, me leva de volta aos anos 60 e aos grandes jogos, verdadeiros clássicos regionais, lá no meu Noroeste Fluminense, que aliás, naquele tempo, ainda era chamado de Norte Fluminense.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bons duelos entre os vermelhos do Tupã, que tinha o gênio Ademir, o craque Totô, o classudo Alvinho, Bizuca, no gol e o xerife Valdir, na zaga. No azul Paduano o craque Euber, o ótimo Homero, o valente Conguinha, e o viril zagueiro Barão.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Participei de alguns, mas os que vi, como torcedor foram os melhores, pois não saí contundido e nem esfoliado pela zaga paduana, e assim era bem melhor porque podia ir ao cinema, namorar ou tomar um sorvete no Abdo sem ter que ficar com gelo no rosto ou curativos nas canelas, conquistados quando tinha que enfrentar a violenta zaga do Paduano EC.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ah! Que bom seria se naquele tempo os nossos árbitros fossem mais bem preparados e tivessem mais autoridade, como este inglês, que acaba de expulsar o volante do Everton por falta violenta, que não chega nem perto daquelas que Valdir, Ataíde, Barão, Conguinha e tantos outros zagueiros lá da região faziam nos pequeninos atacantes que enfrentavam.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aliás, e a propósito, é bom lembrar um episódio acontecido no Estádio Plínio Bastos de Barros, o Municipal de Miracema, com este escriba e o técnico Jair Polaca, momentos antes de um jogo contra o Porto Alegre, de Itaperuna, que tinha uma zaga pesada e que, segundo Polaca, “batia até na mãe”.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu estava escalado e o treinador chegou e pediu para eu ficar de fora. “Vou botar o Onofre e o Besouro no ataque e você fica na reserva, algum problema?” Como sempre fui educado e era amigo pessoal do Polaca, por quem sempre nutri um carinho muito grande, concordei e só queria ouvir as explicações dele sobre esta mudança.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;- Vou botar os dois parrudos lá na frente para dar porrada nos zagueiros dos caras, depois, no segundo tempo, boto você e o Tiara para correrem e vamos ganhar o jogo, disse Polaca com a sinceridade que sempre lhe foi peculiar.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E aí, como nos bons tempos de pancadaria, acostumado que estava com os jogos contra o Paduano e o Nacional, de Muriaé, vi do banco de reservas Onofre e Besouro travarem duelo interessante e violento com a zaga do Porto Alegre.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No intervalo do jogo o João Simem, técnico do time de Itaperuna, chamou Polaca no canto e pediu que tirasse os dois atacantes que ele tiraria os dois zagueiros. Bingo! Entramos, eu e o Tiara, e com a defesa reserva do Porto Alegre com medo de dar porrada, pois seu técnico pediu calma, deitamos e rolamos e vencemos com facilidade por 3x1 e, claro, dois gols deste que vos fala neste momento.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que eu me lembrei deste jogo? Nem eu mesmo sei porque. Só sei que gosto de ver na telinha da tevê os clássicos regionais pelos Campeonatos Europeus, são sempre bem disputados e quase sempre ao estilo de um Tupã x Paduano ou este que contei acima, entre Miracema FC x Porto Alegre.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Só que hoje, meu amigo, lá no velho continente, a bola é macia, leve, gostosa de ser tocada e o gramado é um tapete, jogar futebol com aquela bola pesada, pintada de branco com tinta óleo, nos gramados pesados e esburacados de nossos estádios, era coisa para quem sabia alguma coisa e quem não sabia tentava parar a molecada na porrada, tá lembrado?&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3761990174661698022?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3761990174661698022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3761990174661698022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3761990174661698022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3761990174661698022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/10/os-classicos-de-ca-e-de-la.html' title='Os clássicos de cá e de lá'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8892363201112047458</id><published>2011-09-17T05:08:00.001-07:00</published><updated>2011-10-06T13:34:05.812-07:00</updated><title type='text'>UM FINAL DE SEMANA NA TERRINHA</title><content type='html'>&lt;b&gt;Fui até a terrinha encontrar meu velho amigo e guru José Maria de Aquino e, de quebra, pegar carona na confraternização dos amigos de Amaro Cordeiro, convidado que fui pelo anfitrião, através de seu “mosqueteiro” Monteirinho.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Vivi um final de semana intenso, que me fez voltar ao passado, mais uma vez, e participar intensamente do presente de uma cidade.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Varei a madrugada, ao lado do Zé Maria e do Ademir Tadeu, contando e ouvindo causos do nosso mundo jornalístico; virei a madrugada cantando com Fernando Nascimento, Paulinho Miracema e Elcio; virei a manhã de sábado  proseando com Jobinha, Zé Carlos Rabelo, Cícero, Maurício, Ronaldo, Gustavo El-Kik e outros que por nossa mesa, na Kiskina, passavam para um abraço ou um alô.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Futebol, bailes no Aero-Clube ou no Ferreira da Luz, orquestras famosas que por aqui passaram e até política atual e passada foram os assuntos das mesas por onde passei. Marcos da Magali, hoje atendendo pelo apelido de Faraó, foi um presente do final da noite de sexta-feira, no Snob’s, quando recordou os carnavais e os blocos liderados pelo Claudinho, Zé Faca, Mané Badeco e tantos outros carnavalescos que deixaram um trabalho jamais copiado pelos seus sucessores.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma semana antes, quando o Ralph, meu filho mais velho, firmou compromisso de noivado com a Viviane, filha do velho amigo Ademir Lomba, além da alegria da data e do encontro das famílias, tive o prazer de rever Octavio Golvêa, o Otavinho da Casa Nova, um baita jogador e um emérito chutador, que já foi até inspiração para uma de minhas colunas aqui no Dois Estados.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você sabe que gosto de um dedo de prosa sobre o nosso futebol, mas com Otavinho o papo fluiu normalmente e rendeu não só um dedo, mas um braço inteiro de conversa animada e sem interrupções impertinentes, afinal já passava da meia noite e o assunto sobre o Miracema FC, Esportivo, Tupã ou Vasquinho não chegava ao fim.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como diria o jornalista Rodrigo Bueno, da Espn: “Só quem conversa sobre o futebol de Miracema sabe o que é o futebol de Miracema”. Falamos dos craques, falamos dos butinudos, das peladas do Rink, só não falamos do futuro, pois isto a Deus pertence.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Prá fechar esta coluna, que escrevo correndo para atender o pedido do Nélson Barros, nosso diretor, recordo uma conversa de tive com o João Carlos Duarte, por telefone, quando ele me prometia uma apresentação do KK Melo, cronista, que segundo ele, tem muito a ver com minhas ideias e um papo de alto nível. Bingo!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No lançamento do livro do Wilson Saad, o Issote, lá no Mustique, naquela festa que falo no primeiro parágrafo deste papo, conheci KK Melo e recebi das mãos do Maurício Monteiro o livro de crônicas citados pelo J.Carlos e percebi que temos muito em comum. Prometo passar um dia inteiro aí na terrinha proseando com o contador de causos recém conhecido. Que bela e doce figura este KK Melo.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foram dois finais de semanas incríveis e muito bem aproveitados por este escriba. Miracema é assim para comigo, tem finais de semana que chego por aí e nada encontro e em outros me perco completamente nos abraços e nos papos com amigos veteranos ou recentemente adquiridos.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltei prá casa no domingo, logo pela manhã, depois de passar pelo açougue do Lenilson e comprar uma ótima linguiça de porco e um bom pedaço de pernil, também suíno, para matar o desejo de comer uma carne de primeira e de qualidade segura.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltei cedo, sem deixar de dar um pulinho no jardim, papear com o Marquinhos, ex-BB, e ler alguns trechos do ótimo livro “Enigma de Um Crime”,  do Wilson Saad, o Issote, irmão do desembargador José Geraldo Antonio, que lá aí terrinha é simplesmente o Lalado, bom amigo e amante das coisas da cidade.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8892363201112047458?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8892363201112047458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8892363201112047458' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8892363201112047458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8892363201112047458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/09/um-final-de-semana-na-terrinha.html' title='UM FINAL DE SEMANA NA TERRINHA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8891467811199341345</id><published>2011-09-03T03:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T03:13:11.328-07:00</updated><title type='text'>Causos e histórias de Pinheiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esta semana tivemos a notícia do falecimento do ex-zagueiro e treinador Pinheiro, cria do Americano e ídolo da torcida do Fluminense durante longos anos. João Batista Carlos Pinheiro morreu no Rio de Janeiro, aos 79 anos, vítima de um câncer de próstata que o derrotou sem trégua. Porém, tem sempre um porém, seus amigos e companheiros lembram de algumas histórias do craque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinheiro era um cara espetacular, diz o radialista Sérgio Tinoco, humano, profissional exemplar e um currículo de fazer inveja a muitos jogadores que hoje tentam carregar a fama conquistada através de assessores de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, prossegue Sérgio Tinoco, era um bom amigo de meu irmão, Geraldo, e sempre que havia clássico envolvendo o Fluminense, no Maracanã, nós saíamos de Campos e chegávamos cedo na concentração do Fluminense, na rua Paissandu, e por lá ficávamos, na varanda, proseando com Pinheiro, Telê e outros jogadores do tricolor antes de seguirmos para o Maracanã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, lembra Tinoco, em São José do Rio Preto/SP, o Americano chegava ao estádio para enfrentar o América e, na entrada, um moleque na porta esperava pelo time alvinegro e, ao ver o treinador gritou: “Olha só o nariz do homem, vai faltar ar no campo esta tarde”. Pinheiro olhou de cara feia para o guri e disparou um punhado de palavrões, como era de se esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra passagem, agora pelo Goytacaz, também na chegada para um jogo, o ônibus recém comprado pelo dirigente Amaro Gimenez, apelidado de Trovão Alvianil, todo pintado de forma extravagante, chegava à cidade recepcionado de forma hostil pela torcida adversária. Alguém, de dentro do veículo, tentou revidar e Pinheiro, com seu vozeirão bem conhecido, mandou de lá: “Calma, minha gente, estamos entrando em território inimigo e a estratégia no momento é silêncio total”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prá fechar o papo com Sérgio Tinoco ele nos lembra da decisão do Campeonato Carioca de 1960, contra o América, que sagrou-se campeão naquele ano, mas Pinheiro deixou sua marca e uma passagem interessante, que mostra seu profissionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai dele faleceu na madrugada do domingo, dia da decisão, e mesmo assim Pinheiro foi para o jogo e manteve a tradição de impor respeito na zaga e cobrar faltas com perigo e pênalti com precisão. Lá na metade do primeiro tempo houve uma penalidade máxima contra o América e lá foi o zagueiro para a cobrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ary, goleiro do América, sabendo o falecimento do pai do cobrador oficial, foi até na marca da cal e falou um monte para Pinheiro, enervando o zagueiro. Apito do árbitro e Pinheiro, irado com o goleiro, mandou uma “bicuda” que explodiu no peito do goleiro, mas no rebote e ele marcou o gol tricolor, que não foi suficiente para a conquista do título, mas mostrou o lado profissional do jogador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Pinheiro que lançou Célio Silva nos profissionais do Americano, em 1987. O elenco ficou sem três zagueiros, contundidos, e Célio já treinava, a pedido do treinador, entre os profissionais. Na primeira vez que fui treinar nos profissionais o professor me perguntou onde eu jogava,  conta Célio Silva, e disse que em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e não entrei no treino, continua o ex-zagueiro, e perguntei a ele o que acontecera. Ele respondeu: “A gente não joga em qualquer lugar, temos que escolher o que queremos e trabalhar nos erros e aprimorar os acertos, quando você se decidir onde quer jogar volte aqui para treinar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltaram três zagueiros na mesma semana e no domingo estreei, em Itaperuna, com a camisa do Americano, contra o Porto Alegre e daí prá frente Pinheiro me abriu as portas e tudo deu certo, arrematou Célio Silva, que ficou bem abalado com a morte de seu amigo Pinheiro&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8891467811199341345?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8891467811199341345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8891467811199341345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8891467811199341345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8891467811199341345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/09/causos-e-historias-de-pinheiro.html' title='Causos e histórias de Pinheiro'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8493409088047338277</id><published>2011-09-03T03:11:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T03:30:23.972-07:00</updated><title type='text'>Pagando promessa: Homenagem a Juvenal Parente</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estou sempre prometendo contar alguns “causos” sobre meus jogos contra o Operário, o velho tricolor dos tempos do Garrinchinha, Zé Augusto e Sebastião, ambos Poeys, do Grilo, do Roberto Carlos, do Zil e fico sempre na promessa. Prometi também falar do bom e velho amigo Juvenal “Parente” Poeys, e nada. Fico sempre na promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este time marcou época na cidade e por lá surgiram alguns bons jogadores, como o Herança, batizado como Romário Tostes e que nos deixou já faz algum tempo. Sempre que busco na memória uma lista de nomes deste time o chip dá pane no momento de sentar, pensar e escrever algo bem legal sobre o time, seus dirigentes e os amigos que fiz por lá e carrego no peito até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha última promessa foi para o Luciano, neto do seu Juvenal.  Porém, tem sempre um porém,  a falha é do Vanewton Moreira, cujo dedo de prosa, por ele agendado, nunca foi cumprido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o “Va” me ilustrar com seu vasto conhecimento sobre o Operário FC eu volto aqui, no computador, e dedico todo o espaço possível para o tricolor que incomodou meu Vasquinho, meu Esportivo e minha Associação durante toda nossa trajetória nos anos 60 e 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mudar de assunto, e falar da maratona que farei por Miracema neste mês de setembro, quero dedicar um capítulo especial ao já citado Juvenal “Parente” Poeys, pai do Jorge, que não citei acima, do Sebastião e do José Augusto, mas com diversos “filhos” espalhados por toda a cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se assustem, família e amigos do Parente, não são filhos naturais ou bastardos, são “filhos “ da bola, garotos por ele lançados e que nutrem um carinho muito grande pelo velho Parente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo bem, ainda guri, lá no Estádio Municipal Plínio Bastos de Barros, o seu Parente, recém chegado de Laje do Muriaé (estou certo?) trazendo na bagagem, além dos filhos já citados, uma vontade louca de montar um time infantil e outro juvenil, para colocar seus garotos para correr atrás da bola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parente, ajudando nosso professor Alberto Cid de Carvalho, o genial Bitico, foi peça importante na formação de nossos times e foi um grande assessor para os dias de treinos do nosso treinador. Tenho boas lembranças daqueles bons momentos e por este motivo me cobro sempre pelo menos duas linhas em homenagem a este abnegado da bola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu disse que mudaria de assunto, mas como? Começo a falar das pessoas importantes em meus bons momentos na terrinha e fico emocionado, e, quando a saudade bate, junto com a força do coração, meu refúgio é bater nas teclas do laptop a procura das letrinhas para contar para os amigos da “terrinha” como algo, ou alguém, foi importante para minha geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele time do Bitico, que tinha o Juvenal Parente como grande colaborador, deu origem ao Vasquinho, do Edson Barros, Clarindo Chiapim e José Barros, e revelou para o nosso futebol craques autênticos como o Geraldinho, Júlio, Thiara, João Campeão, Ginado, Nenezinho, o goleirão Zé Navalha, e alguns bons jogadores como este locutor que vos fala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá naquele Operário, citado no início da coluna, tinha um punhado de outros talentos, mas que vou esperar pelo Vanewton ou pela minha próxima visita a terrinha para então listar nomes e personagens para não fazer injustiça com ninguém, como estaria fazendo agora com o Ronaldo Linhares, advogado de renome na cidade e que um dia se meteu a diretor de futebol e foi um dos baluartes deste tricolor que hoje ilustra o nosso papo de bola aqui no Dois Estados. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8493409088047338277?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8493409088047338277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8493409088047338277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8493409088047338277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8493409088047338277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/09/pagando-promessa-homenagem-juvenal.html' title='Pagando promessa: Homenagem a Juvenal Parente'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4155524361598819118</id><published>2011-07-04T06:12:00.001-07:00</published><updated>2011-07-04T06:12:49.904-07:00</updated><title type='text'>Se oriente, rapaz e aquele abraço</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agora olhe pro céu. Agora olhe pro chão. Agora repare a luz, que vem lá do caminhão. Esta estrofe, de um verso de Gilberto Gil, me leva de volta aos meus tempos de criança, quando lá na “terrinha” eu visualizava o caminhão do “tio” Ubaldo, que encostava na calçada do bar do Vicente Dutra para descarregar o leite e deixar o povo que vinha prá missa de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois virei um vira mundo virado, nas rondas da maravilha mas cortando a faca e a facão os destinos da vida. E seguindo as lembranças, vinda das canções de Gil, vejo que ele também se lembra de um “domingo no parque”. Só que o parque dele é diferente do meu, do seu e qualquer um que viveu lá na nossa Miracema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parque de Gil tinha João e José, dois brigões, no nosso, lá da “terrinha” tinha o seu Ademar, figura doce que transmitia paz para todas as crianças. Mas cá prá nós, que ninguém nos ouça, outros parques, aqueles montados em espaços cedidos pela prefeitura, com roda gigante, sombrinha e balanço veneziano, também nos dava medo dos Joões e Josés brigões e encrenqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas Julianas, com rosas nas mãos, a gente encontrou por lá? Quantas vezes faltou coragem para aquela declaração a uma destas Julianas? E lá se foram vários sorvetes, do Abdo ou do Seu Chico, que comprometeram toda mesada da semana e a Juliana não ouviu declaração alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Antonio; Padre Luiz; Padre Alberto ou Padre André, holandeses de nascimento e brasileiros de coração e alma, comandavam a procissão, que não se arrastava como cobra pelo chão, mas que a gente só via o início, pois o fim ficava bem longe e nossa visão de gente pequenina não conseguia encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os padres holandeses não prometeram coisas melhores para nós, nem mesmo Dona Áurea Bruno, nossa catequista, mas a gente sabia que Jesus nos prometera coisas boas, mas nesta terra de meu Deus a gente tem que correr e suar pra arranjar coisa melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô, em um momento de reflexão, me disse, assim que saí de casa rumo a nova vida: “Se oriente rapaz, a possibilidade de ir ao Japão em um cargueiro do Lloyd“. Não peguei o cargueiro do Lloyd, como diz Gilberto Gil, nem foi preciso me orientar pela constelação do Cruzeiro do Sul, precisei apenas de força, coragem e muita fé para chegar onde cheguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência, injustiça e traição. Tudo isto deixei pelo caminho e cantei, seguidas vezes, um outro verso de Gil: “A paz invadiu meu coração e de repente me encheu de paz como se o  vento do tufão arrancasse meus pés do chão”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô indo embora e, meu povo preste atenção, na roda que eu te fiz, quero mostrar a quem vem aquilo que o povo diz. Agora vou divertir, agora vou prosseguir, quero ver quem vai ficar quero ver quem vai sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E prá você que ficou: Aquele abraço.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4155524361598819118?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4155524361598819118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4155524361598819118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4155524361598819118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4155524361598819118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/07/se-oriente-rapaz-e-aquele-abraco.html' title='Se oriente, rapaz e aquele abraço'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7701626749023712618</id><published>2011-05-10T05:23:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T05:24:08.593-07:00</updated><title type='text'>ENCONTRO CASUAL COM UM  BOLEIRO</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Não sou empresário de futebol, mas os anos vividos como repórter e a imagem que deixei entre os companheiros e seguidores, me fizeram ser uma referencia para pais, tios, amigos ou até mesmo mães de jovens atletas que sonham ganhar espaço nas bases dos clubes de Campos e região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, logo após a  caminhada pelo Jardim São Benedito, um rapaz corria enquanto eu caminhava calmamente ouvindo minhas músicas favoritas, mas o olhar dele, quando cruzava comigo, era de expectativa e de quem precisa conversar ou desabafar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pela terceira volta o rapaz me parou e perguntou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor é o Adilson Dutra? &lt;br /&gt;- Sim, sou eu, o que se passa? Respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, o senhor é importante demais prá mim e para minha família, tá ligado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava ligado, não sabia o motivo de tanta importância prá família do jovem corredor e nem mesmo entendia o porque de tanta alegria no abraço que me deu após confirmar que eu era eu mesmo, olha o Nelson da Capitinga fazendo escola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor me levou ao Americano, tempos atrás, me abriu as portas para treinar no Goytacaz e depois me indicou ao empresário, lá de Minas, para me levar para o interior mineiro. Tá ligado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu percebi que o jovem corredor era um jogador de futebol e estava me agradecendo a primeira oportunidade para um treino e perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde você está jogando agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passei pelo Tupi, em Juiz de Fora, fui para o América Mineiro, de lá prá Coreia, e hoje estou na Ucrânia, não naqueles times de ponta, mas dá para ganhar um bom dinheiro e mandar algum trocado para a família lá na Baixada Campista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, durante a caminhada (ele parou de correr) me contava sua aventura e mesmo com aquele papo de boleiro, misturado com funkeiro ou coisa parecida, gostei da prosa do rapaz, que um dia saiu de Campos a procura de seu destino e encontrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que tal o senhor ir até lá em Odessa (a cidade onde está) para uma visita, garanto que vai gostar de lá, mas não pode ir na época do frio, que é intenso, senão fica congelado e não dá prá tomar a cervejinha que tanto gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei feliz com o nosso encontro, que durou exatos quarenta minutos, e me agradou o convite para o almoço em sua casa, em um final de semana antes dele retornar a Europa, para que sua mãe possa me agradecer, se é que eu fiz alguma coisa, pela abertura do caminho para sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arlindo, conhecido como Júnior Carioca, é um daqueles que deram sorte e aproveitaram bem a chance surgida. Indiquei muitos garotos a vários treinadores e abri portas para outros, porém, tem sempre um porém, a noite, a bebida e até as drogas, impediram que fizessem pelo menos o caminho do Júnior Carioca, que pode não estar na mídia e em grande centro, mas envia, mensalmente, uma boa quantidade de Euros para sua mãe, aqui na Baixada Campista.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7701626749023712618?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7701626749023712618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7701626749023712618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7701626749023712618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7701626749023712618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/05/encontro-casual-com-um-boleiro.html' title='ENCONTRO CASUAL COM UM  BOLEIRO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7963462896537936951</id><published>2011-04-19T06:42:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T06:43:06.002-07:00</updated><title type='text'>MINHA QUERIDA LUNA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quando Gisele ligou, dizendo que estava saindo para o hospital e que estava tudo correndo dentro do planejado, senti aquele frio na barriga e pensei com meus botões: Finalmente o sonho vira realidade e no momento é torcer para que Luna chegue com a paz e a proteção dos anjos, afinal a menina é um daqueles anjos protegidos pelo Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não tive coragem de ir até a maternidade, o episódio com David, o sobrinho neto que chegou para Thais ainda estava vivo na lembrança e juro que medrei por alguns momentos. Fiquei no bar ao lado de amigos esperando a ligação de Marina com a ótima notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, por volta das 21h, chegou Luna e, felizmente, dentro da normalidade esperada e Gisele foi feliz na cirurgia realizada para a chegada de sua primeira filha e minha primeira neta. Adalberto, o genro, filmou, fotografou e vibrou intensamente e não escondeu a emoção de pegar a pequena Luna nos braços e exibi-la como um troféu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só doze horas depois do parto, fui ver de perto o motivo de tanta felicidade na família Dutra, Luna é doce, meiga, com todos os trejeitos da mãe e com um charme especial que logo de cara conquistou o vovô coruja que vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não criei coragem de pegar a guria e botar no colo, como fiz com Ralph, Gisele e Leandro, não estou confiante e prefiro ficar pertinho, olhando firmemente nos seus olhos azuis, (será que permanecerão assim?) e assistindo-a a se exibir para quem chega e a espreguiçar com vontade e dar a certeza de que chegou para ser a estrela da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto os minutos para chegar a hora de pega-la nos braços e contar prá todo mundo: Esta é Luna, minha neta. A primeira de muitos? Não sei. Perguntem para Ralph, Gisele e Leandro, só eles têm a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos já me chamam de “vovô coruja”, mas corujona mesmo é vovó Marina, que não para de lamber a cria e está empolgada com a estreia como vovó. A felicidade dela contagia a todos nós e, com certeza, Luna virou xodó e vai dar trabalho quando crescer, sua pele morena e seus olhos azuis deixarão o pai Adalberto preocupado por muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja bem vinda Luna, a estrela maior da nossa família.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7963462896537936951?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7963462896537936951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7963462896537936951' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7963462896537936951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7963462896537936951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/04/minha-querida-luna.html' title='MINHA QUERIDA LUNA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2203074265759097566</id><published>2011-04-17T06:06:00.000-07:00</published><updated>2011-04-17T06:07:14.109-07:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA DO MEU AMIGO ZEZÉ</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Zezé é daqueles amigos de infância que jamais esquecerei.  Temos a mesma idade e naqueles longínquos anos 50 fizemos de tudo para ganhar uns trocados para as sessões de sábado dos Cine Sete e Cine XV. Engraxávamos os sapatos de nossos clientes, na calçada do bar do Vicente Dutra, vendíamos salgadinhos da Vó Maria nas cercanias, coisa que irritava meu avô e meu pai, que diziam tirar a freguesia deles, até o dia que descobrimos que, vender amendoim na fila da cinema, era mais negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sem saber por andava o Zezé desde o Tiro de Guerra, isto lá em 1968, quando ele preferiu servir ao Exército, no Rio de Janeiro, enquanto eu ficava em Miracema no TG 217 ao lado de toda nossa turma de amigos. Por onde anda o Zezé? Vivia me perguntando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, em um dos últimos jogos que fiz pela Rádio Cultura de Campos, no Caio Martins, se não me falha a memória foi Botafogo x Paraná Clube, vi um moço parecido com o Zezé e perguntei: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem parentes em Miracema? E o rapaz, tímido e já com a voz embargada, me dizia quem era e que o pai dele estava na arquibancada, vendo o jogo e era capaz de eu não conhece-lo, pois saíra muito jovem da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele apontou e na hora reconheci aquele rosto amigo e saudoso. Gritei imediatamente e combinamos, por gestos, nos encontramos após a partida. E ao jovem perguntei o que estava fazendo ali e fiquei surpreso e feliz com a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou Beto, filho do Zezé, nasci no interior do Paraná (Cascavel) e estou saindo para a Coréia do Sul onde pretendo ficar alguns anos e ganhar alguns dólares e voltar prá casa após cumprir quatro anos de contrato com um time de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive mais notícias nem do Beto e nem do Zezé, ambos sumiram do mapa, aliás todos somem quando vão para Ásia ou Oriente Médio. Zezé guarda mágoa da cidade em que nasceu e só fiquei sabendo disto quando operei o coração, em Itaperuna, em 2009, quando recebi uma ligação internacional do meu grande amigo e companheiro dos anos 50 e 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zezé falou que o filho estava com dinheiro e queria investir em Cascavel, coisa pequena, mas com objetivos futuros, no mesmo estilo que Célio Silva fez em Joanópolis, interior de São Paulo, mas cadê a coragem de chegar na cidade que foi berço de seu pai? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho medo, meu caro Penacho, lá é uma cidade estranha prá mim, não conheço mais ninguém e fico preocupado com o que possa ocorrer comigo se receber um não como resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentei que o prefeito era meu amigo e que poderíamos ir, juntos, até lá para conversar e convencer as autoridades ao apresentar o projeto. Porém, tem sempre um porém, Beto não se interessou e preferiu ficar na Coréia, onde casou e cria os filhos com a bela moça coreana. Voltar não está nos planos e se tiver ele jura que será para Cascavel ou para outra cidade paranaense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena, as pessoas se espantam quando veem a dura realidade do menino pobre que se transformou em homem rico, a sociedade não o aceita e sempre há um burburinho político e preconceituoso em torno de qualquer tentativa de se estabelecer no local de nascimento, principalmente para quem saiu cedo demais e não retornou as origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos se passaram e agora, quando chega o momento da Festa de Maio, Miracema comemora mais um aniversário de emancipação, tenho a oportunidade de abraçar vários amigos de infância, como o Zezé, e rever as pessoas que gosto e que não vejo há alguns anos, mas a “ladainha” será a mesma de sempre: Quem está se destacando fora da cidade? Fulano ou beltrano merecem títulos que estão recebendo da comunidade? Este cara é protegido do prefeito e por isto ganhou homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto que espantou Zezé e tantos outros, o pré-conceito, que nada mais é do que uma simples rejeição, e o meu amigo, que um dia foi pobre e desconhecido por aqui, é rico e famoso na cidade que o adotou e velho navegante dos espaços aéreos da Europa, Ásia e África. Fique com Deus, meu amigo José Carlos Pereira dos Reis.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2203074265759097566?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2203074265759097566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2203074265759097566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2203074265759097566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2203074265759097566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/04/historia-do-meu-amigo-zeze.html' title='A HISTÓRIA DO MEU AMIGO ZEZÉ'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-9136031274567050971</id><published>2011-03-04T03:28:00.001-08:00</published><updated>2011-03-04T03:28:37.715-08:00</updated><title type='text'>ELES TENTARAM FAZER MINHA CABEÇA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há algum tempo, quando eu era criança pequena lá em Miracema, ouvia falar em craques fantásticos e em esquadrões de ouro. Meu tio, tricolor sem muito fanatismo, eu nem sei por que o Tio Ary é torcedor do Fluminense, contava causos do famoso “timinho”, treinado pelo nosso conterrâneo Zezé Moreira, talvez esta seja a razão do Tio Ary torcer pelo tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi meu avô Vicente falar do “Esquadrão de Ouro’ do Miracema FC, que passou dois ou mais anos sem perder um jogo e no dia que perdeu fechou as portas. Ficava atento quando o seu Garibaldi Parreira contava as histórias do Flamengo, tri-campeão em 53-54-55, e quando ele falava de Evaristo e Rubens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, mas as histórias e os causos sobre os timaços cariocas não passavam em branco. Outros contadores de causos e o ouvinte, este que vos fala, já estava crescido e já comprava a Revista do Esporte na banca do Chico Munheca e já acompanhava as resenhas nas Emissora Continental, das organizações Rubens Berardo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse os contadores de causos eram outros, o vascaíno Fernando Tostes, ou simplesmente Fernandinho, amigo que se foi muito cedo deixando uma dupla de fanáticos pelo C.R. Vasco da Gama (Ygor e Fernando Júnior), mas também uma baita saudade das histórias sobre Célio, o artilheiro, Beline, o xerife capitão, e muitos outros craques que vestiram a centenária camisa vascaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava de brincar no jardim, lugar para rodar pião, lançar finco ou encaçapar balebas nas búlicas cravadas no chão, e para ter um pião de qualidade eu precisava ouvir o Fisico, um torneiro mecânico de algo nível, falar sobre Garrincha, Nilton Santos, Didi e outros craques do seu Glorioso Botafogo FR, caso contrário o projeto do peão não ira para o torno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram como foi duro crescer rubro-negro? O assédio era muito grande e todos tinham algo a oferecer a este moleque boleiro e interessado sobre as coisas do nosso futebol. Desde os tempos de infância Tio Ary, Seu Garibaldi, Fernandinho ou Fisico, só queriam saber de doutrinar o então menino para depois contar para seus filhos, ou netos, que um dia fizeram a minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, quem foi o responsável pelo sua paixão pelo Flamengo? Perguntaria você, aí do outro lado. Eu respondo: Aquele tri-campeonato (53-54-55) começou a me dar as cores preta e vermelha como favoritas, as conversas com meu pai também me encaminhavam, mas no fundo mesmo foram as visitas ao Maracanã, em dia de clássicos, que me motivaram ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bonito ver o Maracanã lotado e a torcida rubro negra fazer a festa nas arquibancadas. Não havia violência e aw família se reuniam nos degraus como se estivesse nas areias de uma bela praia carioca. Era um piquenique legal e, como a grana era curta, meu “velho” levava um farnel com refresco, pastel e muita água para suportar o calor das três da tarde, isto mesmo, os jogos eram às três da tarde e as preliminares, de aspirante, começavam a uma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é diferente, a garotada torce por times europeus, são criados nas salas de seus apartamentos, curtem jogos na televisão e são motivados por comentaristas ou amigos via blog, site ou outro veículo qualquer da rede mundial de computadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há influencia paterna que dê jeito no garoto que pretende torcer pelo São Paulo FC, que conquista um título a cada dois anos, pelo Santos, que cria um ídolo em cada década, e pode até torcer por um destes aqui do Rio, mas neste caso o meu amigo José Luis da Silva tem suas razões: A torcida do Vasco tende a estagnar e ficar na mesmice caso o clube não volte a conquistar títulos importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matou a charada, para se ter o amor de um jovem torcedor é preciso conquistar títulos e criar ídolos que possam ser “endeusados” pela mídia e pelos garotos em suas mídias modernas. Viver do passado é, me perdoem, coisa do passado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-9136031274567050971?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/9136031274567050971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=9136031274567050971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/9136031274567050971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/9136031274567050971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/03/eles-tentaram-fazer-minha-cabeca.html' title='ELES TENTARAM FAZER MINHA CABEÇA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5623004858231811505</id><published>2011-03-04T03:27:00.001-08:00</published><updated>2011-03-04T03:27:52.988-08:00</updated><title type='text'>UMA PAIXÃO QUE SE EVAPORA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não tenho muito que falar sobre esta situação vivida pelo Flamengo e por seus torcedores, que debatem diariamente, há vinte e quatro anos, sobre a validade ou não do título brasileiro de 1987. O que já discuti com vascaínos, tricolores e botafoguenses durante este tempo dá para encher as páginas de um catálogo telefônico da cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Armazém do Lenilson encontro o velho amigo Sollon, de papo com o Eucimar e disposto a curtir a oficialização do título. - Sente aqui, meu caro Dutra, tomemos uma cerveja gelada para comemorar o hexa oficializado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem respondi ao bom amigo e eterno guru. Passei batido em direção ao centro da cidade e, para meu espanto, Sollon veio em seguida deixando seu parceiro sorver sozinho a gelada que pedira. - Aonde vais? O que se passa? Tá zangado comigo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três perguntas rápidas, todas sem respostas, e o ritmo do passo aumentava a cada minuto já que o assunto, levantado pelo velho guru, não estava na pauta para aquela manhã bonita e ensolarada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não gostou da oficialização do título? Insistiu Sollon, e, para não trair a confiança de meu convidado (Sollon está hospedado em minha casa), resolvi conversar e dissipar todas as dúvidas sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amigo este título jamais foi extra-oficial no meu ponto de vista. Eu comemorei, chorei, gargalhei e vi, no Maracanã, o gol de Bebeto contra o Internacional. Por isto não tenho nada prá comemorar agora. Ter ou não ter a Taça das Boinhas é algo que não me interessa e, cá prá nós, que ninguém nos ouça, dividir título com o campeão da Segunda Divisão? Isto é um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas as torcidas adversárias agora irão nos respeitar, argumenta Sollon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, meu caro amigo, agora eles terão mais um aditivo em suas invejas, eles terão algo mais para caçoar ou argumentar contra o título conquistado dentro de campo por aquele fantástico time comandado pelo Galinho Zico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí prá frente, do Para Raio’s Bar até a banca do Coliseu, meu destino final, falamos sobre a divisão do Clube dos 13 e do objetivo da CBF em derrubar Fábio Koff, para que Andrés Sanches, o amigo do rei, pudesse negociar com as emissoras de televisão isoladamente, com objetivos de ganhar as gordas comissões e trazer a opositora Patrícia Amorim para o lado de Dom Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquei ao meu hóspede que aquela entrega da Taça das Bolinhas ao São Paulo FC era apenas um motivo para botar o clube paulista contra o Flamengo. Foi para provocar um rompimento entre dois fortes aliados, o que me parece ter acontecido, e criar outras ações de bastidores que levarão o poder total e irrestrito ao mandatário do nosso triste futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos eu não tenho mais paixão clubística, gosto do Flamengo e não escondo de ninguém, nem mesmo aqui na coluna,  e hoje, ao ver esta negociata envolvendo Flamengo, Corinthians, São Paulo, CBF, Globo, Clube dos 13 e mais uma dezena de interessados no filão da televisão, creio que chegou a hora de romper, definitivamente, o elo que me ligava ao time de minha infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou um basta em tudo, cancelo a assinatura do PPV do Brasileirão, e vou me dedicar tão somente a minha nova mania, ver jogos das ligas européias onde o profissionalismo impera e as maracutaias, se existem, não são jogadas como mercadoria de troca.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5623004858231811505?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5623004858231811505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5623004858231811505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5623004858231811505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5623004858231811505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/03/uma-paixao-que-se-evapora.html' title='UMA PAIXÃO QUE SE EVAPORA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-672165198576420506</id><published>2011-03-04T03:26:00.001-08:00</published><updated>2011-03-04T03:26:55.345-08:00</updated><title type='text'>SELEÇÃO IDEAL: A DÚVIDA CONTINUA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sabe aquela conversa de botequim, onde o assunto preferencial é o futebol? Pois é. Eu gosto de papear nos bares da vida e falar do esporte que adoro sempre que estou com amigos. E sempre vem aquela velha pergunta:&lt;br /&gt; -Qual foi o melhor jogador que você já viu jogar, ao vivo?  Sem medo de ser feliz e de desagradar ao interlocutor eu respondo que foi Pelé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelé não vale, eu não vi jogar. Mande outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E novamente sem medo de ser feliz eu mando: Maradona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este também não vale, não é brasileiro e você viu ele jogar aonde? Não vai me dizer que foi lá na Itália?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Vi Maradona jogar no Maracanã, mesmo palco que vi Garrincha, Nilton Santos, Rivelino, claro, vou citar Zico, Leandro e as feras daquele time do Flamengo do início dos anos 80, ou também não vale?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem aquela velha história de falar sobre a sua seleção, a seleção de todos os tempos, que sempre provoca desentendimento. Certa vez escalei o melhor time que vi jogar e esqueci de mencionar Gérson, o Canhotinha de Ouro, e o Victor, meu vizinho na época, me esperou na garagem para me dar uma tremenda e justa bronca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei fugir do assunto, mas o amigo da cadeira de frente não se cansava de perguntar sobre os craques que vi jogar. Tentei desviar o papo e pedi que perguntasse aos outros companheiros da mesa, mas o menino Cássio estava intransigente e não se dava por satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez você queira saber se gostei de algum craque do Fluminense? Perguntei ao jovem parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, eu quero mesmo saber quem foram os melhores que você viu jogar em sua carreira de repórter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem aí melhorou um pouco, nesta fase de repórter não teve Pelé, Garrincha, Rivelino, Nilson Santos, Paulo César Lima e alguns outros super craques. Vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah! E tem outra, não vale Zico e esta turma que você badala do time dos anos 80. Disparou o menino Cássio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que vou escalar o time do Fluminense, da geração Washington/Assis, assim você fica feliz e o assunto se encerra por aqui. Tá bom assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem precisava resposta, pela cara que o rapaz fez era preciso pensar mais um pouco, respirar para ganhar tempo e pedir uma nova rodada da Boa para a mesa, que aquela altura já tinha gente puxando a cadeira para ouvir a minha seleção e os melhores jogadores que vi jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui enrolando, falando do time do Santos, aquele com Pelé &amp; Coutinho, do Botafogo, de Jairzinho, Roberto e Paulo César, do Fluminense 76, do Vasco, campeão de tudo com Juninho Pernambucano &amp; Cia, mas nada disto animou a turma, sim agora era a turma que exigia que eu contasse sobre os melhores de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe de uma coisa! Bati na mesa gritando. Não vou contar nada, não vou dar uma opinião aqui para ser contestado depois, alguém aqui na roda já fez cara feia quando argumentei que Zidane foi o um dos melhores que vi, ao vivo, nos gramados deste planeta bola. Se Zidane foi contestado o que dirão quando eu colocar Fio Maravilha entre os craques da minha coleção? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a turma se afastou, viu que eu não estava mesmo disposto a queimar fosfato com aquela perguntinha capciosa do menino Cássio (não é o meu editor) e o papo seguiu em frente até o Motta perguntar: “E qual foi o melhor samba enredo que você já ouviu?” Papo para próxima coluna? Sei lá, sabe. O que eu quero agora é cair na folia e fazer meu carnaval na garagem do meu prédio ao lado dos amigos do Armazém do Lenilson.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-672165198576420506?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/672165198576420506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=672165198576420506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/672165198576420506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/672165198576420506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2011/03/selecao-ideal-duvida-continua.html' title='SELEÇÃO IDEAL: A DÚVIDA CONTINUA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1513937475419080434</id><published>2010-12-30T03:35:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T03:48:22.660-08:00</updated><title type='text'>O CENTRO HISTÓRICO DE MIRACEMA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O que é um centro histórico de uma cidade? É tudo aquilo que um dia foi história e, certamente, onde tudo começou. Correto. Então o centro histórico de Miracema seria na Praça Dona Ermelinda e seu entorno? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo? Não. Pelo menos no ponto de vista de algumas pessoas da cidade o Centro Histórico é tão somente a Rua Direita, que anos atrás era o pulmão do município e hoje, infelizmente,  o que resta são os poucos casarões que embelezam a atual Rua Marechal Floriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em coluna especial, no meio deste ano, sugeri que este nome, Marechal Floriano, fosse retirado e que a Rua Direita se dividisse em quatro partes, cada uma levando o nome de um dos heróis da emancipação, ou seja, “Os Quatro Diabos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns gostaram e outros me criticaram, mas é apenas uma opinião de um miracemense ausente e você pode ter a sua que não contestarei em hipótese alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro histórico não tem mais os bazares, como a casa Cacheado, os armazéns, como o do Seu Pinheiro, as sorveteiras, como a do Abdo, os bares, como Pracinha, Leader, Mocambo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vavate saiu e deixou o Zé Careca, que deixou os filhos e hoje o espaço não é mais aquele tradicional ponto de encontro de boêmios e amantes da sinuca, também já contei aqui neste pedaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro histórico não tem mais as lojas de materiais de construção do Neffá e do Jofre, não tem mais o magazine  Lolinha ou os hotéis Palace e Braga, isto sem contar com o que já fechou um pouco mais acima, como a Fábrica de Tecidos, o Café Moka, o Hotel Barros e a famosa casa do Garcia, onde um jacaré empalhado era o destaque na fachada da loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Rua Direita é o centro histórico o seu entorno deveria ganhar a mesma homenagem, porém, tem sempre um porém, não há mais a sociedade musical, de XV de Novembro, ali na Rua das Flores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Furiosa” hoje é saudade. Ainda bem que a Sete de Setembro está em pé, mas em seus salões não há mais "arrasta pé" no famoso salão do Primavera Clube. O cinema Sete, logo abaixo, já faz parte do acervo da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O supermercado Magacho, do bom Clandírio, também não está mais no centro histórico, aliás, não está em lugar nenhum, ele se foi quando o seu proprietário também deixou este mundo de meu Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ainda resta o Bazar Leader, que está de pé e com cara moderna e hoje tem nome e estrutura diferente daquela que um dia foi a única da cidade a atender toda região. Aliás, diga-se de passagem, o Rei dos Barateiros também sobrevive e a Samaritana está de pé e a ordem, felizmente um parágrafo otimista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos modernos o chamado Centro Histórico de Miracema já não “bomba” mais, usando o linguajar dos mais jovens, aliás, estes não desfilam pelas calçadas e nem sentam nos degraus do Crédito Real, que deu lugar a Caixa Econômica, a espera do par perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos atuais apenas o barulho dos carros de som, dos jovens descolados, fazem ruído no único ponto de encontro da Rua Direita, o Kiskina Bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Praça Dona Ermelinda foi modificada, deram a ela a cara dos anos 30, e o jardim, belo e bem cuidado, continua o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro não foi legal com o chamado Centro Histórico de Miracema, de história mesmo, repito, só sobraram alguns casarões, muito pouco para quem ganhou o apelido magnânimo de seus apaixonados moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos culpar quem quer que seja, afinal isto é o progresso e como ninguém “brigou” por isto no momento certo o tempo passou e a história do município só pode ser vista através de fotos ou por narrações de contadores de causos ou por historiadores apaixonados pela nossa Miracema.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1513937475419080434?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1513937475419080434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1513937475419080434' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1513937475419080434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1513937475419080434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/12/o-centro-historico-de-miracema.html' title='O CENTRO HISTÓRICO DE MIRACEMA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3793978119230625851</id><published>2010-12-09T12:14:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T12:36:54.110-08:00</updated><title type='text'>O ÁRBITRO PERFEITO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fase decisiva do campeonato da zona rural e um empate bastava para o time do Tio Sam, da Fazenda Campo Belo,  e o jogo era no campo do Primeiro de Maio, da Fazenda Piracicaba, que precisava  vencer por dois gols de diferença já que perdera a primeira partida, no campo do adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liga mandou o melhor árbitro para o jogo, Agnelo Mercedes, um ítalo-brasileiro que andou apitando campeonatos importantes na zona da mata mineira e parecia ser o homem certo para este jogo decisivo e esquentado. A rivalidade era do tamanho de um Fla x Flu. O embate começou nas cores das camisas, o Tio Sam vestia o seu tradicional preto e branco, com listras verticais e o Primeiro de Maio foi prá campo com as mesmas cores, só que com listras horizontais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prá definir um sorteio para saber quem trocaria o uniforme. Agnelo Mercedes já mostrava autoridade e o pessoal da casa gostou quando ele não autorizou a subida da moeda e mandou o time visitante vestir outro uniforme. Como não tinha outro uniforme, time de zona rural não se dá o luxo de ter dois modelos, foi obrigado a jogar com camisas azuis, de treino, do time da casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola rolando e Agnelo Mercedes mandava na partida e o jogo, que ameaçava ser aguerrido, foi ficando nas mãos do árbitro e tudo normal. De vez em quando ele chegava ao treinador do Tio Sam e gesticulava mostrando o caminho da rua. A galera, encostada no muro e lá nas improvisadas arquibancadas, ia ao delírio com as “broncas” em cima do treinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intervalo mais broncas. O jogo estava empatado (0x0) e o resultado dava a classificação para os visitantes. O time local nem foi até a casa, que servia de vestiário, preferiu ficar em campo, como fizera o Tio Sam, para continuar sentindo o clima do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo tempo e, sem o sol quente, os dois times resolveram correr um pouco mais e o jogo ficou elétrico. Bola na trave do Tio Sam e no rebote o Primeiro de Maio marcou. Com 1x0 no placar o treinador local preferiu garantir o resultado e armou a retranca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante o pau cantou na defesa do Primeiro de Maio e Agnelo Mercedes foi à loucura, era tudo que ele queria. Falta na entrada da área. Gil Márcio cobrava e... Bola nas nuvens. Mais uma falta, do outro lado e... Lá estava Gil Márcio isolando a redondinha. Agnelo olhava o relógio e, mais uma vez, foi ao banco do Tio Sam gritar com o treinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que desta vez o repórter ouviu e caiu na gargalhada: &lt;br /&gt;- Tira este camisa 10 ou mande outro bater as faltas, não dá prá segurar mais e nem inventar faltas, gritava Agnelo Mercedes com o cartão na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo chegava ao final e o centro avante Juca cai na área do Primeiro de Maio e Agnelo manda prá marca do pênalti. E que se apresenta para cobrar? Ele mesmo, Gil Márcio.&lt;br /&gt;Agnelo foi andando e perguntou baixinho: &lt;br /&gt;- E o senhor que irá cobrar?&lt;br /&gt;- Sim, sou eu, por quê?&lt;br /&gt;Sem pestanejar o experiente árbitro tirou o cartão vermelho do bolso e mostrou ao meia e capitão do time.&lt;br /&gt;- Sem ofensas, o senhor está expulso.&lt;br /&gt;Ninguém entendeu a expulsão, mas o zagueiro Pereira ajeitou a bola e cobrou com perfeição empatando a partida. Tio Sam classificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto isto o repórter da cidade caia na gargalhada e ninguém entendia o porquê de tanto riso. Até hoje o Primeiro de Maio aplaude Agnelo Mercedes, que fez uma exibição de alto nível e até saiu aplaudido pela torcida, coitada, que ainda não entendeu a conversa entre técnico e apitador na boca do túnel do Tio Sam. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3793978119230625851?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3793978119230625851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3793978119230625851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3793978119230625851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3793978119230625851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/12/o-arbitro-perfeito.html' title='O ÁRBITRO PERFEITO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1497394043838610792</id><published>2010-12-06T04:24:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T04:31:43.251-08:00</updated><title type='text'>CLUBES DO RIO CANTAM GONZAGUINHA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Torcidas unidas, jamais serão vencidas... Que beleza! Diga, meu amigo torcedor, minha amiga torcedora, qual é a frase mais usada neste final de ano esportivo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico com “começar de novo”. Bem, e aí eu passo em revista a obra do saudoso Gonzaguinha e vejo que o moço tinha suas razões, mesmo não falando explicitamente em futebol a gente sente, que em alguns versos, a prosa serve para os sofredores de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A fé no que virá e a alegria de poder olhar prá trás...”,  é mais ou menos assim que a turma do Flamengo cantará na virada do ano. Fé no amanhã e o ontem como exemplo e, caso dê certo, lá pelo meio do ano poderá repetir e de novo cantará Gonzaguinha em “Começaria tudo outra vez”, e dirá: “E então eu cantaria a noite inteira como já cantei, e cantarei, as coisas que já tive, tenho, eu um dia terei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os vascaínos, que não sabem o que é um título há algum tempo, os mais apaixonados me dirão: “Há um titulo da Série B no currículo, em 2009”. Se for a “vera”  vou entender porque o Fluminense só agora colocou aquele da Terceira Divisão no seu cardápio de conquistas. Depois de gritar “é campeão” na elite vale a pena recordar o sofrido título de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder o que não mais para ocultar”, canta Gonzaguinha em “não dá mais prá segurar”, e o “Grito de Alerta” vem da torcida vascaína, em coro, para Roberto Dinamite. A hora é essa, presidente, não dá mesmo para segurar mais as pontas. Eu vai ou desce do bonde para que outro assuma o controle e bonde de São Januário nos trilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no Botafogo Joel Santana não sabe se fica e pode estar dizendo assim: “São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo, arrasando aos poucos...”. Seria o caso Jobson que está botando o Natalino nervoso? Ou seriam vários convites para deixar o Engenhão e buscar um novo rumo na carreira? E o presidente alvinegro dirá: “Nosso caso é uma porta entreaberta e eu busquei a palavra mais certa...” ou seja, fica conosco Joel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os tricolores se esbaldam nos bares da vida: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eteno aprendiz...”. Dá-lhe Fluminense FC o clube tantas vezes campeão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino Cássio, meu personagem nas histórias do Papo de Botequim, canta feliz a vitória do seu tricolor. “É a primeira vez e a primeira vez a gente nunca esquece”. E ao ver o menino, hoje um homem feito, casado e querendo um herdeiro tricolor, cantando Gonzaguinha eu entendo tudo o que passa na cabeça destes jovens torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Guerreiros são pessoas, são fortes, são frágeis, guerreiro são meninos por dentro do peito...” parece até que este grito não vem do gogó afinado do Gonzaguinha e sim das arquibancadas iluminadas do Maracanã ou Engenhão, onde a festa do Fluminense sempre é colorida de verde, grená e branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no Estadual todos estarão soltando o “Grito de Alerta”, estarão com o peito “Sangrando” e um “Ponto de Interrogação” estará no ar a espera do “Começaria Tudo Outra Vez”. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1497394043838610792?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1497394043838610792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1497394043838610792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1497394043838610792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1497394043838610792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/12/clubes-do-rio-cantam-gonzaguinha.html' title='CLUBES DO RIO CANTAM GONZAGUINHA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2953666000875003496</id><published>2010-12-05T03:24:00.001-08:00</published><updated>2010-12-05T03:34:56.343-08:00</updated><title type='text'>O CANHÃO DO TOTONHO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O jogo valia pelo campeonato de distritos, o Areias tinha no seu campo a grande arma para vencer o time de Santa Inez. Totonho, o canhão era a estrela do Areias. O chute certeiro e potente do zagueiro destruía qualquer defesa ou esquema montado para deter o time da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo campeonato o Areias venceu todas em casa, cinco vitórias com gols decisivos de Totonho, o canhão. Durante os jogos a torcida ficava à beira do barranco para ver de perto a destruição provocada pelos petardos do craque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta na entrada da área, que em um campo normal seria mais do que uma penalidade máxima, e lá vai Totonho: Bomba... Gol... E mais uma bola espremida contra o barranco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vejam só quantos buracos existem na encosta! Diz um animado torcedor, contando pelo menos vinte buracos provocados pelos petardos de Totonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto aqui, apontando para o buraco no barranco, significa um gol e como temos mais de vinte “tocas de tatu” (você já viu como é uma toca de tatu?) o nosso ídolo fez mais de vinte gols este ano, pois a prefeitura ainda não mandou os homens para arrumar isto aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o dia da decisão. O campinho está lotado. O Santa Inez vem com tudo para segurar o bom time de Areias em seu campo, mortal para todos os adversários. Roberto, o treinador, manda a última ordem antes do apito inicial de Tuniquinho, o melhor arbitro da região: “Não façam faltas, deixem os atacantes fazerem o que quiserem, só não pode fazer faltas depois do meio campo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela instrução poderia parecer meio confusa, mas não era. O time de Areias se resumia no bom futebol e no chute mortal de Totonho, artilheiro com quinze gols na temporada, seus atacantes eram tremendos pernas de pau e não metiam medo em ninguém. Porém, tem sempre um porém,sabiam cavar faltas como um Neymar ou um Kléber, por isto o medo de Roberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo chegando ao fim e nada de gol. Totonho, bem marcado, não conseguia ir a frente para tentar o chute de misericórdia. Roberto tinha razão, o ataque do Areias nada fazia, mas eis que, aos 45’ do segundo tempo, um toque de mão dentro da área, de um zagueiro do Santa Inez, e Tuniquinho não teve outra alternativa a não ser marcar a penalidade máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas reclamações, sem sentido, bola na marca da cal e lá vai Totonho, aplaudido pela multidão, para cobrança da penalidade. O time do Areias ficou perfilado no meio campo, todo mundo de mãos dadas, inclusive o goleiro Benedito. Na orla do campo, não havia arquibancada, o silencio era total e lá atrás, no barranco, torcedores já faziam aposta para saber onde Totonho enterraria a bola do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico melhor: O tal barranco fica bem junto a rede do gol que dá para o botequim do Messias, que a esta altura do campeonato está repleto de gente e todos prá lá de Bagdá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai Totonho, eu já disse que o time do Areias está todo perfilado na linha divisória do gramado, e a contagem regressiva para o título começa: Um... Dois... Três... Fogo.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bomba de Totonho, bola na trave e a trajetória de retorno é acompanhada por todos, atônitos e apavorados. A bola subiu e começa a cair lentamente em direção ao gol, não do goleiro do Santa Inez, mas na meta do Areias, desguarnecida pelo Benedito, que foi comemorar antecipadamente lá no meio campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola descendo e quicando na pequena área, dez homens correndo atrás da pelota tentando salvar o que seria um castigo para o craque Totonho, o canhão. Torcida ainda calada e apenas um grito de gol, vindo banco do Santa Inez, era de Roberto, o único com os olhos abertos gritando e comemorando o título do Campeonato dos Distritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gol contra de Totonho, o canhão, que desolado largou o campo em silencio e nunca mais retornou a Areias. Foi defender seu Paraíso, onde o campo é um pouco maior e jamais correrá o risco de mandar o seu canhão na trave adversária e ver a sua grande aliada morrer mansamente na linha de gol de seu time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Inez 1 x Areias 0. Pode conferir com o Abraão, lá no Braseirinho, ele tem tudo anotado e há o testemunho do Paulinho, que afirma ter assistido a decisão lá no Distrito de Areias. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2953666000875003496?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2953666000875003496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2953666000875003496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2953666000875003496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2953666000875003496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/12/o-canhao-do-totonho.html' title='O CANHÃO DO TOTONHO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6565516980089478753</id><published>2010-11-19T03:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T03:42:22.441-08:00</updated><title type='text'>ÁRBRITRAGEM - VELHAS HISTÓRIAS E UM VELHO ASSUNTO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O futebol é gostoso e gera polêmica e discussão nos dias seguintes de clássicos ou jogos decisivos. Nesta semana, em que o Brasileirão entra em sua reta final, muitas histórias e causos de arbitragem ou “entrega” entram em cena, algumas inusitadas outras inverídicas e, é verdade, muitas são verdadeiras e existem até as provas do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não canso de ouvir as velhas histórias de arbitragens em Campos, que já estão no folclore da cidade e do futebol campista, escuto dos companheiros antigos as mesmas histórias que você, leitor mais novo, já ouviu de seus pais ou vizinhos de maior intimidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas eu descarto, é pura fantasia, como aquela do goleiro que saiu desesperado da meta e disse para o atacante: &lt;br /&gt;- Chuta rápido, eu não vou tentar a defesa, estou na “gaveta.&lt;br /&gt;- Eu não posso chutar, responde o atacante, eu também estou “comprado”, faça alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como ninguém definiu nada e houve um encontrão, o árbitro, que segundo a lenda, também estava “encomendado” assinalou a penalidade máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que quando o atacante foi prá cobrança o zagueiro veio de lá e disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saia daí, quase sursurando no ouvido do atacante, eu tenho um “serviço” prá fazer. Eu cobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a bola foi lá nas nuvens e todo mundo ficou bem na história. Certo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros casos a gente ouve e dá gargalhadas porque é o supra-sumo da ironia e da presença de espírito do repórter. Um causo verídico, só não posso citar os personagens, e como diria Vicente Dutra, só conto o milagre o santo você vê no calendário do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso repórter trabalhava debaixo de chuva forte e com raios cortando o céu e provocando choques no microfone. Nosso bandeira trabalhava duro para atender ao pedido do chefe ou de algum superior da federação e fazia bem o seu serviço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada ataque interrompido, por um impedimento inexistente, o bravo repórter dizia que o bandeira se equivocou e que mais uma vez atrapalhara o time visitante. A cada pronunciamento do companheiro o assistente se virava e vociferava algo inteligível para quem estava nas arquibancadas, mas com som suficiente para que o profissional do rádio ouvisse e entendesse o recado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto foi até o final, mas para o desgosto do repórter de campo o time da casa venceu e graças aos erros, no segundo tempo, do trio de arbitragem, principalmente o bandeira, que deixou o gramado com aquele sorriso maroto no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e um certo dia repórter e assistente se encontram em um clube da cidade. São apresentados e o homem da bandeira pergunta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é torcedor do time do nosso presidente aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, desde moleque torço para ele e sou sócio desde os dezesseis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que você brigou tanto pelo adversário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquele dia eu estava na gaveta e fui obrigado a dizer que você estava atrapalhando o time que me pagou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente, que havia feito a apresentação dos dois, fechou o pano rapidamente e desconversou, pois sentiu que o tal assistente perderia a elegância e o assunto renderia um pouco mais. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6565516980089478753?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6565516980089478753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6565516980089478753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6565516980089478753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6565516980089478753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/11/arbritragem-velhas-historias-e-um-velho.html' title='ÁRBRITRAGEM - VELHAS HISTÓRIAS E UM VELHO ASSUNTO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7600618438789430843</id><published>2010-10-20T09:39:00.001-07:00</published><updated>2010-10-20T09:39:50.103-07:00</updated><title type='text'>O MELHOR TIME DE TODOS OS TEMPOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje, ao receber a cédula de votação dos melhores do ano, enviada pela assessoria de imprensa da CBF, lembrei que um dia me perguntaram qual foi o melhor time que já vi jogar em toda a minha vida. Não vacilei ao responder que foi o meu Vasquinho, não o C.R. Vasco da Gama, o tradicional e querido clube de São Januário, foi mesmo um Vasco no diminutivo, criado pelo Edson Monteiro de Barros e pelo Clarindo Chiapin, dois vascaínos fanáticos e amantes do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele time era a continuação de um outro, formado pelo genial Alberto Cid de Carvalho, o Bitico, craque de bola e com uma paciência de Jó para lidar com as crianças metidas a jogadores de futebol. Aproveitando o sucesso da molecada, no meio da década de 60, a dupla Edson/Clarindo chamou a responsabilidade e um novo time foi criado, com o comando técnico do Bizuca, que naquele tempo ainda fazia bonito no gol do Tupã EC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base dos meninos do Bitico foi mantida, principalmente no ataque, onde Eu, Thiara e Pintinho formávamos um trio bem veloz e, que me perdoe a imodéstia, velozes e mortais. Eu comecei pelo ataque e falando de mim? Claro, pela primeira vez abro o meu coração e, como um dia me pediu o Rubinho Camelo, o goleirão do Miracema FC, precisava contar um pouco do que fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o time não era só ataque, muito pelo contrário, o meio campo era o que já vi de melhor em todos os tempos. Um craque, Geraldinho, que se jogasse hoje era uma mistura de Felipe Melo com Diego Souza, força, raça, coragem e classe, mas tudo isto misturado com um pouco de loucura a serviço da vitória de seu time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado de Geraldo dois caras sutis e clássicos, Celestino, veloz, inteligente e criativo, e Júlio, um passador de bolas como poucos, a categoria de um maestro e uma genialidade impressionante para criar jogadas para o trio acima citado. Como Júlio vi poucos e para comparar com a turma desta geração só mesmo dizendo que seu estilo era aquele que vimos em Zinedine Zidane, sem exageros, podem acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso goleiro era instável, mas de uma presença marcante quando chamado, Zé Navalha tinha os ensinamentos do cunhado, Bizuca, mas não era um protegido, jogava porque era realmente o melhor de todos. A defesa se completava com o Luiz, um lateral já moderno naquele tempo, Teco, raça ao estilo zagueiro-zagueiro, Gilson, pesado para a lateral foi se destacar no meio da zaga, e Vilmar, cujo ponto forte era a boa chegada na linha de fundo e o revezamento com o Pintinho ali pelo lado esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois aconteceram algumas mudanças, o Luiz foi prá zaga central e o Vagner entrou na lateral direita, o Gilson voltou para a esquerda e o Eduardo Amaral, o Piaza, entrou e tomou conta da quarta zaga. Um senhor jogador de bola, equilibrado, calmo e com uma técnica apurada e fazia jus ao apelido herdado do craque do Cruzeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este time foi aos poucos se modificando, a defesa principalmente, e quando o Vasquinho fechou as portas, para a recriação do C.E. Miracemense, ganhamos novos companheiros e os garotos que não tinham idade para o juvenil foram substituídos e a principal novidade foi a chegada do Cacá Moura, que tomou o lugar do Pintinho no ataque e formou-se ali um ataque, que segundo o Fernando Nascimento, era o terror de todos os butinudo da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu só, ainda não me defini quem são os melhores do Brasileirão 2010 e ainda não encontrei o melhor time que vi em todos os tempos. Geneci, um goleiro que só não foi melhor porque não quis, poderia ocupar o lugar do Zé Navalha, o David, que chegou ao grupo só quando houve a fusão do Esportivo com o Tupã, se alinha perfeitamente na lateral direita, como eu já disse em outras colunas, o Chiquinho, que saiu de Paraíso para o Flamengo e hoje é treinador da base do Bahia, também caberia como uma luva neste time de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êpa! Se eu colocar o Chiquinho eu vou perder o lugar, Cacá Moura, Thiara, Chiquinho, Pintinho e eu onde é que entro? Vou logo escalando o ataque com Thiara, Cacá e Adilson, o Chiquinho ficou muito pouco tempo e não cabe neste time e o Pintinho foi para o time de cima e perdeu a vez. Estamos combinados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Navalha, David, Gilson, Piazza e Vilmar, Geraldinho, Celestino e Júlio, Thiara, Cacá Moura e Adilson, é o escolhido, sabem por quê? Este time jogou junto até 1970 e em 1969 foi o time do TG217, que segundo o Sargento Couto, nosso comandante, era um dos melhores que ele já viu jogar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu assino embaixo e concordo com ele. Se você viu pode aprovar, ou não, se não viu pergunte a quem um dia teve a felicidade de ir ao Estádio Municipal e ver esta garotada jogar futebol.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7600618438789430843?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7600618438789430843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7600618438789430843' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7600618438789430843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7600618438789430843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/10/o-melhor-time-de-todos-os-tempos.html' title='O MELHOR TIME DE TODOS OS TEMPOS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5211037344909603704</id><published>2010-10-15T04:31:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T04:32:12.757-07:00</updated><title type='text'>POLÍTICA NÃO É O MEU FORTE, MAS...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ando meio afastado da minha cidade, não me perguntem o motivo porque não há motivo para isto, é apenas falta de tempo e falta de tempo para um aposentado é coisa rara e pode servir de desculpas para algo inconcebível com este de não ir a terrinha há quase três meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estar afastado e não estar ouvindo as dicas dos conterrâneos para as minhas crônicas aqui no Dois Estados, os assuntos ficam escassos e entro de sola nos meus arquivos em busca de algo agradável para contar para os amigos leitores das páginas do nosso jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de futebol e contar histórias já me parece bem batido, o repertório está no final e guardo algumas para o livro que vem por aí. Política é um prato cheio para quem adora o assunto, eu, pelo contrário, não sou chegado e fico de longe apenas observando e aplaudindo, como faço agora assistindo a chegada de um novo líder, Juedir Orsay, que com quase oito mil votos na cidade, nas últimas eleições, e se posta como grande nome da política local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se respeitar tal façanha, a cidade precisa de cabeças e pensamentos novos e já faz algum tempo que não surge tal liderança mais jovem. Podem até não concordar comigo, sei que oito mil votos correspondem a metade dos votos apurados, mas metade dos votos é muita coisa para quem está há pouco tempo no ramo. Ou estou enganado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu dizia que não gosto de política e que me negócio é bola, seja ela do tamanho que for e de que esporte for, e cá me vejo falando sobre o assunto indesejado, mas foi só uma recaída para aplaudir um amigo de longa data e abraçar, aqui do espaço, esta nova cabeça pensante da cidade, daqui prá frente eu volto ao meu assunto preferido e estamos conversados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de chegar na cidade quando o Dois Estados vai para as bancas e para as ruas, levado sempre pelas mãos de Nelson Barros e Maurício Monteiro, dois apaixonados pelo jornal e pelo jornalismo e que são responsáveis por tudo que vocês lêem por aqui, juntamente com o Laélson, que também é Barros. E sabe porque eu gosto de chegar junto? Para ouvir novos causos, novas ideias para a coluna e assim não ter que falar de coisas que eu não conheço e que não aprecio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço sempre as retretas da Banda Sete no jardim, mas gostaria de ver novamente a turma do Clube do Choro (seria este o nome?) que um dia me emocionou com um recital maravilhoso. Tomara que não tenha se desfeito e estou esperando o convite do Jadinho Alvim para ouvir esta turma de músicos maravilhosos e assim ter mais um assunto do meu ramo para nossos próximos encontros aqui no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma da bola não me manda notícias do que acontece nos dias de hoje. O Jorge Oneide não me liga mais contando as vitórias de seu time, o Brecoco e o Luis não me falam das promoções ou dos eventos organizados pela Liga Desportiva de Miracema e assim eu fico órfão do meu “filho” mais querido, o futebol da terrinha. Que tal voltar a me alimentar com as notícias do futebol miracemense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe por que eu cobro? Para não repetir por aqui as colunas que publico em Campos ou Cachoeiro do Itapemirim, onde o futebol brasileiro é o destaque e as histórias são bem diferentes daquelas que conto por aqui. No Dois Estados os personagens principais são nossos conhecidos e velhos amigos de muitos anos, como o Rubinho Camelo, um dos mais perfeitos goleiros que conheci, o Thiara, ponta veloz e amigo de infância, adolescência, juventude e agora na terceira idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São histórias como as de Nenenzinho, meu saudoso amigo e barbeiro, carnavalesco e contador de causos como poucos; do Bizuca, que há alguns anos não vejo e que tenho saudades do seu tempo de goleiro e de técnico do nosso Vasquinho. Do Jaci, do Edson, do Maninho, estes infelizmente não estão conosco, mas são fontes seguras de belas histórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarei por aí em breve e com o gravador na bagagem para ouvir novas histórias e novos causos, mesmo que sejam daqueles incríveis e inacreditáveis jogos ou lances que até Deus duvida, como os gols de Jucão naquela virada do Miracema FC ou dos causos do Jair Polaca, um de meus personagens mais queridos. Combinado?&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5211037344909603704?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5211037344909603704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5211037344909603704' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5211037344909603704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5211037344909603704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/10/politica-nao-e-o-meu-forte-mas.html' title='POLÍTICA NÃO É O MEU FORTE, MAS...'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6468083526165006953</id><published>2010-10-04T04:29:00.001-07:00</published><updated>2010-10-04T04:29:57.661-07:00</updated><title type='text'>SERIA MOURINHO UM NOVO ZEZÉ MOREIRA?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Na terça-feira, assistindo ao jogo Auxerre x Real Madrid, pela Liga dos Campeões da Europa, tive a certeza de que o esquema de José Mourinho é uma cópia daquele implantado por Zezé Moreira, nos anos 50, no Fluminense, onde a vitória por 1x0 era considerada uma goleada e o importante era vencer e conquistar títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na temporada passada, quando comandou brilhantemente a Internazionale, de Milão, Mourinho irritou os adversários com um forte esquema defensivo e um muro intransponível no meio campo, deixando Etto’o livre na frente para se movimentar pelos dois lados e o argentino Milito com a responsabilidade de concluir as jogadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tricolor de Zezé Moreira quem flutuava era Telê Santana, leve e solto pelos flancos, e quem finalizava era Valdo, um baita artilheiro que foi terminar, com sucesso, sua bela carreira jogando no Valência, da Espanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Real Madrid ainda não se adaptou a Mourinho e creio que o português também não esteja bem a vontade no comando do time merengue, deram a ele muitos craques para o meio campo, fora de seu estilo, e aos poucos ele vai buscando no elenco as peças para armar o seu tabuleiro de xadrez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma coisa a gente já sabe: Kedira e Ozil disputam uma vaga e Kaká, quando retornar, pode ser o Telê Santana do treinador, coisa que Cristiano Ronaldo ainda não conseguiu realizar e corre o risco de ficar de fora para que Benzema, o francês, se firme no posto que era de Milito, na Inter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os veteranos podem até me desmentir, mas que Zezé Moreira fez escola por onde passou eu tenho certeza e que Mourinho aperfeiçoou o esquema do miracemense vencedor eu não duvido. Tire suas dúvidas, você que é mais rodado, na próxima rodada do campeonato espanhol. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6468083526165006953?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6468083526165006953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6468083526165006953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6468083526165006953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6468083526165006953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/10/seria-mourinho-um-novo-zeze-moreira.html' title='SERIA MOURINHO UM NOVO ZEZÉ MOREIRA?'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7946035106445606227</id><published>2010-10-04T04:28:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T04:29:02.101-07:00</updated><title type='text'>DEIXEM O HOMEM EM PAZ</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Na missa do domingo reencontro o velho amigo Ignácio, um apaixonado pelo futebol e assíduo frequentador da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, aqui no bairro onde moro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignácio é aquele mesmo que provocou seu professor soltar a famosa pérola sobre o G mudo de seu nome. Não sabe? Então eu relembro: Na chamada da aula o professor lascou um IGnácio, dando ênfase ao G. No que o amigo respondeu: Professor, o g quando usado em nome próprio não tem som algum, é uma letra muda. E o mestre soltou a pérola: Eu "inorava", desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de algumas gargalhadas, após lembrar o ocorrido de anos atrás, o amigo me perguntou o que me levava até a Igreja do Sagrado Coração. &lt;br /&gt;-Venho sempre que posso e hoje, principalmente, venho agradecer a feliz viagem que fiz e renovar os pedidos de saúde e e paz para a família e os amigos, como você.&lt;br /&gt;- Estou aqui para orar e pedir ao Homem lá de cima que dê um jeito na carreira de meu filho, que precisa de uma força Dele, e também para agradecer pela recuperação da saúde de meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa, antes da missa, passou pela política, pelo futebol e por outros assuntos do cotidiano, mas quando o Padre surgiu a pergunta foi rápida: Será para que time torce este Padre? Quis saber Ignácio, entendendo que por ser conterrâneo do cara eu tinha a obrigação de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O irmão dele é botafoguense, mas ele tem cara de Flamengo, está meio triste e hoje acordou com uma cara meio amarrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, Dutra, vai pedir alguma coisa a São Cosme e Damião ou a São Judas Tadeu, para tirar o Flamengo do buraco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto, igreja é coisa séria e orações eu só faço para coisas sérias, não misturo as estações. Futebol é diversão, é um jogo e algo insignificante perante ao Homem lá de cima, eu não vou ocupar meu Pai com pedido para time ou para vitórias em futebol, Ele tem muita coisa para olhar prá mim e não vou usar minhas preces com estas baboseiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que ouviu isto o amigo Ignácio soltou: Se oração para time de futebol valesse o meu Vasco não teria descido há dois anos atrás, você tá certo, tenho muito que pedir prá minha família e para os amigos. Deixe o Homem em paz. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7946035106445606227?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7946035106445606227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7946035106445606227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7946035106445606227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7946035106445606227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/10/deixem-o-homem-em-paz.html' title='DEIXEM O HOMEM EM PAZ'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5260008692001253205</id><published>2010-08-01T08:16:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T08:17:17.457-07:00</updated><title type='text'>A FESTA QUE NÃO HOUVE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Alguém me perguntou: “Adilson, quando será a festa dos sessenta anos?” Ficou difícil de responder, não há interesse em fazer alguma festa comemorativa e razões para isto é que não faltam. Não iria justificar, mas o amigo insistiu no assunto e queria saber quando é que seria o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquei que a grana está curta e que prefiro viajar por aí com Marina. Uma festa deste porte, sessenta anos merece uma comemoração bem marcante, não está cabe no meu orçamento de aposentado. Disse que era meio complicado reunir meus amigos, são muitos e não gostaria de esquecer de nenhum destes, mesmo aqueles que estão longe do meu convívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei argumentar que os que comemoraram, com pompa ou até mesmo de forma simples, esqueceram de uns ou de outros e a bronca foi ouvida por celular, fixo e até mesmo pela internet. Não queria esquecer ninguém e assim é melhor não fazer nada e passear por aí e conhecer novos lugares e fazer novas amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça: Como é que eu organizaria uma festa de arromba sendo um “chato de galocha” quando o assunto é música, bebida ou comida? O que eu faria se o DJ contratado colocasse um pagode bem ao estilo “mela cueca”? Mandaria desligar e assim 20% dos meus convidados sairia do recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na hora do forró, destes que a turma curte todos os finais de semana? Eu mandaria tirar e outros 20% sairiam do lugar. Tem aquela turma que só bebe a que desce redondo, mais 20% fora pois só teria cerveja da Boa. E aqueles que gostam da número 1? Outros 20% fora da festa. Então, posso fazer alguma festa? Não. Sou chato demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobraram vinte por cento dos convidados, afirmaria você após fazer as contas dos que saíram pela música e pela bebida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, Adilson, realmente a sua festa não iria agradar ninguém, já pensou ser obrigado a ouvir Jovem Guarda, boleros, rock das antigas e estes caras da MPB tradicional? A Boa ainda vai, mas a música é de lascar, quem vai curtir um churrasco ouvindo este tipo de música? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que eu faria um churrasco para comemorar os meus sessenta anos? Tá redondamente enganado meu amigo, serviria uns canapés finos e compraria um vinho tinto, não aquele do garrafão, e sim um destes chilenos que estão chegando no país e serviria queijos para degustar enquanto ouvimos música italiana e francesa na altura que gosto, ou seja, bem alta e com um som de grande qualidade e potencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu o porque prefiro viajar e não comemorar com os amigos? Sou mesmo um exigente e um “chato de galocha” como muitos me rotulam.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5260008692001253205?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5260008692001253205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5260008692001253205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5260008692001253205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5260008692001253205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/08/festa-que-nao-houve.html' title='A FESTA QUE NÃO HOUVE'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1496833357386083948</id><published>2010-07-27T05:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T05:04:07.439-07:00</updated><title type='text'>MEUS AMIGOS INVISÍVEIS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Eu convido você para um passeio comigo. Não um giro por algum lugar, mas um passeio virtual e mental para relembrar alguma coisa que vivemos juntos nestes longos anos de amizade e companheirismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se lembra dos bons bailes no Aero Clube? Lembra quando a gente subia as escadas já sabendo o que nos aguardava por lá? Bons conjuntos, lindas meninas e moças malucas para se esconderem dos pés duros. Será que estou falando com um destes? Eu ficava só na espreita, a espera de um deste se aproximar de uma garota bonita para eu entrar na dança. Sabe por quê? Eu conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dançava muito bem e tinha um jeito especial de levar a menina no meio do salão. Elas sempre davam um jeitinho de fugir do rapaz cintura dura e me chamar, com um gesto ou um sinal, para a próxima contra dança.  Você ficava me olhando com cara de malvado e ficava p... da vida comigo, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas peladas do Ginásio, você, um becão desastrado, sempre ficava de fora das escolhas, feitas no “par ou impar”, mas não desistia nunca. Lembra-se daquela tarde chuvosa, quando faltou gente prá caramba para o “racha” do dia? Isto. Você nem foi olhado, ficou de fora enquanto um dos times jogava com um a menos. O líder da turma só gargalhava e, você, cabeça de bagre, nem era notado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você, meu caro companheiro, pode ter sido um dos principais personagens do primeiro Festival da Canção, promovido pelo Grêmio Estudantil Alberto Oliveira, o GEAO. Este festival marcou época na cidade. Eu sei que fizeste um tremendo esforço para que tudo desse certo e levou os créditos por total merecimento. É meu amigo, o tempo passou depressa e lá se vão mais de quarenta anos do primeiro Fecami, que foi realizado no Cine XV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você jogou no Vasquinho? Eu me lembro muito bem do amigo, bom de bola você não era, mas gostava de treinar, como ninguém, e sabia como encaixar a força com mediana qualidade técnica. O Bizuca, nosso treinador, sabia tirar proveito de sua vitalidade, né mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para esquecer os momentos, bons por sinal, vividos no Rink, no Colégio Nossa Senhora das Graças, onde muitos de vocês conviveram comigo e vivenciaram ótimas passagens desta turma maravilhosa que formávamos. Os “rachas” na quadra do jardim foram memoráveis e alguns se revelavam com maior qualidade, você foi um destes, não? Claro que foi, sempre modesto, mas não adianta esconder de todos nós, que sabemos como você jogava bem o futebol de salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você aí, que um dia brigou com seu futuro cunhado só porque ele queria beijar na boca de sua irmã? Que pecado! Isto não pode. Foi correndo avisar sua mãe, isto mesmo, falou com a mãe, pois se falasse com o pai ele viria correndo prá pegar a guria pelos cabelos na frente de todo mundo lá nos degraus do Banco de Crédito Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapaz, o tempo passa, mas a memória continua acesa. Participamos juntos dos bailes de carnaval, aqueles matinês lá no Primavera, você sempre descia para tomar umas e outras no Bar Rio Branco, eu não bebia, mas ficava na minha e nunca fiz vexame no salão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sim, meu amigo, já caiu embriagado, aos pés da sua paquera, e “apagou” em frente a obra da casa do Vavate, ali na Rua Direita, depois de cheirar uma lança com mais força. Tá lembrado? Esqueceu? Eu não, meu chapa, lembro de tudo isto, mas tenho certeza que você também. Eita tempo bom aquele, né mesmo? Ninguém cobrava nada de ninguém e nossos pais eram durões, mas perdoavam estes deslizes de juventude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, meu amigo, você fez troça do amigo desajeitado e sem graça, que tentava dançar lá no Grêmio do Nossa Senhora das Graças, o nosso Geao, riu do rapaz e quando foi dançar, com aquela sua garota favorita, tá ligado? O cara que tomava conta do som botou um disco do Simonal,  com aquelas músicas mais animadas, e você se descontrolou e fez como o amigo que você debochara momentos antes, tive que socorrer para que não passasse vergonha. Tá lembrado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem são estes personagens? Devem estar se perguntando. Eles existem e marcaram minha vida com amizade e carinho e por isto deixo a sua imaginação funcionar e se sinta um destes citados por aqui. O texto é uma homenagem, sincera, a todos os amigos que dividiram comigo momentos de felicidades. Obrigado a todos vocês.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1496833357386083948?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1496833357386083948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1496833357386083948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1496833357386083948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1496833357386083948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/07/meus-amigos-invisiveis.html' title='MEUS AMIGOS INVISÍVEIS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3371540629835012930</id><published>2010-07-23T05:34:00.001-07:00</published><updated>2010-07-23T05:34:34.587-07:00</updated><title type='text'>AS RUAS DA CIDADE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje, lá pelas duas da manhã, acordei assustado. Olhei para o lado e vi que nada estava errado e o barulho que ouvi veio do sonho, aliás tenho sonhado demais e, segundo os médicos, isto é bom para o emocional. Então tá, o susto foi bom prá mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que sonhava o escriba? Perguntaria o leitor. Sonhei que estavam demolindo a rua Direita, lá na terrinha, para homenagear os Quatro Diabos, referência aos baluartes da emancipação da cidade, cada pedaço da antiga Marechal Floriano, dividida entre a rodoviária até a Praça das Mães, teria o nome de cada um destes velhos camaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, foi um sonho. Mas a realidade é que nenhum de nossos vultos têm o seu nome grafado em uma das vias principais da cidade, exceção feita ao Deputado Luis Fernando Linhares, que por obra do destino, teve o seu nome gravado na nova avenida, construída logo após a sua trágica morte, no outro lado de Miracema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde fica a Rua Altivo Linhares? Qual foi a rua que ofereceram o nome de Jamil Cardoso na cidade? Qual o prefeito empresta seu nome a uma das vias principais de Miracema? Salim Bou-Isa ou José de Carvalho, ou até mesmo o último a falecer, Jairo Tostes, são homenageados em algum monumento ou órgão público? Olavo Monteiro dá nome a qual logradouro no município? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sobrará para Jofre Geraldo Salim, nosso último herói da emancipação com vida? Darão seu nome a uma travessa ou uma vila lá na periferia da cidade? O médico Moacir Junqueira, ex-prefeito da cidade, dá nome a um pedacinho mínimo, uma travessa ali na Casa de Saúde São Sebastião.Pelo visto será assim  mesmo com os próximos conterrâneos ilustres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Marechal Floriano, centro da cidade, um endereço nobre com o nome de um desconhecido para nós miracemenses. Quais foram as benesses, para nossas bandas, trazidas por ele ou por outro nome nacional? Não são conhecidas. João Pessoa, um paraibano que dá seu nome a capital de seu estado,é homenageado por aqui,  mas o que representa João Pessoa para nossa terra? O mesmo que Marechal Floriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há movimento para rebatizar ruas com nomes de nossos conterrâneos ainda sem este tipo de homenagem. Estes “estrangeiros” nada fizeram e o mínimo que eles, um dia, podem ter feio pela cidade é mais do que muitos forasteiros, juntos, realizaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ary Parreiras, que dá nome a praça em frente a prefeitura e a igreja, está nos anais e na história, Coronel José Carlos Moreira, tem seu nome na rua que pega o segmento da Ary Parreiras. Ambos merecem a placa em sua rua, mas é preciso rever alguns nomes antigos não justificáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que legal! Moro na Praça Dona Ermelinda. Sabe quem foi dona Ermelinda? A doadora das terras onde está hoje a nossa cidade. Que legal! É a principal praça da cidade e a cidadã tem todo o direito de ostentar o nome nas placas indicativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Av. Nilo Peçanha, Praça Getúlio Vargas, Grupo Escolar Prudente de Moraes, homenagens a presidentes do Brasil, idealizadas por alguns correligionários da época, mas que hoje nada representam para nós,  nem mesmo fizeram parte da luta pela emancipação. Estou sendo cruel ou antipático? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim acha, meu caro leitor,  me perdoe,  o que pretendo é fazer justiça a nossos heróis da emancipação e velhos líderes políticos, que estão esquecidos nos velhos armários da prefeitura e não reconhecidos até o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos políticos deveriam se reunir e refletir sobre o assunto, talvez eu até esteja batendo em uma tecla já visitada por eles, mas desde garoto, dos tempos de federação dos estudantes ou grêmio estudantil, passando pela Maçonaria e Rotary, venho tocando nesta pauta, sem ter voz ativa ou influenciada, sempre fui um voto vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho, pelo menos, minha voz no Dois Estados e daqui lanço este desafio aos amigos da Câmara de Vereadores: Tem gente na cidade que merece ter seu nome gravado na principal rua do município e se as grandes cidades reviram e rebatizaram suas principais avenidas, que tal um projeto de lei para que no futuro homenageemos um dos mais ilustres miracemenses de todos os tempos?&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3371540629835012930?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3371540629835012930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3371540629835012930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3371540629835012930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3371540629835012930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/07/as-ruas-da-cidade.html' title='AS RUAS DA CIDADE'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-9097453251948128220</id><published>2010-07-23T05:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T05:33:48.784-07:00</updated><title type='text'>TRINTA ANOS DE RADIALISMO ESPORTIVO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Este ano comemoramos vinte e oito anos da Rádio Princesinha, lá da terrinha, e este aniversário me faz lembrar alguns bons momentos vividos na latinha da minha “afilhada” e dá vontade de contar uma longa história sobre tudo o que vivemos naquele estúdio ou nas externas realizadas com esforço e muita garra por toda equipe de esportes da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivenciamos alguns eventos sensacionais, a começar pela pioneira transmissão do vôlei, na quadra do Clube XV, do futebol no Estádio Irmãos Moreira, sobre a laje do vestiário, dos jogos do Campeonato Municipal e da Copa Noroeste, realização da equipe de esportes e apoio da Liga Desportiva de Miracema, leia-se Alcir Fernandes de Oliveira, o Maninho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transmissões que marcaram todo um período de vitórias ainda estão na memória. Fizemos jogos em todo noroeste do estado e fomos pioneiros em transmissões de Natividade, São José de Ubá, Itaocara e outros municípios da região, que captavam o som da Princesinha e acompanhavam todo o noticiário esportivo dos clubes regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe de porte e com categoria para qualquer uma das grandes rádios brasileiras. Dois ótimos comentaristas, Francisco David e Fernando Nascimento, um excelente repórter, José Luis da Silva, que ao lado de Wellington Ronzê formou uma dupla de “trepidantes” que, no meu ponto de vista, não ficava devendo nada a qualquer uma das que encontramos por estes longos trinta anos de radialismo esportivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade: Um dia recebemos, na cidade, a visita de Luis Mendes, veterano comentarista global, que gostou do que ouviu na Princesinha e, para a surpresa deste escriba, dias depois o estilo do Bola em Jogo, nosso programa descontraído e comentado, que ia ao ar às seis da tarde, era inserido no Panorama Esportivo da Globo, sob o comando do Gilson Ricardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidência? Não. Apenas uma inovação lançada por nós e que foi clonada pela poderosa emissora brasileira, e digo com o peito aberto e o coração cheio de amor prá dar, que fiquei feliz prá caramba. Ver um projeto nosso, meu, do Chico e do Zé Luis, servir de exemplo para Rádio Globo/Rio, é algo que explode qualquer ego. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos transmissões históricas, como a do clássico carioca entre Botafogo e Fluminense, no Maracanã, e fomos a primeira emissora do interior, fora do eixo Volta Redonda/Campos/Friburgo, a pedir credenciamento para transmissão no Estádio Mario Filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os que estavam em Miracema, no domingo do clássico, tivemos cerca de 90% de audiência na cidade e, na segunda-feira, quando regressamos ao nosso dia a dia na terrinha, sentimos a repercussão do fato e nos tornamos, naquela semana, celebridades na cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns jogos marcaram como a decisão da II Copa Noroeste, em São José de Ubá, quando o Grêmio venceu o Natividade e ficou com o título. Naquele jogo um fato curioso aconteceu e serviu para definir o jogo. Um lance rápido, na área do NAC, um jogador do Grêmio foi derrubado e lá da cabine eu, que narrava o jogo, percebi e gritei pênalti, logo confirmado pelo Zé Luiz, no gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um torcedor, com o rádio de pilha com volume máximo, e na linha lateral o bandeira, Celso Tadeu da Encarnação, percebeu que houve o pênalti e assinalou. O árbitro, Reinaldo Ribas, confirmou a marcação do auxiliar, mandou prá cal e o Grêmio abriu o placar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuva, frio, brigas, confusões e muitas lembranças, que se contadas por aqui daria para encher todas as páginas do jornal, mas prometo colocar estas memórias em destaque em outras edições do nosso Dois Estados.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-9097453251948128220?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/9097453251948128220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=9097453251948128220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/9097453251948128220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/9097453251948128220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/07/trinta-anos-de-radialismo-esportivo.html' title='TRINTA ANOS DE RADIALISMO ESPORTIVO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8037679042190923489</id><published>2010-06-23T12:30:00.001-07:00</published><updated>2010-06-23T16:13:26.253-07:00</updated><title type='text'>AMOR, ÓDIO E RIVALIDADE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cresci ouvindo que Pádua, uma cidade vizinha à Miracema, era inimiga e que tínhamos que odiar os paduanos. Cresci assistindo brigas histórias nos clubes de minha cidade entre meus conterrâneos e os nossos vizinhos. Tentaram me ensinar que tudo isto era correto, não gostar de Santo Antonio de Pádua e seus moradores era normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia assisti a um vandalismo incrível, que me deixou traumatizado e ferido no peito e na alma. Um bando de fanáticos miracemenses atirava pedras em direção aos veículos de Santo Antonio de Pádua, que acompanhavam uma procissão de Nossa Senhora de Fátima, nas imediações da Praça Dona Ermelinda, a principal da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi toda minha infância tentando entender porque das brigas nos estádios e nos campos de futebol.  Brigavam só porque os times, nos gramados, eram de Miracema e de Santo Antonio de Pádua. Sofri agressões em meu tempo de boleiro  porque vestia a camisa do Esportivo ou do Tupã em jogos contra o Americano, de Pádua, e/ou Paduano. Tudo isto era possível naqueles anos 50/60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diziam-me que era uma rivalidade sadia e que era necessário incrementá-la para evolução da cidade. Jamais acreditei nesta lenda. Sempre me fiz respeitar pela educação e amizade para com o povo daquela vizinha cidade. Meu coração não cabia tanta maldade e tanto ódio e por isto acreditava que um dia eu teria paz nos bailes do Clube Social de Pádua e no Campestre Pádua Clube. Eu estava correto, este dia chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fui o primeiro miracemense a vestir a camisa do Paduano EC, nem o primeiro a participar de um conjunto musical daquela cidade, como também não fui o primeiro a casar com uma garota da cidade. Nos anos 70, já com outra mentalidade, os jovens tornaram uma tradição  o namoro entre miracemenses e paduanos (as), a cada ano um casamento entre moços e moças das cidades. Bem legal, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por que tenho que torcer contra a Argentina? Por que tenho que odiar Maradona? Cresci lendo que por lá, no país vizinho, tinha o segundo melhor futebol do mundo, diziam que nós brasileiros éramos melhores. Por que não ganhávamos deles nas copas continentais entre seleções ou clubes? Eram melhores sim, um futebol de dar gosto, adorava ir ao Maracanã vê-los em ação. Repito: Por que odiar os hermanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi Ratin, em 66, peitar a Inglaterra lá no território deles e senti que aquele era o cara. Os brasileiros foram eliminados, vergonhosamente, por Portugal e eles, os argentinos, venderam caro a eliminação pelos donos da casa. “Um roubo”, diziam os cronistas daquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi Roberto Perfumo, um zagueiro brilhante, jogar com a camisa do Cruzeiro, no Maracanã, e conquistar títulos. Sofri quando Doval, craque argentino, deixou o Flamengo, onde brilhou intensamente, para vestir a camisa do Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um fã incondicional de Maradona, um dos mais perfeitos craques que vi jogar. Sou vidrado no futebol de Messi, que não chega a um Maradona, como dizem os argentinos, mas é, sem dúvida alguma, o que de melhor temos no futebol de hoje. Sou admirador de D’stefano, embora não tenha visto jogar tenho guardadas várias imagens do craque do Real Madrid. E por aí eu posso enumerar um punhado de craques platinos que fizeram a história do futebol sul americano e mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu pergunto: Por que odiar a Argentina e os argentinos? Porque me ensinaram isto quando criança, assim como tentaram me ensinar a detestar Santo Antonio de Pádua? O interessante é que a mídia, esta mesma que nos leva a não gostar dos argentinos, um dia me disse que Fernando Meligeni, o Fininho, nosso tenista, era o ídolo da raça brasileira. Como? Ele, Fininho, não é argentino? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Tá bom, teve a Copa de 78 que garfaram a gente. Legal. Então devemos odiar é a Fifa, que liberou a gandaia e a CBF, que deve ter aceitado a armação. Aliás, a mesma armação de 94, quando a entidade mundial tirou a Argentina da Copa, com aquela punição a Maradona, só porque os hermanos tinham o melhor time do mundo e Maradona estava brigado, por ter falado a verdade, com a Fifa, e vetado para comemorar mais um título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tem gente que gosta de Júlio Baptista, eu gosto do Messi, outros preferem o Felipe Melo, eu prefiro o Verón, alguém vai dizer que nosso ataque é bom, concordo, mas o da Argentina é excelente. Ah! A nossa defesa é melhor do que a deles. Tá legal, vamos continuar procurando erros e insistir na insana rivalidade gratuita. O que te fez a Argentina, ou argentinos, nesta sua vida esportiva ou social? Dez minutos para pensar e... Um abraço.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8037679042190923489?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8037679042190923489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8037679042190923489' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8037679042190923489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8037679042190923489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/06/amor-odio-e-rivalidade.html' title='AMOR, ÓDIO E RIVALIDADE'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2849001525200909500</id><published>2010-06-22T06:32:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T06:33:13.478-07:00</updated><title type='text'>MINHAS ESTRELAS GUIAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sábado de Copa do Mundo, um friozinho legal, e quase cochilando dou uma sacada na tevê e ouço, isto mesmo, ouço, Angélica no seu Estrelas (Marina é fã), e uma homenagem me chama a atenção. Marco Nanini faz justiça a sua professora de primário, lá em Belo Horizonte, no longínquo ano de 1974, Dona Maria do Carmo,, que despertou o desejo de estudar no garoto Marco Antonio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei a cabeça, arrumei o travesseiro e fechei os olhos tentando buscar naquele quadro do programa algo do gênero para colocar aqui umas mal traçadas linhas, homenageando as minhas mestras, ainda vivas, dos tempos do Grupo Escolar Prudente de Moraes. Do trio que me vem a memória apenas duas, felizmente, estão por aí vivendo intensamente a merecida aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas lembranças em que o pré-primário, acho que naquele tempo não era assim que chamávamos, era Jardim de Infância, são bem nítidas, mas juro que uma professora não vem na minha mente e o que me clareia são as festinhas e as músicas de Dona Maria do Carmo Alves da Cruz, pianista e orientadora, no auditório do Clarinda Damasceno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco no baú de memória, sem muito esforço, e me vejo já no Prudente de Moraes, sob a batuta educada e singela de Dona Orlanda Aversa, que por algum motivo, acredito eu por gravidez de Lidia Emília, deixou a turma e aí encontramos Dona Maria Selma Tostes, que nos levou a aprender as primeiras palavras e completou tudo aquilo que Dona Orlanda havia começado. Se me equivoquei ou deturpei algo, Dona Maria Selma, me perdoe, aceito correções, mas tenha certeza de que aqui, neste peito aberto e safenado, tem um lugarzinho com seu retrato guardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre comento, em rodas de amigos, que tenho algumas mulheres que marcaram minha vida e deram sentido a ela. Dona Lili, a mãe adorada, Dona Maria, avó amada, quatro irmãs (Eliane, Tereza, Celeste e Patrícia), quatro primeiras amigas (Gracinha, Catarina, Zezé e Jane), uma esposa (Marina) e uma filha (Gisele), que me fizeram, e fazem, ser o que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje, vendo o Estrelas, da Angélica, quem brilha no meu coração é outra professora, que ainda menina aceitou o desafio de enfrentar os “renegados” do Prudente. Uma turma de quarta série candidata a fazer, e fracassar, o exame de admissão para o ginásio. Uma turma de 12 garotos levados e, segundo algumas professoras, “endiabrados” e sem rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Jurecê Andrade não se deixou abater. Adotou a turma como se filhos fossem, deu o que faltava para a grande maioria, carinho e atenção, e fez de nós ótimos meninos e todos, eu disse todos, os “encapetados” foram aprovados para o Ginásio Nossa Senhora das Graças, reza a lenda, o mais difícil exame de admissão da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Jurecê virou ídolo de todos nós, que aprendemos a admirará-la e amar como nossas mães. Naquele tempo não tinha este negócio de “tia”, era dona mesmo, e Dona Jurecê jamais encostou a mão, ou a régua como era de costume, em um de nós. Olha que a turma era realmente da pesada. Não éramos maus elementos ou arruaceiros, nós tínhamos hábitos diferentes de muitos e, hoje sabemos que isto se chama hiper-atividade, mas nos anos 50/60 não era bem visto pelas diretoras dos colégios e a palmatória e os caroços de milho, como castigos, eram normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais ouvi um grito histérico vindo de Dona Jurecê, sua voz era terna, meiga e quando ficava brava, meu Deus, sai de baixo, era bronca no ouvido e a turma toda pagava o preço da alteração de um companheiro. Doce lembrança, doces anos dourados e bem vividos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Se eu pudesse ter um espaço maior esta semana por aqui, juro que abriria um cantinho especial para Dona Mariquinha, Dona Edir, Dona Nádia, Dona Climene, Dona Ivete, Dona Solange e tantas outras, cujos nomes estão no baú da memória, mas a tampa ainda está fechada. Um abraço a todas as professoras que um dia me fizeram ser tudo isto que eu acho que sou, um cara legal e cheio de intimidade com as letrinhas, que elas me ensinaram a decifrar&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2849001525200909500?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2849001525200909500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2849001525200909500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2849001525200909500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2849001525200909500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/06/minhas-estrelas-guias.html' title='MINHAS ESTRELAS GUIAS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4863514054493727234</id><published>2010-06-07T05:27:00.001-07:00</published><updated>2010-06-07T05:27:59.480-07:00</updated><title type='text'>A COPA DAS MULHERES</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Copa do Mundo para o país e as novelas, seja das seis, sete ou das nove, são deixadas de lado. O prato principal, em todas as mesas de bares e salas de visitas, é o futebol. Saem de cena Antonio Fagundes, Tony Ramos, Juliana Paes, Fernanda Montenegro, etc e tal e entram na jogada Kaká, Robinho, Lucio, Júlio César e outros astros. Alias, Ganso também já é prato frio, descartado, na moda mesmo é o jeito de ver e acompanhar a Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens, mulheres, crianças e idosos estão a postos e com suas vestimentas prontas,  esperando apenas o apito do árbitro que comandará África do Sul x México, o primeiro jogo do mundial, para que as especulações entrem em campo. Quem será o campeão? Quem vai brilhar nos gramado africanos? E pasmem, caro leitor, o assunto entre as mulheres não é mais quem é o mais bonito ou o mais charmoso, muitas delas já sabem distinguir um impedimento, como diz Sheila França, professora de Matemática, que vai ficar atenta aos jogos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sou adepta ao futebol, diz Sheila, mas quando o Brasil entra em campo viro uma torcedora de primeira. Conheço algumas regras do jogo e até discuto uma jogada, posso não ser expert no assunto, mas não me engano com facilidade, arremata de primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa eu até me surpreendo com a evolução de Marina, minha esposa, que discute táticas e traduz para o seu jeito os comentários dos analistas da televisão. “Venho de uma família de amantes do futebol, meus tios e primos são fanáticos, e me casei com um mais maluco ainda, e de quebra os dois filhos são vidrados e por isto tive que aprender”, comenta a mais nova fã do futebol, que vai assistir os jogos do Brasil vestindo a camisa usada por Célio Silva no Mundial de Juniores de 87.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que estou na esfera doméstica dou uma chegada até Miracema, onde minha irmã Teresa é daquelas apaixonadas por futebol. Assinante do Canal Premiere, da Sky, torcedora do Flamengo, crítica de Dunga e de Felipe Melo. “A Tetê está aposentada, diz Eliane, a irmã mais velha, e vai grudar na televisão durante toda a Copa do Mundo. Vai gostar de futebol assim lá na África do Sul”, completa a mana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gisele, a filha, fez o convite para irmos a sua casa, durante os jogos do Brasil. Eu não levo muito a sério este convite por dois motivos: A Gigi não é muito chegada ao esporte bretão, assim como seu marido, Adalberto, e,  pelo que senti, o objetivo de ambos é fazer uma bela confraternização em torno de um churrasco, cerveja gelada e muito papo. Estou fora, gosto de assistir quieto e analisando os lances dos jogos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primas Cláudia e Deise, ambas Estrela e apaixonadas pelo Fluminense, culpa do pai, Didi Azevedo, que deixou o tricolor como herança para as meninas, fazem as contas e ajustam as agendas para quando a copa começar. As duas são vidradas em futebol e acompanham, ao lado de maridos e filhos, todo desenrolar dos campeonatos em que o Flusão participa. Na Copa não será diferente, tenho certeza, e os horários estão reservados para não atrapalhar o dia a dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando neste filão as emissoras de televisão do Brasil enviaram, a África do Sul, grandes estrelas de seu jornalismo e farão disto um ponto extra de atrações nos telejornais e programas esportivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos diferenciais deste ano é a presença cada vez mais forte das mulheres na cobertura, desde jornalistas mais experientes no assunto – como Fátima Bernardes, que já esteve em três Copas pela Globo – a algumas que terão sua primeira experiência no torneio, como Mylena Ciribelli, da Record, e Renata Fan, da Bandeirantes. Até gente cujo trabalho nunca foi ligado a futebol irá trabalhar na Copa da África do Sul. É o caso da apresentadora da Globo Ana Maria Braga. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4863514054493727234?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4863514054493727234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4863514054493727234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4863514054493727234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4863514054493727234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/06/copa-das-mulheres.html' title='A COPA DAS MULHERES'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2779458448487047084</id><published>2010-05-23T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T13:26:15.381-07:00</updated><title type='text'>TODAS AS COPAS DE MINHA VIDA - FINAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Em 1994 a Copa do Mundo e o futebol chegavam aos Estados Unidos da América, onde a bola oval sempre predominou. O planeta bola esperava que os americanos se rendessem a pelota redonda e a Fifa e autoridade americanas, se juntaram para fazer a maior festa do futebol de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transmissão da televisão foi fantástica, o bacana aqui já curtia uma televisão de 29 polegadas, morava nas imediações da Pelinca, de onde saiam as caravanas comemorando as vitórias do time de Parreira. Era o auge do satélite no Brasil e já tínhamos, além da parabólica, a GLOBOSAT e seu sistema de transmissão a cabo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sala ficava lotada de amigos, mas festa mesmo só por parte dos visitantes, este comentarista estava a serviço e não curtia muito aquele futebol feio do time liderado pelo Dunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma da Pereira Nunes preparou a festa da final, contra a Itália, com esmero e dedicação. Dei a minha contribuição e apostei com a Gisele, minha filha: “Se o Brasil vencer eu tiro a barba de trinta e quatro anos”. Vocês já sabem o que aconteceu, o Vicente, meu barbeiro favorito, raspou a cara deste escriba e Gisele se espantou quando viu aquele rosto vermelho e suado. “Volta com a barba, pai. Você ficou muito feio”, gritou a menina que foi para o canto chorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para a Europa em 1998 e para a França, onde há 64 anos os italianos conquistavam o mundo através do futebol. Por aqui já havia pressão em cima dos funcionários do Banerj, os novos donos tentaram nos impedir de ver os jogos e o que vimos, ao vivo e a cores, foram os jogos do final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também o ano de outra frustração na tentativa de ir a uma Copa do Mundo. Trabalhava na Rádio Cultura e havia pretensão da emissora em ir a França, mas por problemas no Banerj, férias negadas, vi os companheiros Sérgio Tinoco e Peçanha Filho serem escolhidos e viajarem com destino a Paris para ver de perto a vitória da França e mais um vice-campeonato do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fiasco de 1998 já estava apagado da memória dos brasileiros, mas no fundo o medo tomava conta do país do futebol. Felipão foi convocado para liderar aquele time que iria ao Japão e Coréia, na Ásia, em 2002, na primeira copa disputada naquele continente e a primeira com organização de dois países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não curti muito esta Copa de 2002, estava vivendo um momento tenso no trabalho, onde a demissão poderia vir a qualquer momento e uma pressão altíssima (19x14), que me levou a uma isquemia, em outubro daquele ano, já se fazia notar. Futebol era quase proibido, mas felizmente o Brasil venceu e Ronaldo finalmente brilhou ao lado de Rivaldo. Brasil campeão e festa na Pelinca, mas aqui no prédio, para onde mudei em 1999, a turma do Marco Aurélio comandou as comemorações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a última Copa do Mundo pré 2010, e esta foi jogada novamente na Alemanha, desta vez sem Hitler e seus fascistas. O ano era 2006 e os favoritos, além dos brasileiros, eram os anfitriões. Ninguém acreditava uma final sem Brasil ou Alemanha ou até mesmo, para pelo menos 40% dos entrevistados, uma final entre estes dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a minha primeira Copa do Mundo como aposentado e pude ver todos os jogos com imagens de cinema, em uma televisão grande e moderna e só não pude comemorar o título do Brasil, que ficou pelo meio do caminho com seus célebres e cerebrais craques, mas que pelos motivos que todos vocês sabem, esqueceram da bola e optaram pela balada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo dos sonhos a Itália venceu a França, na final onde a inusitada cabeçada de Zidane, em Materazzi, ofuscou um pouco o brilho do título italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copa do Mundo de Futebol uma festa que celebramos de quatro em quatro anos e mais uma vez a minha visita a um país da copa, durante a competição, fica adiada, o coração safenado impede maiores emoções e a distancia até a África do Sul é um desafio difícil de ser batido. Um abraço e felicidades, amigos do futebol.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2779458448487047084?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2779458448487047084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2779458448487047084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2779458448487047084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2779458448487047084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/05/todas-as-copas-de-minha-vida-final.html' title='TODAS AS COPAS DE MINHA VIDA - FINAL'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6805980432867377044</id><published>2010-05-23T13:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T13:24:44.499-07:00</updated><title type='text'>OS BONS TEMPOS DA “LATINHA” II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/S_mPBFm6eQI/AAAAAAAAAKc/OamonmRPZzA/s1600/adilsonsergiotinoco.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/S_mPBFm6eQI/AAAAAAAAAKc/OamonmRPZzA/s320/adilsonsergiotinoco.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474564070893582594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prometi e aqui estamos novamente a contar os bons momentos deste repórter e, de acordo como combinado iniciamos com o papo com Telê Santana, no Hilton Hotel, em São Paulo, antes do jogo final das Eliminatórias para a Copa de 1986, contra a Bolívia, no Morumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o dia inteiro no hotel, levado pelo José Maria de Aquino, e por lá um grande movimento entorno dos craques e da comissão técnica. Falar com os jogadores era praticamente impossível, mas com este jeito simples e com cara de quem não está fazendo nada por ali, fiquei colocado com o Robério Gata Mansa, o assessor de imprensa da CBF, que foi com a minha cara e me deu guarida para encostar na turma e no bar do hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ali, sempre às escondidas, passaram Sócrates, Careca, Renato, Leandro e Mozer, com quem abri um papo falando de Miracema e de sua visita a cidade, em 83, com a seleção carioca de juniores. Mozer disse que se lembrava e nos tornamos “amigos de infância”. Sócrates, amigo de Zé Maria, foi avisado de minha presença, tomando uma cerveja no balcão do bar, e por ali apareceu e, ao pegar o copo para filar o gole, foi puxando assunto e a prosa fluiu numa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz grandes entrevistas para a Difusora e para a Princesinha, de Miracema, mas precisava falar com Telê Santana, treinador brasileiro, que não dava bola para imprensa e não queria papo com ninguém. Já era tarde e Telê chegava de uma partida de tênis, na quadra do hotel, e não parou para conversa diária com os repórteres, entrou reclamando e chamando todo mundo de chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates o esperou na porta do elevador e disse: “Professor, aquele rapaz andou dois mil quilômetros (exagero) só para conversar com o senhor e vai deixar o cara na saudade?”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é de onde? Perguntou Telê.&lt;br /&gt;- Sei não, pergunte a ele, disse Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cheguei, me apresentei como sendo de uma rádio interiorana, de Miracema, interior do Estado do Rio, e que pretendia pelo menos cinco minutos de conversa com ele e que já havia gravado com Sócrates, Mozer, Renato e Leandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Logo vi, você estava no bar e só entrevistou a turma que gosta de uma cerveja, por isto estão fazendo força para eu falar contigo. Mas vamos lá, vou conversar com a sua rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei o treinador para sentar, ele espantou e riu da minha audácia, liguei o gravador, antes eu testei para ver se não tinha esquecido de acionar a tecla de gravar e iniciamos um papo de quase meia hora falando sobre o time, sobre Minas Gerais, pescaria, tênis e muitos assuntos que o treinador não falava em suas entrevistas diárias aos companheiros de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despediu-se com um abraço e com uma palavra de carinho para este repórter, que no dia seguinte reproduziu tudo aquilo, sem editar, pelo telefone público e os ouvintes da Princesinha ficaram felizes por terem ouvido uma exclusiva com Telê Santana, o mais badalado treinador naquela época de futebol arte e brilhante de nossa seleção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem ainda os vexames dos meus convidados, as alegrias de torcedores que levei para papear com seus ídolos, as aventuras em estádios acanhados por este Brasil do Futebol. Aguardem.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6805980432867377044?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6805980432867377044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6805980432867377044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6805980432867377044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6805980432867377044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/05/os-bons-tempos-da-latinha-ii.html' title='OS BONS TEMPOS DA “LATINHA” II'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/S_mPBFm6eQI/AAAAAAAAAKc/OamonmRPZzA/s72-c/adilsonsergiotinoco.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3169122944241725940</id><published>2010-05-21T12:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T12:41:25.220-07:00</updated><title type='text'>TODAS AS COPAS DE MINHA VIDA - II</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Paramos, o primeiro capítulo, em 1970. O espetacular time brasileiro levantou o terceiro título no México e deixou saudades em todos nós e espalhou a fama do futebol tupiniquim por todos os continentes. Hoje seguimos com a narrativa sobre o maior evento esportivo do planeta bola, a Copa do Mundo de Futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Holanda assombrava o mundo em 1974 e eu, aos vinte e quatro anos, estava noivo e de casamento marcado com Marina, com quem divido as alianças há 34 anos. O emprego na Vepasa era excelente e os dez salários recebidos me deram a chance de comprar uma TV novinha e assistir, no meu quarto, o segundo título da Alemanha, que mais uma vez bateu o maior favorito da Copa, desta vez em casa, diante de milhões de alemães extasiados com o futebol dos bávaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentina/1978 a Copa da Ditadura Militar e da frustração de muitos brasileiros, este que vos fala inclusive, que fizeram planos para ver de perto a primeira Copa do Mundo e foram impedidos pela segurança e por alguns membros do exército brasileiro, temendo algo de ruim em território platino. O Brasil foi bem e todos admitem que os donos da casa ficaram com o titulo por manobras militares extra-campo e até hoje os brasileiros e consideram campeões morais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta copa não foi de boa lembrança para mim. Desempregado, após a crise mundial do petróleo, que provocou o fechamento da revenda Ford em que trabalhava, e com o Ralph a tira colo. Vivi momentos de grande angústia e as dívidas se acumulavam após o fechamento da Friolândia, um comércio de frios onde tudo deu errado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do final da Copa de 1978 um “pai’ novo aparecia em minha vida - Neffá Murched El-Kury, que não deixou a peteca cair e me levou para trabalhar com ele em sua loja de material de construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos juntos a decisão de Buenos Aires na minha televisão colorida, uma das primeiras da cidade, que foi comprada em dez suaves prestações e deixou um lastro de inveja para muitos amigos e figurões da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão a esta altura tomava conta do país e a Globo se fazia presente em todo o território nacional. Um dos comentaristas enviados a Espanha, para cobrir a Copa do Mundo de 1982, era o meu amigo e conterrâneo José Maria de Aquino, que recebeu homenagens da cidade na mesma proporção que o time de Telê Santana, o grande favorito para o título de Campeão do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gisele já chegara e o emprego no Banerj também já era realidade. A vida deste cronista começara a mudar e a volta por cima estava se completando. Só faltava o Brasil cravar a vitória para a alegria da turma que se reunia no Mocambo, do saudoso amigo Nêgo, após o fechamento do banco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A final eu vi em casa, naquela TV colorida, já com imagens mais nítidas, mas o final foi como a de um filme de triste: Eu e Ralph, o primogênito, choramos copiosamente ao final do jogo contra a Itália, em Barcelona, lamentando os gols de Paolo Rossi e as falhas nas conclusões de Zico, Sócrates e Cia ltda. &lt;br /&gt;Após um terremoto na Colômbia, onde seria realizada a Copa do Mundo de 1986, o grande circo do futebol voltou ao México e pela primeira vez amigos meus foram ver de perto a mais famosa contenda futebolística do planeta. João Moreno e Geneci Pestana Alvim foram até o país azteca e viram de perto a vitória dos argentinos e os gols antológicos de Maradona naquele jogo contra a Inglaterra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como detalhe importante o Leandro já chegara e o escriba aqui já estava com residência fixada em Campos, que ainda não era dos Goytacazes, e desta vez a Copa do Mundo foi vista no prédio do Banerj e as televisões já tinham polegadas a mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente realizaria meu sonho de ver, in loco, uma Copa do Mundo. Fiz previsões e provisões economizando o bastante para ver a Copa de 1990, na Itália. Porém, tem sempre um porém, no dia 16 de março daquele ano o então presidente da República Fernando Collor de Melo, juntamente com a nefanda figura da Ministra Zélia Cardoso, me levaram, na marra, os oito milhões de cruzeiros da passagem e da hospedagem para ver a primeira fase da copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza não foi um bom ano para ver os jogos da copa e por isto não curti muito mais uma vitória da Alemanha, em final contra a Argentina, mas pelo menos isto me deixou aliviado, os platinos perderam mais uma final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem mais um capítulo. Aguarde.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3169122944241725940?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3169122944241725940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3169122944241725940' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3169122944241725940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3169122944241725940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/05/todas-as-copas-de-minha-vida-ii.html' title='TODAS AS COPAS DE MINHA VIDA - II'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2237732412372862502</id><published>2010-05-20T09:51:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T09:52:34.836-07:00</updated><title type='text'>FOTOS QUE MOSTRAM A MODA DOS ANOS 70</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje, pela manhã, resolvi dar uma olhada no meu mundo e vi como tempo passou depressa. Abri o baú de fotografias e, admirei com ternura, todos os bons momentos vividos em cada ano de minha vida. As fotos dos anos 50, no jardim, nos gramados da prefeitura ou nas escadarias da igreja, revelam um garoto travesso e já apaixonado por futebol, a bola aparece sempre ao lado ou nos pés do “moleque arteiro“, como dizia minha Vó Maria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas chamam atenção pela elegância, algo que me traz um pouco de saudade. Rapazola, frequentador dos bailes do Aero Clube, do Grêmio, da Cabana XV, e dos clubes de toda a nossa região, gostava de uma boa camisa, uma calça bem cortada e sempre confeccionada com exclusividade, não em grifes modernas ou de bacanas, mas na nossa Miracema, onde pessoas de bom gosto costuravam com amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina mostrava uma foto tirada em São Paulo, no final dos anos 70. Uma bela camisa fazia contraste com o cenário, o restaurante do famoso Giovane Bruno, um ítalo-brasileiro amigo de José Maria de Aquino, e que naquela época comentava o campeonato italiano pela TV Bandeirantes. Eu estava elegantemente vestido com uma camisa moderna e uma calça, bem anos 70, e um pulôver pendurado no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ter custado uma fortuna? Perguntou Kátia, esposa do Zé Maria. Nada, a camisa foi confeccionada pela minha amiga Penha Damasceno, irmã do Nenenzinho, lá na Rua da Laje, que por sinal a minha costureira favorita e que jamais recusou um pedido meu. A calça foi cortada e costurada pelo Dante Barbi, pai do José Barbi, médico conceituado e um grande amigo deste que vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pulôver era lançamento da Butique Marlene, da Marlene Tostes, ainda na Rua Direita, onde chegavam as grandes novidades da moda mundial e concorria com a Butique Lolinha, na esquina do jardim, onde a sociedade se encontrava em vésperas de grandes eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui um jovem de vestir grife, a grana não dava, e Miracema ainda tateava no setor. Ir ao Rio era uma aventura e comprar nas grandes lojas um martírio, e por gostar de ler e ter sempre jornais e revistas em mãos, levava o que gostava para Penha Damasceno e minhas camisas sempre faziam sucesso absoluto onde quer que eu chegasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos foram rodando de mão em mão e a cada uma digitalizada, isto mesmo, estou montando o meu arquivo de fotos para não ter novamente o desgosto de ver um pouco de minha vida se perdendo, e a cada foto manuseada uma lembrança vinha em minha mente. As fotos dos festivais e as roupas super bem transadas trazidas pelo Fernando Miguel, me lembro de um conjunto branco que vesti na apresentação de um dos eventos por ele promovido, que arrancou elogios da então “Global” Elke Maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos as lojas, como a Camisaria Gerson, do meu saudoso amigo Gerson Coimbra, com o dedo do seu filho Gilson, também se transformava em butique masculina e o talento de vendedor do proprietário fez com que a loja tivesse sempre  boas novidades do ramo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as fotos do futebol? Hoje os uniformes são confeccionados com material ultraleve e próprios para um atleta de ponta, mas cá prá nós, não dá para vestir um calção destes de hoje sem comparar com os vestidos por nós, jogadores da Associação Atlética Miracema, nos anos 70. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os de agora são feios e grandes e aqueles desenhados pelo Gilson, que também idealizou a camisa da AAM, tinham estilo e quando o time entrava em campo já saia vencendo no quesito elegância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eita! Tempo bom. Tempo em que a moda não era imposta e que os jovens escolhiam o que vestir e os nossos profissionais substituíam com maestria as grandes marcas. Tudo bem, você vai lembrar a calça Lee, a Lewis, a Calhambeque... Para aí, esta última não, era tão terrível como a botinha do Roberto Carlos, que um dia vesti para imitar aquela que estava longe do meu poder de compra, as botinhas dos Beatles. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2237732412372862502?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2237732412372862502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2237732412372862502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2237732412372862502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2237732412372862502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/05/fotos-que-mostram-moda-dos-anos-70.html' title='FOTOS QUE MOSTRAM A MODA DOS ANOS 70'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2844320007557549692</id><published>2010-05-18T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T13:28:03.164-07:00</updated><title type='text'>OS BONS TEMPOS DA “LATINHA”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/S_L4R3YiAFI/AAAAAAAAAHc/-uaiiLP_Ag8/s1600/adilsonassis.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 73px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/S_L4R3YiAFI/AAAAAAAAAHc/-uaiiLP_Ag8/s320/adilsonassis.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472709483016880210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha vida de repórter foi bem interessante, fiz algumas entrevistas que marcaram e algumas até que poderiam ser descartadas da memória ou do chip do computador. Uma das interessantes, e boa interessante nisto, eu fiz com o ex-técnico da Seleção Brasileira, naquele tempo dirigindo o Bangu, Mário Jorge Lobo Zagallo, um dos personagens mais marcantes do nosso futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que marcou no papo, à porta do túnel de acesso do vestiário de visitante, no Estádio Ary de Oliveira e Souza, foi que a prosa sequer chegou ao futebol profissional. Eu e Zagallo falamos do cotidiano, dos tempos de ambos na Tijuca, das peladas no campinho ao lado de seu edifício, que ficava uma rua acima da Rua José Higino, onde morava minha tia Durvalina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zagallo, que é ótimo de conversa, me brindou, e aos amigos da Rádio Difusora, com pelo menos meia hora de ótimo papo e que só terminou com a apito final do árbitro do jogo preliminar, Goytacaz x Bangu, que o treinador tentou assistir e não conseguiu. Falamos de seleção, da vida, dos nossos sonhos e projetos e, no final, até que perguntei a ele como armaria o Bangu para o jogo contra o Goytacaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra, bem interessante também, aconteceu no salão do Hotel Palace,em Campos, com o então treinador do América, Joubert Meira, ex-lateral do Flamengo e que estava levando o time rubro a uma excelente campanha no campeonato Carioca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava iniciando a carreira por aqui e o América chegava a Campos com inúmeros problemas médicos e com um time que buscava a liderança isolada do estadual. Fez-se fila no saguão para o papo com o treinador, naquele tempo cinco emissoras de rádio transmitiam futebol na cidade e todas com repórteres setorista em cada time visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei a coletiva acabar e chamei Joubert para uma exclusiva e disse a ele que estava chegando agora na cidade e que precisava de uma boa causa para me firmar e agradar aos novos patrões. Ele me atendeu, no seu quarto, gravei pelo menos vinte minutos de papo e... quando fui ouvir, no saguão do hotel, esquecera de ligar o gravador. Vexame total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei atordoado, mas não perdi a pose. Liguei para seu apartamento, expliquei o que havia ocorrido e esperei uma negativa, já que o telefone fora desligado ou colocado no gancho. Fiquei parado por uns dois minutos, sem saber o que faria, e logo veio uma mão ao meu ombro e uma voz pedindo para eu me sentar. Era Joubert Meira, com toda boa vontade, oferecendo uma nova oportunidade ao repórter iniciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a rádio com o material e Luis Candido Tinoco, o apresentador do programa das seis e meia, ficou empolgado com a matéria apresentada e daquele dia em diante ganhei a confiança de todos os companheiros da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas são para esquecer, como as que fiz com treinadores antipáticos e donos da verdade, que nem seus nomes devem ser anunciados, outras com jogadores famosos e brilhantes, como o ex-lateral Júnior, do Flamengo, hoje comentarista da TV Globo, que em duas oportunidades me deixou com o microfone na mão e passou batido antes mesmo da primeira pergunta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, tem sempre um porém, neste mesmo dia, na churrascaria Dois Gaúchos, também em Campos, proseei com Zico, ao vivo, em uma das melhores entrevistas que fiz durante estes trinta anos de “latinha esportiva”. Zico é brilhante e, alertado pelo que Júnior havia feito com este repórter, me levou para um canto do salão e por lá conversamos por longo tempo e falamos de sua contusão, de sua volta ao Brasil e dos títulos que conquistou com a camisa do Flamengo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês observaram que só os grandes personagens brilham? Antonio Lopes, ex-Vasco e outros times brasileiros, não tinha paciência conosco, Eurico Miranda passava batido e não falava, assim como outras figuras grotescas, mas Pelé um dia conversou comigo, conto em outro Papo de Bola, e Sócrates até sorveu um gole de cerveja com este escriba, sob os olhares críticos de Telê Santana, que me proporcionou uma exclusiva para a Rádio Princesinha do Norte. Conto depois.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2844320007557549692?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2844320007557549692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2844320007557549692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2844320007557549692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2844320007557549692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/05/os-bons-tempos-da-latinha.html' title='OS BONS TEMPOS DA “LATINHA”'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/S_L4R3YiAFI/AAAAAAAAAHc/-uaiiLP_Ag8/s72-c/adilsonassis.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5990563846503631255</id><published>2010-04-27T04:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T04:51:06.639-07:00</updated><title type='text'>Porque vou a Expo Mira 2010</title><content type='html'>Não precisam pedir um, dois, três ou dez motivos para ir a Miracema na próxima sexta-feira. Não precisam argumentos para me convencer visitar Miracema na próxima Exposição Agropecuária e Industrial do Município. Não é preciso convites oficiais ou de amigos para me levar até o recinto da Expo-2010 ou até as barracas montadas pela turma da Maçonaria, comerciantes individuais ou empresas especializadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a programação pronta, chego na sexta-feira a tempo de participar da entrega de comendas e títulos de cidadania, honra ao mérito ou personalidades do ano. Gosto de ouvir o que os conterrâneos têm a dizer. Gosto de ouvir a Banda Sete tocar nosso hino, e de quando em vez chego às lágrimas. Gosto de ver os meus contemporâneos de terno e gravata, eu não agüento cinco minutos neste traje de luxo, mas admiro os que ficam elegantes dentro desta roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de me sentar próximo àqueles mais antigos, como meu eterno guru Jofre Geraldo Salim, de ver o trabalho da Cremilda Azevedo Tostes, sempre dinâmica na assessoria dos edis e na coordenação das festividades. Gosto de um pouco de tudo o que vejo e ouço nestas solenidades. Tem gente que abomina estes eventos, às vezes chatos e arrastados, mas os de Miracema têm um quê especial e eu gosto de estar por lá e nem ligo para o que fala a turma do contra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentar à mesa da Kiskina, de cara prá rua, a espera de um transeunte conhecido e distante é bom demais. Passam por ali aquelas figuras maravilhosas e amigas, como o Dodote Neiva, que sempre aparece por lá, o Luis do Eudoxio, o famoso Naipe, o João Batista Oliveira Alves, que na intimidade chamados de João do Ulisses. Aliás, ele responde com orgulho, é muito fácil ter orgulho de ser filho do professor Ulisses Alves, cuja saudade bate no peito como aquela que sinto de Dona Mariza Lima, minha professora de matemática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bonito, e porque não dizer magnificamente lindo ver o desfile cívico militar do dia 3 de maio, quando me desabo definitivamente ao ver o Prudente de Moraes, o Nossa Senhora das Graças e o Colégio Miracemense passarem garbosamente pela Marechal Floriano. Só isto me bastaria para ir a Miracema durante o aniversário de sua emancipação política e administrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quer mais um motivo para eu, ou você, visitarmos Miracema neste período? Enumero um punhado e até mesmo decifro enigmas para convencer você, amigo velho ou velho amigo, a dar um pulinho até a Princesinha do Norte neste dias de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar que deve levar seu filho, ou neto, estamos mais para o segundo na atual realidade, ao Parque de Diversões que será armado ali perto do Colégio Estadual, mas pela manhã aconselho você a dar uma chegada ao jardim e curtir aqueles velhos e bons momentos que vivemos no parquinho construído naquele mais belo cartão postal da cidade. É ou não um ótimo convite? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então amigo, se te convenci a não ir ao carnaval, quando tudo seria repetitivo e sem o glamour dos carnavais antigos, creio que hoje te passei um pouco do que sinto com relação a nossa quase cinqüentenária Exposição Agropecuária de Miracema, afinal somos movidos pela saudade e pelo amor a terra em que nascemos. Não há dias melhores que estes para rever os grandes amigos e os ilustres desconhecidos que sempre nos visitam neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo, vamos receber um punhado de candidatos ou pré candidatos aos cargos eletivos de outubro, que farão de tudo, inclusive as antigas promessas, e baterão às suas costas como grandes amigos. Esqueça e passe batido e faça disto uma diversão a parte. Fuja dos apertos de mãos inconvenientes e fora de propósito, mas não fuja do compromisso de me dar um abraço lá na Barraca do Dadinho ou na Barraca do Bode ou até mesmo na Kiskina ou no Bar do Amaury, onde estarei sempre disponível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5990563846503631255?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5990563846503631255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5990563846503631255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5990563846503631255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5990563846503631255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/04/porque-vou-expo-mira-2010.html' title='Porque vou a Expo Mira 2010'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6475517727929207162</id><published>2010-04-26T04:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T04:47:24.478-07:00</updated><title type='text'>TODAS AS COPAS DE MINHA VIDA - PARTE I</title><content type='html'>A Copa do Mundo de Futebol começou a ser disputada em 1930, quando a América do Sul teve a honra de ser o continente anfitrião e o Uruguai o país sede, que deixou a Taça Jules Rimet em sua já rica sala de troféus. Seguiu para a Europa, em 1934, e se alojou na França, já vivendo sob um clima tenso de pré-guerra e a Itália, dos fascistas, conquistaram o título e bisaram em 1938, em seu território, com as bênçãos de Mussolini e Hitler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem até aí tudo bem, a minha geração só encontra alguma coisa sobre estas Copas em livros ou, agora com mais facilidade, na Internet, o verdadeiro balcão de procura para quem tem sede de informação. A Copa do Mundo, para este escriba, também não começou em 1950, a primeira realizada por aqui, já que neste ano a Dona Lili estava amamentando o bebê que nascera em janeiro daquele ano e por isto não sei o que dizer dos jogos realizados no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, Zebinho Dutra, sabia contar muito sobre a Copa de 1950, ele viu dois jogos e contava com orgulho detalhes do que viu contra a Espanha e Uruguai. Este, o jogo final, quando os brasileiros foram vice-campeões do mundo. Viu só que eu não disse “os brasileiros foram derrotados?” Isto mesmo, meu saudoso pai jamais admitiu que o Brasil perdera a Copa do Mundo e sim que o Uruguai ganhou a Copa. Legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi por ouvi dizer que fiquei por dentro da Copa de 1954, disputada novamente na Europa, o revezamento já valia naquela época, e devido aos problemas pós guerra o país escolhido foi a Suíça, de características neutras e, portanto todos os convidados foram jogar a competição. Ainda era guri e não ouvi nada sobre este campeonato mundial, vencido pelos alemães de forma surpreendente. Segundo os analistas daquele tempo, a Hungria jogava o melhor futebol do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1958 eu já tinha um ouvido acostumado as narrações e, mesmo sem entender muito sobre Copa do Mundo, ouvi trechos de jogos da Copa da Suécia e participei ativamente da festa realizada no bar do meu avô, Vicente Dutra, após a goleada sobre a Suécia, na final espetacular de Estocolmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1962 já foi diferente. Já crescido e batendo a minha bolinha nos gramados do jardim e nas quadras do Rink, percebia a hora de parar com a bola e ficar ligado no rádio do bar para ouvir as histórias sobre a contusão de Pelé, a ascensão de Amarildo, o filho de Amaro Silveira, que um dia jogou pelo Miracema FC, onde deixou uma legião de fãs. Brasil bi-campeão e novamente a festa no bar do meu avô Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa do Mundo voltou para a Europa e os ingleses, tidos como criadores do esporte mais famoso do mundo, sediaram os jogos e este escriba já corria atrás da bola, no Estádio Municipal, buscando seu espaço no time juvenil do Tupã, que naquele 1966 era o melhor time da cidade. Os jogos eram ouvidos na porta do estádio ou no rádio do seu João Custódio, dono de uma venda em frente ao grupo escolar Prudente de Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil foi derrotado e voltou humilhado de Londres e Pelé, contundido, não brilhou e Mané Garrincha e outros da geração vencedora se despediram dos gramados assistindo a Inglaterra vencer pela primeira vez e guardar a Jules Rimet por quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. A Inglaterra guardou por quatro anos o troféu, que seria entregue novamente aos brasileiros, desta vez definitivamente, no México, em 1970, quando vimos pela primeira vez os jogos via Embratel. Era a realização de um sonho, ver o Brasil campeão pela TV e o garoto, nascido junto com o Maracanã, já estava moço, rodado e viu parte dos jogos do Brasil em Miraí, Minas Gerais, onde um timaço de futebol de salão, lá da terrinha, disputava um torneio interestadual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua na próxima coluna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6475517727929207162?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6475517727929207162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6475517727929207162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6475517727929207162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6475517727929207162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/04/todas-as-copas-de-minha-vida-parte-i.html' title='TODAS AS COPAS DE MINHA VIDA - PARTE I'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7141923870587105385</id><published>2010-04-14T04:27:00.001-07:00</published><updated>2010-04-14T04:27:49.408-07:00</updated><title type='text'>FIGURINHAS DA COPA</title><content type='html'>Estávamos na beira do meio fio, descalços, sem camisa e com o corpo suado de tanto correr atrás da bola no Rink da Praça Dona Ermelinda. Eu, Júlio e Gutinho iniciávamos um bafo-bafo para disputar as últimas figurinhas disponíveis no embornal das repetidas, aquelas que sobraram e que ninguém mais queria, pois eram figurinhas fáceis e sem nenhum atrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira a entrar no tapa -  bafo é tapa ou muito jeito para virar de cara prá cima - repito, a primeira a entrar no tapa foi uma do goleiro mexicano Carbajal, já veterano naquela época, mas sem nenhum apelo comercial nos álbuns comprados nas padarias, que vendiam as balas recheadas com figurinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada página completada valia um brinde. Um relógio, um rádio, uma panela e até um fogão a gás, novidade naquele longínquo ano de 1962. Ninguém no Brasil, muito menos os idealizadores da coleção de figurinha, antecipou uma possível classificação da Tchecoslováquia para uma final contra o Brasil e por isto seus melhores jogadores eram figurinhas não carimbadas e Masopust, Pluskal ou o goleiro Schiroif eram encontrados facilmente nos embornais de figurinhas repetidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma febre e aí eu viciei em colecionar alguns de figurinhas. Até pouco tempo atrás, antes da última e definitiva mudança, ainda guardava em algum lugar da casa da Pereira Nunes, no Bairro Pelinca, algumas figurinhas tipo card, do chiclete famoso, da metade dos anos 70. Aqueles da bala famosa eu repassei para o Gustavo Rabelo e creio que deve estar em algum lugar de sua residência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom de colecionar os alguns de figurinhas era aprender o sentido exato de uma Copa do Mundo, do país sede e a história do período em que ela se realiza. No Chile, por exemplo, a gente lia, nas páginas completadas, que ficava na Cordilheira dos Andes e que o país era o mais europeizado da América do Sul. Santiago, a capital, era linda e foi colonizada por europeus e por isto a turma do velho continente gostou de jogar por lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocar um Canhoteiro por um Garricha era impossível. E Gilmar por Djalma Santos já era mais viável, o goleiro era o titular e o lateral era reserva do jogador De Sordi, do São Paulo e era um dos carimbados. Nilton Santos era outro que recebia o carimbo de difícil, mas Vavá não tinha fama de figurinha difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incrível é que Pelé não tinha carimbo e Canhoteiro, que citei acima, nem mesmo chegou a Copa e era uma das figurinhas mais difíceis de se encontrar. O ponta paulista se rivalizava com Garrincha e era ídolo por lá, mas cá no interior de nosso Rio de Janeiro poucos o conheciam, só os mais fanáticos, aqueles que ouviam transmissões da Rádio Record ou Pan-Americana, que pegavam bem melhor do que hoje, nos diais dos rádios de nossos avós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As calçadas no entorno da Igreja Matriz ficavam tomadas de guris e a correria para se completar uma das páginas era intensa. A padaria do Garibaldi já não tinha como atender a garotada e ao descobrirmos que lá na Rua da Laje, na venda em frente ao Prudente de Moraes, tinha um novo lote de balas com figurinhas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou o sossego do armazém e a molecada invadiu os balcões e em menos de dez minutos as balas já estavam todas detonadas e o bafo-bafo se transferiu da Praça da Matriz para a Rua da Laje, bem em frente ao grupo escolar. Uma festa diferente para a turma lá de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vieram outros álbuns, mais sofisticados, como aqueles das Copas de 70 e 74, bem mais elaborados do que o primeiro que vi, da Copa de 1958, e já com certo ar de modernismo e bem ao estilo italiano de fazer a cabeça do colecionador de figurinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Em tempo: Ninguém jamais ficou sabendo se algum dos colecionadores ganhou o tal fogão a gás oferecido pela editora do álbum. Relógios e canetas eu até ganhei, mas o fogão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7141923870587105385?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7141923870587105385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7141923870587105385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7141923870587105385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7141923870587105385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/04/figurinhas-da-copa.html' title='FIGURINHAS DA COPA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-666175248559564735</id><published>2010-03-17T11:01:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T11:02:03.735-07:00</updated><title type='text'>COPA DO MUNDO É PAIXÃO NACIONAL</title><content type='html'>Desde pequeno ouço falar sobre Copa do Mundo e estas histórias me fizeram a cabeça. A primeira que ouvi alguém contar foi a de 1950, meu pai estava por lá, entre os duzentos e poucos mil brasileiros frustrados com a derrota para o Uruguai, e a que me fez sentir como aqueles patrícios foi a de 1982, quando sentado à beira da calçada eu chorei, ao lado de meu filho Ralph, a derrota para a Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muitas histórias de Copa do Mundo, sem jamais ter ido a uma sequer, e, desde 1958 vivo intensamente este período e guardo comigo uma série de recordações, algumas escritas, outras com material de divulgação, me ofertados por amigos como João Moreno, Geneci Pestana ou José Maria de Aquino, habituais participantes, ao vivo e em cores, dos jogos de mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo com carinho uma lembrança, aqui é só lembrança, da Copa de 1970, no México, a primeira vista por nós via televisão, e também a primeira que vi o povo nas ruas cantando, decorando calçadas, paralelepípedos e muros da minha cidade. Vi uma alegria incontida, não sei se era uma fuga de tudo aquilo que acontecia neste país, a ditadura nos tirava o direito de ir e vir e nos tolia quando o assunto era política ou sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votando no tempo, Copa da Inglaterra, já na era radinho de pilha, o meu era emprestado pelo Tio Clery Picanço, representante comercial que passava por Miracema de trinta em trinta dias para ver minha mãe -sua irmã Lili - e naquele Mitsubishi bonito e funcional eu ouvi toda sina brasileira e a derrocada de nossa seleção de velhos camaradas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo bem claro que depois, no Cine XV, ou seria no Cine 7, vi na telona, através do Canal 100, toda trajetória do time brasileiro. Achei uma vergonha e não fiquei triste com o que assisti, afinal já esperava por aquilo, nossa seleção era um bando desorganizado e sem comando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas amigas detestavam futebol, mas quando se aproximava a Copa do Mundo as gurias se assanhavam e se esbaldavam em frente a tevê e nas ruas, após as vitórias brasileiras. Lá na terrinha houve um rebuliço danado durante a Copa de 1974, a primeira na Alemanha, a turma já tinha feito um aquecimento em 1970, quando vencemos no México, e mesmo sem Pelé no time acreditamos na estrela de Zagallo e no seu ótimo time, comandado por Roberto Rivelino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra um papo que me incomoda. Falam que Zagallo tem estrela, que Zagallo é um cara de sorte e que é o maior vencedor de Copas do Planeta: Foi campeão, como jogador, dois anos consecutivos e um como treinador, com um time montado por João Saldanha, um comentarista esportivo apaixonado por táticas e disciplina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos continuar em 1974 e ver o que deu: Brasil favorito absoluto, mesmo sem o Rei Pelé, mas o treinador não conhecia a Holanda, o fenômeno do momento na Europa, e não se preocupou em ter informações sobre a Polônia, de Lato, que fazia chover no velho continente. E o resultado todos vocês sabem, perdemos a copa para a tristeza de minhas amigas lá de Miracema, que não foram as ruas, com seus namorados e paqueras, para uma volta nos carros decorados pela turma do David. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulamos outras copas e vamos até 1998, na França, quando ele, Zagallo, também era nosso comandantes. Ele não se interessou em conhecer o esquema tático do adversário e pouco se importou com um jovem chamado Zinedini Zidani, que brilhava no time francês e já se tornara um astro internacional. Zagallo perdeu mais uma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pula mais duas e vamos a 2006, ele estava naquele amontoado de estrelas decadentes e seus conselhos a Carlos Alberto Parreira foram insuficientes para apagar o fracasso retumbante da troupe circense que invadiu a Suíça, nos jogos preparatórios, e a Alemanha, durante a competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somou ai? Duas copas como jogador e duas conquistas. Três copas como treinador e uma conquista, com um time montado por outro. Duas copas como integrante da comissão técnica com uma conquista e uma derrota. Será que Zagallo tem mesmo sorte ou uma estrela guia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-666175248559564735?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/666175248559564735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=666175248559564735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/666175248559564735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/666175248559564735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/03/copa-do-mundo-e-paixao-nacional.html' title='COPA DO MUNDO É PAIXÃO NACIONAL'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1421665225478443217</id><published>2010-03-17T10:59:00.001-07:00</published><updated>2010-03-17T10:59:39.814-07:00</updated><title type='text'>AS FOTOS DOS MEUS ARQUIVOS</title><content type='html'>Hoje eu acordei cedo, por volta das quatro da manhã, para levar o Leandro até a rodoviária, suas férias acabaram e a volta ao batente está prevista para esta segunda-feira. Voltei, meia hora depois, e o sono ficou no meio do caminho e a solução era contar carneirinhos na tentativa de vê-lo voltar o mais rápido possível, afinal não havia programado nada para esta manhã de segunda com cara de domingo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei rolando na cama em busca de algo que pudesse me fazer retomar o sono dos justos, mas nada. Então a solução foi pensar em algo para escrever por aqui, como sempre faço nas madrugadas perdidas, e os assuntos pensados estavam esgotados ou já não interessavam nem um pouco ao escriba e muito menos a quem o acompanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti e fui para o laptop buscar opções e olhar fotos antigas, recentemente escaneadas e colocadas em pastas de arquivos. Achei bem legal ver fotos de viagens, um dos meus hobbies favoritos e fotos da família em festas de aniversário ou natalinas. Fiquei ali por longos minutos a pesquisar sobre minha vida e sobre o que já passei neste mundo de meu Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi fotos com amigos de infância, no jardim, nos campos de futebol, nos colégios e até na banda de música, mas não encontrei nenhuma que me levasse de volta ao conjunto do Zé Viana ou no grupo formado pelo Hélio, que abrilhantavam os bailes do Polaca e do Esportivo. Parece que não vivi este momento e os registros estão apenas na memória de quem viveu intensamente aqueles bailes das noites de sábado lá na terrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram bons tempos, mas não há registro fotográfico ou visualização em filme ou coisa parecida. Há testemunhas? Perguntaria o amigo que me lê. Sim, muitas testemunhas dançantes e ouvintes dos nossos ritmos e nossas músicas, que eram escolhidas a dedo pelo Zé Viana e sua turma. Fica aí o pedido para que, caso apareça uma foto, me seja enviada para arquivos de minha memória no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos do futebol também já não são tantas, um gatuno invadiu minha casa, no final dos anos 80, e levou parte do meu acervo em jornais, revistas e fotos, entre estas as faixas de campeão, as fotos de gols e times formados, e as reportagens dos velhos tempos da bola. Não havia computadores naquela época disponíveis para resgatar e proteger a história nossa de cada dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que estão salvas as fotos e os causos de viagens, que não foram poucas, por este Brasil afora e até as mais recentes, no giro pela Europa, e foram todas revistas nesta manhã de sono perdido. Olhei as fotos clicadas em Gramado, sem neve e com pouco frio, os dias passados em Porto Alegre com a família do Célio Silva, o giro pelo sul do país com Marina, onde pude conhecer o vinho mais famoso do país, o Santa Helena, em Curitiba, e visitar as vinícolas de Bento Gonçalves e Caxias do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou procurando fotos das viagens ao interior paulista, com o José Maria de Aquino, para ver São Paulo ou Corinthians jogando em Ribeirão Preto e Franca. Ali, em Franca, encontrei Marcos Sabino, que naquele tempo começava sua carreira de sucesso e a Rádio Imperador, de Franca, tocava insistentemente “Ave Esperança”, a música vencedora de um dos festivais da canção de Miracema. Emoções fortes foram vividas no saguão do Hotel do Imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em festivais da canção, que bom recordar isto por aqui, vi as minhas fotos com Elke Maravilha, uma celebridades dos anos 80 que visitaram a cidade e foi jurada do nosso festival de música, reportagens e revistas sobre o evento e o caderno especial com as letras das canções inscritas para o Fecami. Belos dias, lindas noites de alegria e que hoje são saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São centenas de fotografias, muitas enviadas pela mana Eliane, que curte mais estes momentos do que eu, e me oferece motivos para reviver as peladas do Rink, as andanças pelas calçadas em carrinhos puxados por bode - ou seria cabrito?- nas bicicletas do Zebinho, aliás, hoje eu sonhei com aquela sua bicicleta, minha querida irmã Eliane, e acho que foi por isto que perdi o sono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos mais recentes eram passadas em revista e eis que paro e penso: Onde estão as fotos do Banerj e da turma do trabalho no banco? Não as vejo mais e me faltam estes momentos no meu arquivo. Será que os tenho? Vou procurar por aí. Aquelas da turma da Rádio eu até encontrei, poucas, mas suficientes para abrir um arquivo e contar a história de minha passagem pela Difusora, Cultura, Cidade, Continental e Princesinha, onde tudo começou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1421665225478443217?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1421665225478443217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1421665225478443217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1421665225478443217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1421665225478443217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/03/as-fotos-dos-meus-arquivos.html' title='AS FOTOS DOS MEUS ARQUIVOS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4155004051047432608</id><published>2010-03-06T04:30:00.001-08:00</published><updated>2010-03-06T04:30:26.006-08:00</updated><title type='text'>E O OSCAR VAI PARA....</title><content type='html'>Hoje é dia da maior premiação do cinema norte americano e bate uma saudade incrível dos bons tempos, em que ir ao cinema era o melhor programa. O Oscar, premiação em questão, é como uma Copa do Mundo de Futebol disputada anualmente e, entre os que concorrem, estão os craques da telona, que passam o ano inteiro nos proporcionando um entretenimento espetacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de clássico no Maracanã e bate uma saudade incrível dos bons tempos, quando ir aos estádios era o melhor programa de domingo. O clássico, em questão, é um dos mais tradicionais do país e é disputado quatro vezes ao ano, se não chegarem as finais de algumas competições, como Taça Guanabara, Taça Rio ou Copa do Brasil. Nestes times estariam, em tempos idos, os mais consagrados artistas da bola, que passavam o ano inteiro nos proporcionando entretenimento espetacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clark Gable, Rock Hudson, Fred Astaire, Zaza Gabor, Elizabeth Taylor, e tantas outras celebridades de Hollywood, faziam a festa no tapete vermelho do principal teatro da cidade do cinema. Garrincha, Telê, Quarentinha, Amarildo, Valdo e outros craques ou goleadores, faziam a festa no tapete verde do Maracanã. Hoje, com todo respeito, ainda circulam por lá alguns nomes consagrados, assim como por aqui correm atrás da bola alguns candidatos a craques, mas cá prá nós, dá prá comparar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que me taxam de saudosista que me perdoem, um filme como Casablanca, que até hoje é reprisado nos canais por assinatura, ou como o fabuloso A Ponte do Rio Kwai, ou até mesmo o água com açúcar Amor Sublime Amor, que tem início, meio e fim, diferentemente destas fitas de hoje, onde o personagem principal é a violência ou golpes fabulosos, como nas novelas globais. Estes vencedores de Oscar fizeram a minha cabeça e me transformaram em um cinemaníaco incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo como aquele que decidiu o Campeonato Carioca de 57, vencido pelo Botafogo, quando Paulinho Valentim mandou cinco bolas para as redes do Fluminense, na goleada por 6x2, me fizeram gostar do futebol bem jogado e não por este apresentado nos tempos modernos, onde o resultado é o que interessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes épicos, como Ben Hur ou Lawrence da Arábia, que duravam uma eternidade, eram esperados por todos nós, namoradores de plantão, para que pudéssemos passar horas a fio sentados, em poltronas desconfortáveis, ao lado da amada. O que dizer do fabuloso Maior Espetáculo da Terra? Depois dele jamais fui a um circo ou coisa parecida, o Tony Curtis foi fantástico no papel de acrobata e ponto final. Circo passou a ser olhado com indiferença por este, então jovem, escriba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é antigo, ganhou o Oscar em 1936, mas ainda está vivo na minha memória: O Grande Motim, e só em 1971 um filme de guerra levou novamente a estatueta, Patton, herói ou rebelde? É tempo de saudade, tempo do Trianon e suas poltronas formidáveis e sua tela extraordinária, tempo de Cine Sete, com suas cadeiras de madeira, sem forro, e sua tela pequena e manchada de mofo, tempo de Cine Quinze, um dos primeiros do interior a serem modernizados e construídos como as grandes casas da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maracanã ou Cinema Metro? Era a dúvida das quartas-feiras. Descia nas Saens Peña, na Tijuca, e olhava os cartazes do Metro para ver o que entraria em cartaz. Uma certa quarta-feira o Flamengo pegaria o Atlético Mineiro, no maior do mundo, mas no Metro Tijuca entraria na programação o esperado Perdidos Na Noite, ganhador do Oscar em 1970 e trazia o prestígio de maior bilheteria dos últimos anos. O que preferi? Fui ao cinema e não me arrependi, e não me pergunte se o Flamengo venceu ou perdeu, mas se quiserem saber sobre o enredo e a atuação dos atores é só marcar hora.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu vou rever alguns destes ganhadores de Oscar nos canais Telecine, e, por favor, não me convidem para ver Americano x Friburguense ou Botafogo x Fluminense, não vale a pena perder esta grande oportunidade de rever grandes fitas e grandes artistas. Amanhã eu leio sobre as partidas e conto prá vocês aqui da coluna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oscar vai para... Você, amigo leitor, que me agüentou e me leu até o final deste parágrafo. Um abraço e bom domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4155004051047432608?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4155004051047432608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4155004051047432608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4155004051047432608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4155004051047432608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/03/e-o-oscar-vai-para.html' title='E O OSCAR VAI PARA....'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8896775162278778620</id><published>2010-03-06T04:28:00.002-08:00</published><updated>2010-03-06T04:29:48.501-08:00</updated><title type='text'>APELIDOS: ARME SEU TIME</title><content type='html'>No meu time, nos tempo de pelada ou do meu Esportivo, lá na terrinha, tinha Zil, no gol, Nera, Esquilino, Teco e Gilson, Pernoca, Geraldinho, Tininho e Júlio, Thiara, Cacá e Penacho. Hoje, lá na mesma Miracema, leio no Dois Estados que o Operário, tradicional do Bairro Centenário, tem uma escalação mais refinada e o treinador Sebastião Maciel tem Rodrigo Freitas, no gol, Rodrigo Tavares, Leandro Leite, Leandro Caviari e Leonardo Quirino, na zaga. O meio campo tem Igor Sobral, Rodrigo Tepedino, Leonardo Fagundes, e o ataque com Iago, Igor Valentino e Rodrigo Belchior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu só a diferença? E se fosse buscar um time mais audacioso, com Cabana, Para Raio, Pulanágua, Brecó e Sete Pernas, Fogueteiro, Vadeco e Lé, Cabeludo, Careca e Pintinho? Você se espantaria com o que está lendo aqui neste momento, principalmente se voltar um pouco mais no tempo, ali pela década de setenta, e olhar a escalação do seu time favorito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra do Flamengo, de Yustrich como treinador, no início dos anos 70? Tinho e Sapatão formavam a zaga. Nas laterais Mineiro e Tinteiro, lembram dele? Depois vieram Onça, Merica, Liminha, Michila, Fio, o Maravilha, Caldeira, e nomes comuns como Guilherme, Brito, Paulo Henrique, Dionísio, Arilson e tantos outros nomes abrasileirados e simples como os próprios craques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo rapidamente para os dias de hoje encontramos Adriano, Vagner, Rodrigo, Leonardo, Ronaldo, Kléberson, Bruno, Fabrício e apenas um apelido, Toró, que já trouxe a alcunha dos tempos de Fluminense, onde se proliferam nomes mais sofisticados. Seria uma evolução ou uma modernidade no estilo argentino ou europeu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leão, Coelho, Onça, Formiga e Bezerra, Falcão, Pintinho, Gallo e Pato, Peixinho, Ratinho e Mosquito. Um time prá lá de interessante e, no banco, Aranha, para o gol, Canário, para o ataque, Cabrita, para as laterais e Pulga, para o meio campo. Que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou insistir com Pelé, Garrincha, Zico, Tostão, Zizinho e outros mega craques, cujos nomes foram acrescidos dos apelidos e se perpetuaram com eles. Deixa estes mitos de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os nomes ligados a nossa mesa do dia a dia, seja na cozinha ou nos bares. Confira: Manga, Cocada, Grapette, Pinga e Cafezinho; Lima, Rubens Feijão, Gilmar Fubá e Paulo César Caju; Roberto Batata e Bife. Para o banco, temos: Dendê, Paulo Banana, Camarão, Picolé, Pirulito, Melão e Cacau. Gostou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então veja a escalação a seguir. Pelos nomes dos atletas dá, até, medo de enfrentar o time. Certamente, o técnico ideal para esta equipe seria o Bin Laden. Veja como ficou: Ivo Guerra, Batalhão, Jorge Trombada, Márcio Paulada e Coronel; Valdemar Carabina, Capitão, Chumbinho e Jair Bala; Toninho Guerreiro e Dinamite. No banco, ficariam: Índio, Edu Bala, Foguete e Foguinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a pesquisa, deu, também, para formar um time que, certamente, seria patrocinado pelo Ministério do Turismo. Olha só: Caxambu, Salvador, Caxias, Vacaria e Paulinho Maringá; Caçapava, Passos e França; Sabará, Paulinho Criciúma e Paraná. Por falar nisso, o Ministério do Trabalho, certamente, também teria vontade de montar o seu time. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não encontrei muita gente, até porque quem muito trabalha não tem tempo para jogar futebol e, por outro lado, quem muito joga não tem tempo de aprender uma profissão. Diante disso, para completarmos onze jogadores, até, o filho do Ministro entrou, o Ministrinho, um dos maiores craques da história do Palmeiras, quando o time se chamava Palestra Itália. Veja como ficou bonito: Engenheiro, Piloto, Mauro Pastor, Fazendeiro e Patrulheiro; Boiadeiro, Jorge Demolidor e Babá; Jorge Carvoeiro, Henrique Frade e Ministrinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8896775162278778620?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8896775162278778620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8896775162278778620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8896775162278778620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8896775162278778620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/03/apelidos-arme-seu-time.html' title='APELIDOS: ARME SEU TIME'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3974680867982631983</id><published>2010-03-06T04:28:00.001-08:00</published><updated>2010-03-06T04:28:45.848-08:00</updated><title type='text'>UM TIME QUE NÃO DEU CERTO</title><content type='html'>Não sei como anda o tempo por aqui neste domingão, estou escrevendo a coluna com antecipação de dois dias, tive compromissos no DETRAN-RJ no sábado, fui renovar minha carta de motorista e por isto não falo dos jogos de ontem e guardo a expectativa para Botafogo x Fluminense, logo mais, no Maracanã, quando o alvinegro de Joel Santana tentará provar que tudo que está acontecendo é real e não uma simples boa fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã de quinta-feira, no supermercado, encontrei um velho companheiro de BANERJ, meu bom amigo Vasconcelos, da agencia Petrópolis, flamenguista fanático e da velha guarda, que me chamou atenção para um detalhe interessante, me perdoe se fujo do assunto principal, o clássico de hoje, para recordar com os amigos blogueiros e leitores do Diário, os craques que fracassaram com a camisa do Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasconcelos, que tem memória privilegiada, vai colando posição por posição aqueles que não vingaram com o que ele chama de “manto sagrado”. Eu, com a memória com dois chips a menos, tento ajudar e vou fazendo a seleção, no caderninho que carrego para estes momentos, e no final eu me espantei. Se este time estivesse junto, nos dias de hoje, seria imbatível em todos os campos por onde passasse e em todas as competições que disputasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No gol me veio a lembrança do ótimo goleiro argentino Fillol, mas este ainda emplacou um campeonato e o escolhido foi Sérgio, ex-Palmeiras, com brilhante carreira em times paulistas. Dá prá perceber que começamos com o pé direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lateral direito escolhido foi Zé Maria, que ficou pouco tempo na Gávea e teve tempo suficiente para conquistar um título, mas não vingou. O zagueiro central é Luis Pereira, um dos melhores do mundo em sua posição e, para os mais rodados dispensa comentário. O quarto zagueiro é outro iluminado, em outras equipes, mas que no Flamengo passou como outro jogador qualquer, Gamarra, o paraguaio bom de bola. Completando a defesa o então lateral esquerdo Zé Roberto, que preferiu ir para Alemanha após seis meses apenas de Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio campo é soberbo, teria Dario Pereyra, o uruguaio que brilhou no São Paulo e na seleção do Uruguai, e que no Flamengo não conseguiu mostrar nem dez por cento do que jogou em sua consagrada carreira. Outro volante seria Vampeta, campeão do mundo e com boas passagens no Corinthians e seleção brasileira. Alex, hoje na Turquia e que “fez chover” no Palmeiras e Cruzeiro, não conseguiu jogar no Flamengo, seria o camisa 10 desta turma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio de atacantes está difícil de escolher: Amoroso, Luisão e Denílson? Pode ser. Os três também são daqueles que dispensam comentários, mas outros também fracassaram com o chamado “manto sagrado” e não deixaram saudades. Ah, tem Edmundo, que poderia entrar por ali, mas cá prá nós o Edmundo teve uma passagem tão frustrante no rubro-negro carioca que nem mesmo neste fictício time ele ganha titularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treinador escolhido foi Vanderlei Luxemburgo, que disputou com Paulo Auture a primazia de comandar este grupo de jogadores, espetaculares, que não conseguiram brilhar jogando pelo Clube de Regatas do Flamengo. &lt;br /&gt;Então o time ficou assim: Sérgio, Zé Maria, Luis Pereira, Gamarra e Zé Roberto, Dario Pereyra, Vampeta e Alex, Amoroso, Edmundo (Luizão) e Denílson. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3974680867982631983?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3974680867982631983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3974680867982631983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3974680867982631983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3974680867982631983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/03/um-time-que-nao-deu-certo.html' title='UM TIME QUE NÃO DEU CERTO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1767549779046030250</id><published>2010-02-22T08:54:00.001-08:00</published><updated>2010-02-22T08:54:44.978-08:00</updated><title type='text'>UMA DECISÃO BEM LEGAL</title><content type='html'>Dona Bilu, a minha mais nova, e, quase, centenária amiga, me liga alvoroçada e com uma voz de quem está “pregada” da maratona carnavalesca vivida em Guarapari na última semana. “Olá, meu amigo, estou chegando ao Maracanã”, diz ela via celular, “cheguei ontem, ainda bem cansada, mas hoje pedi ao meu neto que me trouxesse ao palco da decisão da Taça Guanabara para ver meu Botafogo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi a ligação com lágrimas nos olhos, eu já disse prá vocês o prazer de conhecer a nossa quase centenária Bilu, uma carioca/capixaba, alvinegra de boa cepa, e amiga de Heleno de Freitas, o antigo artilheiro do Botafogo na década de 40. Passamos quatro dias falando de bola, de veteranos craques e de carnaval, e, no domingo, a senhorinha já estava animada para ver a decisão contra o Vasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos nos vingar, meu amigo, o Vasco não irá travar a sorte do Joelzinho”.  Tomara, dizia eu na ocasião. Ao chegar para um almoço, no Restaurante Bolinhas, na principal avenida de Guarapari, onde o garçom Luiz Carlos, vascaíno fanático, dizia justamente o contrário: “Joel só conhece bem o Flamengo e acredito que Mancini vai dar um nó tático no Natalino”, garantia o mineiro de Visconde do Rio Branco e ex-jogador do América carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um bom prato de bacalhau à Gomes de Sá, saí com Marina pela calçada esperando o tempo passar e um médico capixaba, que trabalha como voluntário em clubes como Vilavelhense, Desportiva e Serra, perdão por não ter anotado o nome do meu companheiro de prosa que trajava a camisa nova do goleiro Fernando Prass, me parou para um dedo de conversa. “Eu ouvi você falar com o garçom que é jornalista esportivo e este sempre foi o meu sonho, escrever ou falar sobre futebol e suas belas histórias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa, meu caro doutor, você já faz o suficiente para deixar o futebol mais sério e o seu trabalho, pelo pouco que me contou, tem tanta importância quanto o meu, aqui nas páginas do Diário e nas linhas do Blog do Penacho. Ele queria arrancar meu palpite e, de cima do muro eu disse: Vai dar empate e nos pênaltis vai vencer quem tiver mais sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou lá torcer contra a Dona Bilu? Vou torcer contra o garçom simpático e inteligente como o Luiz Carlos? Será que o doutor, com sua empatia e simplicidade, merecia ouvir que eu gostaria de ver uma vitória do Fogão, em homenagem ao meu cunhado Arthur e o sobrinho Rafael, para que ambos vivessem momentos mais felizes do que aqueles passados após a goleada da fase classificatória? Neca de pitibiriba, eu torci mesmo por um empate, com muitos gols, para que eu pudesse ter muito assunto aqui neste papo de terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intervalo de jogo lá no Maracanã e o celular volta a vibrar na mesa. “Alô, meu amigo Dutra?” Era Dona Bilu novamente em ação. “Você viu o pênalti que o danado do Marcelo Henrique não marcou no meu amado e louco gringo Abreu?”. Vi e creio que o Marcelo Henrique mais uma vez errou contra o seu Fogão, minha cara amiga, mas cá prá nós, eita joguinho ruim, hem? Parece até que o pessoal teve medo de vencer e fazia de tudo para ir para a penalidade máxima, não é mesmo?&lt;br /&gt;Isto foi no primeiro tempo, pois na etapa final a proposta de jogo tanto de Joel como de Mancini dava a impressão de que iria mudar. “Pior não pode ficar”, dizia dona Bilu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não ficou mesmo. O segundo tempo do Botafogo, porque não dizer do jogo, foi excelente e o alvinegro fez jus a grande vitória. O Vasco se perdeu após o gol e Nilton fez a grande besteira de agredir o garoto Caio e daí prá frente só deu Fogão. Um pênalti, bem marcado, definiu a partida e deu mais um título da Taça GB, o segundo consecutivo, ao Glorioso de General Severiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final o telefone tocou e a voz rouca chegava bem leve: “Você é pé quente, meu novo amigo. Te segura aí que agora vou encher o saco todos os jogos, afinal ser Botafogo é ter superstição”, era Dona Bilu que se despedia feliz da vida com mais um título em sua coleção quase centenária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1767549779046030250?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1767549779046030250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1767549779046030250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1767549779046030250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1767549779046030250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/uma-decisao-bem-legal.html' title='UMA DECISÃO BEM LEGAL'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5946492055231349844</id><published>2010-02-22T08:53:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T08:54:02.855-08:00</updated><title type='text'>A CENTENÁRIA DONA BILU</title><content type='html'>O tempo não passou para dona Bilú, uma senhorinha que beira aos cem anos e cuja atividade me impressionou. Bilu, me perdoe a intimidade minha cara centenária, vai a praia e não deixa ninguém lhe pegar a cadeira ou barraca, ela mesma as carrega e ai de quem insistir a prestar este favor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu conheci, mais de perto, esta mulher incrível e fiquei ainda mais surpreso quando descobri sua paixão pelo futebol. O seu conhecimento é vasto e sua memória prodigiosa me fez lembrar o jovem Yves, mas cá prá nós, ter dezessete anos e um computador à frente é fácil, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro. Dona Bilu não tem memória impulsionada pelo Google e nem mesmo usa seu laptop para estas consultas, isto mesmo, a senhorinha tem um computador de mão que ela denominou com computador de bordo: “Carrego esta coisa prá onde vou e escrevo tudo o que quero por aqui”, disse Bilu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um ponto em comum entre mim e a centenária senhora, ela é apaixonada pelo futebol e, aqui a gente diverge, torce pelo Botafogo. Bilu fala de Heleno de Freitas com lágrimas nos olhos. “Homem bonito, craque e louco, não soube dosar sua vida e se foi cedo demais”. Sobre Garrincha ela conta histórias abrindo seu computador de bordo para mostrar crônicas que escreveu sobre o craque das pernas tortas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zagalo é um dos assuntos favoritos de Bilu, grande fã do ex-treinador. “Gostaria de ter a sua sorte, não para ganhar títulos, mas para acertar na loteria e fugir daquele inferno chamado Rio de Janeiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passava depressa demais e algo incomodava a minha companheira de prosa. &lt;br /&gt;- E aí, vai patrocinar uma cervejinha ou vai deixar esta velha aposentada pagar a conta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma surpresa. Dona Bilu gosta de uma cerveja, da “Boa”, e detesta ter que beber latinha. &lt;br /&gt;- Gosto mesmo é de sentar em um barzinho e pedir uma garrafa, diz já levantando para dar um pulinho até a água para se refrescar, e sem ajuda de ninguém, deixamos bem claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, rapaz, vamos até aquele bar com nome de time português, tem uma cerveja bem gelada por lá e podemos continuar nossa conversa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convite aceito e lá fomos nós para o Benfica, bar tradicional do centro de Guarapari, para satisfazer os desejos de Dona Bilu e saber realmente quem era aquela magnífica senhora que conheci, por acaso, nas areias pretas deste lugar espetacular que é Guarapari, onde tudo acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei falar, pelo celular, com meu amigo Zé Luis, o Categoria. Fiz duas ou três tentativas e desisti. Gostaria que o Zé compartilhasse conosco o papo super interessante, inteligente e descontraído que esta centenária senhora me proporcionava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu tentava contato com o amigo ela pedia um tira gosto, bolinhos de bacalhau, para acompanhar a cerveja, em garrafa, que já estava servida e sorvida com prazer por Dona Bilu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome do bar inspirou a companheira de mesa, seus vastos conhecimentos esportivos a levaram aos anos 60 e a decisão do Mundial de Clubes entre Santos e Benfica. “Foi o máximo, o tal de Pelé acabou com o jogo e vi tudo de pertinho, da geral do Maracanã”, narra com brilho nos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o assunto chegou ao presente e seleção brasileira não poderia estar de fora deste papo sensacional. Dona Bilu fez uma ressalva, eis aí mais um ponto em comum entre mim e ela: “Não falo de Dunga, é teimoso como a mula lá do sítio em Araras e ignorante igual ao porteiro do meu edifício aqui em Guarapari”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o assunto não se desenvolveu, falar de seleção e não criticar Dunga, recebendo em troca alguma explicação, como sempre faz o Zé Luiz, defendendo o treinador, não tem graça mesmo, não dá para reclamar da ausência de Ronaldinho Gaúcho e Hernandes ou agüentar Júlio Baptista, Kléberson, Josué e outros menos votados, como Felipe Melo,  por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de meia dúzia de garrafas,escondidas sob a mesa por Dona Bilu, terminamos a prosa felizes e certos de que ali estava nascendo uma boa amizade: &lt;br /&gt;- Até o ano que vem, meu caro Eusébio .&lt;br /&gt;- Até lá, dona Bilu, mas Eusébio era meu pai, eu sou Adilson.&lt;br /&gt;- Eu sei disto, meu filho, mas Eusébio foi um grande jogador e, como estamos aqui no Benfica bar, tudo me leva a Portugal.&lt;br /&gt;- Um abraço e até o ano que vem, dona Bilu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5946492055231349844?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5946492055231349844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5946492055231349844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5946492055231349844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5946492055231349844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/centenaria-dona-bilu.html' title='A CENTENÁRIA DONA BILU'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-152666876411102903</id><published>2010-02-22T08:52:00.002-08:00</published><updated>2010-02-22T08:53:07.218-08:00</updated><title type='text'>DEU TIJUCA NA SAPUCAÍ E BOTAFOGO NO MARACA</title><content type='html'>Hoje, quase uma semana pós Cinzas e um clima de satisfação toma conta do escriba. Uma semana depois de um dos melhores carnavais que vivi nos últimos anos. As marchinhas, os sambas, as marchas-rancho e outras maravilhas dos anos 60/70 vieram a mim através dos vários blocos que desfilaram, nos quatro dias de Momo, no centro de Guarapari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio, apesar da leve paixão pela Mangueira, eu torci intensamente por uma vitória da Império da Tijuca, não porque ter visto a melhor escola no sambódromo, juro que não vi o desfile domingo ou segunda-feira, mas para ter algo diferente para comentar no dia seguinte da folia ou na minha primeira crônica após o regresso do belo passeio pelo litoral capixaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desse Beija-Flor o assunto não teria tanto entusiasmo nas mesas dos bares na orla da Areia Preta ou pelas praias de Grussaí, Farol ou Atafona, onde amigos curtiram o velho e bom carnaval. Será que com a mesma intensidade do que curtiu este velho escriba? Duvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti a apuração ao lado do amigo Capistrano Arenari, já contei aqui neste Papo de Bola que este foi o meu parceiro nestes dias de reciclagem, na bela Guarapari. Ao ver crescer a pontuação da Unidos da Tijuca, que conquistaria o seu primeiro título após longos anos, desbancando outra vez a Beija-Flor, como já fizera o Salgueiro, em 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento imaginei como o torcedor do São Paulo FC sentiu a pressão das outras torcidas após o terceiro título consecutivo e o sexto em sua história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no domingo esta mesma Globo iria falar de Vasco x Botafogo, quando as torcidas de cores idênticas, ambas em preto e branco, teriam o mesmo nervosismo que o pessoal da Beija-Flor mostrou na Sapucaí. Era preciso mudar algo para que o resultado saia da mesmice e o Estadual volte a ser competitivo e interessante também para as outras cores além do vermelho e preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta decisão, de primeiro turno, dá um toque especial ao Cariocão, onde todos querem ver o Flamengo alijado da final geral. Se o rubro-negro levar outro título para a Gávea, que seria o quarto consecutivo, alguém irá dizer que foi “marmelada” e que tudo estava armado para ele, como era nos tempos em que a escola de Nilópolis não tinha adversário no Sambódromo e o tricolor paulista nos gramados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o resultado, cantado pelo Jorge Perlingeiro, foi sacramentado no Sambódromo, minha mente voltou para o futuro e fui até a África do Sul em segundos. Imaginei como será a pressão contra o Brasil, que irá buscar os sexto título mundial. A diferença entre a Unidos da Tijuca para o Brasil é que o último título da escola tijucana, no samba, foi em 1936 e o Brasil, todos sabem, ganhou em 2002 com Felipão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país agora entra em ritmo normal de trabalho -será?- e dentro de três meses, no final de maio, com uma pausa para a Semana Santa, as atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo de Futebol e, mais uma vez, o Brasil para e os fanáticos por Copa do Mundo entram em cena e os papos de botequim ganham o foco futebolístico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei desligado do mundo da bola por algum tempo, exatos doze dias, e garanto que não senti muita diferença, o futebol, que deveria ter dado este descanso ao torcedor, não foi assim tão insinuante ou decisivo neste período e, exceto o jogão Milan x Manchester United, quando Ronaldinho Gaúcho resolveu colocar, definitivamente, uma pulga na orelha de Dunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é bom lembrar, antes de encerrar esta conversa de retorno com os amigos, entre estes o médico Paulo Machado, ex-presidente do Rio Branco, que o Botafogo botou, literalmente, fogo no Cariocão ao vencer, com méritos o seu grande rival do momento no clássico do domingão. Valeu....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-152666876411102903?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/152666876411102903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=152666876411102903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/152666876411102903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/152666876411102903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/deu-tijuca-na-sapucai-e-botafogo-no.html' title='DEU TIJUCA NA SAPUCAÍ E BOTAFOGO NO MARACA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7617966581095309475</id><published>2010-02-22T08:52:00.001-08:00</published><updated>2010-02-22T08:52:31.399-08:00</updated><title type='text'>UMA NOVELA CHAMADA FUTEBOL</title><content type='html'>Neste período de carnaval, quando as famílias fogem da rotina e se refugiam em praias, casas de campo ou cidades pequenas, onde o frenético ritmo do dia a dia é atenuado pela vida simples do povo interiorano, é possível ouvir diálogos incríveis, principalmente quando estes veem do mundo da bola misturado com o mundo televisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa do Mundo se aproxima e o interesse feminino pelo futebol cresce espetacularmente, isto graças a globalização da tevê, que mostra jogos internacionais aos borbotões e fazem dos estaduais um pré-brasileiro de ótimo nível. A Globo, detentora dos direitos de transmissão de todos os campeonatos estaduais, faz, no horário nobre -aquele da novela das nove- chamadas para os jogos do domingo e isto aguça a curiosidade feminina, que está com o foco ligado na Copa da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, sentado à beira da praia, ouvi um casal proseando sobre uma possível diferença entre o futebol e as novelas. - Como se elas existissem, me diz Capistrano Arenari, meu parceiro neste retiro carnavalesco em Guarapari. Será que elas existem? Penso eu, imediatamente repassando a você aí do outro lado da telinha ou do jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá, tentarei, abaixo,  explicar o que ouvi na areia da Praia dos Namorados: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você assiste novela todos os dias e não vê que todas são iguais e cada capitulo da novela de hoje se parece com a novela de dois ou três anos atrás, diz o maridão, já com algumas latinhas, da Boa, na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você, seu teimoso, não acha que eu também já vi aqueles gols e aquelas jogadas no início de nosso casamento, quando eu, bobinha, fazia companhia a você com pena de te proibir ir aos bares ver os jogos com amigos? São as mesmas jogadas e só trocam os jogadores e as camisas dos times, o resto é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava a um passo de concordar com a senhorinha do lado quando o camarada resolveu dar o cheque mate na prosa. Tá certo, eu concordo contigo, mas o José Mayer deu “amassos” em cinco ou seis atrizes, por sinal todas com o personagem chamado de Helena, e o enredo é o mesmo de sempre, aqui, no meu mundo da bola, as jogadas podem até ser repetidas, um dia é o Ronaldinho Gaúcho, no outro é o Adriano, no ano passado foi o Ronaldo, dez anos atrás foi o Romário, o Bebeto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo pode ser o mesmo, mas os autores são diversificados e não ficam restritos ao temas de Gilberto Braga ou Manoel Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí a senhorinha pegou o chapéu de palha, jogou a toalha de lado, retocou a maquiagem e disse, com carinho: - Amor, eu vou até ali botar a conversa em dia com as meninas, vá até o quiosque tomar uma cerveja com seus amigos, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre assim, futebol e novela sempre serão empolgantes e jamais teremos capítulos repetidos, mas cá prá nós, que elas não nos ouçam, o capitulo das novelas a gente já conhece no início da semana e as revistas de fofocas sempre trazem o final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na bola, a gente sabe qual será o minuto chave do jogo? A gente sabe qual será o craque que beijará a bola no final da partida? Jamais, o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas e as novelas serão sempre... Bem, deixa prá lá, quero continuar sendo lido por estas senhorinhas maravilhosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7617966581095309475?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7617966581095309475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7617966581095309475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7617966581095309475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7617966581095309475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/uma-novela-chamada-futebol.html' title='UMA NOVELA CHAMADA FUTEBOL'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6049268303360322814</id><published>2010-02-22T08:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T08:51:17.490-08:00</updated><title type='text'>MUITO PRAZER: "EU SOU O CARNAVAL"</title><content type='html'>Passaram os dias e o carnaval de Guarapari ainda está na minha cabeça e meu pensamento está voltado para tudo o que vi naquela praia capixaba. O interessante é que, anos atrás, falei com os nossos governantes, através de seus assessores, que por aí, na nossa terrinha, poderíamos fazer o mesmo e “comprar a briga” por dias de folias bem mais interessantes aquela vista por aqui este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos que me acompanham, nas páginas do jornal Dois Estados, sabem que não estive em Miracema nos dias de folia e fugi para Guarapari para ganhar uns dez dias de paz e sossego. Não sei o que se passou na Marechal Floriano e arredores nos dias de Momo, mas tenho certeza de que poderia ser melhor se houvesse um pouco mais de coragem para mudar, ou melhor, de voltar ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos eu falo de um plano para revigorar a Rua Direita e levar para os clubes tudo aquilo que vimos nas décadas de 50,60 ou 70, quando vimos a alegria do carnaval ser trocada pela música baiana, pelos pagodes sem nexo, pelo funk e rap. Era preciso fazer coisas diferentes daquilo que foi imposto, tipo chuveirada, inferninho e bailes movidos a axé e pagode, e nada foi feito. A justificativa era: “não dá mais certo” e que eu, pobre e saudoso folião, estava ficando “gagá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso quase vinte anos para que minha proposta fosse discutida, não pelos mandantes ou seus assessores, mas pelos amigos e conterrâneos, que encontrei por Guarapari. Eles assistiram o mesmo carnaval que vi por lá. “Cara, que coisa maravilhosa, nem mesmo confusão a gente está vendo”, era um comentário ouvido nas calçadas lotadas de onde o turista assistia os blocos de embalo, que passavam cantando marchinhas dos tempos de João Roberto Kelly e Zé Kéti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palhaços, mascarados, foliões fantasiados e crianças de odalisca, Barbie, marinheiro e outras inusitadas combinações. Não vi os blocos de sujos, aqueles que saiam pelas ruas, enfrentando o sol das duas horas, não vi bloquinhos como àqueles que freqüentavam as matinês do Aero Clube ou do Clube XV, mas vi grupos fantasiados na Turma do Funil, no bloco da Cachorra Louca e tantos outros grupos que desfilaram sábado, domingo, segunda e terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi apenas uma escola de samba, sem financiamento da prefeitura, mas com apoio do comércio da cidade e lotada de gente da terra, que saudava o turista a cada metro que andava. O som valorizou a música carnavalesca, funk, axé, rap e pagode não foram ouvidos por este “chato de galocha” nos quatro dias de festa. O serviço de som funcionou perfeitamente e aqueles - os verdadeiros chatos - veículos de gente bacana, com som ligado nas grimpas, não circularam pelo centro da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bares estavam ornamentados com o tema da festa, tal qual os clubes nossos daqueles dias, serpentinas, confete e molhadores tradicionais - lança água- se faziam presente em toda avenida principal de Guarapari. Turistas mineiros, fluminenses, paulistas ou de outras praças brasileira, se misturavam com alguns grupos estrangeiros, como uma turma animada chegada recentemente da Itália para trabalhar em uma empresa de petróleo, que caiu na farra cantando em um português arrastado “´É com este que eu vou”, “Mamãe eu quero”, “Turma do Funil”, “Maria Sapatão, “Cabeleira do Zezé”, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como foi por ai, o Renato Mercante me mandou algumas fotos da folia e até que gostei, não acompanhei pelo youtube, conforme o link que me mandaram, mas confesso que não me arrependi de ter trocado a folia daí por aquela de Guarapari. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe que, no ano que vem, o José Souto e o próprio Renato, me convençam que estou completamente errado e volte a conviver com os amigos e conterrâneos também no carnaval?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se você pode dizer que conheceu o verdadeiro carnaval, mas por lá, em Guarapari, ele chegou prá mim e disse: “Muito prazer, eu sou o carnaval”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6049268303360322814?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6049268303360322814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6049268303360322814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6049268303360322814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6049268303360322814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/muito-prazer-eu-sou-o-carnaval.html' title='MUITO PRAZER: &quot;EU SOU O CARNAVAL&quot;'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6401148480424537358</id><published>2010-02-11T03:33:00.001-08:00</published><updated>2010-02-11T03:39:49.222-08:00</updated><title type='text'>DOMINGO DE CARNAVAL</title><content type='html'>Quanto riso, oh! Quanta alegria. Mais de mil palhaços nas arquibancadas. Perdão, eu queria cantar o hino do carnaval e misturei bola com folia e lamentavelmente chego a conclusão que os dois estão com os dias contados. O carnaval vai muito bem, obrigado, nas cidades em que as autoridades resolveram valorizar o “velho” e proibiram a entrada do “novo”, como Ouro Preto, por exemplo, que vetou funk, axé ou pagode “mela cueca” em suas tradicionais ruas ou avenidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol está trocando o “novo” pelo “velho” e o exemplo mais explícito disto aí são os retornos daqueles que um dia saíram daqui pensando em ser estrela internacional, caso recente de Cicinho e Robinho, e mais um pouquinho antes de Adriano, Vagner Love e Fred. São jogadores ainda jovens, com idade de se fazerem respeitar, mas que chegaram lá fora e sentiram falta do carnaval, das noites e das baladas do Brasil, onde deixaram o futebol adormecido por um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de algum saudosista vestir uma fantasia, colocar a máscara e sair às ruas a procura de algo diferente daquilo vivido nos outros 365 dias do ano. Hoje é dia de esquecer as contas a pagar, as dívidas com agiotas ou bancos e correr atrás de uma falas felicidade. Hoje é dia de carnaval, dia de Momo e momento para se esquecer de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano não vai ser igual aquele que passou! Isto é frase da virada do ano, mas foi consagrada pelo povo, nos anos 70, como um dos ícones dos carnavais inesquecíveis daquela década. Um beijo, um abraço e uma saidinha rápida para um “amasso” e pronto, o amor de carnaval estava na saudade já na quarta-feira de cinzas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é domingo de carnaval e para muitos um dia decisivo. As Escolas de Samba do Rio de Janeiro vão para o Sambódromo mostrar aquilo que prepararam, como se fosse um treino de um time de futebol, durante doze meses seguidos. Hoje começa a disputa pelo título do samba, que tem o mesmo valor, para Portela, Mangueira, Salgueiro, Beija-Flor, Mocidade etc e tal, de um Estadual de futebol para Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense. Hoje começa a decisão, que termina apenas na abertura das papeletas dos jurados, na quarta-feira. Até lá é adrenalina pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás ontem teve futebol, coisa horrível este calendário, que mistura samba com bola e deixa o torcedor maluco de vez. E, na quarta-feira as cinzas da bola não irão baixar e à noite, no Maracanã, mais um clássico decisivo. Ufa! Esta turma da bola não dá sossego nenhum ao folião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Estão voltando as flores. É parece que descobriram a mina e o Rio bota o bloco na rua e faz a festa da população carente de amor e de festa. Os blocos de rua estão desfilando por toda orla marítima e os foliões estão em êxtase. Vê! Como é bonita a vida. Vê! Há esperança ainda. Sim, espero que dentro de alguns anos meus netos estejam cantando pelas ruas sem violência e sem nenhum canastrão para impedir o seu canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última semana eu escrevi, para o jornal Dois Estados, lá da minha Miracema, explicando o motivo que me tira de lá no período de Momo. Eu não acredito mais em dias melhores no carnaval. Não há mais desfile de mascarados pelas ruas, o calor e falta de criatividade da turma fizeram este tipo de divertimento fosse quase banido das ruas da cidade, ainda há algum apaixonado ou uma criança, motivada pelos pais, que ainda enfrentam o sol forte e os gritos de “mascarado pé de pato, comedor de carrapato”. Legal, mas insuficiente para que eu volte. Até daqui a dez dias, quando volto a conversar com vocês. Feliz carnaval, amigos do esporte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6401148480424537358?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6401148480424537358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6401148480424537358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6401148480424537358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6401148480424537358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/domingo-de-carnaval.html' title='DOMINGO DE CARNAVAL'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2697072619126987755</id><published>2010-02-08T02:42:00.001-08:00</published><updated>2010-02-08T02:42:31.609-08:00</updated><title type='text'>UM FLA X FLU EM VIDEO TAPE</title><content type='html'>Domingo, dia internacional do futebol, e este escriba resolve atender a “patroa” e deixa o gravador no ponto, para gravar o Fla x Flu, e parte para Atafona para ver a maravilhosa Rita Lee. Duas medidas sensatas e decisivas para quem está evitando emoções. O show foi relaxante e, apesar da multidão, foi super agradável e sem problemas no entorno. O jogo foi eletrizante e com doses de emoções não recomendadas a um safenado. Fiz a troca certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei o jogo gravando no DVD e parti para São João da Barra, certo de que não conseguiria meu intento, de ver o vídeo, sem saber do que acontecera no Maracanã. As tevês por assinatura se proliferaram entre nós e em cada canto deste país há um televisor ligado nestes canais pagos, que transmitem o futebol pelo Brasil inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de show, no Balneário de Atafona, e final de primeiro tempo, no Maracanã. O povo, saindo feliz da festa proporcionada por Rita Lee, tinha duas caras: Aqueles que envergavam a camisa tricolor, com orgulho, cantavam mais alto as músicas da musa do rock and roll. Por outro lado, os que vestiam, não tão animados assim, o manto rubro-negro, saíram de um jeito chororô do balneário. As feições da torcida mostravam uma possível derrota do Flamengo, na virada do primeiro para o segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos no carro e o que não queria ouvir aconteceu: “O Fluminense está vencendo por 2x1”, me disse Lucinha, mãe de Karine, uma flamenguista apaixonada. É pode ser, respondi, ouvi três gritos de gols ali no Quiosque Posto 4. Mas não havia certeza, poderia ser 3x0 para um dos dois ou até mesmo 2x1 para o Flamengo. Os gols saíram, mas qual seria o placar do primeiro tempo? Não procurei saber, o vídeo estava em casa, me esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transito estava infernal no caminho para casa. A estrada São João da Barra x Campos, com 35 km do centro até a minha casa, foi atravessada em exatos 55 minutos, tempo suficiente para que o jogo do Maracanã se encerrasse e ouvir, no engarrafamento, um grito de Nense e uma ou duas bandeiras tricolores tremulando nos tetos dos carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdemos o jogo, Karine. O Fluminense venceu o clássico e lidera o Grupo A da Taça Guanabara, comentei ainda ali em Cajueiro, onde o engarrafamento era pior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Campos e o jogo, na tevê e no Maraca, ainda tinha alguns minutos, a tevê, ligada ali nas imediações do Braseirinho, perto da Uenf, ainda reunia em seu entorno algumas dezenas de torcedores. Mais um pouco a frente a multidão começava a se espalhar e isto era sinal que o jogo terminara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumentei o volume da música, no rádio do carro, para não captar as emoções dos torcedores, mas o que vi, nas proximidades da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, me deu a certeza de que o Flamengo virara a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei de soslaio e vi uma bandeira rubro-negra nas mãos de um torcedor, em uma bicicleta, e disse para a Marina: &lt;br /&gt;- O Flamengo virou. &lt;br /&gt;- Como você sabe disto? Indagou Marina.&lt;br /&gt;- Simples, ninguém sai às ruas, após uma derrota em um jogo como este, tremulando uma bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao chegar à casa, abrir uma geladinha e ligar a televisão, pude ver todo aquele espetáculo nas arquibancadas, no gramado e no vestiário, onde Andrade virou o jogo com duas alterações inteligentes e ousadas. Sacou Petkovic, que não jogou nada, e mudou o panorama da partida, e venceu, mesmo com um jogador a menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é Fla x Flu, e, graças a Deus, o safenado ficou fora das emoções e foi colhendo informações extras para que o coração não sofresse um abalo durante os noventa minutos de um clássico extraordinário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2697072619126987755?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2697072619126987755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2697072619126987755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2697072619126987755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2697072619126987755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/um-fla-x-flu-em-video-tape.html' title='UM FLA X FLU EM VIDEO TAPE'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7675102008178783473</id><published>2010-02-07T10:46:00.001-08:00</published><updated>2010-02-07T10:46:45.890-08:00</updated><title type='text'>JOVENS TARDES DE DOMINGO</title><content type='html'>A bola parou de rolar, na telinha da TV e o que era prá ser uma tarde de domingo esportiva, alguns bons jogos na, repetido, telinha da TV, e umas cervejinhas esperando no freezer da cozinha. Dei uma zapeada pelos canais da minha Sky e encontrei, na Globo News, o ótimo Chico Pinheiro e seu excelente Sarau, um programa que já faz parte de minha rotina e está sempre no ponto de gravação caso perca um dos capítulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e daí? Perguntaria o amigo. Sim, e daí encontrei Wanderléia e José Renato, aquele cara super inteligente do grupo Boca Livre, que faz um trabalho extraordinário em discos solo, como os que ele fez com músicas de Silvio Caldas, em Serestas, de Zé Kéti, com Sambas, e da Jovem Guarda, com o cd que levou o mesmo nome. Uma brasa, mora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí, meu caro amigo, eu ouvi Roberto Carlos cantando “Jovens Tardes de Domingo”, que tem um refrão que marca o saudosista e quem vivenciou os belos dias e o velho tempo do tempo que não volta mais. “Velho tempos, belos dias”, não é mesmo? Então, será que o domingo do colunista foi o mesmo daqueles cantados em prosa e verso pela dupla Erasmo/Roberto? Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje os meus domingos doces recordações. Daquelas tardes de guitarras, sonhos e emoções, o que foi felicidade me mata agora de saudade. Velhos tempos. Belos dias.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei, juro que tentei me conter e conter o choro. Sou realmente um “Zé bobão” e me derreto todo quando ouço as canções, não as que você fez prá mim, mas as que mercaram meus velhos tempos e meus belos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro com saudade o tempo que passou. Do Grêmio, do Aero Clube, da Boate XV, que naquele tempo a chamávamos de Cabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa tão depressa que não dá nem prá sentir saudades, mas deixou em mim um certo ar de quero mais, porém, tem sempre um porém, querer neste caso não é poder. Estes velhos tempos e estes belos dias deixaram em mim tantas alegrias e me lembro, você também deve se lembrar, de como as canções usavam forma simples prá falar de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasmo e Roberto diziam “Carrões e gente numa festa de sorriso e cor”. Tudo bem, amigo, gente, sorriso e cor podia ser, mas carrões? Nem mesmo aqueles amigos mais abastados poderiam exibir nas jovens tardes de domingo lá na Santa Terrinha, não que fosse proibido, até que nem tanto, mas cadê os carrões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje os meus domingos são doces recordações, continuam os compositores de Jovens Tardes de Domingo, e não há nem mesmo uma alternativa de voltar a ter tudo aquilo em uma tarde só. Sonhos e emoções não são possíveis com Faustão comandando a festa, que saudade do Chacrinha, com o futebol dominando os finais de tarde e a obrigatoriedade do sucesso imediato faz com que os funks, os axés da Bahia e o falsificado forró nordestino ganhem espaço em todas as programações dos velhos domingos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que um dia foi felicidade, diz Roberto Carlos na canção, me mata agora de saudade. Eu assinaria esta letra com o maior prazer. E você?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7675102008178783473?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7675102008178783473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7675102008178783473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7675102008178783473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7675102008178783473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/02/jovens-tardes-de-domingo.html' title='JOVENS TARDES DE DOMINGO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1497812084573504650</id><published>2010-01-29T08:52:00.001-08:00</published><updated>2010-01-29T08:52:57.148-08:00</updated><title type='text'>EU NÃO VOU A MIRACEMA</title><content type='html'>Eu pensei em, mais uma vez, fazer o meu carnaval em Miracema. Apenas pensei.Depois de uma reflexão, colocando a mente prá funcionar, buscando um melhor ângulo de ver o que passou nos últimos anos, cheguei a conclusão de que ir para Miracema seria contraproducente. O melhor mesmo seria fazer como a grande maioria dos meus conterrâneos, buscar uma praia, como Guarapari por exemplo, e ficar na encolha por dez dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando achar uma justificativa, já que assim exigia meu bom amigo Ermê Sollon, fui refazendo o caminho percorrido em 2009, narrando o que fiz nos quatro dias de folia por lá e o que tentei fazer, e não consegui, durante a minha estadia na Santa Terrinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais desfile de mascarados pelas ruas, o calor e falta de criatividade da turma fizeram este tipo de divertimento fosse quase banido das ruas da cidade, ainda há algum apaixonado ou uma criança, motivada pelos pais, que ainda enfrentam o sol forte e os gritos de “mascarado pé de pato, comedor de carrapato”. Legal, mas insuficiente para que eu volte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu velho e bom amigo Calil Saluan Netto, presidente da Escola de Samba Unidos no Samba e na Cor, me dá a dica: “Vou botar a escola na rua e quero o seu apoio”. Fiquei comovido com o pedido e quase fui me inscrever para sair pela Rua Direita com as cores azul e branco da minha escola favorita. Mas, cá prá nós, bem baixinho, que ninguém nos ouça, meu tempo passou e da escola também, não dá mais prá segurar a onda e o que vi, no ano passado,não dá para acreditar que uma melhora acontecerá. Perdão, Calil, mas não vou, mesmo sabendo que a sua escola retornará após longos anos de ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009 o Valdo César, irmão do Célio Silva, me informava: “Vamos botar na rua um carro só com marchinhas antigas e músicas autenticas de carnaval”. Bacana, fiquei esperando pelo carro, que passava de três em três horas, sem um pingo de emoção, e deixava um rastro muito pequeno em relação aos carros particulares, que passavam pela Rua Direita tocando funk e axé, em alto volume, e a galera fazia huuu e gritava histericamente. Não deu prá curtir legal, meu caro César, nem mesmo sentado à uma mesa da Kiskina, saboreando uma BOA, dá para suportar, aliás nem é bom lembrar, a kizumba por ali é de deixar qualquer fora de órbita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas irmãs, Eliane e Celeste, me diziam maravilhas sobre os blocos de embalo, aqueles dos bairros e de alguns abnegados pela folia, que sempre vem a Rua Direita animar a galera. Fomos prá rua para buscar uma novidade e uma coisa diferente para fazer passar o tempo e ganhar a noite, já que o dia fora totalmente perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa, atrasado como sempre, o desfile destes blocos. Pobres foliões e foliões pobres demais para garantir uma fantasia decente e menos convencional. O bom de tudo foi o antes e o depois, quando encontrei com o Júlio Barros, meu grande amigo de infância, adolescência, juventude e da bola. O reencontro com o Careca, o Sérgio Roberto Nascimento, que sorria a cada comentário meu sobre o que via naquele desfile sem molho e sem tempero.&lt;br /&gt;É, amigo, parece que é sério. O carnaval acabou e só eu ainda não tive a coragem de reconhecer. Não há mais a alegria de uma marchinha, isto não é privilégio de nossa terrinha, não há mais um samba bem tocada em cada mesa de bar, nem mesmo as escolas do Rio, as poderosas Beija Flor, Mangueira, Portela e tantas outras, também não fazem mais um samba como nos velhos tempos, hoje são executados em ritmo de marcha batida para que os milhares de foliões, que se aglomeram em suas alas, possam passar no tempo permitido pela Liga das Escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá mais prá segurar, vou buscar um novo rumo e sair por aí, como todos os mortais, para descansar no litoral capixaba, onde a certeza é uma só: Verei um punhado de gente tentando enganar os carnavalescos dizendo o mesmo que Valdo César me contou e que o Calil priorizou. Uma abraço e até a exposição, em maio, onde o reencontro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1497812084573504650?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1497812084573504650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1497812084573504650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1497812084573504650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1497812084573504650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/eu-nao-vou-miracema.html' title='EU NÃO VOU A MIRACEMA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7169260179255488567</id><published>2010-01-14T09:07:00.001-08:00</published><updated>2010-01-14T09:07:54.564-08:00</updated><title type='text'>BOLO DE LINHA OU PONTAPÉ?</title><content type='html'>Neste mundo globalizado, até as apostas esportivas estão na Internet e espalhadas pelos quatro cantos do planeta, volto um pouco no tempo após receber um recado do meu guru, José Maria de Aquino. Um e-mail interessante, no qual ele conta uma passagem ocorrida em Miracema, na década de 50, quando uma aposta não paga criou um problemão entre seus amigos do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zé fala sobre um bolo, aquele que já chamamos de pontapé, e que desde aquele longínquo tempo já era febre entre os moleques freqüentadores das arquibancadas do estádio municipal ou entre aqueles que ouviam, no rádio, as transmissões do campeonato carioca de futebol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe o Zé Maria contar: “Jogo Vasco x Flamengo. Bolo de linha entre a molecada. Dez nomes em dez pedacinhos de papel. Caio com o Chico, gaúcho ponta esquerda do Vasco. Chance 0,001 de marcar, mas nada havia a fazer. E não é que deu? Vasco 1 a 0, gol de Chico. Procuro o professor para pegar minha grana. Surpresa: a aposta não valeu. A grana não viria para meu bolso. Explicação, dada por ele. "Ao marcar o gol o Chico estava correndo, deslocado pela meia", contou José Maria de Aquino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tá bem, meu caro guru, mas você não conheceu o Genuíno, filho do Olegário da Padaria, um baita craque de bola e apaixonado por uma aposta, seja ela um bolo de linha, um pontapé ou até mesmo a do pau a pau, onde você escolhe um adversário e deixa o outro para o parceiro, sem vantagem é claro. O Genuíno era terrível, e, muitas das vezes, sentava na arquibancada, entrava no bolo e no intervalo do jogo, geralmente um amistoso do Miracema FC, descia para o vestiário e se oferecia ao Polaca para entrar na partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o Jair aceitava, afinal era o grande craque da cidade e um artilheiro de qualidade indiscutível. Acontece, meu amigo Zé Maria, que o Genuíno só entrava na partida se fosse na vaga daquele cujo o número saiu com ele no sorteio do pontapé, ou bolo como queira. E no fim sempre vencia, pois o faro de gol do cara era realmente incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, na década de 60, o Esportivo jogava contra o Esperança, de Friburgo, e este escriba estava com a 11 titular e no ataque amarelinho tinha, além deste que vos fala, o Thiara (7), Cacá (9), Júlio (8) e Arani (10) e o Genuca tentou dar o mesmo golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao vestiário, no intervalo, pediu ao Jaci para entrar e disse que o Seu Gérson deu ordem. O Jaci agradeceu e falou que precisava virar o jogo perdíamos por 2x1, e deu a ele a 18 e falou para ele entrar no lugar do Vagner, na lateral esquerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entra lá no lugar do Vagner fale com o Gilson para jogar na lateral e faça com que o Arani jogue um pouco mais recuado, de volante. Você, Adilson e Cacá jogarão sempre na frente”, explicou pacientemente o Jaci Lopes, nosso treinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genuíno pensou bastante e depois de dois minutos parado, escutando as instruções do Jaci, decidiu voltar para as arquibancadas e começou a gritar pelo meu nome, me incentivando e mandando todos os companheiros me encherem de bola a todo momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém entendia nada, mas eu dava gargalhadas junto com os moleques do Esportivo ouvindo o frustrado Genuíno gritando meu nome, afinal o papelzinho que ele estava nas mãos tinha o número 11 e o tal número naquela tarde era meu e por isto ele queria o meu lugar no início do segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jaci acreditou na turma e viramos novamente a partida e chegamos aos 3x2 com gols de... Não, eu não marquei, entrei sozinho na área e toquei de lado para a chegada do Cacá, para desespero do Genuíno, que teve que ver o Sebastião Amaral levar prá casa o tal bolo de linha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7169260179255488567?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7169260179255488567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7169260179255488567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7169260179255488567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7169260179255488567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/bolo-de-linha-ou-pontape.html' title='BOLO DE LINHA OU PONTAPÉ?'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-7354704738384630745</id><published>2010-01-12T11:24:00.001-08:00</published><updated>2010-01-12T11:24:44.702-08:00</updated><title type='text'>QUARENTA ANOS DEPOIS</title><content type='html'>Na terça-feira fui premiado com um reencontro espetacular. Após a caminhada diária, já pertinho do Arisão, parei na farmácia para um dedo de prosa com o Rogério, que parado na calçada se refrescava sob a brisa que soprava na Rua do Gás. Papo rápido, para não atrapalhar na reta de chegada, e para minha surpresa um tapinha nas costas e uma pergunta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está me reconhecendo? &lt;br /&gt;- Me perdoe, não estou me lembrando.&lt;br /&gt;- Sou Luciano Mercante&lt;br /&gt;Bom, daí prá frente um forte abraço, um punhado de prosa e um baú de histórias foi aberto ali mesmo, em frente a Farma Goyta, ao lado do Arisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano foi um dos bons amigos de infância e adolescência, filho do saudoso Humberto Mercante, o Noca, irmão do professor José Márcio Mercante, que por longos anos mostra seu conhecimento sobre matemática e física no Liceu e na Escola Técnica Federal de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeamos sobre o passado e falamos sobre os longos anos em que ficamos separados, eu disse que foram quarenta anos, mas o Nê, como o Luciano era chamado lá na terrinha, diz que são apenas trinta e cinco anos. Apenas trinta e cinco anos, meu caro Luciano?  O importante é que voltamos a nos ver e, como ele está aqui pertinho do meu apartamento, é possível que daqui prá frente possamos falar mais sobre as nossas famílias, os nossos momentos em Miracema, as peladas e os grandes desafios que nos eram impostos pelos irmãos mais velhos do cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos, leitores deste Papo de Bola, peço perdão por jogar minha intimidade prá vocês, porém, tem sempre um porém, todos vocês já tiveram esta alegria, rever um grande amigo após longos anos, e nada melhor do que botar pra fora toda emoção de um reencontro. Valeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-7354704738384630745?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/7354704738384630745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=7354704738384630745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7354704738384630745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/7354704738384630745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/quarenta-anos-depois.html' title='QUARENTA ANOS DEPOIS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3281746636413740003</id><published>2010-01-12T11:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T11:23:25.703-08:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO HERIVELTON MARTINS</title><content type='html'>Ainda vivendo as emoções da série da Globo, Dalva e Herivelto, que narra a história de amor deste casal de artistas, fui buscar no meu baú de músicas as canções de Herivelto Martins, o marido de Dalva de Oliveira e pai de Pery Ribeiro, as letras, que podem justificar este início de ano para muitos clubes brasileiros, e, principalmente, os nossos - Americano e Goytacaz - que parecem viver a mesma história de amor e ódio do casal que criou o fabuloso Trio de Ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dirigentes alvianis buscam reforços, mas não encontram nomes disponíveis no mercado ou, creio que esta é a melhor hipótese, não há grana disponível nos cofres para estas aquisições. “Parto a procura de alguém ou a procura de nada, vou indo caminhando sem saber onde chegar, quem sabe na volta te encontre no mesmo lugar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a torcida, que fica a espera de dias melhores, parece cantar com o grande Herivelto: “Não, eu não posso lembrar que te amei, não eu preciso esquecer que sofri. Faça de conta que o tempo passou e que tudo entre nós terminou...” Bem, acho que aí vai um exagero, na fiel torcida alvianil ninguém quer colocar fim ao romance, mas que tem gente fugindo, isto tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o torcedor alvinegro, que ainda vive daqueles momentos felizes do enea e dos timaços que se montavam no Parque Tamandaré. Os dirigentes, cansados do assédio de torcedores, que clamam por um time mais forte, cantam assim: “Seu mal é comentar o passado. Ninguém precisa saber o que houve entre nós dois, o peixe é pro fundo das redes segredo é prá quatro paredes”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquele craque, fenomenal e gordinho, que ainda está por aí esbanjando talento e classe, ao ouvir as histórias do ano que passou diz: “Não fale daquela mulher perto de mim”, mas será que é da mulher que o artilheiro quer esquecer? Tenho dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herivelto foi um grande compositor, apaixonado por várias mulheres, tal qual os craques de hoje, que vestem várias camisas e beijam escudos como prova de amor, o artista amou muitas mulheres e deixou marcas no coração de cada uma, como Love, o Vagner, que também amou bastante quando jovem e fez jus ao apelido de Artilheiro do Amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a torcida do Palmeiras, lamentando a sua saída, ofendeu o atacante, que respondeu cantando Herivelto Martins: “Que diferença vai fazer na minha vida, mais uma briga, mais um desgosto, que diferença vai fazer na minha dor...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planos, muitos planos. Sonhos, muitos sonhos. E Adriano, o Imperador, não pode brincar o carnaval. A diretoria do Flamengo emitiu nota oficial, exclusiva para os jogadores, dizendo que os dias de folia serão de muito trabalho, afinal o Carioca estará em pleno andamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o camisa dez da Gávea mandou: “Que rei sou eu, sem reinado e sem coroa, sem castelo e sem rainha. Afinal que rei sou eu?” Se fosse aquele outro artilheiro eu até ousaria dizer que seria um Rei Momo, mas o Imperador está mais prá He-Man. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Edilson, o Capetinha, que resolveu voltar as canchas, animado com tantos ex-jogadores em atividade, também botou o bloco na rua e gritou, já vestindo a camisa tricolor do Bahia: “Vem, vem em busca da Bahia, cidade da tentação, onde o meu feitiço impera. Bahia, Bahia, Bahia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por lá ele terá a companhia de Renato Gaúcho, agora treinador do Tricolor de Aço e parceiro de fé do Capetinha. Vai dar samba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o presidente do Goytacaz, preocupado com o recado da torcida, que promete abandonar o barco: “Será que ela ainda lembra do compromisso que tem ou será que ela agora deixou de querer bem?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está, em forma de canção os protestos bem humorados dos torcedores e craques deste nosso fabuloso esporte bretão. Bom domingo prá todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3281746636413740003?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3281746636413740003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3281746636413740003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3281746636413740003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3281746636413740003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/lembrando-herivelton-martins.html' title='LEMBRANDO HERIVELTON MARTINS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6095402249417660671</id><published>2010-01-12T03:44:00.001-08:00</published><updated>2010-01-12T03:54:26.989-08:00</updated><title type='text'>TOQUE DO SILÊNCIO, TEMA DE LARA E OUTRAS SAUDADES</title><content type='html'>Hoje o meu bom e querido amigo Renato Mercante, me enviou um e-mail com um anexo bem interessante e que me remeteu, como ele mesmo narra, a aurora de nossas vidas. Abri imediatamente, pois no texto o Renato fazia um comentário sobre a intérprete e a orquestra acompanhante, o fabuloso André Rieu. A curiosidade de ver alguém executando o “Toque do Silêncio” era bem maior do que qualquer coisa que me propusesse a fazer naquele momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como você muito bem sabe, Il Silenzio, (o Toque do Silêncio, como chamamos aqui no Brasil) é universal. Segundo me informei, em quase todas as forças armadas do mundo ele é o mesmo. Ele é tocado todas as noites, às 22 h, e em solenidades fúnebres de militares. As modulações podem variar. Nessa apresentação, ele é tocado por completo. É um toque lúgubre, mas, muito bonito”, disse-me Renato Mercante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia passado por este filmete, algum amigo havia me mandado, mas não abri temendo ser algum vírus ou por não ter curiosidade suficiente para tal. Não sei se foi naquele período em que emoções eram proibidas, mas o certo é que hoje fui surpreendido por uma guria espetacular, que sopra o piston como gente grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto me fez voltar o tempo e me ver nas ruas de Miracema, com um pedaço de borracha, improvisando um instrumento. Em uma ponta um esguicho de pia, que servia de bocal, e um funil, em outra ponta, tentando ampliar o som que eu fazia com aquele instrumento criado por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossas serenatas no jardim, as esperas pelo início dos ensaios da Banda Sete, as reuniões da Banda Marcial do Colégio Miracemense, tudo isto passou pela minha cabeça e pela minha memória. Me vi ao lado do velho amigo Cagiano, que também é Adilson, preparando toques inéditos ou refazendo os já conhecidos, para que os jovens do colégio conhecessem e executassem nos desfiles em todas as cidades para onde a banda era convidada a se exibir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um momento eu ouvi a voz do Mauro Cruz, o filho dos professores Manoel Soutinho e Maria do Carmo, que, sempre ao nosso lado, dava pitacos sobre o que tocar e como andava nossa audiência junto aos alunos e diretores do colégio. Os cornetões não tinham sons maviosos, serviam apenas para contracantos, e quando precisávamos de um voluntário, para testar novos toques, lá estava o Mauro, sempre atendo e disposto a colaborar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato, e o “Tema de Lara”? Não vou me fazer de grande ou de importante, mas creio ter sido um dos primeiros a levar a música para o ritmo de dobrado e levá-la para as ruas como ritmo de marcha/dobrado. O arranjo do Cagiano, para as caixas, tambores e taróis foram perfeitos e a música faz sucesso até hoje nos desfiles cívico-escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos carnavais de rua, hoje não são mais os mesmos, eu não podia fazer o que mais gostava, sair às ruas como um mascarado comum e não ser reconhecido. Tinha a praga, no bom sentido é claro, do piston que me acompanhava e me deixava vulnerável neste sentido. A turma do Colégio Nossa Senhora das Graças, liderada pelo Gilson e Zé Maria, saia como um bando de palhaços e, acredite Renato, o único a ser reconhecido era este seu amigo aqui, por que? Claro, pelo instrumento que já estava ligado a este hoje velho contador de causos e histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é saudade. O Zé Luiz, nosso amigo Categoria, diz que vivo de saudades. Não, eu concordo com a Cintia, que um dia me disse: “Adilson, você não tem saudades do passado, você gosta de falar daquilo que te fez viver intensamente”. Correto, se isto é ter saudades este piston, este Toque do Silêncio, este Tema de Lara e estes belos carnavais de rua, sempre terão um lugar reservado na memória e neste peito rasgado e apaixonado pelas coisas de nossa terra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6095402249417660671?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6095402249417660671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6095402249417660671' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6095402249417660671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6095402249417660671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/toque-do-silencio-tema-de-lara-e-outras.html' title='TOQUE DO SILÊNCIO, TEMA DE LARA E OUTRAS SAUDADES'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5070290537119820180</id><published>2010-01-04T09:33:00.001-08:00</published><updated>2010-01-04T09:33:51.979-08:00</updated><title type='text'>A HORA E A VEZ DO NOVO SEXAGENÁRIO</title><content type='html'>Mais um ano de vida, aliás chego aos sessenta com o corpo de um jovem de quarenta e a cabeça de um menino de quinze aninhos. Sei não, sabe, mas o tempo não passou para este escriba. Estou chegando ao sexagésimo aniversário e passando por uma experiência sem igual. A vida continua sendo tocada, mas a impressão que tenho é que chego aqui com uma baita saúde, o susto de março/09 já foi superado e agora é cuidar para que o velho coração não sinta o impacto dos sessenta anos de batidas, ora forte e descompassada, ora regular como um relógio suíço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia do meu aniversário e a festa aconteceu logo após a meia noite de ontem, sábado, já que nesta manhã a grande maioria dos amigos já estavam de partida para Niterói e colocando um ponto final nesta temporada na Armação dos Búzios. Bolo, bola, torta gelada, refrigerante, salgadinho e, claro, muita cerveja, e não foi da BOA, por aqui não se vê com freqüência aquela latinha azul tão degustada durante o resto do ano, mas valeu a pena, só faltou o cachorro quente para alegrar a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferencial foi a música, que tocava no som espalhado por toda casa à beira mar. Por exigência deste aniversariante o que se ouviu foi o puro samba de Martinho da Vila e Alcione, a bela música italiana, que não poderia faltar neste dia especial, exibida em DVD de Luciano Bruno. Frank Sinatra e a turma da Jovem Guarda deram o toque de nostalgia no evento e no arremate a já saudosa orquestra de Ray Conniff para encerrar a noitada do aniversariante, pois o som continuou à beira da piscina, mas aí a história é outra, pois quem comandou as manetes do som foi o Leandro, cujo gosto musical é duvidoso e totalmente diferenciado do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu o dia, valeu a festa e os abraços dos amigos presentes, só família deixo bem claro. Eu gostaria de estar com todos aqueles que me cercam e me trazem alegria durante o ano, mas muitos estão em programação conflitante com a minha para este início de 2010. Alguns estão em Guarapari, outros entre Atafona e Grussaí e muitos se dividiram por aí entre o litoral brasileiro e até mesmo o litoral dos Estados Unidos. Mas valeu mesmo o dia, foi muito carinho para comigo e muita alegria para os familiares do Adalberto,  meus filhos e nora. Uma festa completa organizada pela Marina, minha companheira desde o início da década de 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5070290537119820180?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5070290537119820180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5070290537119820180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5070290537119820180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5070290537119820180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/hora-e-vez-do-novo-sexagenario.html' title='A HORA E A VEZ DO NOVO SEXAGENÁRIO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1995098079815659326</id><published>2010-01-01T05:53:00.001-08:00</published><updated>2010-01-10T10:41:27.978-08:00</updated><title type='text'>O ÚLTIMO DIA DE 2009</title><content type='html'>Hoje é o último dia do ano e por aqui, neste paraíso chamado Búzios, a comunicação continua precária e mesmo estando em um dos balneários mais famosos do mundo a modernidade foi deixada de lado em favor da tranqüilidade e da fuga da rotina nossa de cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem contratou? Quem dispensou? O que pensa o Flamengo? E o Americano, irá recomeçar os trabalhos visando o Estadual? Será que o Goytacaz irá resolver os problemas financeiros? E o Macaé Esporte trará alguns reforços de peso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há respostas para tudo isto, ou melhor, não sei as respostas para tudo isto. Estou, como disse no texto de ontem, desplugado do mundo e fazendo um retiro para recarregar as baterias para mais um ano de pitacos e comentários sobre estes assuntos aqui no Blog do Penacho, no nosso Papo de Bola em O Diário, NF Esportes e Dois Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o último dia do ano. Dia de festejar e de curtir mais um ano de vida, o último da primeira década 00 em que tivemos a chegada do terceiro milênio, onde os místicos acreditavam que jamais chegaríamos. Hoje o Leandro chegou, trazendo consigo o trabalho do Justiça Desportiva, e para isto um canal aberto pela Internet através da Banda Larga de uma operadora de telefonia celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já estou sabendo de alguma coisa, claro que também dei uma olhada no Lance, de ontem, mas as novidades são as mesmas da última segunda-feira, quando li um jornal atualizado pela última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês agora me desculpe, mas estou de saída. Vou a piscina dar uma molhada no corpo e após um mergulho refrescante uma caminhada até a praia de Geribá, aliás aqui estamos para esquecer tudo aquilo de ruim do ano, mas não posso me esquecer dos amigos que estão ligados no nosso papo do dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano passou correndo, muito depressa e parecia que tudo conspirava a favor da chopada noturna, que iria esperar os fogos na orla Bardot e, quem sabe, com um pouco de sorte poderíamos ver o que estava preparado para Rio das Ostras e Região dos Lagos. Nossa casa, no alto de Búzios, tem uma visão espetacular de toda a orla marítima da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor do que família reunida em torno de um evento especial. Há alguns anos que não tenho a companhia dos filhos nesta passagem de ano, mas cá prá nós, está faltando algo neste dia de confraternização: Faltam o Zé Luiz e o Eraldo, claro que ambos com suas turmas, com quem dividi durante quase dez anos, em Guarapari, litoral capixaba, as emoções de uma passagem de ano. Um abraço especial para esta dupla de amigos diferenciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer no dia seguinte, o primeiro dia do ano?  Dormir até a hora do almoço ou acordar cedo para curtir o sol que poderá ser dos melhores, afinal a chuva que caiu durante todo à noite de 31 de dezembro não deverá se estabelecer durante a sexta-feira, primeiro dia da nova década.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1995098079815659326?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1995098079815659326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1995098079815659326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1995098079815659326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1995098079815659326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/o-ultimo-dia-de-2009.html' title='O ÚLTIMO DIA DE 2009'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6842859107262942811</id><published>2010-01-01T05:52:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T05:53:00.290-08:00</updated><title type='text'>UM PARAÍSO CHAMADO BÚZIOS</title><content type='html'>Há algum tempo atrás não era possível narrar aqui, neste Papo de Bola, um final de ano tão atípico como o que estou vivendo agora, em Armação dos Búzios, onde a paz e a beleza das praias me fazem esquecer de tudo e viver a vida, como os personagens da novela global, me desligando completamente do mundo da bola e dos simples mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão de onde estou no momento é deslumbrante. O silencio é quebrado pelo barulho dos pássaros e os latidos dos cães, sempre vigilantes e prontos para defenderem as mansões de seus proprietários. São sete da manhã e a turma que me acompanha, ou que estou acompanhando, tanto faz a colocação da frase, ainda dorme embora tenha prometido acordar cedinho para chegar a praia de Geribá antes do movimento intenso do balneário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei aqui na segunda-feira, 28 de dezembro, bem cedo e tive tempo suficiente para conhecer o ambiente e tomar conhecimento do entorno. As azulzinhas já estavam no freezer e o sol parecia querer ser nosso companheiro nesta semana de passagem de 09 para 10. Soa engraçado isto não? Um final de ano em Búzios com a família e os amigos é algo incomum nestes meus sessenta anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai um buraco aí? Aberto ou fechado? Qualquer coisa. Jogue as cartas na mesa e vamos papear sobre o que deixamos prá trás nestes dias de desplugamento total. Os computadores não funcionam, alguém aí trouxe uma internet banda larga? Como a resposta foi negativa o jeito foi cair na prosa, como naqueles tempos de interior de Minas, para os meus companheiros de descanso, como também na minha terrinha lá no interior do Estado do Rio. Papo sobre a vida, recordações de nossos torrões e um pouco de volta ao passado, sem televisão ou qualquer outra modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flamenguistas e cruzeirenses se encontram e tentam falar do Brasileirão, que acabou recentemente, mas o clima não estava propício para as discussões, no bom sentido é claro, sobre o velho e bonito esporte bretão. O papo de bola não fluía, talvez pela falta de motivação dos adversários mineiros, que no início da temporada era pule de dez para a conquista de mais um campeonato nacional. Na ausência das notícias do mundo da bola o prato principal passou a ser as viagens e as estórias sobre as andanças de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ralph, sempre preocupado com vendas ou compromissos financeiros, nestes dias só tem pensado em sua Viviane, que desta vez está a seu lado por longos e maravilhosos dias de folga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo olhando o cenário buziano e nada se iguala a beleza deste lugar, pouco conhecido por mim e tão cheio de mistérios e paixões. Não sei se o Manoel Carlos está em um lugar como este aqui, onde narro este pequeno trecho, mas com certeza tem pela frente um vídeo sobre Búzios e suas belas freqüentadoras e de suas praias maravilhosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prá quebrar a rotina fomos, ontem à noite, caminhar pela Rua das Pedras observar o ir e vir dos milionários e daqueles que, durante o ano inteiro, juntaram uma graninha extra para ficar entre celebridade do mundo televisivo ou endinheirados não tão badalados assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez um amigo me disse:  Búzios é o lugar onde os ricos se encontram e os pobres os admiram. É a dura realidade. Restaurantes chiques, lojas elegantes e bares da moda são freqüentados pela elite e, no entorno do lugar, nas ruas paralelas ou transversais, os chamados emergentes se reúnem e dividem uma mesa de um boteco ou de um barzinho, sempre comandados por um gringo, onde dividem também a “dolorosa” conta do final de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias do mundo? Nem pensar. Um jornal foi aberto na manhã de ontem, rodou de mão em mão durante boa parte do dia, mas como todos nós, na véspera da viagem, tivemos acesso a internet e a televisão, o jornal já chegou como notícia velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zezé, o cruzeirense, com sua Christiane, rubro-negra feliz, queria saber quais os reforços que seu time apresentaria na segunda-feira, de forma oficial. Gervásio Júnior, ao lado da indefinida Sheila, ainda comemorando o hexa, já sabia da renovação de Adriano e esperava o anúncio da contratação de Vagner Love. Foram as únicas palavras trocadas sobre o futebol e à noite, ouvindo uma MPB em um cantinho qualquer da Rua das Pedras, eu, Gervásio, o pai, Marina e Helena, tentávamos degustar uma comidinha nada comível, porém, tem sempre um porém, a companhia, a música e o lugar deixava este pequeno inconveniente de lado, já que a menina Maria Vitória era o centro de atenção de todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6842859107262942811?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6842859107262942811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6842859107262942811' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6842859107262942811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6842859107262942811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2010/01/um-paraiso-chamado-buzios.html' title='UM PARAÍSO CHAMADO BÚZIOS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-343893632874037559</id><published>2009-12-27T06:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T06:07:23.874-08:00</updated><title type='text'>A NUVEM DO POLACA</title><content type='html'>A turma lá de cima parece que está com saudades da bola e com inveja daqueles que por aqui ficaram e fazem a festa neste final de ano. Sentado em sua nuvem particular, com mulatas, samba e um campinho particular, Jair Polaca mandou uma mensagem para Milton Cabeludo e o convidou para um papo cabeça no seu cantinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabeludo foi e levou com ele o Juarez Beiçola e outros contemporâneos e no caminho pegaram o Pernoca e o Lauro, que estavam no entorno da nuvem do Silvinho, que tinha saído para visitar o pai, Maninho, que em outra parte observava os craques que chegavam para conversar com São Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maninho foi localizado e levado para a nuvem do Polaca, que neste momento fazia uma ligação para o Gérson Coimbra já que a coisa fugiu do controle e precisava de uma organização no reduto. Seu Gerson chegou, botou a casa em ordem e começou a delegar poderes, mas para isto precisava da ajuda do Clarindo, que não fora localizado até aquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a noticia do encontro se espalhou rapidamente e foram chegando os craques para uma pelada triunfal. Pintinho, com seu passo lento e tranquilo, chamou o Nenenzinho, que bateu uma mensagem para o Edil e todos seguiram rumo a nuvem do Polaca na maior prosa. O Nenenzinho queria saber se depois poderia colocar a fantasia de “mulinha” e sair pelas nuvens dançando e chamando a velha turma do “Fogaréu”. Nada disto, gritou o Cosme, se quiser samba terá que convidar o Zé do Carmo também e ele está preocupado é com o futebol de hoje. Samba é para o carnaval e é, comigo mesmo. O Mocinho e o Fota já estão de sobreaviso, disse o garoto que na terra ajudava o pai no comando da Unidos no Samba e Na Cor.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os peladeiros foram chegando pouco a pouco, sem chuteiras, sem lenço ou documentos e o anfitrião já estava com seu livro de ouro rodando pelas nuvens e já tinha apanhado uns trocados com o Jamil Cardoso, Zé Carvalho e Nilo Lomba, seus amigos da prefeitura. E na passagem pela ala dos prefeitos o Maninho chamou o Olavo Monteiro para dar uma forcinha no meio campo de seu time, que teria, segundo ele, alguns craques da capital, levados pelo Caixa D’agua e com o aval do Luiz Linhares, que a esta altura já fazia movimentação política no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trio do Rink, Silvinho Moreno, Valcir Leite e Marcone Daibes, se animou e também armou uma lista de convidados, João Moreno e seu sobrinho Joltran, dois craques das peladas do Ginásio, se apresentaram imediatamente. A pelada prometia e ao que parece já tinha gente demais e faltava um homem para apitar. Pensaram em trazer um árbitro de outra nuvem, bem neutro, mas não tinham grana para levar um destes famosos e o jeito foi entregar o comando para o Rosário Mercante, que pelo menos tem crédito e sempre foi daqueles caras sérios quando apitava nos campos de grama aqui na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigentes demais reunidos e Caixa Dágua queria fundar uma liga das nuvens, mas foi rechaçado pelo Luis Delco, mais novo no pedaço, que não queria um estranho no ninho e por isto foi chamar o Salim Bou-Issa para organizar a coisa, mas Altair Tostes passou rápido no espaço destinado as autoridades, bateu o martelo e decretou que a reunião seria entre colunas e o Farid Salim e seus manos José, Nacif e Jofre, cuidariam da alimentação enquanto o jovem Gustavo Rabelo cuidaria das camisas e das súmulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma se espalhava pela nuvem do Polaca, onze para cada lado e um punhado de reservas esperando vez no entorno do pedaço e aos poucos os dois treinadores foram chegando ao time correto e a festa estava pronta para ter o seu começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou espaço aqui e na nuvem do Polaca. Muitos queriam entrar em ação e o jeito foi fazer um torneio, tipo aqueles antigos Torneio Inicio, e a bola rolou macia durante todo o dia de Natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-343893632874037559?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/343893632874037559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=343893632874037559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/343893632874037559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/343893632874037559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/12/nuvem-do-polaca.html' title='A NUVEM DO POLACA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-2145059292403310168</id><published>2009-12-16T13:22:00.001-08:00</published><updated>2009-12-16T13:22:39.396-08:00</updated><title type='text'>NOITE E DIA DE UM NATAL FELIZ</title><content type='html'>Hoje a noite é bela, diz a canção que conheço desde criança pequena, quando enfrentava o balcão do Bar do Vicente, ali na Praça Ary Parreiras, onde nasci e cresci. Juntos eu e ela, no caso minha mana Eliane, vamos à capela, felizes a rezar as orações que Dona Áurea, nossa catequista querida, nos ensinava no dia a dia da Igreja de Santo Antonio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao soar o sino, dizendo que chegava a hora da missa do galo, o movimento do bar melhorava um pouco, ou melhor, diminuía um pouco, pois melhorar, no sentido comercial da palavra, é quando o movimento aumenta e não se esvazia, como o sino pequenino batia insistentemente chamando os fieis para a celebração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó, Maria, dizia “vai o Deus menino nos abençoar”. E o sino pequenino, que nós chamávamos sino de Belém, batia insistentemente dizendo que já nasceu o Deus menino para o nosso bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o movimento então ficava praticamente parado, já passava da meia noite e, pregados e extenuados pelo trabalho de todo o dia, meu pai, Zebinho, chamava Dona Lili, minha mãe, para o quarto e pediam paz na terra, como aquele sino alegre a cantar e minhas irmãs ouviam um Deus menino abençoe este lar e também se refugiavam em seus quartos para o sono dos justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manhãs do dia 25 de dezembro eram mais tranqüilas no Bar do Vicente e este bom menino aqui tinha a liberdade de ir e vir à rua neste dia e gritar um bom Natal para todos da vizinhança. Que seja um bom Natal para todos nós, dizia o Seu Scílio, o Seu Amaro saia cedo para a igreja, logo que ouvia o sino tocar novamente e uma alegria tomava o ar da Praça Ary Parreiras na manhã do dia de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos apareciam de todos os lados a procurar seus presentes e a mostrá-los pelas ruas em danças de roda e, de mãos dadas se confraternizavam nos paralelepípedos esquentados pelo sol forte que sempre castigava a cidade nesta época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os cânticos eram entoados, tipo assim: “Botei meu sapatinho, na janela do quintal... &lt;br /&gt;Porém, tem sempre um porém, nem sempre Papai Noel deixava aquilo que pretendíamos e as surpresas, alegres ou tristes, eram constantes neste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém, cantava o Paulinho, que depois ficou milionário, mas reclamava que sempre era esquecido por ele não ser rico e sim pobre, mas sempre o Bom Velhinho aparecia e deixava alguma coisinha na manhã do dia 25 na meia do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, depois de correr por todos os cantos da cidade atrás das novidades do Natal, era hora de ouvir o coral de Dona Áurea a cantar Natal, Natal das Crianças, Natal da noite de luz, Natal da estrela-guia, Natal do Menino Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra já estava decorada e o blim, blão, blim, blão, o refrão, era entoado por toda a igreja e a voz do Padre André, um padre holandês de voz suave e bonita, era sempre a mais destacada. A do Padre Luiz era horrível e a do Padre Alberto incompreensível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bate o sino da matriz, papai, mamãe rezando para o mundo ser feliz. Parece que o blim, blão, blim, blão, está novamente na minha cabecinha de criança. Feliz Natal prá você, meu amigo e conterrâneo, que viveu estes bons momentos e sabe como era bom ser feliz e como era gostoso correr atrás dos presentes ali na Praça Ary Parreiras ou em qualquer cantinho desta nossa Miracema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-2145059292403310168?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/2145059292403310168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=2145059292403310168' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2145059292403310168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/2145059292403310168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/12/noite-e-dia-de-um-natal-feliz.html' title='NOITE E DIA DE UM NATAL FELIZ'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6449893161400253727</id><published>2009-11-30T09:19:00.002-08:00</published><updated>2009-11-30T09:20:59.380-08:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DE NATAL</title><content type='html'>Chegou dezembro, com ele chegam as mensagens de Natal, que por sinal já começaram a pipocar na minha caixa postal, todos querendo ser o primeiro a me desejar Feliz Natal e, claro, repetem os mesmos chavões de anos anteriores e fazem as mesmas promessas para o ano que se aproxima. Não há criatividade alguma, nada de novo, tudo repetido como os sinos e as canções que embalam os dias de dezembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De amanhã em diante todos tentarão ser simpáticos e o trânsito fluirá melhor, pelo menos é o que espera deste povo deseducado e maluco que circula pelas ruas brasileiras. O espírito de Natal vai baixar nesta gente e as calçadas estarão livres para os pedestres, as ruas não serão fechadas por veículos estacionados em mão dupla, os bares não espalharão cadeiras pelas calçadas, etc e tal. O Natal poderá nos proporcionar um mês de tranqüilidade nas ruas e nas calçadas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Mas vamos ouvir, de novo outra vez, as mesmas canções e os mesmos intérpretes. John Lennon será revivido na voz marcante de Simone com o famoso “então é natal”, os bonequinhos, vestidos de papai Noel, estarão cantando, agora com pilhas alcalinas, mais difíceis de acabarem, nos nossos ouvidos aquele mesmo Jingle Bells de sempre, e as lâmpadas coloridas serão instaladas em todas as janelas de condomínios ou residências particulares. É o espírito de Natal entrando no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado eu expliquei como o meu chefe queria a coluna de final de ano, e muitos disseram que fui grosso demais ao dizer que tudo não passava de uma mentira, das grandes, e que o povo só repetia o que aprendeu, quando criança, quando seus  antepassados pregavam uma união entre os povos. Balela. O perdão de dezembro já está ficando sem graça e não há credibilidade alguma quando dizemos: Feliz Natal, eu adoro você. Falsidade completa, por trás o camarada quer mesmo é que você seja demitido e ele, seu companheiro de trabalho, assuma o seu posto de chefia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano que passou não retribui a metade dos votos de Feliz Natal que recebi, apenas meia dúzias de amigos, sinceros e fieis, receberam o troco das felicitações enviadas. Nada contra estas pessoas, mas estas mensagens nada representam, para mim é como se recebesse matérias das assessorias de imprensa dos clubes de futebol ou dos jogadores, que sempre nos pedem uma forcinha extra. Não dá para sair por aí retribuindo as centenas de e-mails recebidos diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do dia primeiro de dezembro fica difícil de ir um restaurante ou a um barzinho da moda. As reuniões festivas, as trocas de presentes, as declarações de amor e amizade tomam conta das mesas e os locais ficam envolvidos com aquele clima de falsidade que rola nestes lugares. E os escritórios, nos finais de semana? Todo mundo quer um abraço apertado, mostrar o sorriso largo e oferecer um lugar para que o chefe passe os feriados de final de ano, se ele aceitar o possível anfitrião vai ficar em maus lençóis, afinal ele não tem certeza se a “patroa” vai aceitar dividir a mesa natalina com um estranho, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou sair por ai dizendo que não se faz mais natal como antigamente. Não se faz uma festa de final de ano como nos anos 50 ou 60, quando eu era criança pequena lá em Miracema. Mentira. Hoje a festa é sua, a festa é nossa, é de todos nós, como diz o jingle da Globo, mas que festa é esta? Minha? Não a festa não é minha, a festa não é nossa, nem de todos nós, a festa é DELE e ELE é o mais esquecido neste momento, como já disse no ano passado, no ano anterior e em outros anos atrás. Ninguém se lembra do ANIVERSARIANTE e responsável por tudo isto acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é Natal. Cante comigo aquela canção que você aprendeu desde pequenino, mas não se iluda ou tente iludir seu amigo ou seu parente com aqueles chavões de sempre, seja sincero e fale o que está pensando no momento e queira sempre o bem daqueles que lhe são caros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peça a ELE para te dar força e que no próximo ano você não repita as mesmas tolices cometidas neste que está terminando. Seja feliz, mas não atrapalhe a felicidade dos outros, ah!, aqueles e-mails de políticos aproveitadores, que sempre aparecem em ano eleitoral, não abra e delete antes que espalhe o vírus maligno do voto inútil. Boas Festas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6449893161400253727?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6449893161400253727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6449893161400253727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6449893161400253727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6449893161400253727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/11/mensagem-de-natal.html' title='MENSAGEM DE NATAL'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3383260073310673450</id><published>2009-11-30T09:19:00.001-08:00</published><updated>2009-11-30T09:19:35.142-08:00</updated><title type='text'>40 ANOS DO ANO QUE NÃO COMEÇOU</title><content type='html'>Se 1968, segundo Zuenir Ventura, foi o ano que não terminou, o que dizer de 1969? O ano que não começou? Nada disto, 1969 foi um ano maravilhoso, em que pese os conflitos militares, o AI5 e outras barbáries da Ditadura Militar e do governo Médici. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 foi quando tudo começou e tudo floresceu. Foi o ano em que o homem desceu na lua, Pelé marcou o milésimo gol de sua gloriosa carreira, a música tomou conta dos jovens e o grito de paz e amor foi ouvido em todo o planeta terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto a comunicação por computador começava, o conjunto inglês, hoje chamam de banda, Beatles terminava, adeus Paul, adeus John, a última apresentação pública ocorreu no telhado da Apple Records, mas a polícia interrompeu a performance do conjunto inglês, McCartney se casou com Linda enquanto o Led Zeppelin lançava o melhor álbum da história do rock, coincidentemente no mesmo ano em que se realizou o maior festival de rock de todos os tempos, o Woodstock, que arrastou nada menos que 500 mil pessoas durante três dias de muita música realizado em uma fazenda gigantesca em uma cidade próxima a Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso com certeza não foi notícia no Jornal Nacional, pois o programa surgiu justamente há 40 anos atrás, em 1º de setembro de 1969, há tempo de poder fazer uma grande reportagem sobre um dos maiores feitos do melhor jogador de futebol de todos os tempo, Pelé marcava o seu gol número 1000 no dia 19 de novembro em uma partida no estádio do Maracanã, um dia histórico para o esporte que no mesmo ano via nascer pessoas que se tornariam célebres atletas, como Gabriel Batistuta, Steffi Graf, Paul Tergat e até Michael Schumacher, mas dava adeus a outros tão célebres quantos estes, casos de Rock Marciano e Arthur Friendenreich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 20 de julho de 1969, o apresentador Hilton Gomes narrou, direto do estúdio da TV Globo no Jardim Botânico, a chegada na lua da nave espacial americana Apolo II . Eram 23h56, horário de Brasília, quando o astronauta Neil Armstrong, comandante da missão, anunciou o pouso. A nitidez das imagens geradas do espaço via satélite era tanta que muitos telespectadores duvidaram da chegada do homem à lua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a área musical, 1969 foi marcado pela volta de Elvis, ao vivo, após oito anos longe dos palcos. Os Mutantes, de Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, eram febre no Brasil e o Rei Roberto Carlos enlouquecia as fãs nas curvas da estrada de Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Esportes, o então imbatível Santos, sagra-se tri-campeão paulista. O Fluminense é o campeão carioca e o Palmeiras, o vencedor do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competição que substituiu a Taça Brasil e antecedeu o atual Campeonato Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jackie Stewart, da equipe Matra, mostra a sua superioridade nas pistas e deixa seus nome gravado no hall dos grandes campeões da Fórmula 1 e Emerson Fittipaldi já ensaiava as primeiras aceleradas em busca do primeiro título mundial para um piloto brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este escriba não pensa como Zuenir Ventura, que acredita que 1969 não tenha começado e sequer 1968 tenha terminado. Foi neste 1969 que vivi grandes momentos no futebol, nossa ida para o Vasco ao lado de Cacá e Geneci, a fase exuberante do GEAO (Grêmio Esportivo Alberto Oliveira), onde os jovens se encontravam no embalo da boa música internacional sem drogas, mas com muito rock and roll. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a arrancada dos festivais de música em toda região e onde houvesse um palco disponível, lá estavam os compositores de ocasião e os cantores da minha geração. Um ano realmente incrível e que marcou bastante para uma geração que aprendeu a viver intensamente e sem medo de ser feliz, apesar do chumbo da ditadura e dos golpes na liberdade de ir e vir dos brasileiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3383260073310673450?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3383260073310673450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3383260073310673450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3383260073310673450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3383260073310673450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/11/40-anos-do-ano-que-nao-comecou.html' title='40 ANOS DO ANO QUE NÃO COMEÇOU'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-968355453335702224</id><published>2009-11-30T09:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T08:31:33.200-08:00</updated><title type='text'>A HORA E A VEZ DAS MENINAS</title><content type='html'>Algumas amigas me ligam, me enviam e-mails ou reclamam, ao vivo, de uma possível citação das amigas, no mesmo estilo que fiz “amigos de A a Z”, publicada recentemente no Papo de Botequim, o livro nosso de cada dia na Internet. Algumas tiveram respostas, mas outras não foi preciso, parecia que estas meninas já sabiam que seria difícil nominar aqui como fiz com os rapazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O grande problema é o ciúme dos maridos“, me diz uma destas amigas, e isto me traz a lembrança um fato desagradável, ocorrido na década de 90, em um desfile de 3 de maio aí na terrinha. Veja que saia justa  me colocaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para os lados e vejo alguém me chamando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dity olha prá cá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei e não vi ninguém conhecido, já faziam dez anos que estava fora e parecia estar no meio de estranhos naquele desfile cívico-escolar. Porém, tem sempre um porém, visualizei, na outra calçada, uma velha amiga não mais residente na cidade, e, que não via há cerca de quinze anos. Atravessei e de braços abertos gritei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fulana (perdão, não vou citar nome) que saudade, venha cá me dá um abraço.&lt;br /&gt;- O senhor deve estar enganado, não o conheço, desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí dali um pouco chateado, juro que até cheguei as lágrimas, e fui ao bar do Nego tomar uma gelada para descontrair. E sabe por quem cruzo nas proximidades do antigo Banerj? A própria, agora longe do maridão, me agarrou, me abraçou com saudade e me tascou um beijo, no rosto é claro, dizendo que estava morrendo de vergonha e de saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dity, me perdoe, fui eu quem te gritou, mas o danado do marido chegou na hora e ele tem horror de vir a Miracema e tem ciúme de vocês todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que perdoei a velha amiga, mas que doeu um punhado doeu, mas ficou prá traz e não guardei mágoas, muito pelo contrário, fiquei feliz por ela ter me esperado para justificar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim as meninas que poderiam se chamar Aparecida, Beatriz, Carolina, Diva, Eliane, Fátima, Gecilene, Helena, Iara, Jussara, Kátia, Lúcia, Marista, Nádia, Orlanda, Paula, Regina, Silvia, Teresa, Úrsula, Vitória, Zenaide, terão que esperar um pouco mais para que minhas memórias possam ser reveladas e assim poder contar um pouco de minha amizade, nada mais do que isto, e nossas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu possa contar o abraço trocado com a Cida, a filha do amigo Tetinho, na Barraca do Bode, quando nos reencontramos após longos e longos anos. Não nos vinham palavras para revelar o quanto estávamos felizes, mas nossos olhares, molhados com lágrimas, mostravam a todos ao lado, inclusive a sua filha mais velha e a nossa amiga Samira, o quanto ainda é grande a amizade conquistada durante longos anos nas ruas, nas escolas e nos salões dos grêmios estudantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que posso contar aqui a saudade que tenho de todas elas, amigas de verdade, amigas como a Fafá, a Giovanina e a Giotania, todas Mercante e com grandes recordações para serem contadas em um livro a parte. Posso dizer que a Diva foi uma das grandes companheiras do futebol e do tempo em que nosso conjunto abrilhantava os bailes do Esportivo. Diva era a primeira da fila tanto nas arquibancadas quanto à beira do palco. E minha primeira “esposa”? Olá, Marista, quanta saudade, e é bom lembrar para esta turma que foi no “casamento caipira” lá no Clarinda Damasceno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre a Lúcia, hoje também Mercante, da Kátia ou da Carolina é bem mais complicado, elas ouviam minhas confidências e sabem muito mais do que qualquer um de vocês sabem sobre mim, não é mesmo Gecilene? Estas meninas valem ouro e gostaria de poder falar, de contar “causos’ e casos sem maldade ou envolvimento, afinal todas aqui citadas foram e continuam sendo amigas saudosas de quem guardo neste peito, hoje cortado, um sentimento mais profundo deste planeta: AMIZADE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prá encerrar em alto estilo: Estas meninas do tópico final têm um lugar cativo aqui na memória e no coração deste escriba, um carinho especial para a Zezé Parreira, Gracinha Braga e Catarina Ramos, que saudade da Jane, que viveram um capítulo muito especial nestes sessenta anos, afinal as três eram como verdadeiras irmãs e este capítulo só poderia encerrar como as grandes novelas, com um grande beijo e com muitas lágrimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-968355453335702224?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/968355453335702224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=968355453335702224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/968355453335702224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/968355453335702224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/11/hora-e-vez-das-meninas.html' title='A HORA E A VEZ DAS MENINAS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6846302421338768144</id><published>2009-11-30T09:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T09:17:39.605-08:00</updated><title type='text'>MINHAS ANDANÇAS POR AÍ</title><content type='html'>Quando criança viajava muito para Laje do Muriaé, terra de minha mãe e onde moram primos maravilhosos. A fazenda do Paranhos, administrada pelo tio Tiãzinho, era o destino certo em todas as férias, o passeio à cavalo, os banhos nos açudes, as fugidas à noite para um cinema ou para assistir uma retreta da banda de música, eram feitas em charretes ou no lombo de um animal. De quando em vez este destino era mudado, dava uma chegada a Itaperuna, de carona com o Ernesto Meneguete, para ver os tios Climério e Kebinho, e os primos de lá, é claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e a vida seguiu em frente, mas o gosto por passeios em férias, ou mesmo fora destas, continuou, nem mesmo um período de reclusão em um colégio interno, em Pirapetinga, me fez perder a paixão por viagens, quando por ali visitei Recreio, com o amigo Mário, que dizem ser tio de Tiago Lacerda, o astro global, ir a Volta Grande com o Rogério, figura maravilhosa, que com o Gereba faziam a alegria do internato do Seu João Dominguez e dona Wanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantagalo fez parte da minha rotina do futebol, foram poucos meses, mas o suficiente para gostar e ficar apaixonado por aquela Região do Calcário, onde a Exposição de Cordeiro, a melhor do interior, bombava sempre e a presença por lá era quase que uma obrigação, mesmo com pouco dinheiro no bolso era possível descolar um lugar decente para dormir e uma carona para voltar para a terrinha, tinha sempre um conhecido e, naquele tempo, as amizades eram mais sinceras e não havia o medo que existe hoje em alojar um companheiro em sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miracema é privilegiada em sua localização, eu sinto falta dos finais de semana em que dizia assim: &lt;br /&gt;- Arrume as coisas e vamos almoçar em Leopoldina. E lá íamos nós pela estrada em busca de mais um lugar agradável para nosso cardápio de visitas. Dali um pulo até Muriaé, passando por Laranjal e retornando por Raposo, onde podíamos parar, comer e até dormir sossegado o sono dos justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra semana, não necessariamente na seguinte, afinal a grana não era tão intensa assim, o destino era a Região Serrana, também naquele de vamos lá e voltamos. Almoço na Rosa Amarela, em Friburgo, passeio pelo Véu de Noiva, no retorno, ou um prolongamento até Teresópolis, onde pernoitávamos e no dia seguinte, logo pela manhã, descíamos a serra parando em Além Paraíba, já em Minas, para um churrasco em um dos restaurantes da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar sempre foi uma diversão, claro que as estradas eram menos violentas e os carros menos agressivos do que os de hoje, o medo de agora me faz mudar o meio de transporte, optando por ônibus de turismo, como fizemos, eu e Marina, no início da década de 90, viajando pelo Sul do Brasil em passeio fantástico. Passamos dias maravilhosos em Porto Alegre, Gramado,Canela, Bento Gonçalves Garibaldi, Caxias do Sul, Coritiba, cidades desenvolvidas para receber o turista e que oferecem conforto e tranqüilidade, além da beleza naturais e comidas fantásticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um final de semana em Cabo Frio, alguns dias de férias em Guarapari, um passeio a Marataízes, Rio das Ostras, Arraial do Cabo ou até mesmo ao litoral paulista, Caraguatatuba ou Santos, estavam em nossa programação de praias. O verão é prato cheio para quem gosta de sol e mergulho ou uma cerveja a beira mar. Praias do nordeste fizeram parte do nosso roteiro, Fortaleza e Natal foram as primeiras, ai já com a opção de ir em excursão pelo ar, que além de mais rápido é uma forma mais segura de viajar por este continente chamado Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo sempre foi uma opção agradável, principalmente quando convidados pelos amigos Kátia e José Maria de Aquino, sempre anfitriões do casal Dutra, com direito a noites incríveis ao lado de gente conhecida, deles é claro, ou de figurões da televisão ou do jornalismo esportivo. Célio Silva e Lidia são outros dois anfitriões espetaculares e me fizeram conhecer outra parte de São Paulo e as maravilhas de Porto Alegre, seus churrascos e suas tradições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voar para o continente europeu era o sonho de criança. Conhecer a Itália parecia que jamais seria concretizado. Um belo dia a surpresa: Um texto para a ESPN e uma passagem para o casal Dutra e lá fomos nós para Madrid, Espanha, para uma semana espetacular, com direito a conhecer a noite madrilenha, as belezas de Toledo e ver, de perto e ao vivo, o Santiago Bernabeu, templo do futebol e do Real Madrid, em um jogo clássico contra o rival Atético, claro que no dia seguinte o passeio pelo estádio era obrigatório.&lt;br /&gt;Esta viagem foi o incentivo maior para a realização daquele sonho citado acima, ver o Coliseu, ir ao Santuário de Fátima, conhecer Paris e andar pela Europa como um turista qualquer. A idéia floresceu e quando a gente menos esperava lá estávamos nós, voando TAP até Lisboa, passando por Fátima, Madrid e Toledo, novamente, descendo a Cotè d’Azul entrando em Nice, passeando na pista de Fórmula Um em Monte Carlo, vendo de perto os castelos de Mônaco e, enfim, iniciando um passeio memorável, que se seguiu durante vinte e dois dias de setembro do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torre de Pisa, as estradas maravilhosas que ligam o interior a capital dos italianos, Roma bela e eterna, o encontro com o primo Miguel, em Latina, o Vaticano, a pizza, o vinho, as canções ouvidas nos longínquos anos 60, tudo estava ali, na minha frente. A visita a Florença, terra de grandes artistas, o passeio sonhado por Marina, na gôndola, em Veneza, faziam parte de nosso imaginário, porém, juro, não tínhamos a certeza de que um dia seria realizado, assim como jamais imaginei subir pelos Alpes Suíços, onde a neve e o frio já começavam a dar sinais de suas presenças. Zurique, Lugano, Lucerna e Berna me fizeram tremer e conhecer o tão badalado Hilton Hotel deixou muita gente boa de queixo caído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prá fechar nada melhor do que Paris, a Cidade Luz, o Louvre,  os jardins de Versalhes, a torre Eiffel, o Park de Princes, o Arco do Triunfo e a certeza de que tudo isto não foi um sonho e sim mais uma destas andanças por aí, que não irão parar tão cedo. Enquanto houver um tempo de folga haverá uma viagem para conhecer um lugar interessante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6846302421338768144?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6846302421338768144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6846302421338768144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6846302421338768144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6846302421338768144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/11/minhas-andancas-por-ai.html' title='MINHAS ANDANÇAS POR AÍ'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4744356110771181646</id><published>2009-11-22T02:31:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T02:31:32.475-08:00</updated><title type='text'>UM SONHO INTERESSANTE</title><content type='html'>Esta noite eu tive um sonho interessante, acredito que tenha sido as notícias que vieram de Omã, lá no Golfo Pérsico, onde meu amigo Capistrano Arenari andou trabalhando ao lado do Paulo Henrique e que o Brasil, de Ricardo Teixeira e Dunga, também andou por lá. Só que, ao contrário de Capistrano e Paulo Henrique, a CBF encheu a  “burra” com os petrodólares do Sultão maior, que pagou uma fortuna para ver Kaká, Luiz Fabiano, Robinho, Júlio César e todos os astros da seleção brasileira em seu quintal de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta noite eu tive um sonho interessante. Sonhei que recebia, no campinho do ginásio, onde joguei a maioria das peladas de minha vida de futebolistas, estes mesmos jogadores, isto mesmo, Júlio César, Kaká, Robinho, Luiz Fabiano e, somados aos meus ídolos do passado, como Braizinho, Genuíno, Alvinho e claro, o Galinho Zico, estavam na festa do meu aniversário de sessenta anos. Só que, aí é que está o interessante da história, não houve jogo, o dono do time cobrou antecipado e, claro, eu não tinha grana para pagar aos grandes artistas e a bola rolou somente entre os já manjados jogadores de minha velha e conhecida vida futebolística. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto isto de uma forma triste e com lágrimas nos olhos vejo esta esculhambação, que fizeram com nossa seleção brasileira. O torcedor, além de ter que aturar convocações tipo Elano, Júlio Baptista, Hulk, Afonso Alves, Josué e outros menos ou mais votados nas categorias  “cabeça de bagre’ e “brucutu” tem que ver o seu time, outrora protegido pelas conquistas maravilhosas e por uma história fantástica, tem que correr o mundo atrás de euros, dólares ou reais que possam cobrir os gastos fabulosos da entidade máxima do nosso futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo brasileiro é fiel a sua seleção, eu nem tanto, vejo e gostaria até que ganhasse os jogos e os títulos em disputa, mas não tenho o menor tesão em assistir a estes caça dólares com valores exorbitantes, que só mesmo um Sultão do Petróleo poderia pagar para ver, juntos, os maiores jogadores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ainda tem gente que se importa com a Seleção fora dos trinta  dias de Copa do Mundo? Pobre Seleção Brasileira, que  aceita participar de eventos privados! É isso mesmo! Se você tem muito dinheiro, pode contar com a Seleção Brasileira na pelada do seu aniversário ou na festa de fim de ano da sua empresa contrate este time, eu, nem em sonho, tive grana para pagar a conta da partida programada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PALAVRA DE CRAQUE - O ex-craque, hoje colunista da Folha de São Paulo, Tostão, sabe muito bem o que é um estilo clássico e separar o joio do trigo. Em sua coluna desta quarta-feira, no jornalão paulista, Tostão coloca em xeque a seleção brasileira, aquela que citei aqui ontem, considerada reserva pelo treinador Dunga. Não sei, mas minha simpatia por Tostão comentarista é grande, será porque a gente pensa igual? Claro, muitos pensam assim, mas falta coragem na hora de colocar no papel ou no computador.&lt;br /&gt;"Existe consenso de que a seleção inglesa possui uns nove excelentes titulares, mas que os reservas são fracos. Isso ficou evidente contra o Brasil. Mesmo se jogassem os titulares, o Brasil teria um pouco mais de chance de vencer", palavra de Tostão em sua coluna de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu pitaco, logo após o jogo contra Omã foi este: O time que terminou o jogo desta tarde, em Omã, (noite lá) se jogasse o campeonato brasileiro, com outra camisa, estaria brigando para não cair ou para ir a Copa Sul Americana. Um amontoado de gente sem expressão e jogadores sem a menor chance, em outras épocas, de vestir uma camisa que já foi envergada por Didi, Gérson, Rivelino, Carlos Alberto ou qualquer um destes monstros sagrados do futebol brasileiro, inclusive o bom Tostão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tostão ainda faz comparações, esta aqui sobre Espanha x Brasil: "A Espanha, com vários baixinhos, joga no estilo brasileiro de outros tempos, de muita troca de passes, enquanto o Brasil, com muitos jogadores altos e fortes, joga no antigo estilo europeu, de muita marcação, jogadas aéreas e de velocidade nos contra-ataques. Desde as categorias de base, o Brasil é o país que proporciona melhores condições físicas aos atletas de grandes equipes. Já nas questões sociais, continua mal. Os jogadores da seleção são, hoje, mais altos e mais fortes até mesmo que os das seleções européias."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4744356110771181646?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4744356110771181646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4744356110771181646' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4744356110771181646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4744356110771181646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/11/um-sonho-interessante.html' title='UM SONHO INTERESSANTE'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4417571877882630554</id><published>2009-11-13T09:03:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T06:11:39.408-08:00</updated><title type='text'>AMIGOS DE TODAS AS LETRAS</title><content type='html'>Estou prestes a completar sessenta anos, janeiro está chegando e com ele chego as seis décadas ao lado dos amigos e daqueles que me querem bem. São amigos de todos os jeitos, tem amigo distante, tem amigo sumido, alguns que não vejo há mais de quarenta anos, outros que estão ligados a mim apenas pela internet, mas cuja presença física me faz falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São amigos espalhados por todo este mundo, isto mesmo, tenho amigos em várias partes deste planeta terra e, não como Roberto Carlos, que tem um milhão de amigos. Na lista provisória de convidados, para uma possível festa de arromba, quando cheguei a casa dos mil amigos parei... Pensei... Relutei em continuar. Quem teria cacife para patrocinar uma festa deste porte, com quase dois mil convidados especiais? Olha que na pauta não estavam aqueles amigos distantes, os afastados que citei acima &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para homenagear alguns destes, fiz uma pequena lista, com um representante de cada letra do alfabeto, que gostaria, como presente de aniversário ou de final de ano, pelo menos apertar a mão de alguns destes ou levar um dedo de prosa para matar a saudade que existe dentro deste peito cortado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na letra A o Arani Machado, amigo da bola, da prosa e que o Otto ainda não conseguiu encontrar para trazer notícias. O B estaria representado pelo Batista Leite, ainda em Miracema mas que não dá as caras e não aparece para uma prosa. Quem seria o representante da letra C? Poderia ser o Carlinhos do Saliba, hoje o advogado Antonio Carlos Felix, que sempre aparece na cidade, mas em época diferente daquela que estou por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos em frente lembrando que estou buscando apenas um nome para cada uma das letras do alfabeto e por isto muita gente amiga está fora desta lista, que tem na letra D a presença do Dodote,ou Jorge Neiva, que vejo de quando em vez, mas é preciso sentar à mesa para um papo maior. O E aqui está representado pelo Eraldo Quintanilha, jornalista respeitado pelos seus leitores e por este que vos fala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil falar de todo mundo, difícil é colocar aqui no papel sem pensar que estou sendo injusto com um punhado de gente boa, aqueles companheiros que vejo sempre, mas estes também estão no quesito "saudades", tenho certeza. Do Faustino Barbi, que não sei por ande anda e desde que saiu da terrinha não tenho noticias suas. Alô José Barbi, me de noticias do primo Faustino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G, de Gilson Alexandre de Alvim Coimbra, amigo dos velhos e bons tempos do GEAO, do TG 217, do Vasquinho, da Associação e dos Festivais. Gilsão, a saudade é grande, mas vou aí te ver. Espere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São várias gerações de amigos formados na bola, nas letras ou nos bancos escolares. Este representante da letra H, Helton Moura, por exemplo, é um destes que vi jogar, gostei e acreditei que iria longe, mas mudou o rumo de sua vida e, felizmente, deu tudo certo neste novo caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No finados eu soube que o nome escolhido para a letra I, Ivan Soeiro, está bem e mora em Nova Friburgo, quem me passou a novidade foi seu primo Marcos, que está em Carmo e levou prá ele meu recado para um possível encontro após cinqüenta anos de ausência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra J tem representantes demais e aqui a injustiça será maior. Como escolhi citar apenas um nome por letra está difícil mandar para o papel este amigo J. Que tal um que seja jornalista e bom de papo? João Batista Freitas, que há alguns meses atrás me deu o prazer de uma conversa rápida, na porta da Kiskina, mas um chopinho no final do ano cairia bem. Né mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O K eu pularia, não tenho na minha lista um nome real, mas que tal colocar aqui o Katito? Boa. Tocamos juntos na Banda Sete e no conjunto do Bebeto, seu saxofone era bem tocado, como o meu piston, será que ele ainda tem aquele sopro bonito? E o Luiz Matos? Sei por ande anda, sei o que faz, mas não tenho tido a sua companhia nestas suas andanças pela cidade. E falando em Luiz Carlos Vieira de Mattos eu me lembro do Maioli,que poderia ser também o J ou o Z, pois é José  e também Zé Maria. Maioli, que entra aqui neste pedaço para que possamos relembrar os bailes do Grêmio, as conversas no jardim e as serenatas pelas ruas ao som do violão do Luisão. Bela lembrança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nandinho Padilha representa a letra N e todos os seus irmãos, Hércules, Lacerda, Gracinha e Nilzinha, filhos do bom Milton Padilha e amigos desde os tempos da Praça Ary Parreiras. Citei o homenageado desta letra O lá no princípio do texto, até parece que o vejo sempre, mas que nada, falo com ele apenas na grande rede e sempre promete encontrar comigo aí na terrinha. Otto Guilherme dos Santos Moura, amigão do peito e velho companheiro de grandes jornadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paulo César de Oliveira Leitão poucos conhecem, mas o Paulinho da Dona Tóia é conhecido pelo seu talento na bola, vide as peladas do ginásio, e pelo seu jeitão simples e amigo. Os encontros estão ficando escassos e a saudade bate quando recebo um e-mail inteligente do Tio Paul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querinha Ramos está na cidade também, como o Batista Leite citado na letra B, mas o trabalho lá no Supermercado deve ser estafante e por isto não o vejo com freqüência pelas ruas ou pelos bares. Ronaldo Bereta, o “Piau”, é daqueles caras que tem histórias para contar por suas passagens nos bailes da vida, quando me fazia companhia no fusquinha amarelo, da Eliane, nas andanças por todo este Noroeste Fluminense. Piau é outro que tem presença garantida neste banquete de final de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Faustino, lá na letra F, o S, de saudade, só poderia vir com um amigo distante e de quem não tenho sequer uma linha de notícia desde o final do primário, concluído no Prudente de Moraes. Sérgio Furlani foi para Minas Gerais, não me lembro a cidade, e nunca mais o vi ou tive notícias dele. Fica a lembrança de um ótimo amigo de infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tequinha, cadê você? Eu sei que está na cidade, mas não te vejo cara. O Ubaldo Moll Júnior não dá as caras e ao lado do Valzenir Seixas forma uma dupla de amigos distantes que gostaria de ver reunida no palco do final de ano, assim como o Zé Cristóvão, que foi embora para Volta Redonda e não dá nem noticia para o velho amigo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos de A a Z fiquem sabendo que escolhi aleatoriamente os nomes para esta homenagem, o que veio a cabeça e ao coração foi para o papel. Muitos estão no coração, na lembrança, mas nesta madrugada em que escrevo este texto os nomes que me vieram a cabeça foram colocados no papel. Aqueles que por aqui se ausentam fazem parte desta imensa lista de grandes amigos aqui representados por estes vinte e quatro saudosos e distantes companheiros. Abraço a todos vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4417571877882630554?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4417571877882630554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4417571877882630554' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4417571877882630554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4417571877882630554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/11/amigos-de-todas-as-letras.html' title='AMIGOS DE TODAS AS LETRAS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-230838192198532897</id><published>2009-11-06T02:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T06:12:00.054-08:00</updated><title type='text'>SOLDADO 42 - MAGALHÃES</title><content type='html'>O pior de chegar a terceira idade é o medo de perder o que há de melhor nesta vida, os amigos. Este 2009 me deu susto, me trouxe tristezas com os falecimentos de Luis Delco e Gustavo Rabelo, tio e sobrinho, duas gerações distintas, mas cada um com um lugarzinho guardado neste peito rasgado por uma cirurgia salvadora realizada em março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros se foram, como a Gelsa, irmã de meu amigo Gilson, ausente há alguns anos do nosso convívio, mas sempre presente em nossa lembrança, aliás lembrança que hoje está detonada com a notícia da morte do Olegário Siqueira Magalhães, o nosso Olegarinho, o soldado Magalhães, número 42, do nosso TG 217. O Olegarinho bom de dança, bom de papo e um grande companheiro dos longínquos anos 50 ou 60, quando ainda crianças fazíamos nossa festa na Praça Dona Ermelinda ou nos gramados da prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos um grupo unido e fraterno. Júlio, Thiara, David, Olegarinho, Gilson, Gilberto, Chuta, Rogério, Valadão, Cagiano e tantos outros que vão chegando a minha mente e o pensamento é cortado quando me lembro de nosso comandante, o Sargento Couto, que está lá em cima recebendo seu Soldado Magalhães, um baixinho ruim de tiro mas ótimo de cabeça e coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Ralph me passou a notícia eu fiquei tranqüilo, talvez já esperando pelo pior, a última sobre ele não tinha sido nada agradável, mas em poucos minutos a dor tomou conta deste peito aberto e as lágrimas não demoraram a chegar neste rosto que durante muitos anos sorriu com as piadas e as tiradas interessantes do nosso Olegário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diziam que eu dançava bem, sei disto e não tenho a modéstia de dizer o contrário, mas Olegarinho era um bom pé-de-valsa, aliás puxou o João Rosquinha, seu irmão, que era um excelente dançarino, mas o mano não fazia feio e, nos bailes no Clube Social de Pádua, era um dos primeiros a puxar a dama para o meio do salão e iniciar as contra danças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos plantões lado a lado, não se assustem, não foram plantões médicos, eram jornadas noturnas na sede do TG 217 e eu, como cabo de guarda, o tinha sempre no comando e os plantões com ele ao lado era a certeza de que o sono não chegaria. Sempre alerta e sempre amigo ele despertava quem pensasse em tirar uma soneca em serviço ou a espera de suas duas horas do plantão à porta da velha sede do nosso Tiro de Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa turma era boa de bola, Thiara, Júlio e David eram os craques, nós outros éramos os esforçados e até nos destacávamos, porém o Olegarinho era ruim demais e nisto não puxou um dos manos, Genuíno, um dos melhores jogadores que vi jogar em toda minha vida esportiva. Ele ia com a gente para as peladas, mas nem mesmo no TG, onde todos jogavam tudo, o cara não tinha lugar entre os reservas, pelo menos. Era sofrível com a bola nos pés ou nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me deixa assustado, meu amigo Olegarinho, é que o tempo passou prá você e nós, seus amigos, não tivemos nem tempo de nos despedimos , você estava longe e distância nos impediu o último abraço, mas com certeza, não terei uma última lembrança de ti e guardarei com carinho todos os momentos felizes em que estava ao meu lado, dançando, rindo, contando piadas ou cantando, com esta voz desafinada, o Virundum ou Mula Preta, seus hits favoritos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-230838192198532897?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/230838192198532897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=230838192198532897' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/230838192198532897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/230838192198532897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/11/soldado-42-magalhaes.html' title='SOLDADO 42 - MAGALHÃES'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4464725762507811814</id><published>2009-10-26T08:50:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T08:51:07.572-07:00</updated><title type='text'>HISTÓRIAS DE FLAMENGO E BOTAFOGO</title><content type='html'>Domingo de Botafogo x Flamengo é dia de reunião de família, lá na “terrinha” e de grandes emoções em outros lugares deste imenso país do futebol. Arthur Emílio e Rafael, pai e filho, botam o retrato do velho Olavo na parede e pedem proteção a todos os santos que passarem no momento das orações. Maria Celeste prepara o tira-gosto, que muitas vezes não é servido tal é a tensão na varanda do quintal da Rua Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerveja, que chega geladinha lá do armazém do João, volta prá geladeira à espera de um gol do Fogão, que sempre é comemorado de joelhos com pai e filho abraçados como se fosse um agradecimento ao Olavo, que lá de cima olha por filho e neto com aquele olhar de quem passou por aqui e viveu momentos bem melhores com o seu Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo de Botafogo x Flamengo é dia de tirar do armário a camisa de Mauro Galvão, presente que Marquinho ganhou do afilhado de casamento e que até hoje guarda para ocasiões especiais. Hoje, domingo, não tem jogo decisivo e não é jogo especial, mas para Sebastião Marcos, meu afilhado, lá em Sto Antônio de Pádua, este jogo não é qualquer um e tem presença de estranhos em seu terraço lá no Dezessete, afinal o Zé Antonio está com o manto rubro-negro e quem perder é responsável pela conta da cerveja, pois a carne e os quitutes ficam por conta da Angélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas histórias e dois personagens distintos, mas a vida de flamenguistas e botafoguenses é contada assim em dia de clássico e, principalmente, quando este envolve fuga do rebaixamento ou decisão de título, e hoje um, Botafogo, precisa vencer para fugir da degola, outro, Flamengo, tem que somar pontos para se aproximar do Palmeiras, que deu bobeira no meio de semana e está na alça de mira dos perseguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui pra frente um relato dos clássicos maravilhosos entre Botafogo e Flamengo, que sem dúvida marcaram para todos nós, amantes do bom futebol, principalmente quando em campo estavam Nilton Santos, Dida, Garrincha, Didi, Zico, Júnior, Leandro, Manga, Raul, Paulinho Valentin, Zagalo, Henrique, Babá e tantos outros craques que passaram pela bela história destas duas maiores forças do futebol brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só deu Mané Garrincha - Se o Botafogo empatasse, adeus ao título carioca de 1962. Mas com um time daqueles (Manga, Paulistinha, Jadir, Nilton Santos e Rildo, Aírton e Édson, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagalo), o alvinegro era favorito contra o Flamengo. Tarde de gala no Maracanã e o Brasil ligado na partida, que começou com uma investida fulminante de Dida, a bola raspando a trave de Manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão rubro-negra durou até que Garrincha, ganhando de Jordan, chutou cruzado e rasteiro no canto, sem defesa para Fernando: 1 a 0. Aos 35min, Amarildo, mesmo com estiramento na coxa, toca para Garrincha, que dribla dois, cruza para Quarentinha que emenda para o gol: 2 a 0. O Botafogo estava à vontade, imprimia ao jogo um ritmo cadenciado, na base do toque. Aos 2 minutos do segundo tempo, Garrincha fecha o placar, 3 a 0. E tome festa alvinegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo da forra - E a vingança veio, nove anos depois daquele 15 de novembro de 1972, pelo Campeonato Carioca. O primeiro gol foi aos 6 minutos de jogo: Nunes, emendando cruzamento de Adílio. Aos 27, tabela de Nunes e Adílio, a bola que estoura na defesa e volta para Zico fazer 2 a 0. O Botafogo não consegue passar do meio-de-campo. Aos 33, Lico aumenta, 3 a 0. Seis minutos depois, Adílio faz o quarto, escorando de cabeça uma falta de Zico. “Seis, queremos seis”, grita a torcida rubro-negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a bola sobrava para Jairzinho, único remanescente do Botafogo vitorioso, a torcida silenciava em respeito aos 3 gols que fizera naquele dia. Aos 29 minutos, Rocha derruba Adílio na área, Zico bate o pênalti com raiva e converte: 5 x 0. Faltando 3 minutos, Adílio centra da esquerda, Zico sobe na área, Jorge Luís rebate para fora, mas na medida para Andrade, o camisa 6, que fulmina no ângulo esquerdo de Paulo Sérgio. O 6 a 0 estava devolvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4464725762507811814?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4464725762507811814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4464725762507811814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4464725762507811814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4464725762507811814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/10/historias-de-flamengo-e-botafogo.html' title='HISTÓRIAS DE FLAMENGO E BOTAFOGO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5810227324657645774</id><published>2009-10-11T08:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T08:04:28.655-07:00</updated><title type='text'>DIA MAIS FELIZ DA PRINCESINHA</title><content type='html'>O ano: 84. O mês: novembro. O dia 18. O local: O evento: Botafogo x Fluminense. A competição: Campeonato Carioca de Futebol. A transmissão: Rádio Princesinha do Norte. O narrador: Adilson Dutra. O comentarista: Francisco David. Os repórteres: José Luiz da Silva e Welington Ronzê. O operador: Chiquinho Titonelli.&lt;br /&gt;A razão: Primeira emissora do noroeste fluminense a transmitir, ao vivo, do Estádio Mário Filho. O responsável: Orlando Mercante da Cunha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dito isto, minha gente, não precisaria de mais nada para contar, porém, tem sempre um porém, foi o dia mais feliz de todos nós e para a Rádio Princesinha um momento inesquecível, não vou dizer que a audiência chegou a 100%, seria utopia, mas que aproximou dos 90% eu não tenho medo de dizer. Nossa festa foi total, desde a saída até a chegada, até certo ponto triunfal, e o dia seguinte, juro, foi de celebridade de novela ou de filmes de Hollywood. Não distribuí autógrafos, mas contei a mesma história centenas de vezes para uma mesma quantidade de pessoas que queria ouvi-la.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Foi bonito, emocionante e a aventura foi enorme, teve roubo do relógio do Welington, assédio da torcida querendo camisa da Princesinha, uma obra de arte criada pelo Orlando, a torcida cantando, para nós, aquela música da Blitz, que fala em Miracema do Norte. O Chiquinho fez sucesso com sua máquina de falar, ninguém acreditava que falaríamos do Maracanã com aquela maleta, enfim, teve choro, muitos gols, o Botafogo venceu por 4x2 aquele timaço tricolor, que tinha Washington, Assis e Romerito, e Baltazar, o artilheiro de Deus, foi o grande nome da partida, pelo Fogão, marcando dois dos quatro gols alvinegros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Zé Luiz e o Welington deram um show extra campo, com entrevistas maravilhosas, até João Nogueira, o famoso sambista, já falecido, falou com exclusividade para nós, e o presidente tricolor, Manoel Shuarthz, mandou abraço especial para os "leões" miracemenses. Uma festa que terminou no Porcão, de Niterói, onde pudemos largar a tensão da partida em várias tulipas de chope e de alguns quilos de carne.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Talvez eu conte mais em um outro dia, mas o que vale registrar neste momento é que aquele foi um dia especial e não tenho medo de dizer: O dia em que a Equipe de Esportes da Princesinha colocou seu nome no placar do Maracanã e na história do rádio interiorano. Tudo foi possível com o patrocínio de João Poeys Contabilidade, Posto do Carlos Roberto Correia, Wilson Marinho e Prefeitura de Miracema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5810227324657645774?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5810227324657645774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5810227324657645774' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5810227324657645774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5810227324657645774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/10/dia-mais-feliz-da-princesinha.html' title='DIA MAIS FELIZ DA PRINCESINHA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-3486246582035084805</id><published>2009-10-11T08:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T08:02:38.526-07:00</updated><title type='text'>BRASIL ESTÁ VAZIO NA TARDE DE DOMINGO</title><content type='html'>Hoje é domingo e nós, boleiros amantes de um bom futebol - pode até ser uma pelada, né mesmo? - estamos tristes com este domingão vazio,  mais parecendo um daqueles dias de dezembro, vésperas de Natal, quando a bola para de rolar e a gente fica assim como se estivesse faltando alguma coisa em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, tem jogo da seleção brasileira logo mais! Me diz Júnior, do armazém do Lenilson. Certo, mas contra a Bolívia, lá nas alturas, com o time desfalcado, ainda bem que tem Adriano prometendo gols. É um joguinho que não vale nada, nem mesmo para os bolivianos. Não tem nem uma peladinha pela segunda divisão por aqui, já que a Ferj colocou o jogo do Goytacaz, no Arisão, ontem, contra o Nova Iguaçu, justamente no horário de Flamengo e São Paulo, que passou na tevê e os bares ficaram lotados e o a Rua do Gás até que teve um bom movimento. Esta turma alvianil é mesmo fanática pelo Goytacaz, benza Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pelo menos é dia de lembrar alguns lances do meu tempo de rádio, lá na "terrinha", quando fazíamos o impossível para levar até a turma do esporte alguma novidade. E foi justamente em um jogo destes, pelas Eliminatórias, no Morumbi, que a Princesinha fez sua estréia fora do nosso território. Brasil x Bolívia, no Morumbi, e lá estava este repórter fazendo entrevistas e procurando Telê Santana, o treinador brasileiro que não gostava muito de falar fora da coletiva. Fui ao seu encalço e no caminho encontrei o zagueiro Mozer, que dois anos antes esteve em Miracema, com a seleção de juniores do Rio, e papo vai, papo vem o pedido de ajuda para falar com Telê chegou no momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio o treinador se esquivou, mas quando soube que nossa cidade era menor do que sua Itabirito, em Minas Gerais, ficou com dó do repórter, sentou-se a meu lado, no balcão do bar do Hotel Brasilton, e falou durante meia hora para a Rádio Princesinha, com exclusividade,  contando coisas que jamais havia contado, segundo ele, nos microfones brasileiros. Um papo que poderia estar gravado, mas este país sem memória não cria hábito entre seus profissionais, de criar ou resguardar acervos ou museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil e Bolívia, no ano passado, foi a minha estréia no Engenhão, este belo estádio que hoje é administrado pelo Botafogo. Foi um passeio e tanto. Véspera de minha viagem a Europa e lá estava eu, no Rio, com meu amigo Carlos Fernando Motta, a espera da hora de pegar o metrô, o trem e, na estação da Central, nos encontrarmos com o Roberto, pai do zagueiro Juan, nosso cicerone naquela noite de dez de setembro. O jogo? Acho que muitos não devem nem se lembrar, foi uma autêntica pelada e o torcedor se fartou de vaiar Dunga, que naquele período era odiado por todos nós, inclusive os que hoje batem palmas para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não tem nem mesmo um joguinho pelos diversos campeonatos europeus, sempre presentes na Band, Esporte Interativo, Espn, Sportv e outros canais que mostram o futebol do velho continente. Hoje não tem jogos das Eliminatórias da Concacaf, não tem decisão de grupos europeus e mais nada, só Bolívia e Brasil, em La Paz, onde o tema principal dos nossos comentaristas, narradores e repórteres, que estiveram por lá, será a altitude e o temor de todos os jogadores em enfrentar este problema. Quem será o primeiro a cair? Quem será o primeiro a sentir tonturas? Garanto que não será Diego Souza ou Adriano, os dois estão com fome de bola e jogariam até em Marte para garantir um lugar na delegação que vai a Copa da África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito é pegar um disco, colocar na vitrola e cantarolar com Wilson Simonal: “Brasil está vazio na tarde domingo, né? E o sambão aqui é o país do futebol.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de futebol hoje não tem muita coisa, mas torcer pelo Brasil é sempre um bom programa, mas o pior, cá prá nós, é ter que agüentar o falatório destes caras, como já disse acima, sobre a altitude criminosa e não ver ninguém fazendo nada de prático para acabar com isto. Maradona parece que está disposto a mudar de opinião, será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é domingo e nós, boleiros amantes de um bom futebol - pode até ser uma pelada, né mesmo? - estamos tristes com este domingão vazio,  mais parecendo um daqueles dias de dezembro, vésperas de Natal, quando a bola para de rolar e a gente fica assim como se estivesse faltando alguma coisa em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, tem jogo da seleção brasileira logo mais! Me diz Júnior, do armazém do Lenilson. Certo, mas contra a Bolívia, lá nas alturas, com o time desfalcado, ainda bem que tem Adriano prometendo gols. É um joguinho que não vale nada, nem mesmo para os bolivianos. Não tem nem uma peladinha pela segunda divisão por aqui, já que a Ferj colocou o jogo do Goytacaz, no Arisão, ontem, contra o Nova Iguaçu, justamente no horário de Flamengo e São Paulo, que passou na tevê e os bares ficaram lotados e o a Rua do Gás até que teve um bom movimento. Esta turma alvianil é mesmo fanática pelo Goytacaz, benza Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pelo menos é dia de lembrar alguns lances do meu tempo de rádio, lá na "terrinha", quando fazíamos o impossível para levar até a turma do esporte alguma novidade. E foi justamente em um jogo destes, pelas Eliminatórias, no Morumbi, que a Princesinha fez sua estréia fora do nosso território. Brasil x Bolívia, no Morumbi, e lá estava este repórter fazendo entrevistas e procurando Telê Santana, o treinador brasileiro que não gostava muito de falar fora da coletiva. Fui ao seu encalço e no caminho encontrei o zagueiro Mozer, que dois anos antes esteve em Miracema, com a seleção de juniores do Rio, e papo vai, papo vem o pedido de ajuda para falar com Telê chegou no momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio o treinador se esquivou, mas quando soube que nossa cidade era menor do que sua Itabirito, em Minas Gerais, ficou com dó do repórter, sentou-se a meu lado, no balcão do bar do Hotel Brasilton, e falou durante meia hora para a Rádio Princesinha, com exclusividade,  contando coisas que jamais havia contado, segundo ele, nos microfones brasileiros. Um papo que poderia estar gravado, mas este país sem memória não cria hábito entre seus profissionais, de criar ou resguardar acervos ou museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil e Bolívia, no ano passado, foi a minha estréia no Engenhão, este belo estádio que hoje é administrado pelo Botafogo. Foi um passeio e tanto. Véspera de minha viagem a Europa e lá estava eu, no Rio, com meu amigo Carlos Fernando Motta, a espera da hora de pegar o metrô, o trem e, na estação da Central, nos encontrarmos com o Roberto, pai do zagueiro Juan, nosso cicerone naquela noite de dez de setembro. O jogo? Acho que muitos não devem nem se lembrar, foi uma autêntica pelada e o torcedor se fartou de vaiar Dunga, que naquele período era odiado por todos nós, inclusive os que hoje batem palmas para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não tem nem mesmo um joguinho pelos diversos campeonatos europeus, sempre presentes na Band, Esporte Interativo, Espn, Sportv e outros canais que mostram o futebol do velho continente. Hoje não tem jogos das Eliminatórias da Concacaf, não tem decisão de grupos europeus e mais nada, só Bolívia e Brasil, em La Paz, onde o tema principal dos nossos comentaristas, narradores e repórteres, que estiveram por lá, será a altitude e o temor de todos os jogadores em enfrentar este problema. Quem será o primeiro a cair? Quem será o primeiro a sentir tonturas? Garanto que não será Diego Souza ou Adriano, os dois estão com fome de bola e jogariam até em Marte para garantir um lugar na delegação que vai a Copa da África do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito é pegar um disco, colocar na vitrola e cantarolar com Wilson Simonal: “Brasil está vazio na tarde domingo, né? E o sambão aqui é o país do futebol.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de futebol hoje não tem muita coisa, mas torcer pelo Brasil é sempre um bom programa, mas o pior, cá prá nós, é ter que agüentar o falatório destes caras, como já disse acima, sobre a altitude criminosa e não ver ninguém fazendo nada de prático para acabar com isto. Maradona parece que está disposto a mudar de opinião, será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-3486246582035084805?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/3486246582035084805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=3486246582035084805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3486246582035084805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/3486246582035084805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/10/brasil-esta-vazio-na-tarde-de-domingo.html' title='BRASIL ESTÁ VAZIO NA TARDE DE DOMINGO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-5746121863233256336</id><published>2009-09-22T06:57:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T07:03:01.376-07:00</updated><title type='text'>O JOAQUIM ME FEZ LEMBRAR DE MUITA COISA</title><content type='html'>Na semana passada, creio que foi na segunda-feira, dia 21/09, li um texto que me comoveu e me deixou emocionado durante algum tempo. Joaquim Ferreira dos Santos escreveu, no Segundo Caderno do O Globo, uma crônica em homenagem a um companheiro seu, falecido recentemente, e passeou pelos anos 60 com maestria e, tenho certeza, foi no fundo da alma de muitos contemporâneos nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz, entre outras preciosidades, que lembrava de um ataque do Flamengo formado por Joel, Moacir, Henrique, Dida e Babá. Veja só vocês, um timaço jogando no 4-2-4, muito usado naquela época, mesmo período em que por aqui jogavam, pelo Rink, Frederico, Emanoel, Braizinho, Silvinho e Lair, um ataque leve, mas com um peso incrível contra as defesas adversárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro pedaço do texto Joaquim Ferreira dos Santos nos traz de volta a lembrança dos programas da Rádio Nacional, como Anjo e Jerônimo, o herói do sertão, que parava a turma da Praça da Matriz diante do rádio, emprestado pelo meu avô – Vicente Dutra – e em volta dele ficávamos eu, Inácio Cirino, Nandinho e outros “moleques” que durante o dia tentavam ser Capitão Marvel ou outro herói dos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minhas lagrimas desceram quando o assunto televisão voltou à tona, ele cita Bat Masterson e canta até a sua musiquinha: “No Velho Oeste ele nasceu, e entre bravos se criou, seu nome lenda se tornou, Bat Masterson”. Incrível como vem à tona toda uma vida maravilhosamente aproveitada pelas ruas e calçadas da nossa Miracema, que por demorar a ter uma tevê mais clara ou até mesmo mais barata para que nossos pais pudessem ter este luxo, eram constantes as visitas às janelas dos vizinhos, que gentilmente nos deixavam ver o Repórter Esso, que era antecedido por uma canção entoada, no comercial, por duas gotinhas de gasolina, ainda na memória: "Só Esso dá ao seu carro o máximo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por ai vai o passeio do jornalista carioca, que deve ter nascido e criado na Tijuca, o mais interiorano dos bairros cariocas. Por lá, quando visitava minha tia Durvalina, via televisão bem nítida sem a necessidade de colocar Bom-Bril nas antenas para captar melhor as imagens externas e nem ficar levantando de dois em dois minutos para acertar o quadro horizontal. Foi por lá, aliás, que assistia aos espetáculos da TV Tupi, onde o Falcão Negro enfiava a espada por baixo do sovaco do pirata, quase sempre vivido por Dari Reis, diz o autor do texto, e logo depois se jogava no chão como estivesse mortinho da silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro também dos bailes do Aero Clube, as domingueiras, os encontros dos namorados logo após saírem pela Rua Barroso de Carvalho com destino ao Banco de Crédito Real, onde sentados nos degraus trocavam juras de amor e confidencias entre eles. Eu me lembro dos sorvetes do Seu Chico, do picolé do Abdo, dos pasteis do Vicente e as fugas para uma dose, sempre escondida, de Coquinho, nos bares da periferia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro da Rádio Emissora de Miracema e de seus locutores. Eu me lembro do Zé Hamilton e sua voz maviosa e possante, me lembro do Clóvis Helsink falando de futebol. Eu me lembro do Jorge Ripada e seus serviços de alto falantes na Praça Dona Ermelinda. Eu me lembro do Geraldo Brandão, o Mocinho, do Nicanor dos Santos, que me ensinaram as primeiras lições de falar em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro dos programas de esportes da Rádio Continental, do Rio, ao meio dia. Eu me lembro dos comerciais executados antes de entrar no ar a turma do Clóvis Filho, que era da Brahma e dizia: “Quem gosta de cerveja bate o pé reclama, quero Brahma”. Eu me lembro da farmácia do seu Scilio, na esquina de minha casa, onde minha mãe, Dona Lili, comprava Óleo de Fígado de Bacalhau para tentar fazer crescer este seu filho, que era pequenino e magrelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro do Tetinho. Eu me lembro do Seu Amaro Leitão e seus filhos maravilhosos, até hoje amigos e irmãos, bem criados pela Dona Tóia. Eu me lembro das noites passadas na sala de Seu Joel e Dona Ricarda, para assistir televizinho, isto no dia em que o Adrian ou a Betinha não me convidavam para ir à casa de seus pais, Seu Eduardo e dona Elmira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro que tinha orgulho de dizer: “Eu sou de Miracema e por lá habitam as moças mais bonitas do estado e se joga o melhor futebol do interior fluminense”. Eu me lembro... Bem, até uma próxima, seu eu me lembrar de voltar ao assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-5746121863233256336?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/5746121863233256336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=5746121863233256336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5746121863233256336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/5746121863233256336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/09/o-joaquim-me-fez-lembrar-de-muita-coisa.html' title='O JOAQUIM ME FEZ LEMBRAR DE MUITA COISA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6098920267453948221</id><published>2009-08-22T06:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T06:35:09.983-07:00</updated><title type='text'>PAPO COM UM AMIGO DESCONHECIDO</title><content type='html'>Certo dia, um daqueles em que a gente não quer conversa e a primeira pergunta a gente evita para cortar o interlocutor logo no inicio, sabe como é né, a gente não está com vontade de falar com ninguém e te aparece logo um daqueles prosaicos companheiros, que pensam que irão levantar o seu astral com mensagens de otimismo. Mas eu falava que um certo dia, tem dias que a gente não se sente bem e quer ficar sozinho em um canto qualquer de um apartamento, de uma casa ou até mesmo de um jardim. E foi em um dias destes que me apareceu um desconhecido, para mim é claro, ele deve ser uma figura tradicional aí na Santa Terrinha. "O senhor é o Adilson Dutra?" Perguntou-me com uma voz trêmula, talvez sabendo que eu não estava prá conversa e abaixava a cabeça no jornal, tentando com a leitura esconder-me do resto do mudo. Custei a responder, mas como não tenho hábito de dar fora ou me sentir importante, respondi que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso me sentar ao seu lado? – Claro. Fique a vontade. Respondi. – Tenho muitas coisas para perguntar ao senhor. Diz o meu pai, ele foi seu companheiro de futebol, que o senhor andou o mundo e conhece um monte de craques do futebol e já falou até com o Zico. É verdade? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aquilo me encheu de orgulho e perdi toda aquela vontade de ficar calado. O rapaz, tem no máximo uns vinte anos, me devolveu a confiança e me transportou para momentos maravilhosos, vividos puramente em razão da minha vontade de ser um radialista e ter a coragem de sair da minha cidade em busca de sonho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Como é que foi tudo isto, "Seu" Adilson? Voltei um pouco no tempo e abri o livro de registro da memória para tentar passar um pouco daquilo que o jovem queria ouvir. Disse a ele que ao sair daqui, na década de 80, Campos fervilhava e imprensa daqui se destacava em todo o Brasil, principalmente a esportiva, que acompanhava Goytacaz e Americano por todos os cantos deste Brasil. Fui narrando minhas peripécias e minhas aventuras no mundo da bola e o jovem não se contentava, queria saber mais, mais e muito mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero saber como é que o senhor conversou com Pelé? &lt;br /&gt;- Isto foi obra do José Maria de Aquino, este sim famoso jornalista miracemense, que me levou na Editora Abril para acompanha-lo em uma entrevista e o entrevistado era o Rei Pelé, que muito simpático me ofereceu momentos de rara felicidade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Ele é melhor do que o Zico para conversar? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Falei com o Zico um punhado de vezes. Conversei com Roberto Dinamite, almocei com o Osmar, lembra dele no Botafogo? Falei com o Romário, até tomamos o café da manhã juntos, no Palace Hotel, em Campos, por conta do Célio Silva, que diga-se de passagem foi outro que me ofereceu oportunidades para conhecer todos estes craques que você cita e quer ouvir uma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que prêmio é este que o senhor ganhou. Meu pai diz que até o Maradona estava na festa. É verdade?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Poxa, seu pai sabe tudo sobre mim. Me diga algo sobre ele. – Agora não, quero ouvir estes causos e suas histórias, meu pai iria gostar de estar aqui, mas esqueça, me conte tudo. Disse o jovem nervoso por eu estar demorando a narrar minha vida para ele.&lt;br /&gt;O tempo era curto, tinha um compromisso com o Almir Amim, o famoso Mizinho, e falei sobre a Bola de Ouro, ganha em 87 por ter apresentado o melhor trabalho de reportagem no rádio interiorano, fui o primeiro fora das capitais a conquistar este troféu, que é a cobiça de todos os jornalistas/radialistas brasileiros. Falei sobre minhas conversas com Rivelino, Marcelinho, Edmundo, Aldair, dos e-mails trocados com Mozer, hoje em Portugal, das caipirinhas bebidas com Sócrates, em um hotel em São Paulo, da discussão com Telê Santana e da antipatia que tenho pelo Júnior. Ele, estupefato, saiu correndo e não me disse o seu nome ou o nome de seu pai. "Gravei tudo, vou escrever para o meu pai e dizer a ele que conheci o meu ídolo". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sei lá, as vezes a gente até pensa que é um sonho, mas gostaria de ver novamente este rapaz e contar mais detalhes para ele, falar que conheci Jorge Cury, Valdir Amaral, Doalcei Camargo, Fiori Gillioti e que Denis Menezes e Washington Rodrigues, que ele tanto gostaria de conhecer, já sentaram ao meu lado para um dedo de prosa sobre futebol. Tem gente que ainda quer ouvir historinhas e eu adoro conta-las. Um dia vou botar tudo isto em um livro e distribuir para os amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6098920267453948221?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6098920267453948221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6098920267453948221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6098920267453948221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6098920267453948221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/08/papo-com-um-amigo-desconhecido.html' title='PAPO COM UM AMIGO DESCONHECIDO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4263228316497119179</id><published>2009-08-09T04:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T04:28:10.658-07:00</updated><title type='text'>DOMINGO DOS PAIS E DE SAUDADE</title><content type='html'>Na sexta-feira, ao fazer minha caminhada matinal, o vascaíno Antonio Francisco se juntou a mim e abriu a caixa de conversa para reclamar do filho, Francisco Antonio, que trocara o Vasco, seu time desde a infância, pelo Fluminense, no final do Brasileiro do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dutra, eu não agüento mais a cantilena lá em casa, o Chiquinho pensa em voltar a torcer pelo Vasco, já ensaia o retorno vestindo a surrada camisa cruzmaltina nos jogos da Série B, e, de vez em quando o pego xingando Renato Gaúcho e cia ltda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom sinal, Antonio, parece que o rapaz pensou melhor e pretende conquistar novamente o coração do velho pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que nada, ele não agüenta mais é a gozação da turma da faculdade, não tem coragem para vestir a camisa tricolor e fica me pedindo opinião se deve ou não torcer pelo Internacional, time de sua namorada lá da faculdade de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tive este problema em casa, meu caro amigo, mas desde menino o Leandro torcia pelo São Paulo FC e nada tirou de sua cabeça a paixão pelo tricolor. Sabe por quê? O São Paulo conquistava títulos, contratava certo e tinha uma base muito bem montada em um CT no interior paulista de onde saíram Hernanes e Jean, só para dar um exemplo. O Chiquinho, seu filho, deixou o Vasco na ilusão de ganhar a Libertadores e com o rebaixamento do Vasco. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, meu caro Dutra. O menino estava de namorico com o Fluminense desde a Libertadores e quando o Vascão desceu ele não teve dúvidas, vestiu a tricolor e traiu toda a família, que tem lastro português e tradição vascaína. Deixa ele, um dia o troco virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí o papo desenvolveu e, claro, sempre com o futebol presente e o amor pelos times cariocas. Antonio Francisco quis saber como eu aprendi a gostar do esporte. Fui levado pelo meu pai, Eusébio Dutra, a jogos no Maracanã e hoje, dia dos pais, e de Flamengo e Corinthians, no antigo maior do mundo, me recordo dos bons momentos vividos naquele templo esportivo ao lado do velho Zebinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudades, meu caro Antonio, e juro prá você que também já tentei trocar de camisa muitas vezes, ontem mesmo me peguei vestindo uma camisa do Palmeiras e, se não fosse a velha paixão, até que ousaria uma troca, pelo menos seria líder do Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este final de semana, coincidindo com o dia dos pais, está sendo jogado, em Lisboa/Portugal, uma copa que leva o nome do craque Eusébio, um  craque de bola, e isto me faz recordar os bons momentos vividos com o meu pai, também Eusébio, como disse antes, no Maracanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lembra-se daquele jogo em que o Fio Maravilha fez aquele gol que rendeu música do Jorge Bem? Era Flamengo e Benfica, no Maracanã, e eu estava lá, ao lado do meu velho pai, vendo Fio e cia ltda. fazer um belo espetáculo contra o campeão português, mas não me lembro se o Eusébio estava em campo, prometo que vou verificar na internet e depois eu te conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu era garoto e não me recordo disto, respondeu o parceiro de caminhada, mas me lembro muito bem da música: “Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque driblou o goleiro”... Isto foi verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro que foi. Eu vi ao lado do meu pai, Eusébio, mas ainda não tenho certeza se o Eusébio, o craque de Moçambique, estava em campo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Dia dos Pais, que, aliás, deveria ser todos os dias, estou só e ao lado da mulher estaremos curtindo o dia em um restaurante da cidade e depois ficaremos colados na televisão, eu assistindo o futebol e ela, Marina, curtindo seus filmes e séries nos canais por assinatura. Enquanto isto o Leandro, o filho mais novo, estará no Maracanã, a serviço, assistindo Flamengo e Corinthians e o mais velho, Ralph, está em Volta Redonda com a namorada, e a Gisele, a filha, está em alto mar em uma plataforma da Petrobrás. É, seu Zebinho, tenho saudades do tempo em que o senhor me dizia que o Flamengo era o maior do mundo. Um beijo para todos os pais do esporte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4263228316497119179?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4263228316497119179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4263228316497119179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4263228316497119179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4263228316497119179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/08/domingo-dos-pais-e-de-saudade.html' title='DOMINGO DOS PAIS E DE SAUDADE'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4674664940068036664</id><published>2009-08-09T04:25:00.001-07:00</published><updated>2009-08-09T07:21:30.618-07:00</updated><title type='text'>Saudades de que? O que é saudade?</title><content type='html'>Eu tenho saudades dos meus tempos de guri, quando corria leve e solto pelas ruas da cidade sem preocupação alguma. Eram tempos felizes, não que hoje não traga comigo a felicidade, mas era diferente. Tenho saudades de um tornozelo torcido, de um queixo doído devido a uma pancada no chão, de um olho roxo – provocado por soco ou cotovelada no campo ginásio ou no Rink - de um pontapé do Brecó ou do Valdir. Lembro-me quando xingava prá cacete quando mordia a língua ou batia com a cabeça numa quina de mesa. Saudade doída esta, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho saudades das minhas irmãs, que moram longe de mim, tenho saudades da cachoeira do Conde, desta todos têm saudades, tenho saudades de um filho, que trabalha longe, e da filha, que casou e mudou. Saudade do gosto de uma fruta tirada do pé, roubada nos quintais do Seu Lino ou do Seu Pedrinho Soares, era mais gostosa. Do meu pai, que já se foi, de minha mãe, de meu avô e minha avó, que também acompanharam o velho Zebinho. Tenho até saudades de um amigo que nunca existiu, de uma cidade alegre, que sempre marcou minha infância e juventude, saudade do tempo em que não sentia saudade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama, mas –tirando os velhos que já se foram- quem amo está junto a mim, presente e ainda sinto o cheiro da pele, o sabor dos beijos e a presença física e perene. Tenho saudades de me esconder no quarto, do dentista, da escola e das manhãs bonitas de verão, inverno, outono ou primavera, quando subia o morro a procura de uma bola e de amigos, peladeiros como eu, para uma boa partida de futebol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pego falando em saudade e me condeno. Alguns amigos me dizem que sentir saudade é a ausência de presente. Concordo. Por que a gente só sente saudades do que se perdeu? Saudade é não saber, mas ela continua sempre firme, fungando no cangote da gente, mesmo que o ambiente esteja frio. Saudade é ver a barba branca e não poder tirá-la por causa daquela alergia. Saudade é amor de verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade é lembrar que hoje você toma uma cerveja e não mais uma coca-cola, que não vê mais aquela guria dos olhinhos apertados e que deixava seu coração mais apertado ainda, é lembrar que hoje se dança aloucadamente e que ontem você dançava com aquela menina que te enlouquecia. É continuar cantando as mesmas melodias e continuar detestando as músicas mais rápidas, que tanto te atrapalharam nos bailes do Aero Clube. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade é sentar e escrever tudo isto e lembrar que está sendo saudosista, chato, egoísta e egocêntrico. É não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento. Não saber como frear as lágrimas diante de uma música. Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como dizia o professor Osmar Barbosa: “Saudade mata é verdade, mas desta morte me esquivo, como morrer de saudade se é de saudade que vivo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4674664940068036664?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4674664940068036664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4674664940068036664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4674664940068036664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4674664940068036664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/08/saudades-de-que-o-que-e-saudade.html' title='Saudades de que? O que é saudade?'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-8581822354352324168</id><published>2009-07-01T11:31:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T11:32:09.924-07:00</updated><title type='text'>UM DEDO DE PROSA COM O ARIZÃO</title><content type='html'>Na quarta-feira, logo após o final do jogo contra o Duque de Caxias, derrota com sabor de chocolate amargo, como disse o Leandro Dutra, fiquei um bom tempo observando a reação do torcedor do Goytacaz, que saia do Arizão triste, com o coração sangrando, como se acabasse de perder um ente querido. De repente uma voz, rouca e nervosa, me chama. - Dutra, você que um dia conversou com o estádio lá da sua terra, li isto em um jornal caído aqui nas minhas arquibancadas, não dá para tirar um tempo para levar um dedo de prosa comigo? – Fiquei louco ou minha sina agora é papear com cimento armado? Pensei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, já que os gigantes de cimento estão se comunicando eu me rendi. &lt;br /&gt;– Diz aí, Arizão, o que pretende com este velho escriba? &lt;br /&gt;- Você, Dutra, é feliz. Viu jogadores maravilhosos em seu estádio, eu também os vi por aqui, em número bem maior, porém, como você gosta de dizer, tem sempre um porém, tenho um compromisso mais sério do que o seu Municipal, também chamado Plínio Bastos de Barros. Aqui a torcida me pisoteia, me arrebenta e me tira pedaços em cada partida jogada.&lt;br /&gt;-Isto é normal, meu caro. Isto é coisa de torcida apaixonada, que está sofrendo muito com o time.&lt;br /&gt;- Para quem viu jogadores espetaculares: Zico, Ademir da Guia, Carlinhos Santana, Piscina, Chico Preto, Garrincha e tantos outros, fica difícil encarar estes moços de agora. Não é mesmo Dutra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava me achando completamente maluco. Seria o efeito do remédio da pressão, que mudei hoje pela manhã? Perguntava prá mim mesmo. Será que minha sina é conversar com estes gigantes de concretos? Tornei a perguntar baixinho, prá mim mesmo. Daqui uns dias vou ao Maracanã e, pimba, lá vem o Mário Filho querendo um dedo de prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei sair, mas a voz não deixou. – Volta aqui, amigo Dutra. Estou sendo abandonado por todos e só você pode me entender. A Defesa Civil quer me vetar, a Polícia Militar, parece, vai impedir a entrada de meus amigos na próxima partida, tomara que não, se isto acontecer vou ficar adormecido até o próximo ano, se ainda existir algum cimento em meu corpo.&lt;br /&gt;- Nada disto, meu caro Arizão, você não será abandonado. Tem muita gente querendo te arrumar e alguns acham até que você seria uma excelente moeda de troca.&lt;br /&gt;- Já ouvi isto, meu caro. Já ouvi esta conversa e por isto estou preocupado. Já imaginou estes meninos, que nunca viram o Goytacaz ser campeão, que jamais tiveram oportunidade de me ver lotado, servindo de palco para Flamengo, Fluminense, Santos, Palmeiras, Botafogo e Vasco, botarem na cabeça que eu posso virar um shoping center? Vai ser o fim muito mais triste daquele que imaginei prá mim.&lt;br /&gt;- Você já se preparou para o final da vida?&lt;br /&gt;- Claro. Eu sempre pensei que iria ganhar uma nova roupagem, com o time na Primeira Divisão lembrariam de mim, me dariam um colorido mais forte, um azul novinho em folha e um branco limpinho como a neve. Sonhei, todos sonhamos com o sucesso no futuro, mas neste sonho vejo um punhado de craques desfilando novamente em minha grama, com novas camisas e com chances de serem campeões.&lt;br /&gt;- Tá difícil de realizar o sonho, não é mesmo meu amigo de concreto?&lt;br /&gt;Difícil não, impossível. Vi, agora a pouco, um time ruim e sem alma perder para outro que tem um baixinho que nem chega aos pés do outro baixinho (ele falava do Romário), que fez a festa aqui na minha alma. Tá difícil, meu amigo Dutra. Deste jeito vou penar sem ao menos receber um cimento novo ou uma grama fresquinha, viu só como está ruim este velho gramado?&lt;br /&gt;Quando tentei a última pergunta ouvi outras vozes, desta vez dos amigos Gustavo e David, que voltavam para me procurar. – Estávamos preocupados contigo, Dutra. Perguntou o Gustavo. – Tudo bem, estava aqui proseando com o velho Arizão e ouvindo suas histórias e seus sonhos para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- FUTURO !!!!!!!! NÃO HÁ FUTURO SEM PRESENTE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a frase de despedida do gigante de concreto, que se calou e me deixou a sensação de que estou criando uma linguagem diferente, a de papear com estádios de futebol. Um abraço meu caro Arizão, diga ao Municipal de Miracema que estou com saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-8581822354352324168?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/8581822354352324168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=8581822354352324168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8581822354352324168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/8581822354352324168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/07/um-dedo-de-prosa-com-o-arizao.html' title='UM DEDO DE PROSA COM O ARIZÃO'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-6873143253329816791</id><published>2009-07-01T11:30:00.002-07:00</published><updated>2009-07-01T11:31:06.214-07:00</updated><title type='text'>O FUTEBOL COMO HERANÇA</title><content type='html'>Na última semana recebi uma série de e-mails, de amigos e conterrâneos, que falaram-me com carinho sobre a coluna da última quinzena. Foram palavras carinhosas e, por coincidência meu guru, Ermenegildo Solon, me contou um “causo” interessante, passado em épocas passadas, mas que poderiam ser retratadas nos tempos modernos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a lenda, conta o velho Solon, que um senhor rico, dono de engenhos e fazendas, tinha por hábito comprar terras vizinhas, principalmente as mais prósperas. Dom Camargo era apaixonado por futebol e criou, em sua fazenda, um belo time e trouxe jogadores de todos os cantos da região. Rico, Dom Camargo não fazia questão de gastar o que fosse preciso para realizar seu sonho de infância, que era ter um time só para ele. “O patrãozinho não joga bola, tem deficiência no andar e por isto trouxe quem sabe para jogar em seu time de futebol”, comentava um criado, craque dentro e fora do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e todos os escravos foram libertados e aqueles mais chegados a Dom Camargo seguiram fieis ao senhor, principalmente os jogadores de futebol, cuja liberdade foi conquistada muito antes devido as suas habilidades com a bola de couro cru. O patrão, doente terminal, chamou seu filho Manoel, recém formado em Direito, e lhe deu uma missão: “Filho, este time não pode acabar nunca. Foi sustentado contra tudo e contra todos e jamais o entregue para os vizinhos, principalmente ao fazendeiro vizinho, que vive atormentando meus jogadores para trocarem de camisa”. O filho, humilde e servil, não titubeou em prometer ao moribundo pai todo o possível para manter vivo o seu sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e os vizinhos ficaram tristes por não conseguir a herança de Dom Camargo, mas alguns coronéis juraram que não morreriam sem ver o time de verde e branco em suas posses. Todos tentaram, mas em vão, a luta dos jogadores e dos descendentes de Dom Camargo era mais forte e tinha mais calor humano. “Jamais terão o Verde e Branco. Nosso time nasceu com o sangue de nosso velho pai e passou por várias gerações até chegar aos dias de hoje, e aventureiro nenhum irá assumir seu comando”, bradava Camarguinho, bisneto do poderoso Dom Camargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família construiu um belo estádio, em cujas arquibancadas a família do lugarejo promovia encontros maravilhosos. As festas eram constantes e a alegria do povo era uma referencia para todos da região. Tudo aquilo promovia inveja e despertava a cobiça de muitos ricaços, pobres de espírito e fracos em criatividade. “Ninguém teve a audácia de meu bisavô, que trouxe para a fazenda os melhores jogadores do estado e seus descendentes ficaram por aqui e, alem de continuarem no futebol, fincaram raízes no lugar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família Jordão, poderosa em toda a região, também almejava conquistar a glória de ter o melhor time e o mais simpático estádio de futebol. Os seus membros mais antigos sempre falaram com certo rancor de Dom Camargo. Os Jordão chegaram a comprar terras por perto da propriedade dos Camargo e, por incrível que possa parecer, assediavam suas filhas para que contraíssem matrimonio com seus descendentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugarejo cresceu, virou vila e posteriormente virou uma cidade. Os Camargo não quiseram liderança política e mantiveram seus investimentos no time de futebol, que como a vila cresceu e se tornou potencia estadual. Sabe o que aconteceu oitenta anos depois? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fazenda se transformou em uma bela cidade e seu povo, que não sabia cuidar do patrimônio, foi obrigado a entregar o comando para um forasteiro, que era nada mais nada menos do que um dos descendentes do velho Jordão. O rapaz, rico e inteligente, não só ficou com o estádio, sonho do bisavô, s elegeu prefeito e tem em suas mãos toda a terra que seus antepassados tentaram colocar a mão, mas esbarraram na luta dos valentes escravos e amigos do benfeitor Dom Camargo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-6873143253329816791?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/6873143253329816791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=6873143253329816791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6873143253329816791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/6873143253329816791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/07/o-futebol-como-heranca.html' title='O FUTEBOL COMO HERANÇA'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4600239214926574246</id><published>2009-07-01T11:30:00.001-07:00</published><updated>2009-07-01T11:30:20.351-07:00</updated><title type='text'>RÁDIO E TEVÊ NO IMAGINÁRIO DO TORCEDOR</title><content type='html'>Todo brasileiro, apaixonado por futebol e arte, tem na mente uma frase ou um texto do dramaturgo e cronista esportivo Nelson Rodrigues. Tricolor alucinado, criador da célebre frase, “O Fla x Flu começa quarenta minutos antes do nada”, Nelson Rodrigues fez parte da minha infância, ele escrevia suas crônicas no O Globo e no Jornal dos Sports, criação de seu irmão Mário Filho, e talvez tenha tido influencia de seus textos no momento em que me decidi ser um cronista, não com a verve do gênio, mas com uma sutileza sempre encontrada em seus artigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Rodrigues pode não está em moda, mas sua opinião sobre o videoteipe, “o videoteipe é burro”, está na crista da onda. Os árbitros brasileiros estão loucos para retornar ao tempo antigo, quando os jogos eram transmitidos apenas pelo rádio e não tinha esta imensidão de câmaras flagrando os erros de “suas senhorias”. É tira-teima prá lá, ângulo invertido prá cá, e um punhado de armas contra a nossa imaginação e contra os senhores de preto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, conversando com eu avô, ouvi dele que a modernidade atrapalhava nosso imaginário. “Eu gosto de filme mudo, ele me faz prestar atenção na fita e imaginar o que os artistas estão falando”. Tem sentido. Hoje, com o sucesso dos filmes na televisão, tenho a certeza de que o velho Vicente Dutra estava certo, os dubladores de hoje nos tiram o prazer de ver uma boa fita de cinema e os tradutores deturpam boa parte do que é dito pelos personagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é no futebol, assim é com o videoteipe. Como muita gente da minha geração, ouvi jogo pelo rádio na infância e na adolescência. Não havia a inflação de transmissões televisivas que existe hoje. O rádio nos trazia um futebol vibrante, dramático e misterioso, feito menos dos fatos reais ocorridos em campo do que do talento expressivo dos locutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Autênticos artistas da representação, os narradores criavam seus bordões pitorescos, infundiam ao jogo uma velocidade que ele não tinha, modulavam a voz à perfeição para criar atmosfera do jogo. Jorge Curi, o mais vibrante e inventivo narrador do país, Waldir Amaral, “tem peixe na rede ...” Doalcei Camargo, Clóvis Filho, “no canto é gol”, Osmar Santos, “pimba na gorduchinha”, Haroldo Fernandes, “Tá todo mundo correndo prá abraçar aquele moço”, e Oswaldo Maciel, “de peito aberto e o coração cheio de amor prá dar”, são alguns que trago na memória e que me fizeram apaixonar pelas transmissões esportivas e pelo futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me bem dos engasgos dos locutores, que faziam silencio profundo por dois ou três segundos apenas, e naquele pequeno espaço de tempo podíamos ouvir o grito da torcida e os xingamentos dos jogadores, isto quando os microfones dos repórteres de campo estavam abertos. Tudo isto nos remetia ao campo de jogo e nos imaginávamos dentro das quatro linhas a perceber, com a imaginação, tudo o que ocorria no estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A TV registra a verdade, e a verdade é o seu dom de iludir. O rádio, o rádio não. O rádio inventa a verdade junto com a gente.” Diz Rodrigo Bueno, da Folha de São Paulo, autor de um texto sobre o vídeo tape no futebol, que me fez pensar sobre o assunto. Viva o rádio e abaixo o videoteipe burro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4600239214926574246?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4600239214926574246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4600239214926574246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4600239214926574246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4600239214926574246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/07/radio-e-teve-no-imaginario-do-torcedor.html' title='RÁDIO E TEVÊ NO IMAGINÁRIO DO TORCEDOR'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-4520631607711521061</id><published>2009-07-01T11:29:00.001-07:00</published><updated>2009-07-01T11:29:15.317-07:00</updated><title type='text'>O TEMPO PASSA RÁPIDO DEMAIS</title><content type='html'>Os anos estão passando muito rapidamente, imagine você, amigo blogueiro, que lá se vão quarenta e cinco anos, em que sentado nas arquibancadas do Maracanã, levado pelo meu saudoso pai (Zebinho), vi Almir, que depois se tornou um bom amigo, detonar o timaço do Milan, do conterrâneo Amarildo, debaixo de uma chuva tipo "arrasa quarteirão", e levar o Santos FC a conquistar o seu segundo título mundial interclubes. Um jogo feio, truncado, onde a força física dos santistas superou o talento dos italianos. Almir jogara na vaga de Pelé, que voltou da Itália, onde o Santos perdera o primeiro jogo pelo placar de 4x2, contundido.&lt;br /&gt;O Milan fez 2x0 e o jogo parecia definido, mas Almir comandou a virada, 4x2, e os jornais daquela época destacaram a bravura do "Pernambuquinho", apelido do ex-craque de Vasco e Flamengo, sem deixar uma pitada de maldade com a fera do Santos, tido com um jogador que usava doping para entrar em campo. A tempestade acendeu o Santos, que conseguiu virar o jogo em meio a um futebol "aquático". No lamaçal, o Santos marcou quatro gols em 20 minutos, batendo o Milan por 4 a 2. A virada heróica alvinegra levou a decisão da taça para um terceiro, e último, embate. &lt;br /&gt;Dois dias depois, precisamente em 16 de novembro de 1963, novamente no Maracanã, outro triunfo alvinegro sobre os italianos, desta vez por 1 a 0 e sem chuva, deu ao Santos o bicampeonato mundial de clubes. E, felizmente, lá estava eu, com os meus 14 anos, de mãos dada com meu pai, voltando para a Rua José Higino, ali na Tijuca, a pé, com a chuva caindo novamente, mas com o rosto coberto de uma felicidade sem tamanho.&lt;br /&gt;Seis anos depois, já crescido e independente, lá vou eu de novo rumo ao Maracanã, desta vez não para ver Almir, que já abandonara o futebol e vivia rodando pela Galeria Alaska, em Copacabana, onde viveu até morrer assassinado por tentar defender uma de suas amigas da galeria. Mas eu dizia que seis anos depois voltava eu ao Estádio Mário Filho para presenciar um outro fato histórico, o MILÉSIMO GOL DE PELÉ.&lt;br /&gt;Na noite de 19 de novembro de 1969, uma quarta-feira, Santos e Vasco se enfrentavam pela Taça de Prata no Maracanã. O jogo estava empatado: Benetti abriu o placar para o time cruzmaltino aos 17 minutos de jogo, Renê, contra, igualou o marcador aos dez do segundo tempo. Aos 34 minutos da etapa final, Pelé caiu na área do Vasco após um choque com o zagueiro Fernando. O pernambucano Manoel Amaro de Lima não teve dúvidas: marcou pênalti. O que se viu depois foi um dos momentos mais comentados na história do nosso futebol, talvez mais lembrado que o Dia da Bandeira: o milésimo gol de Pelé há exatos 39 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-4520631607711521061?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/4520631607711521061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=4520631607711521061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4520631607711521061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/4520631607711521061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/2009/07/o-tempo-passa-rapido-demais.html' title='O TEMPO PASSA RÁPIDO DEMAIS'/><author><name>Adilson Dutra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09721241666862099266</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_g4P66bBgaPQ/Sjvmg5cKDdI/AAAAAAAAAAg/2WJ91uwKQ-0/S220/capa_livro.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561576813334670204.post-1559480087403120891</id><published>2009-07-01T11:28:00.001-07:00</published><updated>2009-07-01T11:28:36.061-07:00</updated><title type='text'>O NETO DO BEBETO</title><content type='html'>O fato se deu na casa do neto de um amigo (céus, meus amigos já têm netos!). Garoto de cinco anos. Diz o jovem avô coruja (tem 50, antigamente avô tinha pra mais de setenta, não era, não?), bem, diz o avô que o menino, desde o primeiro natal, ainda no colo, ficava deslumbrado com a árvore que todo ano aparecia na sala. Com quatro e cinco já ajudava e colocar os badulaques todos.&lt;br /&gt;Pois foi em janeiro do ano que está terminando que o Joaquim (nome do neto e não do avô) – mais precisamente no dia 6 – reclamou com aquela autoridade de cinco anos já completados:&lt;br /&gt;- Mas vai desmanchar a árvore de novo? (e quase chorando) Porque que todo ano tem que desmanchar a árvore? Por quê?&lt;br /&gt;Era hora do café da manhã, todo mundo reunido. Pai, mãe, irmãos mais velhos: senhores de 10 e 14 anos. E todos se entreolharam.&lt;br /&gt;- É uma tradição, meu filho.&lt;br /&gt;- Tradição? Perguntou o Joaquim que não tinha a mínima idéia do que fosse uma tradição.&lt;br /&gt;- Tradição.&lt;br /&gt;Não sabia o que era aquela palavra esquisita, mas devia ser coisa muito séria, porque a tal da tradição obrigava todas as casas da rua, da cidade, a desarrumarem a árvore de natal no dia 6 de janeiro. Dias de Reis! Acrescentou a mãe.&lt;br /&gt;Joaquim se calou, mas aprendeu que rei e tradição deveriam ter alguma coisa em comum. De rei só conhecia os reis magos. Ou magros, como ele dizia.&lt;br /&gt;- Se é coisa de dia de rei, então os reis magros ficam no presépio.&lt;br /&gt;O pai encarou:&lt;br /&gt;- E posso saber por quê?&lt;br /&gt;E o garoto não pestanejou:&lt;br /&gt;- Tradição!&lt;br /&gt;E a árvore não foi desmontada. E o  presépio está lá até hoje. Tá certo que foi incremento com umas motos, uma perna de Barbie, um Homem-Aranha e uma nota de um dólar que ninguém sabe de onde saiu. Fora um relógio de plástico cor-de-rosa&lt;br /&gt;E a árvore de natal, no lugar das bolas vermelhas, amarelas “Iguais as do Guga”. E, lá em cima, no lugar da tradicional estrela-cometa, uma bandeira do Brasil escrito com a letra dele, em forma: R-O-N-A-L-D-O&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561576813334670204-1559480087403120891?l=cadeiradebar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cadeiradebar.blogspot.com/feeds/1559480087403120891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561576813334670204&amp;postID=1559480087403120891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1559480087403120891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561576813334670204/posts/default/1559480087403120891'/><link rel='alter
